Mostrar mensagens com a etiqueta Taça AFL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça AFL. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Taça da AF Lisboa foi para Igreja Nova

9/6/2013
Estádio 1ºMaio (Lisboa)
Arb:Pedro Mota
Igreja Nova-Formiga; Filipe Anjos, Serginho, Rui Ferreira e André Costa (R.Barradas 90'+4); Batista, Martinho e Rochinha (Pepito 90'+4); Diogo Quaresma (Russo 81'), Tiago Almeida e Paulo Cunha (José João 90'+4)
Tr.Rui Paulo Janota
Alverca-Filipe Vale; Filipe (Pedro Dias 72'), Fabio Rosa, Nelson (Cap.)(Marcos 80') e Iã (Telmo 45'); Junior, Armindo (Guga 80') e Stanic; Romão, Serginho e Afonso
Tr.Nuno Lopes

Como o Sporting foi sétimo esta época, recorro ao exemplo da época 2011/12. Imagine-se uma final da Taça entre Nacional (7º da 1ªLiga) e União da Madeira (10º da 2ªLiga) terminar com a vitória unionista por 3-0. Considerando que a 1ªDivisão da AF Lisboa é dividida em duas séries e que o Igreja Nova terminou em 10º na primeira delas, o que aconteceu no domingo é ainda mais surpreendente. Mas só para quem não assistiu.

O Alverca chegou a esta Final da Taça da AF Lisboa após eliminar o Fontaínhas, clube que disputou a 1ªDivisão mas que havia afastado o Loures nos Quartos-de-Final. Por outro lado, para além de disputar a divisão imediatamente abaixo, o Igreja Nova chegava à Final após disputar seis rondas eliminatórias em que numa única ocasião resolveu a ronda com mais do que um golo de diferença. Foi frente ao Bucelenses nos Oitavos-de-Final. a partir daí, apurou-se sempre no desempate por pontapés da marca de grande penalidade após terminar a zero frente a Ponterrolense e Vila Franca do Rosário.

Ainda assim, desde muito cedo se viu que o Igreja Nova queria mesmo levar a Taça, apesar da presença na Final ser, por si, meritória. Entrou melhor na partida. No entanto, uma perda de bola no miolo coloca Serginho em frente a Formiga, mas o veterano guardião leva a melhor. Aos 19', num lance de que só filmei a parte final, Paulo Cunha surge nas costas da defesa do Alverca mas remata ao lado. Era o primeiro sinal de perigo do avançado do Igreja Nova numa partida em que seria figura principal.

Quinze minutos e dois amarelos depois, Paulo Cunha ganha espaço na área mas, com o guardião alverquense pela frente, remata por cima no que era a chance mais flagrante de golo para o Igreja Nova até aquele momento. Ainda assim, naquela altura, a questão era "terá o Igreja Nova outras chances para marcar ?". Haveria.

No minuto seguinte, excelente passe de Paulo Cunha para Diogo Quaresma que vê o remate desviado por Filipe, lateral direito do Alverca. Na sequência do canto, Diogo Quaresma remata de fora da área ao lado. O Alverca voltou a tentar pegar no jogo mas, já em cima do intervalo, Formiga repõe a bola na frente e a bola vai ao braço de Armindo na área, fazendo o árbitro apontar para a marca de grande penalidade. Chamado a converter, Batista bate para o lado esquerdo do guardião do Alverca e coloca o Igreja Nova em vantagem. O árbitro apita para o intervalo no reatamento.



Para o segundo tempo, Nuno Lopes troca de lateral esquerdo, fazendo entrar Telmo para o lugar do jovem Iã. A primeira metade da segunda parte foi muito pobre. Em desvantagem, o Alverca não conseguia criar perigo a uma equipa que se defendia muito bem. Aos 67', Tiago Almeida e Telmo disputam um lance na área e o árbitro assistente dá penalty que parece muito forçado. Do lance saem amarelados o referido Telmo e Filipe. Na marcação, Batista atira à barra. O falhanço poderia ter dado mais ânimo ao Alverca mas foi novamente o Igreja Nova a criar perigo num excelente lance de Paulo Cunha em que o remate cruzado sai à figura de Vale.

