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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Loures Campeão

25/5/2013
Campo José Silva Faria (Loures)
GS LOURES-CF SANTA IRIA 4-2
Loures-Hugo; Tiago, Vilela, Diogo Martins e Eduardo Simões;  Monteiro (Cap.), Ivo e Pedro Augusto; Saraiva, Pauleta e Cabral
Tr.Luís Silva
Santa Iria-Costinha (Cap.); Bruno Gimenez, Pedro Geria, Alhinho e Pitorro; Pedro Cavaco, Nuno Caldas e Telmo; Ricardo Oliveira, Flecha e Roger
Tr.Roque

O Loures recebia o terceiro classificado sabendo que apenas uma vitória o poria a cobro do que o Águias da Musgueira fizesse frente ao lanterna vermelha Damaiense. Logo a abrir, o Santa Iria marcou. Quase na resposta, o Loures empatou. O início do jogo apanhou-me de surpresa tal que não tenho imagens dos golos.

À passagem do minuto 14, Flecha finaliza de cabeça e volta a colocar o Santa Iria na frente do marcador. Aos 23', Pedro Augusto iguala na marcação de um livre directo. Dois minutos depois, o Loures adianta-se no marcador na sequência de um lançamento lateral. Pauleta aproveita a passividade da defesa visitante e coloca a bola sobre o guardião do Santa Iria. Aos 30', o Santa Iria quase empata de canto directo mas a bola bate na trave, como já acontecera na baliza contrária. Depois de um início louco, o jogo acalmou até ao intervalo.
A toada do jogo manteve-se no segundo tempo até ao minuto 58. Bruno Gimenez derruba Eduardo Simões na área e o árbitro assinala penalty. Ivo Miranda converte e o Loures passava a vencer por 4-2. Ainda assim, manteve-se a expectativa do que poderia ocorrer se o Santa Iria reduzisse a desvantagem no marcador.

Isso esteve perto de acontecer nos minutos 69 e 76, tendo Telmo como protagonista. No primeiro caso, num livre apontado e que vai à base do poste. No segundo, num remate de primeira que sai à figura de Hugo.

Como é hábito nos jogos da Divisão de Honra, as inúmeras substituições não contribuiram para a fluidez no jogo que, até ao final, não registaria mais nenhum lance relevante.

Num jogo em que os vizinhos de Santa Iria da Azóia deram boa réplica, o Loures garantiu o regresso aos Nacionais, algo que não acontecia desde 2005/06.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Festejos prematuros

Ontem, o Cacém perdeu no campo do Murteirense. No domingo anterior, havia festejado após a vitória sobre o Linda-a-Velha. Cedo demais.

No dia 12, num jogo muito atribulado e marcado por uma arbitragem confusa, o Cacém chegou a uma vantagem de dois golos que acabaria por lhe assegurar os três pontos apesar da boa réplica do Linda-a-Velha. As dificuldades do árbitro começaram bem cedo. Num lance em que Nuno Almeida parece derrubar o avançado do Linda-a-Velha, o árbitro aponta para canto. Falta ou não, canto nunca seria.

A equipa da casa chegaria ao golo num contra ataque finalizado com um remate junto ao poste direito à guarda de Miguel. Pouco tempo depois, surgiria o 2-0 num livre ensaiado por parte da equipa do Cacém, que Geraldo finaliza com um belíssimo volley.

Ainda antes do intervalo, começaria o desperdício do Linda-a-Velha. A equipa criava chances de golo mas a finalização não queria nada com os visitantes.


A segunda parte começou com a cor amarela e com ainda mais desperdicio do Linda-a-Velha. Depois começaram as expulsões e o futebol só regressaria (e pouco) no período de compensação concedido pelo árbitro. Primeiro há um penalty a favor do Linda-a-Velha que não é assinalado. Logo depois, o árbitro assinala penalty que não se vislumbra. O Linda-a-Velha reduzia finalmente a desvantagem mas já só haveria tempo para mais uma expulsão até ao apito final.

A uma jornada do final da Divisão de Honra da AF Lisboa, as equipas classificadas abaixo do 7º lugar têm ainda o futuro indefinido. Na verdade, como o número de equipas que irão descer está dependente do que vier a ocorrer na Série E da 3ªDivisão, há equipas que ficarão uma semana sem saber concretamente o escalão em que irão competir na próxima época.

Para além dos clubes que descem das 2ª e 3ª divisões, há seis equipas apuradas para o Campeonato Distrital Pró-Nacional da próxima época. São eles Loures ou Musgueira, Santa Iria, Ponterrolense, Lourel, GCR Murteirense e Alverca. Para que não precisem de esperar pelo que irá acontecer nas últimas duas jornadas da Série E da 3ªDivisão, os restantes terão de ficar nos dez primeiros. Só atingindo essa meta se salvaguardam das possíveis descidas de Lourinhanense, Sintrense e Sacavenense.

Neste sentido, os festejos do Cacém no dia 12 foram claramente precipitados. É verdade que, no pior dos cenários, a equipa terminará em 11º, mas essa posição só dará lugar no Pró-Nacional 2013/14 se, pelo menos, um dos filiados na AF Lisboa terminar em posição de subida a sua participação na Série E da última edição da 3ªDivisão. E isso ainda é cedo para se ter como garantido.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aviso à navegação

Para quem não conhece aquela zona, chegar à Murteira (Loures) é uma aventura. Até avistar o Campo das Corredouras, estava convencido que tinha percebido mal as indicações dadas pela senhora a quem pedira instruções. Mal entrei no campo, a equipa da casa inaugurou o marcador pelo capitão Mário Rui.

Refiro-me ao Murteirense-Loures, partida da Divisão de Honra da AF Lisboa (AFL) que juntou dois clubes próximos e, simultaneamente, distantes. Os visitados estreiam-se esta época na Divisão de Honra da AF Lisboa, enquanto os visitantes lideram a prova e têm como objectivo confesso a subida ao novo escalão que passará a ser a antecâmara das ligas profissionais. Há quem chame ao Murteirense uma espécie de Loures B por ter vários atletas e técnicos com ligações ao GS Loures. Por outro lado, os amarelos da sede de concelho reforçaram-se com atletas de qualidade comprovada, formando uma equipa de nível bem superior ao que habitualmente se vê nos Distritais.

