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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Resultado peca por escasso

3/2/2013
REAL SC-GD PENICHE 2-0
Arb:Carlos Cordeiro (AF Setúbal)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Araújo e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Mota e Pratas
Tr.João Silva
Peniche-Ricardo Brito; Edgar, Edilson (Cap.), Abel e André; Sancheira, Emanuel e Moitinha; Luís Pinto, Bruno Vitorino e Gata
Tr.Mário Correia

O Peniche tem uma equipa melhor do que a posição que ocupa na classificação aparenta. Mas a verdade é que ter saído de Queluz-Massamá com apenas dois golos sofridos foi de uma felicidade imensa, considerando as oportunidades de golo desperdiçadas pela equipa da casa. Ironicamente, a vitória do Real foi obtida da marca de grande penalidade e num lance de desentendimento entre dois jogadores penichenses que Tomás aproveitou para fazer o seu oitavo golo na prova.

O início da partida foi marcado por algumas interrupções por lesão. Algo que voltaria a marcar a partida mais tarde. A primeira chance de golo surgiria à passagem do nono minuto. Grande lance de Tomás que coloca Mota em frente a Ricardo Brito mas o jovem avançado do Real não consegue desfeitear o guardião visitante. Pouco depois, Mota volta a estar em acção, obrigando Ricardo Brito a defesa de recurso. No minuto 18, Tomás ganha uma bola de cabeça na área mas não acerta na baliza. Só dava Real. Quatro minutos depois, Rui Loures remata por cima. Aos 28', Mota tem duas chances para marcar mas o golo só surgiria cinco minutos depois.

Da marcação de um canto apontado por Ladeiras, resulta uma grande penalidade a favor do Real. Vitorino acerta no pé esquerdo de Araújo e o árbitro, aparentemente por indicação do auxiliar, aponta a marca de grande penalidade. Na conversão, Tomás inaugura o marcador.

Após o golo, ressentindo-se da lesão sofrida no início da partida, Sancheira sai para entrar Penas. Quatro minutos depois, remate de Ladeiras de fora da área ligeiramente por cima. Teria sido um golaço. A segunda alteração do jogo motivada por lesões surgiria ao minuto 43. Bernardo lesiona-se num lance com Penas e é substituído por Milton. Logo a seguir, num dos poucos lances de perigo do Peniche, Moitinha cruza para a área, Rui Loures corta, mas a bola sobra para o remate de Gata ao lado. Apesar de não ter sido indicado o tempo de compensação, a primeira metade prolongou-se. De um livre apontado por Ladeiras quase chega o segundo golo do Real. Pratas ainda remata para a baliza, mas a bola embate no central Abel e o lance esfuma-se. Pouco depois, o árbitro da AF Setúbal apitava para o intervalo.

Os técnicos não fizeram mexidas ao intervalo e o Real voltava a entrar melhor. Aos 51', Pratas surge em boa posição de remate frente a Ricardo Brito mas não impede a defesa do guardião do Peniche. Na resposta, Moitinha tem um remate cruzado que toma uma trajectória algo surpreendente mas acaba por sair ao lado. Pouco depois, Bruno Vitorino cruza para a área onde Gata ganha uma rara bola na área, roda e remata mas a bola não passa por Rui Loures que tinha vindo em apoio da zona central da defesa.

Aos 58', bom lance do lado esquerdo, com Paulinho a colocar em Mota e este a dar para Tomás que desfere remate cruzado que sai ligeiramente ao lado, com Pratas perto do desvio ao segundo poste. Três minutos depois, João Silva faz sair Mota para entrar Miguel Cardoso. Na primeira intervenção na partida, Miguel Cardoso disputa a bola com Moitinha e é o pequeno jogador visitante a sair mal tratado. O árbitro nada assinalou mas parece falta. o melhor jogador do Peniche viria a ser substituído por Fábio Mateus.

Minuto 66. Na sequência de um canto favorável ao Real, Bruno Vitorino consegue colocar a bola jogável em Gata que não impede a recuperação decisiva de Paulinho que anula o lance de contra-ataque do Peniche. Quatro minutos depois, quarta substituição por razões físicas. Sai Araújo e entra Miguel Santos.

