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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Descer com a subida ali tão perto

1/6/2013
Estádio Alfredo da Silva
GD FABRIL BARREIRO-SG SACAVENENSE 1-1
Arb: Tiago Canário (AF Beja)
Fabril-Ruben Luís; Carlos André (Banana 67'), Rui Correia, Marinheiro e Paulo Letras; Miguel Pimenta, Danilo (Espanta 76') e Mário Jorge (Janu 45'); Bolinhas, Catarino (Cap.) e Ruben Guerreiro
Não utilizados-Bonifácio, Mota, Martinho e Luís Conceição
Tr.Manuel Correia
Sacavenense-Hugo; Mendes, Alassane, Runa (Cap.) e Bebé; Manuel Dias, Paulo Neves e Moita; Juninho (Neio 60'), Beirão (Cláudio 60') e Leo (Horta 78')
Não utilizados-Carlos, Beto, Serginho e Elvis
Tr.Nuno Carvalho

Num jogo em que dependia apenas de si para subir de divisão e escapar à descida aos Distritais da AF Setúbel, o Fabril revelou desde o início um nervosismo evidente de que nunca conseguiu libertar-se. A equipa do Sacavenense apresentou-se com a sua identidade intacta apesar de já não ter aspirações de subida.

Neste contexto, não surpreendeu que o Sacavenense chegasse ao golo à passagem do minuto 16. Num lance em que a bola passa por Juninho e Moita, o cruzamento de Mendes é desviado por Leo para as redes em antecipação a Carlos André. Com o Barreirense empatado em Sintra, o Fabril continuava em posição de subida, pelo que a ausência de reacção não teria custos de maior.

Dois minutos volvidos e o Sacavenense está perto do segundo golo. Moita desmarca Leo que faz o chapéu a Ruben Luís. O guardião ainda desvia mas a bola vai para Beirão que não impede o corte de Marinheiro. Na resposta, um dos poucos lances de registo de Ruben Guerreiro é travado em falta. Ao minuto 20, Runa escapa ao que poderia ter sido o segundo amarelo e, quem sabe, um jogo bem diferente.

Aos 25', já com o Barreirense em vantagem na luta pela subida pelo golo marcado na Portela de Sintra, o Sacavenense volta a estar perto do segundo golo, mas o chapéu de Beirão sai ligeiramente ao lado. Oito minutos depois, Danilo coloca Bolinhas em frente a Hugo mas o guardião sacavenense faz a mancha. O jogo arrasta-se até ao intervalo numa toada fraca de parte a parte.


Para o segundo tempo, Manuel Correia troca Mário Jorge por Janu. Ao minuto 54, na sequência de um cruzamento de Ruben Guerreiro, o quarentão Catarino cabeceia ao poste. Seis minutos depois, dupla substituição no Sacavenense com as entradas de Neio e Cláudio para os lugares de Beirão e Juninho. Pouco depois, Bolinhas cruza para a área e Catarino finaliza. No entanto, o árbitro assistente assinalara fora-de-jogo que não se consegue avaliar nas imagens.

O jogo passava por uma fase de algum domínio do Fabril mas sem criar grande perigo. Manuel Correia voltou a mexer na equipa ao minuto 67, retirando Carlos André para a entrada de Banana. Apesar da aposta atacante do técnico da casa, seria o Sacavenense a estar perto do golo aos 69'. Bom lance de Cláudio pela esquerda mas Leo falha o remate. Não marcou o Sacavenense, marcou o Fabril três minutos depois.

Janu cruza para a área, Alassane corta de cabeça mas a bola sobra para Catarino que coloca para o remate cruzado de Bolinhas sem hipóteses para Hugo. O Fabril empatava a partida e podia ir em busca do golo da vitória e da subida. Mas seria o Sacavenense a responder ao golo do empate dos locais. Aos 74', Neio coloca Cláudio frente a Ruben Luís mas o guardião da casa impede o segundo golo do Sacavenense.

Pouco depois, os dois técnicos esgotavam as substituições. Primeiro foi Manuel Correia a trocar Danilo por Espanta. De seguida, Nuno Carvalho optava por retirar Leo para colocar em campo Horta. Ao minuto 79, registo para um lance insólito em que Horta ganha a linha de fundo e cruza largo. Ruben Luís prepara-se para repôr a bola em jogo mas esta ainda embate na parte superior da barra.

O Sacavenense guardava a bola e o Fabril parecia não ter força nem engenho para a recuperar. Aos 84', Bebé coloca em Cláudio à esquerda, este deixa para Neio que passa para Manuel Dias rematar por cima. Dois minutos decorridos, Ruben Guerreiro remata de bicicleta para boa defesa de Hugo, no lance de maior perigo do Fabril após chegar ao empate.

Ainda no período regulamentar, Paulo Letras coloca a bola na área, onde Ruben Guerreiro passa para Banana que, de ângulo difícil, remata cruzado ao lado. Algumas paragens por lesão levaram o árbitro a conceder sete minutos de compensação. Durante esse período, registo apenas para dois lances com pouco futebol. Primeiro foi uma acesa troca de palavras entre o guarda-redes do Fabril e o homólogo suplente do Sacavenense (Carlos Gomes), de que resultaria cartão amarelo para este último. Finalmente, Cláudio derrubou Espanta no meio campo e viu o segundo amarelo.

O jogo terminaria empatado e o Fabril desperdiçava em casa a subida de divisão para o rival Barreirense.

+
Alassane - imperial pelo chão ou pelo ar. Está ali um central a prometer vôos mais altos.

Neio - bons pés, forte fisicamente, atrevido a subir no terreno.

-
Ruben Guerreiro - quando se espera muito e se obtém pouco, é mau sinal. Um dos melhores jogadores da Série E esteve bem abaixo do que pode e sabe. O Fabril sentiu a sua falta e muito.