Ainda assim, no Domingo passado, quem saíu vencedor foi o Murteirense. E, verdade seja dita, os da casa tiveram chances mais do que suficientes para vencer por um resultado mais dilatado. Apesar da qualidade técnica patenteada, os jogadores do Loures não conseguiram bater a boa e aguerrida organização do Murteirense, comandados pela dupla de centrais composta por Varela e Vítor.

A partida disputada na Murteira demonstra bem as dificuldades que as equipas de maior valia técnica têm ao disputar a Divisão de Honra da AFL. Mais. Com a extinção da 3ªDivisão Nacional, a próxima edição da prova maior da associação lisboeta terá seguramente vários clubes com ambição de regressar aos Nacionais, havendo espaço apenas para a subida de um. Os clubes aqui representados pelo Murteirense tratarão de dificultar a vida dos que apresentam maiores pretensões.

Se uma descida aos Distritais já encerrava alguma dose de dramatismo para alguns clubes, passará a ser mesmo um momento extremamente delicado na gestão dos clubes. O que acontecerá ao GS Loures caso falhe a subida ? Veja-se o exemplo do Sacavenense que caíu até à 1ªDivisão distrital antes de regressar a palcos mais condizentes com o seu historial.

Uma coisa parece certa e essa é a aposta do Loures. Vários jogadores que foram determinantes na subida do Casa Pia na época passada, abraçaram este projecto. Registo ainda para os regressos à actividade do guardião Ginja e do central Eduardo Simões. A acompanhar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem não se sente

Há um ditado que diz "Quem não se sente, não é filho de boa gente". Penso neste ditado quando releio os comunicados da Direcção do Clube Atlético Pero Pinheiro (CAPP) durante as últimas semanas. Perante acusações de favorecimento e daquilo a que chamam "campanha difamatória do Presidente do Futebol Benfica", qual a reacção da Direcção do CAPP ? Sugerir a leitura dos acórdãos, garantir confiar nos órgãos da AF Lisboa e congratular-se pelas decisões unânimes dos mesmos. Parece-me pouco. Se a razão está do seu lado, haveria que responder ponto-a-ponto a cada um dos factos tornados públicos. Nada disso aconteceu. O comunicado de dia 16 do corrente até aproveita para enviar "votos de felicidades a todos os filiados na AF Lisboa para a época 2011/12". Reacção aos factos ? Nenhuma. Decisões polémicas, desde que unânimes, deixam de o ser ? Este aspecto faz-me lembrar outro ditado - "À Mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer". Aqui ficam os comunicados a que me refiro.











domingo, 17 de julho de 2011

A Justiça que temos

1 - Repito o que já escrevi. Gosto demasiado de futebol para falar de arbitragens. As minhas arbitragens preferidas são aquelas de que, no final do jogo, se diz apenas “não se deu pelo árbitro”. É sinal de que a intervenção do árbitro foi a que deve ser e não mais do que isso. Ainda assim, quem assiste a um jogo de futebol, sabe que inadvertidamente (ou não), os árbitros podem influenciar os resultados deportivos. É pena mas é uma evidência. Ainda ontem, o jogador uruguaio que fez o golo da sua Selecção poderia já não estar em campo, caso o árbitro tivesse sido rigoroso num lance no início da partida. Raras são as vezes em que erros de arbitragem resultam em repetições de jogos, mas são frequentes as situações em que se recorre à chamada “justiça desportiva”. A maior parte das vezes está em causa o castigo de um atleta e pouco mais. A época 2010/11 fica marcada por polémicas decisões de secretaria que adulteraram os resultados de um Campeonato.

2 – Fez agora três anos que o sempre polémico Bastonário da Ordem dos Advogados fez declarações em que comparava o comportamento dos magistrados com aquele dos agentes da PIDE. Explicava que, em muitos casos, o que lhes falta em humildade, sobra em autoridade, criticando o que chamou de "sistema de gestão autocrática dos tribunais" assente "numa só pessoa", um dos juízes. Deixava claro que “Não é nas leis que está o mal da administração da justiça” mas sim em quem as interpreta. “Um bom magistrado faz boa Justiça mesmo com más leis e até sem ela”.

3 – A justiça desportiva é, supostamente, algo de aplicação simples. Existe um regulamento disciplinar, sendo apenas necessário aplicá-lo. Um dos factores essenciais da justiça é aplicar penas equivalentes a infracções equivalentes. Se na justiça civil essa equivalência levanta imensas questões, no Futebol essa dificuldade é bem menor. Ou deveria ser.

4 – O Conselho de Disciplina da AF Lisboa atribuiu pena de derrota a ambos os clubes no jogo Linda-a-Velha-Futebol Benfica, assim como a pena de derrota à Alta de Lisboa na deslocação ao Campo Pardal Monteiro, em Pero Pinheiro. Para tal discrepância, os meretíssimos tiveram de justificar-se com base numa suposta invasão de campo por parte de adeptos da Alta de Lisboa.

5 – Não assisti a nenhuma das duas partidas, pelo que me limito a referir aquilo que são factos, tanto os que constam nos Processos, como os assumidos pelos intervenientes e disponíveis na blogosfera:

Facto 1 – Os dois jogos não chegaram ao seu término devido a distúrbios entre elementos das equipas;

Facto 2 – O jogo Linda-a-Velha–Futebol Benfica durou 36 minutos e o resultado era 0-0;

Facto 3 – O jogo Pêro Pinheiro–Alta de Lisboa terminou quando faltava jogar apenas um minuto do período de compensação dado pelo árbitro e o resultado era 1-1;

Facto 4 – O Relatório do árbitro João Filipe Malheiro Pinto faz alusão a uma “invasão” nestes termos: “Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas”;

Facto 5 – No depoimento ao inquiridor, o árbitro refere mesmo que “se tem conseguido retirar do local o jogador nº 22 do P Pinheiro as coisas teriam ficado por ali e nada disto se teria passado mas infelizmente apesar dos seus esforços não conseguiu os seus intentos e o jogador acabou por estar na origem dos confrontos que se seguiram”;

