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domingo, 24 de abril de 2011

Alverca vence a Taça







O Futebol Clube Alverca derrotou o Clube Desportivo Recreativo Cultural Vila Franca do Rosário na Final da Taça da AF Lisboa (AFL), conquistando o seu primeiro título nesta prova. A Final foi disputada na passada Sexta-Feira, no Estádio do Sacavenense e acabou por ser resolvida no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, após um jogo emotivo, principalmente na primeira parte. A Final colocava frente-a-frente os clubes que lideram a Série 1 da 1ªDivisão da AFL, sendo que a equipa de Vila Franca do Rosário lidera a série, apesar de não ter vencido nenhum dos jogos disputados com o Alverca. A 17 de Outubro, o Alverca recebeu e venceu o Vila Franca do Rosário por 1-0, enquanto que a 5 de Março, o Alverca foi empatar a Vila Franca a duas bolas.




VILA FRANCA do ROSÁRIO – Botelho; Chinês (Ricardo 75’), Varela, Adilson e Jorge; Calói, Almeida (Daniel 90’), João Pereira (cap.) e David (Vítor Hugo 75’); Pina e Nélson.



Não utilizados – Sousa, Furtado, Ruben e Ricardo Azevedo.



Tr. Pedro Navalho



Amarelos – Calói




ALVERCA – Rui Pereira (cap.); Rúben (Gonçalo 90’), Nobre, Alhinho e Djaló; Júnior, Frota e Cláudio (Pipoca 110’); Mané (Fábio Santos 72’), Nelinho (Telmo 90’) e Tó Jó.



Não utilizados – Carlos, Nélson e Gabriel.



Tr. Paulo Gomes

Amarelos - Nobre, Júnior, Frota e Telmo




8’ – Livre do lado esquerdo, com Djaló a colocar a bola na barra da baliza defendida por Botelho;



13’ – Adilson deixa a bola bater à sua frente, sobrando a bola para Tó Jó que remata para defesa de Botelho. Na recarga, Mané faz o 0-1;



19’ – Na sequência de um canto marcado por Nélson, Varela cabeceia para o fundo das redes da baliza do Alverca – 1-1;
























26’ - Na sequência de novo canto, a bola sobra para Calói que, vindo de trás, se antecipa a Frota e bate Rui Pereira – 2-1;




















35’ – Após vários lances de ataque do Alverca, Nelinho faz a igualdade – 2-2;


43’ – O árbitro assinala falta na área do Alverca, por derrube de Mané a Varela. Chamado a converter o pontapé da marca de grande penalidade, David faz o 3-2;





















45’+3 – Rúben marca livre do lado direito do ataque do Alverca para o desvio de cabeça de Tó Jó – 3-3;




















O segundo tempo teve menor intensidade, apesar do Alverca ter sido a equipa mais perigosa e aquela que mais procurou desfazer a igualdade que acabou por se manter até aos 90’. O prolongamento foi um espelho da segunda metade da partida. Aos 118’, Tó Jó tem uma oportunidade flagrante de bater Botelho, após antecipar-se a Adilson, mas não consguiu finalizar. Diga-se que o avançado do Alverca jogou as últimas épocas no Sacavenense, clube que cedeu o Estádio para esta Final. A Final iria decidir-se na lotaria dos pontapés da marca dos onze metros.




Desempate: 0-1-Djaló; 1-1-Varela; 1-2-Pipoca; 2-2-Nélson; 2-3-Júnior; 2-3-Pina remata para o lado direito de Rui e a bola vai ao poste.




















2-4-Telmo; 3-4-Adilson; 3-5-Gonçalo.




