Carlos André - lateral habitualmente muito ofensivo esteve muito apagado, acabando mesmo por ser substituído a meio da segunda parte.

sábado, 16 de março de 2013

Destinos distintos

10/3/2013
SG SACAVENENSE-REAL SC 2-0
Arb:Eugénio Arez (AF Algarve)
Sacavenense-Hugo; Beto, Runa (Cap.), Alassane e Bebé; Manuel, Neio e Serginho; Leo, Beirão e Leo
Tr.Nuno Carvalho
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Araújo e Paulinho; Milton, Ladeiras e Tiago Morgado; Tomás, Miguel Cardoso e Pratas
Tr.João Silva

Sacavenense e Real encontraram-se no passado domingo sabendo que a equipa que saísse derrotada desceria de divisão. Para o Real isso era seguro, para o Sacavenense era muito provável. A vitória do Sacavenense revelar-se-ia fundamental para o apuramento do clube da casa para a disputa da subida de divisão. Uma vitória do Real não teria alterado o seu destino, dado que o Pero Pinheiro conseguiu sair de Ponte de Sôr com os três pontos.

Foi o Real a primeira equipa a criar perigo quando, aos 7', após a marcação de um canto, Pratas desviou de cabeça ao lado. Mas o jogo foi desde muito cedo pautado por disputas no meio campo e sem grandes rasgos de perigo de parte a parte. Foi num lance algo confuso que o Sacavenense chegou à vantagem. Ao minuto 18, a bola sobra para Beirão que bate André Martins.

Num jogo em que a vitória era obrigatória e até poderia ser insuficiente, o Real não conseguiu reagir ao golo sofrido. Até ao intervalo, para além da entrada do experiente Pedro Neves (antigo jogador do Alverca de 1ª) para o lugar de Neio, registo apenas para dois remates. Primeiro foi David Rosa a rematar ao lado. Depois foi Serginho.

Para a segunda parte, João Silva deixa Milton e Ladeiras no balneário e faz entrar Ventura e Caramelo. Voltaria a ser o Real a primeira equipa a criar perigo. Aos 48', excelente remate de fora da área de Miguel Cardoso ao poste. A bola ainda sobra para Tomás, que cruza para cabeceamento perigoso de Pratas ao lado. A fazer companhia a Pratas na frente de ataque, Caramelo começava a ganhar algumas bolas nas alturas, mas os lances não resultavam em perigo para as redes do Sacavenense.

Aos 56', Elvis coloca em Leo que fura entre David Rosa e Araújo. O pequeno avançado do Sacavenense fica frente a André Martins mas não consegue ultrapassar o guardião do Real. Três minutos depois, Elvis sai para a entrada de Maurício. À passagem do minuto 64, Tomás surge em posição de remate do lado direito mas o canhoto hesita e o lance perde-se. Quatro minutos depois, contra-ataque sacavenense volta a colocar Leo face a André Martins. O avançado ultrapassa o guarda-redes mas David Rosa recupera a tempo de impedir o segundo golo do Sacavenense. Aos 72', João Silva esgota as alterações, trocando Pratas por Sérgio. No minuto seguinte, Pedro Neves cabeceia para o segundo golo respondendo a um cruzamento da direita. Numa altura algo morta da partida e em que o Sacavenense estava há muito numa postura de contenção, o Real ficava a três golos da vitória na partida.


Quatro minutos depois, Serginho sai para a entrada de Moita. Durante o tempo regulamentar, destaque para novo remate de Miguel Cardoso de fora da área para defesa de recurso de Hugo. Nos cinco minutos de compensação concedidos pelo árbitro Eugénio Arez, entre os amarelos a Maurício e Alassane por demora na reposição da bola em jogo, destaque apenas para um lance do Real. Paulinho ganhou a linha de fundo, cruzou para a área mas Sérgio falhou o desvio para golo.

+
Alassane - após o apito final, o central senegalês aproximou-se de Pratas e confortou o seu antigo colega de equipa.

Paulinho - o único jogador do Real que deixou lágrimas e suor no relvado do Sacavenense. Paulinho foi muito provavelmente o jogador mais regular em toda a época. É, portanto, dos que menos merecia este destino. Numa altura em que é prematuro falar da próxima época, aqui fica uma palavra de conforto a Paulinho e extensível ao plantel. Vocês têm muita qualidade mas a sorte não quis nada convosco esta época. Não desistam.

Sacavenense - à semelhança do Real, o centenário clube de Sacavém apostou numa equipa muito jovem para disputar a última edição de sempre da 3ªDivisão. As dificuldades eram previsíveis mas acabaram por garantir o apuramento. Seria bonito se conseguissem subir.

-
Serginho - o médio do Sacavenense tem tanto de bom jogador como de "malandro". Sistematicamente em busca de confronto, só mesmo uma arbitragem fraquinha o livrou de ver o amarelo durante os 77' em que esteve em campo.

Sacavenense - considerando os resultados que se verificavam nas restantes partidas, a vitória era fundamental. Mas a gestão de tempo foi muito exagerada. Começou logo após a marcação do primeiro golo e acentuou-se com o aproximar do fim do jogo, apesar da vantagem no marcador ter duplicado aos 73'. Risco zero, portanto.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Bom jogo, melhor vitória

16/12/2012
3ªDivisão - Série E - 11ªJornada
REAL SC-SG SACAVENENSE 3-1
Arb:Nuno Alvo (AF Algarve)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho, Ventura e Tomás; Caramelo e Pratas
Tr. João Silva
Sacavenense-Carlos Gomes; Duarte, Runa (Cap.), Papa e Bebé; Neio, Serginho e Carlos Moita; Soca, Leandro e Peter
Tr. Nuno Carvalho

Até ao jogo de domingo passado, os jogos entre Real e Sacavenense resultavam num empate total. Três vitórias para cada clube, seis empates e 10-10 em golos. Desta feita, o Sacavenense deslocava-se ao campo do Real como líder da Série E. Como vem acontecendo nesta época, as duas equipas apresentaram onzes sub-21, com médias etárias praticamente iguais - 20,5 (Real) e 20,9 (Sacavenense). O que se assistiu não desiludiu quem gosta de futebol.