Facto 6 – O árbitro terá informado o comandante da força policial de que faltava cerca de um minuto para o fim do jogo, o que não alterou a posição do militar da GNR que alegava não poder garantir as condições mínimas de segurança;

Facto 7 – O Acordão do CD da AFL, resultante da reunião de 8 de Junho, refere que “três adeptos do Clube Arguido, União Desportiva Alta de Lisboa, invadiram o terreno de jogo, com o propósito de neles, também participarem.”;

Facto 8 – O comandante da força da GNR presente no Campo de Jogos escreveu no Relatório de Ocorrências em Recintos Desportivos que “devido à invasão de campo e à desordem provocada pelos jogadores/dirigentes, foi necessário pedir reforço policial. Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram rectângulo jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para esse efeito”;

Facto 9 – Mais de duas semanas depois, inquirido no âmbito do processo desportivo, o mesmo elemento da GNR refere que “o factor determinante para basear a sua conclusão de que não havia condições de segurança para que o jogo prosseguisse, foi a invasão do terreno de jogo por parte de três adeptos do Alta de Lisboa dos quais um deles nunca chegou a ser identificado ao contrário dos outros dois que o foram e cujos sinais constam do relatório policial que elaboraram.”;

Facto 10 – Os elementos “invasores” identificados pela GNR eram jogadores do Alta de Lisboa – Saraiva e China;

Facto 11 – O relator do processo (Nuno Lobo) é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Sintra;

Facto 12 –Pero Pinheiro é uma freguesia do concelho de Sintra, sendo o Clube Atlético Pero Pinheiro, o seu clube mais representativo;

Facto 13 – Se a deliberação sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa tivesse sido idêntica à do Linda-a-Velha-Futebol Benfica, a classificação final da Divisão de Honra da AFL seria: 1º Futebol Benfica (subiria à 3ªDivisão Nacional), 2º Loures (poderia subir à 3ªDivisão Nacional no caso de surgir uma vaga por desistência) e 3º Pero Pinheiro (disputaria a edição 2011/12 da Divisão de Honra da AFL);

Facto 14 – Não sou adepto de nenhum dos cinco clubes referidos nos pontos anteriores;

Facto 15 – Sou adepto de Futebol e prezo a Liberdade e a Justiça, sabendo que uma sem a outra de pouco vale;

6 – Se algum dos pontos que enumerei e classifiquei de “factos” faltarem à verdade, eaqui espero os reparos que se justifiquem. Uma coisa é certa. Num Mundo em que o Poder mudou vertiginosamente, em que “mercados” e agências de notação ditam mais que Governos eleitos, a Democracia deve sobrepôr-se à Economia e não o inverso. Vivemos tempos em que a luta contra as arbitrariedades dos diversos poderes se torna crucial, sejam elas na Política, na Economia ou no Futebol.

7 - No Futebol, a Justiça deverá estar ao serviço do jogo jogado nas quatro linhas e não adulterar aquele que (ainda) é o jogo mais fascinante do planeta.

sábado, 25 de junho de 2011

Fofó faz a festa. E agora ?





O Record apresenta o Pero Pinheiro como Campeão, enquanto A BOLA dá a mesma notícia mas com o Futebol Benfica como protagonista. O Jogo tem falta de comparência. Nada de nada... A Associação de Futebol de Lisboa (AFL) disponibilizou esta 6ªFeira o Mapa de Castigos que atribui a derrota à Alta de Lisboa no jogo frente ao Pero Pinheiro. Dito de outra forma, o Pero Pinheiro soma três pontos nesse jogo. Três pontos que o colocam no primeiro lugar e relegam o Futebol Benfica para segundo, devido à derrota no jogo desta 5ªFeira no Ramalhal, frente ao Ponterrolense. Esta questão ainda irá dar muito que falar. No final do processo, talvez ambos subam de divisão. Ver-se-á.




Quanto ao jogo disputado no campo do GD Ramalhal e arbitrado por Miguel Borges, aqui ficam as equipas:






PONTERROLENSE – João Irra; Afonso, Amândio, Ivo e Rodrigo Mateus; Ricardinho, Rodas, Manu (Ricardo Antunes 69’) e Roma; Naco (Hugo Cosme 90’+1) e Mário Rui



Tr. Daniel Miranda




FUTEBOL BENFICA – Formiga; Naia (Lamas 89’), Didi, Alex e Vital; Batista, Mamadu (Braz 89’) e Batalha (Martinho 79’); Pina, Adilson e Frutuoso



Tr. Pedro Barroca




Num campo de dimensões reduzidas, em que o Ponterrolense perdeu apenas uma vez, na 1ªJornada frente à Ass.Charneca, o jogo foi muito intenso. Futebol directo, a bola andava sempre próximo das duas áreas, o que originou diversas chances de golo para as duas equipas. Ainda assim, a primeira situação de algum perigo verificou-se apenas aos 22’. Naco consegue furar a linha de fora-de-jogo da defesa do Fofó, mas não consegue dominar a bola frente a Formiga. Dez minutos depois, Pina ganha a bola frente ao guardião ponterrolense João, passa para Frutuoso mas este remata ao lado. A sete minutos do intervalo, comentava-se que o Pero Pinheiro vencia em A-dos-Cunhados. A ser assim, apenas a vitória interessava ao Futebol Benfica. Em cima do intervalo, Alex desperdiça uma oportunidade de fazer o 0-1.










O intervalo chegava com o marcador a zero. Durante a paragem do jogo, entre adeptos e dirigentes do Fofó comentava-se a decisão da AFL de conceder os três pontos ao Pero Pinheiro no jogo frente à Alta de Lisboa. Aos cinco minutos do segundo tempo, Vital marca um livre que João defende. De imediato, o guardião da casa coloca a bola na frente e Mário Rui chega mesmo a colocar a bola nas redes, num lance anulado por fora-de-jogo. Pouco depois, novamente Mário Rui. Desta vez, a finalizar por cima um lance de contra-ataque do Ponterrolense.
Aos 61’, novo livre de Vital. Alex ganha posição mas cabeceia por cima. Seis minutos depois, Adilson protagoniza um dos melhores lances da partida. Ganha espaço do lado direito frente a Rodrigo Mateus e cruza para a entrada de Frutuoso. O avançado que havia sido decisivo no Domingo frente ao Tires, volta a desperdiçar. Aos 71’, Batalha desmarca Frutuoso mas João faz bem a mancha. A partir daqui, a equipa do Ponterrolense reagiu e teve três oportunidades de golo consecutivas. A primeira foi desperdiçada por Roma.