Num jogo em que os goleadores de ambas as equipas estiveram algo apagados, excepção feita a Tó Jó, destaque-se a extrema correcção com que toda a partida foi disputada, incluindo após os pontapés decisivos. Que grande lição deram estas duas equipas dos Distritais! A vitória do Alverca acabou por ser justa, considerando que foi a equipa que dispôs das melhores oportunidades para marcar. Não por acaso, a Final também contou com uma excelente arbitragem da equipa liderada por Pedro Felisberto, a provar que os jogadores também podem contribuir para bons juízos arbitrais.


Uma nota final para dois dos atletas do Vila Franca do Rosário. Calói e Varela já jogaram juntos no Olivais e Moscavide. Na época passada, ambos disputaram a Final da Taça da AFL. Calói ao serviço da Ass.Charneca e Varela ao serviço do Loures. Venceu Varela. Desta vez perderam os dois mas ganharam pelo exemplo que demonstram dentro de campo aos jogadores mais novos. Parabéns!


sábado, 19 de março de 2011

Chuva de Golos no Bocal


Já aconteceu há mais de uma semana, mas vale bem a pena escrever umas linhas sobre a Meia-Final da Taça da AF Lisboa disputada entre o Bocal e o Vila Franca do Rosário (VFR). Primeiro porque uma deslocação ao Bocal, lugar da Freguesia de Santo Estêvão das Galés (Mafra) se assemelha a uma deslocação ao interior profundo. A paisagem envolvente é bucólica q.b. Como se isso não bastasse, o ambiente que se vive no Campo Santo contraria totalmente o estereótipo dos jogos dos Distritais. Ali não se vê situações de conflito entre adeptos, não se intimida as equipas de arbitragem, o futebol é um jogo de que todos gostam, não uma batalha de vida ou morte.



Imagine-se o que seria uma Meia-Final da Taça de Portugal terminar com um resultado de 5-6, com quatro grandes penalidades assinaladas ! Agora acrescente-se que se tratava de um jogo histórico para os dois clubes. As duas equipas do concelho de Mafra disputavam pela primeira vez a passagem à Final da Taça da AF Lisboa. Ambos alinham na Série 1 da 1ªDivisão do Distrital lisboeta, sendo o VFR o líder, enquanto o Bocal procura evitar a descida. Mas no Campo Santo, a diferença classificativa não se observou. Fazendo valer a sua garra constante e uma melhor adaptação ao terreno, nomeadamente às dimensões reduzidas, o Bocal chegou a estar a vencer durante onze minutos, acabando por perder o jogo que poderia ter “caído” para qualquer das equipas. Aqui fica o evoluír do marcador:


0-1-Caramba 3’; 1-1-Silva 5’; 1-2-Caramba 17’; 2-2-Ruben Graça 18’; 3-2-Ruben Graça 26’; 3-3-Adilson 37’; 3-4-Nélson 43’(pen) e 4-4-José Cabral 45’(pen).


Resultado ao intervalo – 4-4


4-5-Paulo Pina 50’; 5-5-José Cabral 56’(pen) e 5-6-Nélson 63’(pen).


Num jogo que teve onze golos em sessenta minutos, não se marcou nenhum nos últimos 27 minutos!


No Bocal, destaque para o central Bruno Nunes (36 anos - passou por clubes como Casa Pia, Coruchense, Real e Igreja Nova) e os avançados José Cabral (33 - Sintrense, Cacém, Lourel e Igreja Nova) e Ruben Graça (24 – passou pelas camadas jovens do Campomaiorense). No VFR, nota para a presença de Caramba (22 – escalões de formação do Sporting com passagem pelo Torreense) e o veterano Varela (35 - jogou no Olivais e Moscavide, entre outros) que irá defender o título conquistado na época passada, ao serviço do GS Loures.


Mas o maior destaque vai para a extrema correcção demonstrada dentro e fora do campo, num jogo de resultado sempre incerto e com a bola constantemente próximo das duas balizas. A equipa de arbitragem composta por três Paulos (Neves, Justo e Henriques) acabou por fazer parte da festa, apesar de algumas dúvidas em pelo menos uma das penalidades assinaladas.