Foi o Sacavenense a entrar melhor na partida, demonstrando o porquê de liderar a prova. Ao quarto minuto, Soca é autor do primeiro remate mas a bola sai por cima. Três minutos depois, Peter roda sobre Miguel Santos e remata mas a bola sai à figura de André Martins. Pouco depois, Ventura recupera a bola no miolo e lança um ataque perigoso em que a bola passa por Caramelo e Tomás, que procura assistir Pratas. O avançado que defrontou os seus antigos colegas deixou-se antecipar por Bebé. Aos 13', Carlos Moita ganha a bola perante dois defesas do Real mas André Martins sai rapidamente da baliza e faz a mancha. Seis minutos volvidos, bom lance do Real pela esquerda. A bola passa por Pratas e Ventura, que cruza para remate de Tomás por cima. Pouco depois, Caramelo desmarca Tomás, o guardião sacavenense sai e derruba o jogador do Real. O árbitro aponta para a marca de grande penalidade e mostra amarelo a Carlos Gomes. Na cobrança, Tomás remata rasteiro para o lado direito de Carlos Gomes e inaugura o marcador. Ao minuto 24, Runa vê cartão amarelo por derrubar Pratas.

O Sacavenense procurava o empate mas sem criar perigo. Viria a conseguir o seu objectivo num lance manifestamente infeliz para o capitão do Real. Bom lance de envolvimento do Sacavenense, com Neio a descobrir a entrada de Serginho pela esquerda. Ao cruzamento de Serginho não chega Peter mas Jibril desvia para as redes para infelicidade da equipa da casa. Pouco depois de marcar num lance extremamente feliz, o Sacavenense esteve  perto de sofrer um golo num lance fortuito. Jibril marca um livre ainda antes da linha de meio campo, a bola bate no solo à entrada da área e Pratas quase desvia antes da bola chegar às mãos de Carlos Gomes.

A cinco minutos do intervalo, Ventura coloca em Pratas que tenta isolar-se mas é derrubado por Runa. O central e capitão do Sacavenense foi expulso por acumulação de amarelos. A braçadeira passou para Carlos Moita e a bola ficou à disposição do pé esquerdo de Tomás. O livre saíu para cima do guarda-redes que não evitou o segundo golo do Real. No mesmo minuto, o Sacavenense via-se a jogar em inferioridade numérica e em desvantagem no marcador. Para reequilibrar a sua linha defensiva, Nuno Carvalho trocou Leandro por Luís Dias.


No segundo tempo, o primeiro lance digno de nota registou-se aos 50' quando Soca voltou a colocar a bola na pequena área sem que alguém a desviasse. Três minutos depois, João Silva substitui Caramelo por Araújo. A iniciativa de jogo cabia ao Sacavenense que iria abrir espaços que poderiam ser aproveitados pelos jogadores mais móveis do Real.

O Sacavenense não conseguia criar perigo e Nuno Carvalho voltaria a mexer na equipa, trocando Soca por Fábio Horta. No entanto, apenas dois minutos depois, Neio falha a intercepção ao passe de Tomás para Pratas, que remata para boa defesa de Carlos Gomes. Na recarga, Ventura faz o terceiro golo, saindo de posição legal, apesar das dúvidas que surgiram no campo. O marcador estava agora em 3-1 e dava razão à estratégia de João Silva, muito criticado aquando da troca de Caramelo por Araújo.

A perder por dois golos de diferença, Nuno Carvalho arrisca ainda mais, ao trocar Bebé por Fábio Zacarias. No minuto seguinte, este risco só não resultou no quarto golo do Real porque Tomás desperdiçou o que seria um hat trick, após lance bem construído com Paulinho. Este lance marcaria o final da partida para o Real. A partir daquele momento, só daria Sacavenense. 

Aos 76', Mota renderia ventura mas não conseguiria ser o jogador perigoso que se conhece. Três minutos depois, um bom lance de Fábio Horta é travado por Jibril à entrada da área. O Capitão do Real vê amarelo. 

Ao minuto 82, a capacidade técnica de Fábio Zacarias esteve em evidência num lance em que Gong vê amarelo por parar o antigo colega de Jibril e David Rosa nos Juniores do Real (2007/08). O Sacavenense não permitia ao Real sair em contra-ataque mas também não encontrava argumentos para bater a defensiva do Real. Pouco depois, o árbitro mostrava ter aprendido a aplicar a lei da vantagem, depois do Real-Oeiras da época passada.

Aos 87', o Sacavenense cria algum perigo num livre em que Papa salta mais alto na área mas a bola sai por cima da trave. Logo depois, no Real, Paulinho sai para a entrada de Tiago Morgado.

No último minuto do tempo regulamentar, Fábio Zacarias coloca em Peter que remata cruzado e ao lado da baliza do Real. Nos três minutos de compensação, nota apenas para o amarelo a Serginho. Conflituoso, o jogador do Sacavenense escapou ao amarelo até derrubar Mota. O apito final surgiria logo após um livre frontal apontado por Luís Dias e que saíu muito torto.

+
Pode parecer exagerado dizê-lo, principalmente se considerarmos a posição do Real na tabela classificativa. Ainda assim, a meu ver, Real e Sacavenense são, tecnicamente, as duas melhores equipas da Série E.