Sentindo que precisava de refrescar o seu meio-campo, Barroca troca Batalha por Martinho. É verdade que as oportunidades para o Ponterrolense não se repetiriam. Ironicamente, estavam decorridos apenas sete minutos sobre a substituição aquando do único golo da partida. Ricardinho remata a bola num pontapé de rechaça a um alívio da defesa do Fofó. Apesar de estar muito longe da baliza, Ricardinho acertou em cheio na bola e não deu hipótese a Formiga.
A partir daí, o Fofó procurou chegar ao empate nos poucos minutos que restavam, mas o melhor que conseguiu foi mais um falhanço de Frutuoso.









Não era dia de goleadores, pois também do lado do Ponterrolense, Mário Rui e Roma foram perdulários, enquanto que Naco esteve algo ausente da partida. No final de uma partida em que o árbitro arriscou perder o controlo ao optar por não mostrar cartões, o Fofó aguardou notícias de A-dos-Cunhados e de Linda-a-Velha, onde jogava o Loures.




A festa só começou depois de se saber dos empates dos adversários directos. Com o imbróglio que se conhece, veremos se os festejos foram ou não precipitados.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fofó perto da subida



O último jogo caseiro do Futebol Benfica esta época, passava pela recepção ao “aflito” Tires, equipa que entrou melhor na partida. Inclusivamente, até ao primeiro golo do Futebol Benfica (33’), a equipa do Tires foi mesmo a melhor em campo ou, pelo menos, aquela que mais perigo criou. Mas os jovens jogadores do Tires acusaram muito o golo sofrido e não mais se encontraram. A equipa do Fofó, mais experiente, tomou então conta da partida e acabou por dilatar o marcador aos 68’. O jogo estava ganho. Até ao final, o melhor que o Tires conseguiu foi um remate à figura de Formiga. Terá de decidir a manutenção na recepção ao Ericeirense, seu adversário directo. Após o final da partida, o speaker do Francisco Lázaro anunciava que, a dois minutos do fim, Pero Pinheiro e Vialonga empatavam a uma bola. Acabou por ser o resultado final, o que significa que o Fofó se desloca ao Ramalhal, terreno emprestado do Ponterrolense, dependendo apenas de si para assegurar o primeiro lugar e respectiva subida aos Nacionais.



Equipas:


FUTEBOL BENFICA – Formiga; Naia, Didi, Alex e Vital; Mamadu, Batista (Vitinha 86’) e Batalha (Martinho 80’): Adilson, Pina (Lamas 80’) e Frutuoso (Brás 80’)


Tr. Pedro Barroca



TIRES – André; Conceição, Tomaz, Basílio e Hélder (André Silva 78’); Rigueiro (Roberto Brito 78’), Belo (André Lopes 67’) e Erico; Nildo, Luisinho e Guti (Nélson 78’)


Tr. Rui Sousa



Momentos:


1’ – A defesa do Fofó é surpreendida por uma entrada rápida do Tires. Nildo não consegue desfeitear Formiga;


8’ – Boa jogada de Belo, travada em falta por Didi. Do livre nada resultou;


13’ – O Fofó começa a despertar para a partida. Após passe de Frutuoso, Batista remata ao lado;


22’ – Mais uma aflição na área do Fofó, num lance iniciado por um corte de Belo a meio campo;


24’ – Batista marca o canto. Alex cabeceia mas a bola vai ao poste. Pouco depois, Vital cruza para cabeceamento de Frutuoso ao lado;







33’ – Frutuoso inventa um golo à entrada da área. De costas para a baliza e marcado por Basílio, roda e faz um remate à meia volta. Belo golo. O Fofó estava na frente do marcador;


39’ – Aproveitando algum desnorte da equipa do Tires, Adilson remata à figura após novo cruzamento de Vital;


44’ – Novamente Adilson. Isolado perante André, não evita a intervenção do guardião do Tires;


58’ – Adilson surge isolado mais uma vez. Chega mesmo a driblar o guarda-redes mas Basílio dobra o número 12 do Tires;


61’ – Na sequência de um bom lance individual, o central Didi remata mas a bola embate em Frutuoso e sai pela linha de fundo;


65’ – Alívio defeituoso de André é reflectido por Pina mas a bola sai por cima da barra;


68’ – Após lance algo confuso na área, Frutuoso coloca a bola nas redes, fazendo o resultado final (2-0);


78’ – Nildo remata à figura de Formiga




Notas:


- A equipa liderada pelo árbitro Martinho Rodrigues esteve bem, num jogo de dificuldade reduzida;


- Frutuoso (32 anos) mostrou (mais uma vez) ser goleador. A falta de velocidade é superada por um sentido de baliza apurado (1º golo) e pelo oportunismo evidente (2º golo). Estas características, a par da presença física e experiência (ganha muitas faltas), são fundamentais para um ponta-de-lança, principlmente nos Distritais;


- Vital (33 anos) – há muito que não assistia a uma exibição tão consistente do capitão do Fofó. Nos jogos decisivos, a experiência e a qualidade fazem a diferença;


- Do lado do Tires, destaco os jovens Belo (19 anos) e Hélder (21 anos). Belo jogou a meio-campo, uma espécie de 8. Muito interventivo, tanto a defender como a atacar, demosntrou ter bons pés. Até acabou por ser o primeiro jogador do Tires a saír da partida por opção técnica. Ainda assim, o ex-júnior foi o jogador que mais me surpreendeu. Hélder jogou na lateral esquerda da defesa e foi ele a dar início a algumas das iniciativas mais perigosas no melhor período do Tires. A par dos seus colegas, acabou por reduzir o rendimento ao longo do jogo. Tanto Belo como Hélder parecem merecer (pelo menos) a Divisão de Honra;