Aos 72', Nuno Lopes troca Filipe por Pedro Dias, passando Armindo a ocupar a lateral direita. Quatro minutos depois, chegaria o momento do jogo. Martinho recupera uma bola a meio campo, dá para Rochinha que coloca em Tiago Almeida. Este faz um passe para Paulo Cunha que, com Nélson pela frente, faz um chapéu de belo efeito ao guarda-redes do Alverca. A catorze minutos do fim do tempo regulamentar, o vencedor parecia estar encontrado, considerando a impotência revelada pelo Alverca perante a excelente postura do Igreja Nova.

Pouco depois, combinação entre Paulo Cunha e Rochinha deixaria o primeiro isolado mas o árbitro assistente assinala (mal) fora-de-jogo. O técnico do Alverca ainda esgotou as alterações, fazendo sair Nélson e Armindo para as entradas de Marcos e Guga. No entanto, o jogo estava decidido e o Alverca não mais criaria perigo. Rui Paulo fez sair um dos melhores em campo (Diogo Quaresma) para a entrada de  Russo. Em cima do minuto 90, um toque de cabeça de Paulo Cunha isola Rochinha que faz o 3-0.

Pedro Mota concedeu 5' de compensação e o Alverca está perto de reduzir por intermédio de Serginho que surge frente a Formiga mas não consegue bater o veterano guardião por duas vezes. Depois, o recém entrado Guga ganha espaço do lado esquerdo do ataque mas o remate de ângulo escasso saíu à figura de Formiga. A um minuto do apito final, o Igreja Nova fez três alterações, retirando Paulo Cunha, Rochinha e André Costa para as entradas de Rui Barradas, Pepito e José João.

Até ao final, destaque para dois lances, um em cada uma das áreas. Primeiro foi um desvio de Marcos que Formiga defende sem dificuldades. Depois foi José João que remata cruzado e está perto do 4-0.

Com o apito final de Pedro Mota, o Igreja Nova sagrava-se o justo vencedor da edição 2012/13 da Taça da AF Lisboa. Com uma espinha dorsal composta pelo trio ex-Futebol Benfica composta por Formiga, Batista e Martinho, coadjuvados por Serginho e Rochinha (ambos velhos conhecidos do técnico dos tempos do Pero Pinheiro), Paulo Cunha merece o maior destaque.

Aos 34 anos, Paulo Cunha é um avançado que fez parte do plantel do Real SC na primeira metade da época 2004/05 que culminaria com a primeira subida do clube à 2ªDivisão Nacional. Já há várias épocas que compete nos distritais de Lisboa, tendo passado por clubes como Malveira, Encarnacense ou Venda do Pinheiro. A jogar só na frente, Paulo Cunha fica directamente ligado a esta conquista do Igreja Nova.

sábado, 27 de abril de 2013

Houve Taça

Tinha aqui escrito sobre o caminho aberto que o Loures tinha para atingir a Final da Taça da AF Lisboa desta época. No entanto, o Futebol voltou a registar uma surpresa e o Fontaínhas saíu vitorioso do jogo dos Quartos-de-Final que disputou em Loures. A 2 de Junho teremos as Meias-Finais com as partidas Igreja Nova-Vila Franca do Rosário e Fontaínhas-Alverca. Viva a Taça!

domingo, 31 de março de 2013

Dobradinha à vista

Para além de comandar a Divisão de Honra da AF Lisboa, o Loures apurou-se na passada sexta-feira para os Quartos-de-Final da Taça da associação lisboeta. Como o calendário completo desta prova é definido logo no início da época, a eliminatória Vialonga-Loures poderia abrir as portas da Final ao vencedor. Vejamos.