-
Talvez surpreendidos pelas dificuldades que foram sentindo ao longo da partida, alguns jogadores do Sacavenense passaram todo o jogo a reclamar. Neste particular, o destaque vai para o lateral direito Duarte Rico.

sábado, 3 de março de 2012

Jorge Faustino estragou o jogo

Já se sabia que iria ser um jogo histórico pelos motivos que referi no post anterior. O que era difícil de antecipar era a sede de protagonismo da equipa de arbitragem, em particular do árbitro Jorge Faustino. Mas comecemos pelos onzes.

Real-André Martins; David Rosa, Bruno Lourenço, Jibril e Paulinho; Dino, Kikas e Amar (Caramelo 45’); Michael, Ventura (Luís Carlos 68’) e Alcides (Tiago Gonçalves 80’)
Tr. João Silva

Sacavenense-Hugo Pereira?; Bebé, Wilson, Pedro Marques e Sandro (Serginho 25’); Milton, Tiago Figueiredo e Tiago Antunes; Tiago Cabral, Rui Barroso (Salvador 85’) e André Cacito (Rodrigo 72’)
Tr. Luís Silva



O Sacavenense entrou melhor na partida, em busca do único resultado que interessava, a vitória. Após três cantos consecutivos a seu favor, os visitantes colocavam-se em vantagem, num desvio a um livre de Tiago Figueiredo. A bola passa por vários jogadores, surgindo solto Pedro Marques, ao segundo poste. Jogava-se o sexto minuto de jogo. O Real respondeu ao golo sofrido e, aos 18’, Jibril marca mas o árbitro assistente assinala fora-de-jogo que deixa muitas dúvidas. Dois minutos depois, o protagonista do jogo voltava a mostrar-se. Livre a favor do Real e confusão na área. O árbitro começou por chamar a atenção dos jogadores. Pouco depois, expulsa Bruno Lourenço com Cacito no chão. Não registei imagens do lance mas considerando a forma como o avançado do Sacavenense se comportou durante todo o jogo e a rapidez com que se levantou assim que o árbitro expulsou o defesa do Real, arrisco dizer que agressão não terá sido. Dois minutos depois, o senhor árbitro assinala grande penalidade contra o Sacavenense que ninguém percebeu e as imagens não esclarecem. Chamado a converter, Ventura permite a defesa de Hugo Pereira. Aos 36’, o Sacavenense dilata o marcador. Livre para a área, Alcides corta mas a bola bate em Jibril e sobra para Wilson bater André Martins. A perder em casa por duas bolas e reduzido a dez unidades, o Real voltou a sofrer duro golpe três minutos volvidos. Michael protesta uma falta não assinalada por Jorge Faustino e este mostra-lhe o segundo amarelo, deixando o Real a jogar com nove. Ainda assim, a equipa da casa mostrou muita vontade e teve direito a uma segunda grande penalidade. Jibril é travado na área mas David Rosa não faz melhor que Ventura, voltando a brilhar o guardião do Sacavenense. Ainda antes do intervalo, André Martins atinge Tiago Antunes num lance típico de auto-protecção por parte do guarda-redes. O jogador do Real já tinha amarelo e arriscou expulsão. Jorge Faustino deixou seguir. Após o apito para o intervalo, por algo que terá dito ao árbitro, Hugo Dias (suplente do Real) foi expulso. O que se seguiu foi exemplo da indignação provocada pelo sr. Jorge Faustino. Felizmente, os colegas e equipa técnica conseguiram travar Hugo Dias.



De regresso para o segundo tempo, a equipa de arbitragem é recebida com irónicos aplausos. Sem nada a perder, João Silva trocou Amar por Caramelo. O jogo manteve algum equilíbrio apesar do Real estar reduzido a nove jogadores. Aos 57’, o Real tem mesmo uma chance de golo flagrante mas Caramelo cabeceia ao lado. Apesar da superioridade numérica, o Sacavenense criou pouco perigo, chegando ao terceiro golo num lance de contra-ataque finalizado por Tiago Cabral (70’). Oito minutos depois, saindo de posição duvidosa, Tiago Figueiredo bate André Martins para o quarto golo sacavenense. Após o quarto golo, Jibril é expulso por palavras ao árbitro. Depois, Jorge Faustino ainda foi mostrar amarelo ao suplente Ladeiras. Aos 89’, surge um dos lances mais caricatos do jogo. Dino atrasa de cabeça para André Martins e o árbitro assinala falta, mostra o amarelo ao capitão do Real e assinala falta no local onde Dino cabeceou a bola. Se alguém souber explicar porquê, agradeço. Pouco depois, Salvador deperdiça o que seria o quinto golo visitante. O momento final do jogo foi o momento de bom senso de Jorge Faustino. Apesar de ter concedido quatro minutos de compensação, deu o jogo por terminado após sessenta segundos! Qualquer pesquisa na net permite saber que o senhor que arbitrou este jogo tem um histórico lesa futebol. Vejam-se os links em anexo. Sintomático é ler esses relatos e rever o jogo deste Domingo. Está lá tudo. Desde a amostragem de cartões às faltas que fazem rir o público, passando por uma imensa falta de bom senso.


Neste jogo em particular, não fosse o árbitro e o protagonista teria sido o guarda-redes do Sacavenense. Defendeu as duas grandes penalidades assinadas que deitaram por terra as poucas hipóteses de recuperação da equipa do Real.

No final da partida, ouviam-se alguns comentários sobre uma eventual perda de “vários pontos” por parte do Real. O Emanuel Baleizão já havia questionado algo do género, pelo que estou curioso para saber o que aí vem.