- Nas respectivas edições de 2ªFeira, A Bola e RECORD nem sequer publicaram os resultados da 33ªJornada da Divisão de Honra da AF Lisboa. Mesmo O Jogo, que até costuma publicar as fichas dos jogos, deu nota apenas dos três resultados dos jogos das equipas da frente. Muito pouco.

sábado, 18 de junho de 2011

Confusão de Honra






Joga-se este Domingo a penúltima jornada da Divisão de Honra da AF Lisboa (AFL). O campeonato esteve parado devido aos processos relativos aos jogos Linda-a-Velha-Fut.Benfica e Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, disputados a 17/4 e 15/5 respectivamente. Após cerca de um mês para deliberar sobre cada uma das partidas, a AFL atribuíu derrotas a ambos os clubes no primeiro caso, mas não fez o mesmo em relação ao segundo, mantendo-se o resultado – 1-1. O site da AFL apresenta uma classificação oficiosa que não contempla a decisão do primeiro e considera um resultado de 0-1 no segundo, o que aumenta a confusão. Assumindo tratar-se de um erro, entramos para as duas últimas jornadas com quatro clubes a disputar uma (ou duas) vagas na 3ªDivisão Nacional. Apesar de só se falar em dois deles, Loures e até mesmo o Vilafranquense, ainda têm chances de lutar pelo primeiro posto. A disputa entre Pero Pinheiro e Futebol Benfica há muito que deixou as quatro linhas e joga-se também em comunicados das respectivas direcções, para além de muito debate na blogosfera. Muito do que aconteceu nestas últimas semanas deixa um sabor amargo nesta prova baptizada em sinal do Centenário da AFL. Ainda assim, e pela positiva, destaco a forma correcta como Américo, atleta do Pero Pinheiro, e o carismático Presidente do Futebol Benfica, Domingos Estanislau, trocaram ideias no blog deste. Falando apenas de futebol, e assumindo apenas uma vaga para a subida, refira-se que o Vilafranquense necessita de vencer os seus dois jogos e esperar que Futebol Benfica e Pero Pinheiro não pontuem em nenhuma das suas partidas. Tarefa quase impossível, digo eu. Quanto ao Loures, a situação é diferente. Para começar, tem vantagem no confronto directo com os dois contendores. Por outro lado, dista apenas três pontos do duo da frente, o que significa que poderá haver esperanças para o clube de amarelo. Ainda assim, o favoritismo vai para os agora rivais Futebol Benfica e Pero Pinheiro. Neste momento, as equipas têm ambas 56 pontos. Em caso de empate pontual no fim da prova, a vantagem resultará da diferença entre golos marcados e sofridos, dado que no confronto directo, o empate foi total, com ambos a vencer o seu adversário em casa pelo mesmo resultado. Neste aspecto, a vantagem vai para a equipa de Pero Pinheiro, mas por apenas dois golos, o que aumenta ainda mais a expectativa para os últimos jogos. Será curioso verificar o papel desempenhado pelas equipas que lutam pela manutenção (Tires, Montelavarenses e Ericeirense) e as restantes que já nada têm a ganhar ou perder, em termos de subidas e descidas, mas que já estariam de Férias, não fôra toda esta confusão. Aqui fica a lista de jogos a não perder. Amanhã: Loures-Montelavarenses, Pero Pinheiro-Vialonga, Futebol Benfica-Tires e Vilafranquense-Alta de Lisboa. Na 5ªFeira é Feriado e jogar-se-á a última jornada: Linda-a-Velha-Loures, Ponterrolense-Futebol Benfica, Lourinhanense-Pero Pinheiro e Lourel-Vilafranquense.


Para terminar, julgo ser pertinente abordar um aspecto que ainda não vi referido. Desde o início da época que está agendada a Final da Super Taça da AFL. A prova mais recente no calendário do futebol lisboeta conta com as presenças do Campeão da Divisão de Honra e o vencedor da Taça da AFL. Ora, o FC Alverca está a aguardar o seu opositor desde dia 29 de Maio, data em que disputou a Final da 1ªDivisão. No caso de não ter vencido a sua Série da 1ªDivisão, os atletas do Alverca estariam sem jogar desde 15 de Maio, data da última jornada da fase regular do Campeonato. Não tenho informação nenhuma sobre a data em que se realizará a Super Taça. Se alguém souber que diga. Imagino que o Alverca agradeça. E eu também.

sábado, 28 de maio de 2011

Fofó empata na Lourinhã











Dos muitos jogos da Divisão de Honra da AF Lisboa a que já assisti, o Lourinhanense-Futebol Benfica do passado Sábado terá sido dos mais fracos. É certo que se tratava de um jogo de fim de época, mas considerando a presença em campo de um dos candidatos à subida aos Nacionais, esperava-se bem mais. Curiosamente, até foi a mais jovem equipa da casa a apresentar-se melhor. Num jogo sem muito para contar, aqui ficam os onze iniciais e o registo dos melhores lances do jogo.



SCL – Nobre; Manel, Edgar Garcia, Marco Ramos e Nélson; Bruno Antunes, Alverca, Marco Águas; Marinho, Fábio Roçadas e Pedro Fonseca.

Tr. Luís Brás


CFB – Formiga; Maia, Didi, Alex e Vital; Batista, Martinho e Batalha; Adilson, Careca e Frutuoso.

Tr. Pedro Barroca






15´ - Roçadas escapa a Vital e remata cruzado ao lado;


23’ – Numa espécie de canto curto do lado esquerdo do ataque, Careca remata cruzado sem que surja o desvio para a baliza;


39’ – Maia antecipa-se a Nélson e isola-se frente a Nobre mas o guardião local antecipa o lance;


62’ – Careca cria espaço para o cruzamento mas Adilson remata por cima;


76’ – Pedro Fonseca foge pela primeira vez à defesa do Fofó mas remata à figura de Formiga;


81’ – Bola sobra na entrada da área para João Paulo que remata ao lado;













84’ – Dois cantos consecutivos a favor do Fofó mas sem perigo;


87’ – Na marcação de um canto, a bola está muito próxima da linha de golo;







89’ – Melhor jogada da partida – a bola passa por três jogadores da casa e chega a Roçadas que remata fraco;







90’ + 3 – Didi faz um passe para Mamadu. O jovem ex-Real, pressionado por Pedro Fonseca, perde a bola para o avançado lourinhanense que a coloca em Roçadas. Este, frente a Formiga, procura o chapéu sem êxito.