O Loures irá receber o Fontaínhas (1ªDivisão) nos Quartos-de-Final. Se a lógica imperar, voltará a jogar em casa o acesso à Final de 9 de Junho frente ao vencedor do Cacém-Alverca. Do outro lado, estará um de quatro clubes - Ponterrolense, Igreja Nova, Mem Martins ou Vila Franca do Rosário.

Em teoria, tudo aponta para uma Final Loures-Ponterrolense a não perder.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Taça foi para Vila Franca

3/6/2012
TAÇA da AF Lisboa (FINAL)
UD VILAFRANQUENSE-SC LINDA-A-VELHA 2-1
Estádio 1ºMaio, Lisboa
Arb: Manuel Costa
Vilafranquense-Fialho; Nuno, Ricardo, Bruno Neves e Félix (Milton 74'); Paulo Sérgio, Fábio Rosa e Castro (cap.)(Alfredo 63'); Guilherme (Calisto 63'), Grazina (Hernâni 74') e Bruno Pernes
Tr.Pedro Borreicho
Linda-a-Velha-Kaká; Tiago (Laborde 78'), Chico, André Figueiredo e Vítor; João Lopes, Chapa e Café; Rodro (Toni 78'), Filipe Costa (Nani 78') e Luís Santos (Fábio Teixeira 45')
Tr.Carlos Magalhães

Apesar da época disputada pelas duas equipas não ser prometedora quanto à qualidade do jogo que se disputou Domingo passado, a Final da Taça da AFL é sempre emotiva. O jogo foi quase sempre equilibrado mas deu quase sempre a sensação de que a equipa do Vilafranquense tinha mais argumentos para chegar à vitória. Assim foi mas não foi fácil.

Aos 6', na sequência de um canto, Grazina cabeceia para defesa de recurso de Kaká. Seis minutos depois, surgiu ainda mais perigo do outro lado. Luís Santos antecipa-se aos centrais e remata, mas Fialho faz a mancha. Aos 21', o perigo voltou a mudar de lado. Bruno Pernes rouba a bola no miolo e dispara para a área, sendo o Linda-a-Velha salvo por uma defesa "à Futsal" de Kaká. Dois minutos depois, contra ataque do Linda-a-Velha, com Rodro a surgir isolado mas a não desfeitear Fialho. Aos 25', Luís Santos rouba a bola a Bruno Neves, passa por Ricardo, mas frente a Fialho, tenta o chapéu quando a defesa vilafranquense já recuperara. Três minutos depois, o perigo voltava à área do Linda-a-Velha. Castro combina com Grazina e surge isolado frente a Kaká. Opta por colocar para o lado, onde surgiu Guilherme para rematar ao lado. Do canto que se seguiu, surgiu nova chance vilafranquense, com Fábio Rosa a cabecear ao poste. Muitas oportunidades de golo mas o jogo continuava 0-0. Aos 36', Grazina surge isolado mas remata por cima e o jogo manteve-se 0-0 até ao intervalo.


Para a segunda parte, o técnico do Linda-a-Velha retira o perdulário Luís Santos e lança Fábio Teixeira. A equipa da Linha pareceu mais decidida no ataque. Aos 54', a melhor entrada em jogo do Linda-a-Velha teve os seus frutos. Tiago cruza para a área e Filipe Costa bate Fialho. O Linda-a-Velha estava na frente. O Vilafranquense teve de ir em busca do empate, mas sem sucesso. A dada altura, o jogo estava controlado pelo Linda-a-Velha que trocava a bola no meio campo adversário. No entanto, aos 77', o recém entrado Milton coloca a bola em Alfredo que, da linha lateral, coloca a bola a passar sobre o guarda-redes Kaká. As imagens dão a ideia de que o remate é intencional, mas o guardião do Linda-a-Velha é mal batido. Depois do empate, voltou a ser o Vilfranquense a procurar evitar o prolongamento. Acabou por consegui-lo. No último minuto do tempo regulamentar, Vítor derruba Bruno Pernes à entrada da área, num lance que está na origem do momento do jogo. De pé esquerdo, Milton bate o livre de forma irrepreensível, não dando hipóteses a Kaká. O Vilafranquense estava na frente e a Final estava próximo do fim. Mesmo em cima do apito final, Nani isola-se mas o remate é desviado pelo central Ricardo. Após o canto, o árbitro (esteve muito bem) dava por terminada a Final com a vitória justa da equipa da União Desportiva Vilafranquense.