O senhor Jorge Faustino estragou o jogo de domingo mas, quem sabe se este “boato” terá estado na origem da intranquilidade demonstrada por alguns jogadores do Real, acentuada pela vergonhosa actuação do árbitro de Pombal ? A confirmar-se a perda de pontos na secretaria, a recuperação fantástica que a equipa protagonizou pode ir por água abaixo. Seria lastimável.

Ah, é verdade! O jogo entre dois técnicos irmãos voltou a dar vitória do visitante e pior classificado. Isso é História. Jorge Faustino fez apenas estória.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Irmãos no banco

João e Luís são irmãos. Treinam equipas de futebol sénior e irão encontrar-se no próximo domingo, quando o Sacavenense se deslocar ao campo nº 2 do Real para a antepenúltima jornada da primeira fase da Série E da 3ªDivisão Nacional. Filhos de uma figura destacada do futebol português (Carlos Silva), João receberá Luís numa posição bem mais favorável. O primeiro ocupa um dos lugares que disputarão a subida, enquanto o segundo terá de vencer para ainda manter essa perspectiva.

Há outras duplas de irmãos treinadores no futebol português. Cito os exemplos dos manos Piteira (Carlos e José) e de Carlos Simão/José Romão. Tanto quanto sei, nunca se defrontaram, pelo menos a nível nacional. A única situação de que tenho registo em que dois irmãos se defrontaram nos bancos num jogo de séniores nos campeonatos nacionais ocorreu há 12 anos.

A 13 de Fevereiro de 2000, disputou-se a 20ªjornada da Zona Sul da 2ªDivisão B e o Louletano deslocou-se à Madeira para defrontar o União local. Apesar de ocupar as primeiras posições, o União perdeu em casa com o Louletano, posicionado a meio da tabela. Paulo Russo, com o jogo a terminar, marcou o golo que deu a vitória a Fernando Pires frente ao seu irmão mais velho. No final da época, o União ficaria em 3º, mas a 11 pontos do promovido e rival Nacional, enquanto que o Louletano se quedaria na 14ª posição, garantindo a manutenção. A repetir-se este cenário no próximo domingo, Luís vencerá João. No final se verá.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sacavenense-Real deu empate

13/11/2011

SACAVENENSE-Carlos Gomes; Pedro Marques, Diogo, Vilela e Bebé; Sandro, Armindo (cap.), Amaral e Rodrigo; Godinho e Cacito. Tr. Luís Silva




REAL-André Martins; Miguel Gonçalves, Bruno Lourenço, Dino (cap.) e Wilson; Kikas, Michael, Ladeiras e Amar; Alcides e Hélder Monteiro. Tr. José Marcos






Num jogo equilibrado que não teve oportunidades de perigo durante os primeiros minutos, o Real chegou ao golo aos 19’, num lance em que a bola chega ao fundo das redes após um lançamento lateral e depois de ser cabeceada por quatro jogadores. Raro! Na resposta, Bebé marca um livre que Dino desvia para a baliza mas André Martins defende. Aos 25’, por lesão, Sandro é substituído por Salvador. Seis minutos depois, livre de Amaral e Diogo cabeceia para defesa de André Martins. O Sacavenense procurava o empate. Pouco depois, Rodrigo (Sacavenense) remata forte, mas de muito longe e ao lado. Aos 35’, Amaral remata à figura do Guarda Redes do Real. Pouco depois, o irrequieto Salvador vê o primeiro amarelo. O Real concedia a iniciativa do jogo ao Sacavenense que não criava lances de perigo. Para a segunda parte, Luís Silva troca o capitão Armindo e faz entrar o jovem Paulo Neves. Aos 50’, três cantos consecutivos favoráveis à equipa da casa. Cinco minutos depois, Salvador remata de longe à figura de André Martins. Aos 60’, José Marcos troca Amar por Tiago Gonçalves. No minuto seguinte, surge o golo do Sacavenense. Cacito antecipa-se a Wilson e faz o golo do empate que seria resultado final. Aos 65’, Godinho marca um livre por cima. Três minutos depois, uma substituição para cada equipa. No Sacavenense, sai Rodrigo para entrar Tiago Antunes e, no Real, sai Ladeiras para a entrada de Rodrigo. Aos 71’, Dino marca um livre frontal muito por cima. Pouco depois, Tiago Antunes imita o capitão do Real. No minuto seguinte, José Marcos esgota as substituições, trocando Alcides por Luís Carlos. O jogo continuava dividido mas sem surgirem lances de perigo. Aos 87’, Miguel Gonçalves vê o segundo amarelo em três minutos e é expulso. O Sacavenense apostava tudo em chegar à vitória e Diogo cai na área em dois lances com Wilson. O árbitro nada assinalou e os jogadores da casa também não protestaram. Já em período de compensação, Salvador também é expulso por acumulação de amarelos. Nos instantes finais, Bebé consegue escapar da amostragem de amarelo em duas faltas sobre Hélder Monteiro. O jogo terminaria pouco depois, com o central Vilela a jogar inferiorizado nos últimos minutos do jogo. Numa partida bem arbitrada pela equipa dirigida por José Figueiredo, o Real continua sem perder em Sacavém e a Série E da 3ªDivisão mantém o equilíbrio pontual, a duas jornadas do final da primeira volta da 1ªFase.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sacavenense apurado na Taça de Portugal








A época 2011/12 começou oficialmente para Sacavenense e Porto da Cruz no passado Domingo, com a disputa da 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. O Sacavenense nunca nunca recebera uma equipa madeirense para jogos da Taça. Por outro lado, o Porto da Cruz viajava pela primeira vez ao Continente para disputar um jogo oficial. À partida, esperava-se um jogo desequilibrado. O início pareceu confirmá-lo...