Apesar dos falhanços nos momentos decisivos, Roçadas (24 anos) foi o destaque da partida. Filho do homónimo antigo jogador do V.Setúbal é daqueles jogadores de baixa estatura mas com muito bom toque de bola. Recordei-me da primeira vez que vi Diogo Salomão jogar e esse é o melhor indício. Já esteve no Torreense e parece-me ter qualidade mais do que suficiente para escalões superiores. Do lado do Fofó, gostei de ver o central Alex. Já assistira a algumas partidas do central, mas parece-me estar cada vez mais completo, exemplo de que um central atinge o pleno depois dos 30.



A equipa de arbitragem esteve a um nível acima do jogo. Como curiosidade a presença de Rafael Figueira como auxiliar, depois de ter chefiado a equipa que arbitrou o Cascais-Sanjoanense semana anterior.



Entretanto, a AF Lisboa já deliberou sobre o Linda-a-Velha – Futebol Benfica, aplicando pena de derrota aos dois clubes. Enquanto não existir decisão sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, as duas últimas rondas da Divisão de Honra estão suspensas. Considerando os castigos aplicados aos jogadores do Alta de Lisboa, duvido que a decisão da AF Lisboa seja semelhante à do jogo de Linda-a-Velha, mas esperemos para ver.




Na disputa de um lugar na 3ªDivisão Nacional, ficam por jogar as seguintes partidas:




33ª Jornada:


Pero Pinheiro-Vialonga


Futebol Benfica-Tires




34ªJornada:


Lourinhanense-Pero Pinheiro


Ponterrolense-Futebol Benfica




Teoricamente, a tarefa do Pero Pinheiro parece mais complicada. No entanto, a única certeza é a que haverá emoção até ao fim.

terça-feira, 8 de março de 2011

Pero Pinheiro não passa no Cacém



Há equipas que, pela mais-valia dos seus plantéis, deveriam dominar os campeonatos sem sombra para dúvidas. Deveria ser o caso do Pero Pinheiro mas não é. Composto por jogadores com experiência nos campeonatos nacionais, o Pero Pinheiro deslocou-se ao Cacém no passado Sábado, para defrontar a jovem equipa do Atlético local.


Os onzes:

CACÉM-Pedro Silva; Fogeiro, Ricardão, Sousa, João Correia; Diogo Nogueira, Tiago Nogueira, Seminário; Taveira, Franclim e Abiud


PERO PINHEIRO-Ferro; Rochinha, Runa, Filipe Martins e Cadu; Afonso, Aguiar e Rui Janota; Hélder Costa, Mix e Cláudio Oeiras


Momentos:


8’ – Franclim cruza da direita para o desvio de Abiud, ao lado da baliza de Ferro. Era o primeiro sinal de perigo do Cacém.


13’ – Mix salta mais alto do que os centrais locais e faz o 0-1.


21’ – Livre da direita, marcado por Seminário, com a bola a cruzar a pequena área sem que ninguém lhe toque.


25’ – Ricardão remata de fora da área. Ferro efectua uma defesa de recurso.


33’ – Mais uma jogada pela direita, com Taveira a desviar para a baliza o cruzamento de Fogeiro (1-1).


57’ – Contra-ataque do Cacém concluído por Taveira com um remate em arco por cima da baliza de Ferro.


61’ – Excelente remate em rotação de Abiud. É de fora da área que o Cacém vira o marcador (2-1).


74’ – Livre de Mix à base do poste esquerdo da baliza de Pedro Silva.


86’ – No mesmo lance, Runa e Cláudio Oeiras acertam na trave.

89’ – Runa iguala num pontapé de ressaca de fora da área (2-2).

90’+1 – Cláudio Oeiras coloca a bola na baliza, mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Aparentemente mal. '>Veja o vídeo.


90’+4 – Cissé isola-se, sendo travado por Cadu, que recebe ordem de expulsão. Na marcação do livre, Ricardão põe à prova Ferro que responde à altura.


O jogo terminou com um empate a duas bolas e com os jogadores do Pero Pinheiro a pedir satisfações à equipa de arbitragem. A reduzida presença das autoridades (contei três elementos da PSP) levou ao pedido de reforços. Decisão aceitável, considerando os protestos veementes dos visitantes. Inesperado foi o que se assistiu minutos depois. Em ritmo acelerado, deram entrada no Campo Joaquim Vieira três viaturas da PSP, entre as quais uma carrinha, de onde saíram elementos do SIR, de shotguns em punho! Foram chamados a “repôr a ordem pública” como me referiu o agente que interpelei. Se a ordem pública é ter uma dúzia de agentes policiais armados até aos dentes a proteger uma equipa de arbitragem das “bocas” de uma equipa de futebol. Enfim...


Voltando ao jogo, o Pero Pinheiro queixa-se da arbitragem mas deveria queixar-se de si mesmo. Uma equipa com jogadores da qualidade de Filipe Martins, Cláudio Oeiras, Mix e ca. deveria fazer bem melhor. É verdade que a segunda parte foi dominada pelos homens de vermelho e branco. Mas assistir aos jogos desta equipa do Pero Pinheiro fico sempre com a sensação de que os jogadores alinham com alguma sobranceria, cientes da sua superioridade. Mas esta nem sempre se reflecte no reusltado, como foi o caso.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em primeiro


Sacavenense-Ginja; Tiago, Rogério, André (Pina 45') e Perdigão; Armindo, Jorginho e Marocas; Baptista (Vilela 45'), Godinho (Bandeira 89') e Cláudio (Tera 89')

Tr. Luís Silva


Pero Pinheiro-Ferro; Maruca, Nascimento (Kiko 72'), Américo e João Anjos; Aguiar, Adilson (Ricardo Bento 57'), Rodrigo e Rui Figueiredo (Serrinha 57'); Marcos e Mix

Tr. Paulinho



Há anos que não ía ao Estádio do Sacavenense. Perante o bilhete 'Geral', perguntaram-me se tinha algo a 'ver com o Sacavenense'. Respondi que não era de nenhum dos clubes, pelo que me deixaram entrar para junto dos adeptos da casa. O adversário era a sempre complicada equipa do Pero Pinheiro. Colocada a meio da tabela, a matemática ainda permitia aos visitantes sonhar. O jogo até começou melhor para o P.Pinheiro que, aos 23 minutos, protagonizou a primeira jogada com relativo perigo. Após contra-ataque conduzido por Mix, Marcos desviou por cima. A partir daqui, os lances perigosos pertenceram por inteiro ao Sacavenense.