O resultado continuava 1-0 e o Peniche, esporadicamente, abeirava-se da baliza do Real. No minuto 71, remate cruzado de Gata para boa defesa de André Martins. Seria a última aproximação visitante. Quatro minutos depois, bom lance de Pratas, cruzamento para a área onde Milton cabeceia ao lado num lance em que surge solto na área.

No minuto seguinte, chegaria o golo da tranquilidade do Real. Próximo da área do Real, David Rosa coloca a bola do lado contrário, onde a hesitação entre o guardião e capitão do Peniche permite a antecipação de Tomás para o segundo golo da partida.

Se a tarefa do Peniche já era difícil, tornava-se agora praticamente impossível. Pouco depois do 2-0, David Rosa sai lesionado de um lance disputado com Fábio Mateus. Sem poder efectuar alterações, João Silva opta por colocar o defesa na frente, assumindo Paulinho o lugar de lateral direito. Enquanto David Rosa era assistido, a equipa esteve reduzida a dez elementos. O Peniche procurava o ataque mas abria espaços atrás que só não foram aproveitados por falta de eficácia dos atacantes da casa. Num desses lances, Miguel Cardoso irrompe pela ala direita e cruza para o desvio de Tomás que saíu curto.

No minuto 79, Mário Correia esgota as substituições, fazendo sair Gata para a entrada de Rui Costa, mas não havia nada a fazer. Até ao final, as chances de golo do Real foram diversas:

1ª Grande passe de David Rosa isola Miguel Cardoso. O ainda júnior, em posição de finalizar, opta por assistir os colegas de ataque mas o passe é interceptado pelo central Abel.

2ª Apesar de marcado por Edilson e Abel, Tomás consegue ganhar espaço na área mas o remate saíu à figura do guardião penichense.

3ª Com um passe fantástico, Tomás coloca a bola em Miguel Cardoso que procura cruzar para Pratas. O central Abel parece tirar a bola de Pratas mas o árbitro considerou que a bola não foi desviada.

4ª Tomás rouba a bola a Edilson na área do Peniche e remata forte mas a bola vai à base do poste e sai pela linha de funda. Teria sido o hat trick.

Durante os 4' de compensação concedidos pelo árbitro, apenas registo para o amarelo a Edilson por travar Pratas que se preparava para romper para a área. Na marcação do livre, Milton bate com a bola a sair ao lado.

Após a reposição da bola em jogo, o árbitro deu por terminada a partida. O Real vence pelo quarto jogo consecutivo e completa uma série de 100 vitórias na 3ªDivisão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Podiam ter sido mais


28/10/2012-3ªDivisão Nacional – Série E – 6ªJornada
GD PENICHE-REAL SC 0-3
Arb: Rui Soares (AF Santarém)
Peniche-Alemão; André (cap.), Rui Roque, Fernando e Jonathan; Edilson (cap.), Emanuel Caneco e Luís Pinto; Moitinha, #9 e #11
Tr. Vasco Oliveira
Real-João Ascenso; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Kifuta e Pratas
Tr. João Silva

A história do jogo resume-se aos golos marcados e, ainda mais, aos golos desperdiçados pelo Real. Tal foi a diferença patenteada pelas duas equipas em campo. Logo aos 7’, após um canto apontado por Ladeiras, Pratas remata ao lado. No minuto seguinte surgiria a primeira perdida de Kifuta num lance em que remata para a baliza mas permite o corte do lateral-esquerdo da equipa da casa, Jonathan. Aos 17’, cruzamento para a área, o central Rui Roque alivia mas a bola sobra para Ladeiras que remata cruzado e ligeiramente ao lado. Um minuto volvido, Paulinho rouba a bola a Edilson no miolo e com um passe perfeito, coloca Kifuta na face do guardião do Peniche, mas o avançado do Real permite a defesa. Do canto que se seguiu surgiria o primeiro golo da partida. Ladeiras aponta, Kifuta falha o cabeceamento mas a bola sobra para Araújo que desfere forte remate sem hipóteses para Alemão. Aos 32’, o lateral direito do Peniche derruba Pratas quando este se isolava e vê apenas o amarelo. Travava assim um lance em que a bola passou por Kifuta e Tomás que, de calcanhar, desmarcou Pratas. Da marcação do livre resulta um pontapé de Ladeiras que embate na trave. Aos 35’ assistiu-se ao primeiro lance do Peniche na área do Real. Boa incursão de Jonathan pela esquerda, cruzamento para o #9 falhar o cabeceamento na área. Seis minutos depois, novamente Jonathan a colocar a bola no camisa 9 local que trabalha bem fora da área mas remata muito por cima. O intervalo chegaria após dois cantos consecutivos a favor do Real mas sem criar perigo.