SACAVENENSE – Carlos; Ricardo, Vilela, Bebé e Beto; Armindo (cap.), Tiago Antunes e Tiago Figueiredo; Barroso, Godinho e Tiago Cabral


Não utilizados – Fins, Teixeira, Baptista e Paulo Neves


Tr. Luís Silva



AD PORTO da CRUZ – Egídio; Libónio (cap.), Igor, Nuno e Leonardo Ornelas; Careca, Milhupa e Miguel Alves; Filipe Sousa, Hélder Rodrigues e César


Não utilizados – Paulo, Nélio e Bruno


Tr. Leonel Morais



Logo no minuto inicial, um bom lance de Barroso pela direita e cruzamento para Tiago Cabral rematar com Egídio a fazer aquela que seria a primeira de muitas defesas de recurso. Aos 5’, Egídio coloca a bola nos pés de Tiago Cabral que, deslumbrado com o brinde, passa para Godinho que remata fraco. O jogo só dava Sacavenense e, aos 12’, surgiu o primeiro golo num livre marcado por Tiago Figueiredo para a cabeçada certeira de Vilela.




A toada do jogo manteve-se favorável à equipa de casa. Já passara a primeira meia hora de jogo quando o Porto da Cruz conquistou o primeiro canto, por Filipe Sousa. Na sequência do canto, boa defesa de Carlos que coloca a bola para o contra-ataque. O lance é interrompido e César acaba por ver o segundo amarelo, abandonando o campo com gestos ofensivos para o público.





A equipa do Porto da Cruz até reagiu bem à inferioridade numérica e, aos 43’, viu-se o melhor lance da equipa madeirense. A bola termina na baliza do Sacavenense mas a jogada é anulada por fora-de-jogo. No entanto, em cima do intervalo, Tiago Cabral finaliza um lance construído pelo lado direito, respondendo bem a um cruzamento de Godinho.





Confortados pela vantagem de dois golos, a equipa do Sacavenense acabou por ser surpreendida pela reacção do opositor. Durante a segunda metade, a equipa do Porto da Cruz provou não ser tão fraca como a primeira parte pareceu provar. Aos 53’, Careca, um dos melhor elementos dos inslares, remata por cima. Os minutos que se seguiram foram muito irregulares devido às várias substituições efectuadas. Aos 59’, no Sacavenense, sai Beto para entrar Rodrigo. Três minutos depois, no Porto da Cruz, sai Miguel Alves e entra o jovem Tiago que mexeu no jogo.





Aos 66’, dupla substituição na equipa da casa. Saem Barroso e Tiago Cabral para entrar Amaral e Cacito. Quatro minutos depois, o Porto da Cruz reduz. Bom lance com a bola a passar por Filipe Sousa, Milhupa e Hélder Rodrigues, sendo Nuno a finalizar. O Porto da Cruz persistiu na procura do empate mas não mais voltou a criar perigo para as redes defendidas pelo jovem Carlos. Em contra-ataque, aos 76’, Amaral foge do fora-de-jogo mas não vence a mancha feita por Egídio. Dois minutos depois, Leonel Morais troca Leonardo Ornelas por Sérgio. Pouco depois, as equipas ficam em igualdade numérica, após Vilela ver o segundo amarelo. Aos 88’, assiste-se à melhor oportunidade do Sacavenense no segundo tempo com Cacito a rematar cruzado junto ao poste. Já em período de compensação (90’+4), o Guarda-Redes Egídio vê o vermelho directo na sequência de mais uma entrada violenta, desta vez fora da área. Com o jogo a terminar, Leonel Morais não coloca Paulo em campo, terminando Filipe Sousa na baliza.





Paulo Rodrigues apitou uma partida relativamente simples com critério apertado em termos disciplinares, mas esteve bem.




Destaque para a reacção do Porto da Cruz perante a superioridade evidenciada pelo Sacavenense. A equipa treinada por Luís Silva não poderá facilitar nos jogos a contar para a Série E da 3ªDivisão que se aproximam. Na equipa do Porto da Cruz, para além dos já destacados Careca e Tiago, nota de realce para Filipe Sousa (Jogou no Caniçal e Machico) que provou ser um jogador acima da média dos restantes colegas. Refira-se que a equipa do Porto da Cruz apresentou no banco duas figuras com nome no futebol português. O técnico principal é um antigo lateral, hoje com 42 anos, que jogou no escalão maior pela U.Leiria, Chaves, Braga e Campomaiorense, tendo pendurado as chuteiras ao serviço do Câmara de Lobos, no final da época 2005/06. A seu lado, sentou-se o “massagista” Marco Freitas (39 anos completados nesta 2ªFeira), antigo médio que chegou a jogar no Benfica treinado por Juup Heynckes, em 1999/00. Depois de dar os primeiros pontapés ao serviço do Machico, terminou a formação no Nacional. Após uma época cedido ao Machico na estreia como sénior, regressou para três épocas no Nacional a jogar na Liga de Honra. Destacou-se o suficiente para ser contratado pelo V.Guimarães, onde jogou três épocas. Depois de uma época no Benfica em que pouco jogou, representou ainda Alverca, Salgueiros, Felgueiras, Pontassolense e terminou no Machico, onde começara. Totalizou 112 jogos e 6 golos na 1ªDivisão e 98 jogos e 6 golos na Liga de Honra.







segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em primeiro


Sacavenense-Ginja; Tiago, Rogério, André (Pina 45') e Perdigão; Armindo, Jorginho e Marocas; Baptista (Vilela 45'), Godinho (Bandeira 89') e Cláudio (Tera 89')

Tr. Luís Silva


Pero Pinheiro-Ferro; Maruca, Nascimento (Kiko 72'), Américo e João Anjos; Aguiar, Adilson (Ricardo Bento 57'), Rodrigo e Rui Figueiredo (Serrinha 57'); Marcos e Mix

Tr. Paulinho



Há anos que não ía ao Estádio do Sacavenense. Perante o bilhete 'Geral', perguntaram-me se tinha algo a 'ver com o Sacavenense'. Respondi que não era de nenhum dos clubes, pelo que me deixaram entrar para junto dos adeptos da casa. O adversário era a sempre complicada equipa do Pero Pinheiro. Colocada a meio da tabela, a matemática ainda permitia aos visitantes sonhar. O jogo até começou melhor para o P.Pinheiro que, aos 23 minutos, protagonizou a primeira jogada com relativo perigo. Após contra-ataque conduzido por Mix, Marcos desviou por cima. A partir daqui, os lances perigosos pertenceram por inteiro ao Sacavenense.