Aos 33’, Armindo quase surpreendeu Ferro num remate de fora da área. Sete minutos depois, Baptista falhou o chapéu a Ferro, quando estava isolado. A dois minutos do intervalo, Nascimento (central do Pero Pinheiro) viu o cartão amarelo num lance em que atinge Godinho na face. Nos lances disputados com Godinho, o central teve sempre uma postura intimidatória. No minuto seguinte, Marocas foi expulso por acumulação de amarelos. Num jogo em que o Pero Pinheiro jogava ainda a hipótese de se aproximar do duo da frente, tudo parecia conjugar-se nesse sentido. No entanto, a equipa do Sacavenense regressou do intervalo fortalecida pelo sonho da subida. As oportunidades foram surgindo. Aos 56’, Cláudio desperdiça, cabeceando ao lado após cruzamento de Rogério do lado esquerdo. Aos 60’, Cláudio volta a cabecear sem acerto. Cinco minutos depois, Tiago faz o único golo do jogo num remate de ressaca à entrada da área.

A partir daí, o Pero Pinheiro procurou reagir sem, no entanto, criar perigo para a baliza de Ginja. A quatro minutos do fim, foi mesmo Godinho que desperdiçou o 2-0 quando, isolado, rematou à figura de Ferro. A resposta sacavenense perante a inferioridade numérica foi tal que, em diversos momentos, parecia ser o visitante a alinhar com dez elementos.

Com a derrota do Lourel em Ponte de Rol, a equipa orientada por Luís Silva chegava ao primeiro lugar. Ontem, os dois primeiros venceram, pelo que a luta pela subida continua.

sábado, 10 de abril de 2010

Lourel e/ou Sacavenense

Esta época assisti a dois jogos do Lourel e a dois jogos do Sacavenense. Um deles foi o Lourel-Sacavenense de dia 21 de Março. Mas comecemos pelo início. Assisti à visita do Sacavenense ao Francisco Lázaro. Apesar de derrotados, saí de Benfica com a sensação de que o Sacavenense apresentara maior consistência. O Lourel assumiu a liderança da prova desde cedo. Aquando da visita do vizinho Pero Pinheiro, então em último, fui até Lourel assistir ao derby. Coincidência ou não, a equipa da casa voltou a estar desinspirada. Desinspirada foi a ilacção que retirei naquela altura e que foi sendo reiterada pela manutenção da liderança, jornada após jornada, dos sportinguistas de Lourel. Quando, no dia 21, e apesar da chuva, me desloquei a Lourel, aguardava-me um jogo entre os dois primeiros classificados do escalão principal da AF Lisboa.


Tal como acontecera da última vez que os vira jogar, o Lourel voltou a perder em casa. Num jogo em que o Sacavenense foi quase sempre superior, o Lourel voltou a não (me) mostrar porque segue na liderança da prova. É verdade que a diferença que fez o resultado (1-3) se justifica, em parte, pelos erros defensivos que foram determinantes em dois golos sacavenenses. Mas não justifica tudo. Em termos ofensivos, o Lourel foi pouco mais que inofensivo, apostando muito num futebol directo sem resultados. O Sacavenense, para além de defender de forma acertada, mostrou maior capacidade ofensiva. Cláudio e Godinho foram artistas à solta na sombra da Serra. Quem nunca assistiu a jogos dos escalões inferiores pode achar exagero usar a expressão 'artistas', mas não é. Há excelentes valores nos Distritais que, por vários motivos, não ocupam lugares em escalões superiores. É um tema a que regressarei em breve. Voltando ao jogo, o jovem Tiago, guardião do Lourel, foi protagonista por bons e maus motivos. Defendeu um penalty marcado por Jorginho, mas viria a ser mal batido no lance do 1-3.

No miolo, Augusto e o experiente Zezinho não tiveram chances frente a Jorginho e Marocas, dupla do miolo sacavenense, com Armindo sempre por perto. Trio de respeito na Divisão de Honra da AFL. Há equipas nos Distritais que nos fazem pensar como seria se alinhassem em escalões superiores. Por vezes nem sequer são as que vencem as provas. Mas quando o conseguem, costumam ter grandes desafios pela frente na 3ªDivisão Nacional. Alguns sucumbem por a sua qualidade não se enquadrar no terceiro escalão. Outros adaptam a sua forma de jogar e conseguem mesmo chegar à 2ªDivisão. Arrisco dizer que o Sacavenense é um desses casos. Para já, ficam a faltar oito jornadas. Já depois da jornada de 21 de Março, o Sacavenense recebeu e venceu o vizinho Loures, enquanto o Lourel empatou em Talaíde.

Este Domingo, o Lourel recebe o Alta de Lisboa, enquanto que o Sacavenense visita a Malveira. Até ao fim, o Lourel ainda receberá o Venda do Pinheiro, o Futebol Benfica e o Encarnacense, visitando Ponte de Rol, Vialonga, Linda-a-Velha e Cacém. Por sua vez, o Sacavenense receberá o Pero Pinheiro, o Freiria e o Alta de Lisboa, tendo deslocações aos campos de Charneca, Tires, Talaíde e Ponte de Rol. Em teoria, o calendário do Sacavenense apresenta maior grau de dificuldade. Ainda assim, não me surpreenderia que o clube que celebra o primeiro centenário cumprisse o desejo de regressar aos Nacionais. A repetir-se o cenário da época passada, quem sabe se não é acompanhado pelo Lourel.

sábado, 21 de novembro de 2009

Rol de Chuva


A curiosidade era antiga. O Grupo Desportivo Recreativo Cultural Ponterrolense é o segundo clube com mais presenças na Divisão de Honra da AF Lisboa. Apenas falhou uma edição porque subiu à 3ªDivisão Nacional, após ter sido vice-campeão em 98/99. Já assistira a jogos do Ponterrolense, mas nunca em casa. Para chegar a Ponte do Rol, tomei a direcção Norte até Torres Vedras. Depois de passar por Gibraltar e Benfica, lá cheguei a Ponte do Rol. O Domingo ameaçava chuva e esta faria a sua aparição a meio da primeira parte para não mais parar.