sábado, 15 de outubro de 2011

Ericeirense elimina Jeromelo



A 5 de Outubro de 1910, a Família Real deixou o País na Ericeira. Cento e um anos depois, desloquei-me à vila do concelho de Mafra para assistir ao jogo da primeira eliminatória entre Ericeirense e Jeromelo. Quando se defrontam duas equipas que desceram de divisão mas em escalões diferentes, espera-se uma partida em que a que ocupa o escalão superior domine o adversário. Se o jogo se disputar na casa do primeiro, tanto melhor para este, mas o jogo entre Ericeirense e Jeromelo só provou esta ideia no resultado. Durante a partida, o equilíbrio foi a nota dominante. Não fôra a ineficácia nos momentos de finalização e o resultado teria sido favorável à equipa do Jeromelo.





ERICEIRENSE-João Leitão; Nélson, Naco, Quaresma e Ivo; Kuma, Raposo (cap.), Miguel Oliveira e Marinho; Miguel Rodrigues e Douglas. Tr. Rui Jorge



JEROMELO-Joca; João Dias, Pedro Matos, João Carlos e Tiago Castelo; João Gaspar (cap.), T.Duarte, P.Fernando; Suli, Paiva e Ricardo Mendes. Tr. Luís Camacho





O mau início de época do Ericeirense parece ter pesado nos primeiros minutos, sendo do Jeromelo o primeiro período da partida. A equipa da casa só reagiu à passagem do quarto de hora, com Marinho a falhar a recepção num lance em que a bola rasgou a defesa do Jeromelo. O mesmo Marinho, aos 30’, faz um chapéu sair ao lado após boa desmarcação de Miguel Rodrigues. Dois minutos depois, Nélson remata cruzado ao lado, numa altura do jogo em que o Ericeirense estava por cima. Três minutos depois, novo remate ao lado, desta feita por Miguel Rodrigues. Aos 39’, um lance de contra ataque quase dá o golo ao Jeromelo.






Em cima do intervalo, num livre, Paiva remata por cima das redes à guarda de João Leitão. Para a segunda parte, Luís Camacho troca P.Fernando e Suli por Duarte e Frederico. Aos 48’, Marinho tem nova chance de bater Joca mas sem sucesso.






Dois minutos depois, na sequência de um canto favorável ao Jeromelo, Duarte remata por cima. No minuto 57’, surge a melhor chance da partida. Ricardo Mendes desmarca-se, surge perante Joca e faz-lhe o chapéu que faz a bola bater à frente e por cima da barra. Logo a seguir, Rui Jorge mexe na equipa, fazendo sair Kuma e Douglas, para as entradas de Luís Silva e Johnny. Seis minutos volvidos, num lance de bola parada, Naco está muito perto do golo.






No minuto seguinte, Nélson remata em arco mas ao lado da baliza do Jeromelo. O jogo estava algo repartido e, aos 72’, Duarte remata cruzado ao lado da baliza do Ericeirense.