Aos 33’, Armindo quase surpreendeu Ferro num remate de fora da área. Sete minutos depois, Baptista falhou o chapéu a Ferro, quando estava isolado. A dois minutos do intervalo, Nascimento (central do Pero Pinheiro) viu o cartão amarelo num lance em que atinge Godinho na face. Nos lances disputados com Godinho, o central teve sempre uma postura intimidatória. No minuto seguinte, Marocas foi expulso por acumulação de amarelos. Num jogo em que o Pero Pinheiro jogava ainda a hipótese de se aproximar do duo da frente, tudo parecia conjugar-se nesse sentido. No entanto, a equipa do Sacavenense regressou do intervalo fortalecida pelo sonho da subida. As oportunidades foram surgindo. Aos 56’, Cláudio desperdiça, cabeceando ao lado após cruzamento de Rogério do lado esquerdo. Aos 60’, Cláudio volta a cabecear sem acerto. Cinco minutos depois, Tiago faz o único golo do jogo num remate de ressaca à entrada da área.

A partir daí, o Pero Pinheiro procurou reagir sem, no entanto, criar perigo para a baliza de Ginja. A quatro minutos do fim, foi mesmo Godinho que desperdiçou o 2-0 quando, isolado, rematou à figura de Ferro. A resposta sacavenense perante a inferioridade numérica foi tal que, em diversos momentos, parecia ser o visitante a alinhar com dez elementos.

Com a derrota do Lourel em Ponte de Rol, a equipa orientada por Luís Silva chegava ao primeiro lugar. Ontem, os dois primeiros venceram, pelo que a luta pela subida continua.

sábado, 10 de abril de 2010

Lourel e/ou Sacavenense

Esta época assisti a dois jogos do Lourel e a dois jogos do Sacavenense. Um deles foi o Lourel-Sacavenense de dia 21 de Março. Mas comecemos pelo início. Assisti à visita do Sacavenense ao Francisco Lázaro. Apesar de derrotados, saí de Benfica com a sensação de que o Sacavenense apresentara maior consistência. O Lourel assumiu a liderança da prova desde cedo. Aquando da visita do vizinho Pero Pinheiro, então em último, fui até Lourel assistir ao derby. Coincidência ou não, a equipa da casa voltou a estar desinspirada. Desinspirada foi a ilacção que retirei naquela altura e que foi sendo reiterada pela manutenção da liderança, jornada após jornada, dos sportinguistas de Lourel. Quando, no dia 21, e apesar da chuva, me desloquei a Lourel, aguardava-me um jogo entre os dois primeiros classificados do escalão principal da AF Lisboa.


Tal como acontecera da última vez que os vira jogar, o Lourel voltou a perder em casa. Num jogo em que o Sacavenense foi quase sempre superior, o Lourel voltou a não (me) mostrar porque segue na liderança da prova. É verdade que a diferença que fez o resultado (1-3) se justifica, em parte, pelos erros defensivos que foram determinantes em dois golos sacavenenses. Mas não justifica tudo. Em termos ofensivos, o Lourel foi pouco mais que inofensivo, apostando muito num futebol directo sem resultados. O Sacavenense, para além de defender de forma acertada, mostrou maior capacidade ofensiva. Cláudio e Godinho foram artistas à solta na sombra da Serra. Quem nunca assistiu a jogos dos escalões inferiores pode achar exagero usar a expressão 'artistas', mas não é. Há excelentes valores nos Distritais que, por vários motivos, não ocupam lugares em escalões superiores. É um tema a que regressarei em breve. Voltando ao jogo, o jovem Tiago, guardião do Lourel, foi protagonista por bons e maus motivos. Defendeu um penalty marcado por Jorginho, mas viria a ser mal batido no lance do 1-3.

No miolo, Augusto e o experiente Zezinho não tiveram chances frente a Jorginho e Marocas, dupla do miolo sacavenense, com Armindo sempre por perto. Trio de respeito na Divisão de Honra da AFL. Há equipas nos Distritais que nos fazem pensar como seria se alinhassem em escalões superiores. Por vezes nem sequer são as que vencem as provas. Mas quando o conseguem, costumam ter grandes desafios pela frente na 3ªDivisão Nacional. Alguns sucumbem por a sua qualidade não se enquadrar no terceiro escalão. Outros adaptam a sua forma de jogar e conseguem mesmo chegar à 2ªDivisão. Arrisco dizer que o Sacavenense é um desses casos. Para já, ficam a faltar oito jornadas. Já depois da jornada de 21 de Março, o Sacavenense recebeu e venceu o vizinho Loures, enquanto o Lourel empatou em Talaíde.