Único campo de terra batida do escalão maior do futebol lisboeta desta época, o Campo dos Moínhos tornou-se ainda mais pesado com a chuva incessante. O pelado explicará, em grande parte, as dificuldades que os adversários do Ponterrolense sentem nas deslocações a Ponte do Rol. Mas não é a única. Na defesa, o Ponterrolense tem esta época um jogador com larga experiência nos Nacionais. Prestes a completar 36 anos, Esteves cumpre a terceira época no Ponterrolense, após uma carreira iniciada no vizinho Torreense em 1989. Como sénior, alinhou no Lourinhanense, Torreense, Fátima e Barreirense. É o jogador mais experiente do plantel.


Mas o maior destaque vai para a dupla atacante composta pelo cabo-verdiano Naco e o moldavo Roma. Naco faz lembrar Gil, Campeão do Mundo de Sub-20 em 1991. De estatura mediana, faz da sua mobilidade a grande arma que atormenta as defesas adversárias. Tem sido um dos melhores marcadores da Divisão de Honra da AF Lisboa nas últimas épocas. A seu lado joga o pequeno Roma (alcunha do moldavo Roman Lapusneanu). Roma coloca velocidade no jogo do Ponterrolense, procurando servir Naco. Cumpre a segunda época no clube depois de jogar no Encarnacense e no Livramento. Ainda assim, o melhor jogador em campo acabou por ser um dos jogadores visitantes.


Aos 26 anos, o avançado Mário Rui cumpre a segunda época no Ericeirense, depois de uma carreira iniciada no Mafra, clube em que viveu a melhor época da carreira, ao alinhar em metade dos jogos da carreira mafrense na 2ªDivisão de 2005/06. Seguir-se-íam duas épocas no vizinho Igreja Nova. Marcado por Esteves, seu antigo colega no Torreense (02/03), Mário Rui deu muito trabalho à defesa da casa, devido à sua estatura e empenho. Foi dele o primeiro golo da partida, finalizando de cabeça um cruzamento da direita.


Ainda antes do intervalo, Naco empatou na conversão de um pontapé da marca de grande penalidade. O lance foi duvidoso e alvo de contestação por parte dos jogadores e dos (muitos) adeptos ericeirenses presentes. Num jogo marcado pelas más condições atmosféricas, a presença de várias dezenas de espectadores é de salientar, destacando-se a sempre aguerrida massa adepta da Ericeira.

O Ericeirense pareceu quase sempre um degrau acima do seu opositor. Apesar de ter ainda acertado na barra da baliza ponterrolense, não conseguiu desbloquear o 1-1. Agora treinados por Rui Jorge, antigo guardião de Mafra e Real, poderá ser um dos candidatos à subida, apesar de ainda estar muito campeonato por jogar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Último vence Líder em Lourel

O Pero Pinheiro começou a época assumindo a candidatura à subida de divisão. À 4ªJornada, com apenas um ponto conquistado, troca de treinador. Sai Pedro Abranja e entra Paulinho.

O antigo central de Estoril, Nacional, Benfica e Est.Amadora, acabou a época transacta no banco d’”O Elvas”. A estreia estava marcada para o terreno do Lourel. Ao invés do seu adversário, os leões sintrenses haviam descido de divisão, sendo repescados após a “subida administrativa” do Tojal. Aspirações tão distintas quanto os inícios de época. Às primeiras quatro jornadas corresponderam quatro vitórias e o primeiro posto da tabela.

LOUREL – Tiago Monteiro; Barroso, Hélder, Simão e Edgar; Augusto, Zezinho, Oliveira (cap.) e João Raimundo; Patrick e Barradas.


PERO PINHEIRO – Ferro; Maruca, Carlos Sousa, Miguel Vicente e Fábio; Aguiar (cap.), Rodas, Tiago Almeida e Serrinha; Rafa e Brito



Em futebolês, “chicotada psicológica” significa injecção de motivação extra e foi isso que se viu domingo (dia 11) com os forasteiros a entrar pressionantes em campo. O Lourel demorou 27 minutos a entrar no jogo, quando Zezinho consegue desmarcar Patrick para um remate fraco deste. Aos 34’, e quando o Lourel até já equilibrara a partida, Tiago Almeida (antigo jogador do Lourel) finaliza uma boa jogada do veterano Brito. Aos 36 anos, o jogador mais experiente em campo, chegou a representar Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões, na Liga de Honra.


Até ao intervalo pouco se passou digno de registo. Para a segunda parte, Paulo Rocha faz saír o perdulário Patrick e entrar o regressado Bernardo. O avançado de 25 anos esteve vários meses ausente após intervenão cirúrgica. Cumpre a 5ª época em Lourel após passagens por Real e Pero Pinheiro.


Ainda assim, a segunda parte começa com alguns lances de perigo protagonizados por Serrinha, um dos melhores em campo. Aos 72’, Brito remate em “volley” para ua grande defesa do jovem Tiago Monteiro. Dez minutos depois, já em futebol directo para a área do Pero Pinheiro, Barroso cabaceia ao lado.

Aos 88’, Serrinha volta a fazer das suas, apesar de não concretizar. O momento mais emocionante do jogo aconteceu já em período de compensação, quando Bernardo cabeceia por cima junto do poste direito da baliza à guarda de Ferro, guardião com uma tarde de pouco trabalho.


A vitória do Pero Pinheiro aceita-se e perspectiva uma recuperação na tabela. Quanto ao Lourel, destaque para Hélder (central de 19 anos), Zezinho (patrão do meio-campo ex-1ºDezembro, onde esteve 8 temporadas) e João Raimundo, o criativo ex-Igreja Nova e formado no Est.Amadora.