A segunda parte começou na mesma toada. Aos 47’, David Rosa desce pela direita e cruza para a cabeça de Kifuta que volta a falhar o alvo, fazendo a bola sair por cima da trave. Quatro minutos depois, grande lance de Pratas que acaba por colocar Tomás frente a Alemão, com o jovem guardião do Peniche a evitar o segundo golo do Real. No minuto seguinte, Paulinho progride pelo miolo e assiste Pratas, mas o remate do avançado do Real sai fraco e à figura de Alemão. Ao minuto 54, mais um excelente cruzamento de David Rosa a servir Tomás que cabeceia por cima. O segundo golo tardava mas chegaria seis minutos depois. David Rosa coloca a bola para a entrada de rompante de Pratas que cabeceia para a baliza. Nove minutos depois, Tomás remata de pé esquerdo por cima. O jogo entrou numa toada mais pausada, para que contribuiram também as substituições verificadas dos dois lados. Aos 83’, canto de Ladeiras com Caramelo a subir bem mas a cabecear por cima. Seis minutos depois, o Peniche cria um lance de perigo relativo quando um remate frontal de Edilson sai sobre a barra da baliza à guarda de João Ascenso. No minuto seguinte surgiria o terceiro golo visitante. Moitinha perde a bola no meio campo do Real, David Rosa coloca em Ventura que desmarca Caramelo. O avançado formado no Benfica passa por Alemão e remata para a baliza. Estava feito o resultado final. O árbitro Rui Soares deu três minutos de compensação e ainda haveria tempo para mais um desperdício Real. Incursão de Caramelo pela esquerda com o avançado a cruzar para a entrada ao segundo poste de Ventura que falha o 0-4. Pouco depois soaria o apito final.

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A jovem e frágil equipa do Peniche teve, na minha opinião, em Jonathan (lateral-esquerdo) o melhor elemento. Rápído, teve algumas incursões durante os 71’ em que esteve em campo.

Apesar de Jonathan, David Rosa esteve muito bem, não só defensivamente como na participação no ataque, sector em que colaborou directamente em dois dos golos, para além de ter assistido os seus colegas em lances que seriam desperdiçados.

Com o golo marcado em Peniche (o terceiro esta época), o central Araújo passou a ser o melhor marcador da equipa. A dupla que vai construindo com Jibril parece cada vez mais sólida.

O acesso à bancada é feito por um hall onde estão expostas algumas fotografias históricas do Peniche. Nesta pode ver-se o jovem Jorge Jesus.

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De regresso ao Real, Kifuta tem estado bastante perdulário, apesar de muito activo no ataque. Dá a sensação que quando o primeiro golo surgir, outros se seguirão com naturalidade.

Julgo que foi a primeira vez que saí de um jogo dos Nacionais sem conseguir identificar alguns dos intervenientes. O Grupo Desportivo de Peniche tem no seu historial presenças de destaque na antiga 2ªDivisão Nacional, chegando mesmo a disputar o acesso ao escalão principal do nosso futebol. Hoje em dia, a sua presença nos media (internet incluída) é quase nula. Por outro lado, o estádio não tem instalação sonora em funcionamento, pelo que a constituição das equipas não foi anunciada. Finalmente, os poucos adeptos presentes não permitiram sequer identificar os atletas locais pelos costumeiros incentivos verbais. Sinal dos tempos que o final da 3ªDivisão poderá acentuar.