Este Domingo, o Lourel recebe o Alta de Lisboa, enquanto que o Sacavenense visita a Malveira. Até ao fim, o Lourel ainda receberá o Venda do Pinheiro, o Futebol Benfica e o Encarnacense, visitando Ponte de Rol, Vialonga, Linda-a-Velha e Cacém. Por sua vez, o Sacavenense receberá o Pero Pinheiro, o Freiria e o Alta de Lisboa, tendo deslocações aos campos de Charneca, Tires, Talaíde e Ponte de Rol. Em teoria, o calendário do Sacavenense apresenta maior grau de dificuldade. Ainda assim, não me surpreenderia que o clube que celebra o primeiro centenário cumprisse o desejo de regressar aos Nacionais. A repetir-se o cenário da época passada, quem sabe se não é acompanhado pelo Lourel.

sábado, 3 de outubro de 2009

Futebol Benfica-Sacavenense - Qualidade em Dia de Eleições

Em dia de eleições legislativas, Futebol Benfica e Sacavenense voltaram a disputar um jogo de futebol, após duas épocas em que disputaram escalões diferentes. O popular Fofó desceu da 3ªDivisão Nacional, enquanto que o Sacavenense regressou ao principal escalão do futebol lisboeta.


Jogava-se a 3ª ronda da Divisão de Honra da AFL desta época. À partida, esperar-se-ía uma partida desequilibrada a favor dos da casa. No entanto, a equipa do Sacavenense apresentou-se sempre desinibida, sendo mesmo aquela que apresentou o melhor futebol em campo. Aliás, registe-se que não me recordo de ver o Fofó jogar tão pouco, o que também contribuíu para o destaque do Sacavenense. No entanto, isto não impediu a vitória dos de Benfica, devido a um auto-golo logo a abrir a segunda parte e a uma boa finalização de Marmelo, a sete minutos do fim.


Mas o destaque maior da partida foi ter assistido a uma exibição cheia de qualidades de um tal de Godinho, jovem que não conhecia, o que só aguçou mais a minha curiosidade. Técnica, velocidade e semelhanças com Luka Modric, o internacional croata.

Partilhou com os colegas de equipa uma imensa vontade de vencer, mas via-se que a qualidade individual se destacava dos restantes. Jogo concluído com vitória do Fofó por 2-0 e voto depositado na urna, restava descobrir quem seria este Godinho. Aqui fica o resultado da “descoberta”.

Godinho é um jovem acabado de completar 20 anos. Formado no Belenenses, chegou mesmo a ser convocado para os sub-18 de Portugal. Na época passada, esteve no Atlético do Cacém até Dezembro, quando foi ajudar o Sacavenense a regressar à Divisão de Honra. Esta época, o Odivelas (2ªDivisão) foi buscá-lo. No entanto, aconteceu a Godinho algo que é cada vez mais recorrente. Ainda estávamos em Setembro quando Godinho se viu forçado a abandonar o Odivelas por “motivos profissionais”. Regressou ao Sacavenense. Por estes dias, o defesa belenense Barge referia-se ao facto de haver bons valores nas divisões inferiores do nosso futebol. Tem razão. Quando jogadores talentosos como Godinho têm de alinhar nos Distritais, algo de muito negativo se passa no nosso futebol. Neste caso, beneficia o Sacavenense.

domingo, 19 de outubro de 2008

Taça da AF Lisboa - Agualva vs Sacavenense


Um dos últimos clubes formados no Portugal dos Reis, o Sacavenense está a cerca de ano e meio de celebrar o 100º aniversário. Desde a década de 50 que não estava tanto tempo afastado das competições nacionais. Esta é a quinta época consecutiva nos Distritais, segunda na 1ªDivisão da AF Lisboa (AFL).

No passado Domingo, sofreu a primeira derrota da época na deslocação ao campo do Ginásio 1ºMaio da Agualva, tendo regressado a Sacavém com três golos na bagagem. Quis o sorteio da Taça da AFL que se voltassem a encontrar, no mesmo recinto, uma semana depois. O técnico Nuno Lopes escalou o onze inicial visível na foto.



Da esquerda para a direita, Cobra, André, Perdigão, António, Paulo Jorge, Jorginho, Alhinho, Bandeira, Estrela, Tiago Gomes e o Capitão Armindo.

A equipa apresentava uma média etária de 24 anos, onde não pontificava o experiente Tino que, aos 37 anos, depois de alinhar com a camisola do rubra e negra em quatro escalões diferentes, ainda marca presença no plantel do “seu” Sacavenense.

Não assisti ao jogo da semana passada. No entanto, o desta tarde foi totalmente dominado pelos de Sacavém que, aos 25 minutos de jogo já tinham igualado o marcador do jogo anterior, mas a seu favor. No final, o resultado foi 5-1.

Destaques para o tridente ofensivo composto por António, Bandeira e Alhinho, assim como para os sempre perigosos lançamentos laterais “à Binya” de Cobra e Perdigão. A jogar à frente dos centrais, o experiente Jorginho foi pendular.

A rever:

O central ANDRÉ (20 anos) veio a época passada dos Juniores do Casa Pia e parece um jogador com capacidade para outros palcos.

ALHINHO (19 anos), cujo nome de baptismo até é Valdo, apresentou técnica, apesar de algum individualismo na segunda metade do jogo. Fez dois golos, ambos em lances de bola parada. No primeiro, marcou da marca de grande penalidade, O segundo foi de livre directo, fazendo a bola entrar no canto inferior direito da baliza do Agualva.

Autor do primeiro golo, o pequeno BANDEIRA (segunda época no clube, proveniente do Palmense) foi sempre um jogador muito móvel, capaz de fazer mossa na defensiva adversária, o que até culminou na sua expulsão, num lance típico do nosso futebol. Reteve a bola com o jogo já interrompido e foi empurrado por um adversário. O árbitro correu para amarelar o defesa do Agualva mas também o avançado sacavenense que terá dito algo que fez o árbitro mostrar novo cartão. A verdade é que o Sacavenense foi superior, mesmo com 10 jogadores.

Olhando para a sua história, o lugar do Sacavenense é outro bem diferente do que agora ocupa. Este início de época promete algo de positivo. Neste caso, só pode passar pela subida ao escalão maior da AFL.