Começava a cheirar a prolongamento e até foi a equipa do Jeromelo a dar mostras de pretender evitá-lo. Aos 80’ e 82’, Paiva e Duarte têm chances para golo mas rematam sobre a barra. Logo depois, num lance em que o central João Carlos escorrega, Raposo permite a mancha a Joca. Na resposta, Duarte rouba a bola a Quaresma, isola-se mas remata à figura de João Leitão. No minuto seguinte, mais uma oportunidade de golo desperdiçada pelo Jeromelo. Frederico surge isolado pela direita mas remata por cima. Em cima dos 90’, numa altura em que o Jeromelo alinhava com dez, porque Frederico trocava de botas, Ivo cruza para Luís Silva que, perante a saída de Joca, faz um chapéu bem medido que culmina com a bola nas redes da baliza do Jeromelo. No período de compensação dado pelo árbitro, nada de relevante a assinalar. A par do Ponterrolense, o Ericeirense é o clube com mais Taças da Associação de Futebol de Lisboa (3) no seu historial. Com a vitória frente ao Jeromelo, o Ericeirense apurou-se para a 2ªEliminatória que jogará fora frente ao Carcavelos. Boa arbitragem da equipa chefiada por Ilídio Silva.

domingo, 24 de abril de 2011

Alverca vence a Taça







O Futebol Clube Alverca derrotou o Clube Desportivo Recreativo Cultural Vila Franca do Rosário na Final da Taça da AF Lisboa (AFL), conquistando o seu primeiro título nesta prova. A Final foi disputada na passada Sexta-Feira, no Estádio do Sacavenense e acabou por ser resolvida no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, após um jogo emotivo, principalmente na primeira parte. A Final colocava frente-a-frente os clubes que lideram a Série 1 da 1ªDivisão da AFL, sendo que a equipa de Vila Franca do Rosário lidera a série, apesar de não ter vencido nenhum dos jogos disputados com o Alverca. A 17 de Outubro, o Alverca recebeu e venceu o Vila Franca do Rosário por 1-0, enquanto que a 5 de Março, o Alverca foi empatar a Vila Franca a duas bolas.




VILA FRANCA do ROSÁRIO – Botelho; Chinês (Ricardo 75’), Varela, Adilson e Jorge; Calói, Almeida (Daniel 90’), João Pereira (cap.) e David (Vítor Hugo 75’); Pina e Nélson.



Não utilizados – Sousa, Furtado, Ruben e Ricardo Azevedo.



Tr. Pedro Navalho



Amarelos – Calói




ALVERCA – Rui Pereira (cap.); Rúben (Gonçalo 90’), Nobre, Alhinho e Djaló; Júnior, Frota e Cláudio (Pipoca 110’); Mané (Fábio Santos 72’), Nelinho (Telmo 90’) e Tó Jó.



Não utilizados – Carlos, Nélson e Gabriel.



Tr. Paulo Gomes

Amarelos - Nobre, Júnior, Frota e Telmo




8’ – Livre do lado esquerdo, com Djaló a colocar a bola na barra da baliza defendida por Botelho;



13’ – Adilson deixa a bola bater à sua frente, sobrando a bola para Tó Jó que remata para defesa de Botelho. Na recarga, Mané faz o 0-1;



19’ – Na sequência de um canto marcado por Nélson, Varela cabeceia para o fundo das redes da baliza do Alverca – 1-1;
























26’ - Na sequência de novo canto, a bola sobra para Calói que, vindo de trás, se antecipa a Frota e bate Rui Pereira – 2-1;




















35’ – Após vários lances de ataque do Alverca, Nelinho faz a igualdade – 2-2;


43’ – O árbitro assinala falta na área do Alverca, por derrube de Mané a Varela. Chamado a converter o pontapé da marca de grande penalidade, David faz o 3-2;





















45’+3 – Rúben marca livre do lado direito do ataque do Alverca para o desvio de cabeça de Tó Jó – 3-3;




















O segundo tempo teve menor intensidade, apesar do Alverca ter sido a equipa mais perigosa e aquela que mais procurou desfazer a igualdade que acabou por se manter até aos 90’. O prolongamento foi um espelho da segunda metade da partida. Aos 118’, Tó Jó tem uma oportunidade flagrante de bater Botelho, após antecipar-se a Adilson, mas não consguiu finalizar. Diga-se que o avançado do Alverca jogou as últimas épocas no Sacavenense, clube que cedeu o Estádio para esta Final. A Final iria decidir-se na lotaria dos pontapés da marca dos onze metros.




Desempate: 0-1-Djaló; 1-1-Varela; 1-2-Pipoca; 2-2-Nélson; 2-3-Júnior; 2-3-Pina remata para o lado direito de Rui e a bola vai ao poste.




















2-4-Telmo; 3-4-Adilson; 3-5-Gonçalo.




















Num jogo em que os goleadores de ambas as equipas estiveram algo apagados, excepção feita a Tó Jó, destaque-se a extrema correcção com que toda a partida foi disputada, incluindo após os pontapés decisivos. Que grande lição deram estas duas equipas dos Distritais! A vitória do Alverca acabou por ser justa, considerando que foi a equipa que dispôs das melhores oportunidades para marcar. Não por acaso, a Final também contou com uma excelente arbitragem da equipa liderada por Pedro Felisberto, a provar que os jogadores também podem contribuir para bons juízos arbitrais.


Uma nota final para dois dos atletas do Vila Franca do Rosário. Calói e Varela já jogaram juntos no Olivais e Moscavide. Na época passada, ambos disputaram a Final da Taça da AFL. Calói ao serviço da Ass.Charneca e Varela ao serviço do Loures. Venceu Varela. Desta vez perderam os dois mas ganharam pelo exemplo que demonstram dentro de campo aos jogadores mais novos. Parabéns!


sábado, 19 de março de 2011

Chuva de Golos no Bocal


Já aconteceu há mais de uma semana, mas vale bem a pena escrever umas linhas sobre a Meia-Final da Taça da AF Lisboa disputada entre o Bocal e o Vila Franca do Rosário (VFR). Primeiro porque uma deslocação ao Bocal, lugar da Freguesia de Santo Estêvão das Galés (Mafra) se assemelha a uma deslocação ao interior profundo. A paisagem envolvente é bucólica q.b. Como se isso não bastasse, o ambiente que se vive no Campo Santo contraria totalmente o estereótipo dos jogos dos Distritais. Ali não se vê situações de conflito entre adeptos, não se intimida as equipas de arbitragem, o futebol é um jogo de que todos gostam, não uma batalha de vida ou morte.



Imagine-se o que seria uma Meia-Final da Taça de Portugal terminar com um resultado de 5-6, com quatro grandes penalidades assinaladas ! Agora acrescente-se que se tratava de um jogo histórico para os dois clubes. As duas equipas do concelho de Mafra disputavam pela primeira vez a passagem à Final da Taça da AF Lisboa. Ambos alinham na Série 1 da 1ªDivisão do Distrital lisboeta, sendo o VFR o líder, enquanto o Bocal procura evitar a descida. Mas no Campo Santo, a diferença classificativa não se observou. Fazendo valer a sua garra constante e uma melhor adaptação ao terreno, nomeadamente às dimensões reduzidas, o Bocal chegou a estar a vencer durante onze minutos, acabando por perder o jogo que poderia ter “caído” para qualquer das equipas. Aqui fica o evoluír do marcador:


0-1-Caramba 3’; 1-1-Silva 5’; 1-2-Caramba 17’; 2-2-Ruben Graça 18’; 3-2-Ruben Graça 26’; 3-3-Adilson 37’; 3-4-Nélson 43’(pen) e 4-4-José Cabral 45’(pen).


Resultado ao intervalo – 4-4


4-5-Paulo Pina 50’; 5-5-José Cabral 56’(pen) e 5-6-Nélson 63’(pen).


Num jogo que teve onze golos em sessenta minutos, não se marcou nenhum nos últimos 27 minutos!


No Bocal, destaque para o central Bruno Nunes (36 anos - passou por clubes como Casa Pia, Coruchense, Real e Igreja Nova) e os avançados José Cabral (33 - Sintrense, Cacém, Lourel e Igreja Nova) e Ruben Graça (24 – passou pelas camadas jovens do Campomaiorense). No VFR, nota para a presença de Caramba (22 – escalões de formação do Sporting com passagem pelo Torreense) e o veterano Varela (35 - jogou no Olivais e Moscavide, entre outros) que irá defender o título conquistado na época passada, ao serviço do GS Loures.


Mas o maior destaque vai para a extrema correcção demonstrada dentro e fora do campo, num jogo de resultado sempre incerto e com a bola constantemente próximo das duas balizas. A equipa de arbitragem composta por três Paulos (Neves, Justo e Henriques) acabou por fazer parte da festa, apesar de algumas dúvidas em pelo menos uma das penalidades assinaladas.


domingo, 19 de outubro de 2008

Taça da AF Lisboa - Agualva vs Sacavenense


Um dos últimos clubes formados no Portugal dos Reis, o Sacavenense está a cerca de ano e meio de celebrar o 100º aniversário. Desde a década de 50 que não estava tanto tempo afastado das competições nacionais. Esta é a quinta época consecutiva nos Distritais, segunda na 1ªDivisão da AF Lisboa (AFL).

No passado Domingo, sofreu a primeira derrota da época na deslocação ao campo do Ginásio 1ºMaio da Agualva, tendo regressado a Sacavém com três golos na bagagem. Quis o sorteio da Taça da AFL que se voltassem a encontrar, no mesmo recinto, uma semana depois. O técnico Nuno Lopes escalou o onze inicial visível na foto.



Da esquerda para a direita, Cobra, André, Perdigão, António, Paulo Jorge, Jorginho, Alhinho, Bandeira, Estrela, Tiago Gomes e o Capitão Armindo.

A equipa apresentava uma média etária de 24 anos, onde não pontificava o experiente Tino que, aos 37 anos, depois de alinhar com a camisola do rubra e negra em quatro escalões diferentes, ainda marca presença no plantel do “seu” Sacavenense.

Não assisti ao jogo da semana passada. No entanto, o desta tarde foi totalmente dominado pelos de Sacavém que, aos 25 minutos de jogo já tinham igualado o marcador do jogo anterior, mas a seu favor. No final, o resultado foi 5-1.

Destaques para o tridente ofensivo composto por António, Bandeira e Alhinho, assim como para os sempre perigosos lançamentos laterais “à Binya” de Cobra e Perdigão. A jogar à frente dos centrais, o experiente Jorginho foi pendular.

A rever:

O central ANDRÉ (20 anos) veio a época passada dos Juniores do Casa Pia e parece um jogador com capacidade para outros palcos.

ALHINHO (19 anos), cujo nome de baptismo até é Valdo, apresentou técnica, apesar de algum individualismo na segunda metade do jogo. Fez dois golos, ambos em lances de bola parada. No primeiro, marcou da marca de grande penalidade, O segundo foi de livre directo, fazendo a bola entrar no canto inferior direito da baliza do Agualva.

Autor do primeiro golo, o pequeno BANDEIRA (segunda época no clube, proveniente do Palmense) foi sempre um jogador muito móvel, capaz de fazer mossa na defensiva adversária, o que até culminou na sua expulsão, num lance típico do nosso futebol. Reteve a bola com o jogo já interrompido e foi empurrado por um adversário. O árbitro correu para amarelar o defesa do Agualva mas também o avançado sacavenense que terá dito algo que fez o árbitro mostrar novo cartão. A verdade é que o Sacavenense foi superior, mesmo com 10 jogadores.

Olhando para a sua história, o lugar do Sacavenense é outro bem diferente do que agora ocupa. Este início de época promete algo de positivo. Neste caso, só pode passar pela subida ao escalão maior da AFL.