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domingo, 31 de março de 2013

Há coisas que nunca mudam

A U.Leiria deslocou-se ontem ao Francisco Lázaro com hipóteses matemáticas de atingir a subida. Apesar do Fofó já ter cinco derrotas caseiras, nunca é fácil jogar no Francisco Lázaro. Os donos da casa têm, por tradição, equipas guerreiras daquelas que nunca desistem em busca da vitória.

No primeiro minuto, num lance de que não tenho imagens, Ricardo Pereira fura pela esquerda e oferece o golo a Seba. O jogador formado no Sporting voltaria a ter duas belas chances para marcar. Primeiro aos 14' com Hugo Cardoso a impedir o 2-0. Depois à passagem do minuto 27 com um remate que sai ao lado.

Aos 33', surgiu a resposta leiriense. Livre apontado para a área do Fofó onde Kiki cabeceia ao poste. A bola ainda ficou em zona perigosa até ser aliviada pela defesa da casa. Quatro minutos depois, numa fase em que os forasteiros buscavam o empate e conquistavam canto atrás de canto, Tiago Pires cabeceia ligeiramente ao lado do poste direito à guarda de Fábio Monteiro. Até ao intervalo, apesar da equipa da U.Leiria continuar a ser a que procurava jogar um futebol apoiado, era a equipa da casa a manter a vantagem.

A igualdade chegaria ao minuto 52. Baldé e Gerson vão à bola e chocam no meio-campo. A bola sobra para Coça que coloca em Hélio Vaz que, em grande estilo, faz o empate. Doze minutos depois, cruzamento largo para cabeceamento por cima de Coça. Era a U.Leiria que procurava chegar à vitória mas não voltaria a criar perigo. Os técnicos mexeram nas equipas a partir do banco mas seria a segunda alteração de Pedro Barroca a tonar-se decisiva. Na primeira vez que tocou na bola, Frutuoso fez o golo que daria os três pontos ao Fofó. Baldé cruza da direita e Frutuoso, nas costas de Kiki, finaliza de cabeça sem hipóteses para Hugo Cardoso. Na reposição, Frutuoso faz uma falta sobre Serginho e vê amarelo. Frutuoso com a eficácia extraordinária habitual e a tendência de sempre para os cartões. Durante os 3' de compensação concedidos por Luís Catita (arbitragem sem mácula), registo apenas para o segundo amarelo a Emiliano por agarrar um adversário que saía para o ataque.

Frente ao futebol rápido e directo praticado por um Fofó que mantém a sua identidade, a U.Leiria não teve hipóteses. Com esta vitória e a derrota caseira do Oeiras frente ao Casa Pia, o Fofó tem nove pontos de vantagem sobre a equipa da linha, pelo que só uma catástrofe nas quatro jornadas que faltam poderia conduzir o Fofó de volta aos Distritais. Quanto à U.Leiria, está a onze pontos de distância do Mafra, pelo que os doze que estão ainda por disputar serão insuficientes para a luta pela subida à Liga de Honra.

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Mustafá - a jogar a central pareceu um relógio suiço. Não faz nada de  espectacular mas está sempre no sítio certo e é de uma eficácia impressionante.

Hélio Vaz - o golo apontado pelo jovem montijense é daqueles dignos de qualquer campo onde se jogue futebol.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A subida é por aqui

13/5/2012
REAL SC-C FUTEBOL BENFICA 2-1
Arb:André Narciso (AF Setúbal)
Real-João Ascenso; David Rosa (Amar 76'), Jibril, Bruno Lourenço e Paulinho; Dino (cap.), Kikas e Luís Carlos (Mota 76'); Ventura (Michael 69'), Miguel Gonçalves e Alcides
Tr.João Silva
Futebol Benfica-Formiga; Naia, Gerson, Zé Mário e Vital (cap.); Batista (Martinho 72'), Diogo Calheiros e Fayad; Pedro Silva (Adilson 45'), Pina e Frutuoso (André 72')
Tr.Pedro Barroca

Uma vitória do Fofó significava carimbar a subida à 2ªDivisão, escalão onde não compete desde 1951/52. Assim, não surpreendeu a presença do muito público vindo de Benfica. Para o Real, o jogo era a primeira de três possíveis finais em que só a vitória interessa. Não se pode dizer que o jogo tenha sido de qualidade acima da média habitual para a 3ªDivisão, mas valeu pela emoção que se viveu até ao apito final. Logo a abrir, Miguel Gonçalves tenta o chapéu a Formiga mas a bola sai ao lado. Aos 14', entrou em acção a terceira equipa presente em campo e chefiada pelo árbitro André Narciso. O árbitro assistente levanta a bandeirola, considerando que João Ascenso segura a bola fora da área. Nem as imagens esclarecem o lance mas a convicção do árbitro assistente teve a ajuda dos adeptos do Fofó. Do livre sai o primeiro golo do jogo, com o capitão Vital a desferir um forte remate que surpreendeu o guardião do Real. Na resposta, Alcides finaliza para fora um lance em que a bola foi cabeceada de Dino para Bruno Lourenço e deste para o avançado guineense. Aos 24', Naia derruba Alcides na área. Bem colocado, o árbitro manda seguir. Três minutos depois, a bola sobra para Ventura que está perto de fazer o empate que não tardaria. Aos 31', canto marcado por Luís Carlos e Bruno Lourenço a antecipar-se a Gerson e a Formiga para o empate. Era o repôr de alguma justiça no marcador, dado que o Real era a única equipa à procura do golo. Aos 37', Miguel Gonçalves surge isolado mas remata fraco e à figura de Formiga. Do lado do Fofó, apenas aos 40' se registou um lance de perigo. Bom lance de Pedro Silva com a bola a ficar para Frutuoso rematar cruzado para boa defesa de João Ascenso. Logo depois, Miguel Gonçalves surge novamente isolado mas o remate sai ao lado. O jogo ía empatado para o intervalo mas o resultado era afortunado para o Fofó.


Para a segunda metade, Pedro Barroca troca Pedro Silva por Barroca mas a alteração não surtiu o mesmo efeito que teve no jogo da primeira volta desta fase de subida, muito por culpa de Paulinho, lateral do Real. No entanto, o Real tem um início de segundo tempo em que parecia ter deixado de jogar o seu futebol, entregando-se a um jogo mais directo, bem mais do agrado do Fofó. O primeiro lance de algum perigo foi visitante, com o remate cruzado de Fayad ao lado (58'). Quando voltou a jogar o que sabe, o Real voltou a criar lances dignos de registo. Aos 61', Kikas entra pelo meio mas remata à figura de Formiga. Seis minutos depois, Luís Carlos ganha um lance a Vital junto à bandeirola de canto e o capitão do Fofó recorre à falta, o que lhe vale o segundo amarelo e consequente expulsão (67'). A equipa visitante reagiu bem à expulsão do seu capitão e, aos 72', Pina cai na área num lance com Bruno Lourenço. O árbitro voltou a mandar jogar. Foi preciso esperar dez minutos para assistir a novo lance de perigo quando o "jovem" Miguel Gonçalves entrou pela direita e rematou para grande defesa de Formiga. Três minutos depois, mão de Diogo Calheiros e o árbitro mostra o segundo amarelo ao antigo capitão do Real. O Fofó ficava reduzido a nove jogadores a cinco minutos do fim do tempo regulamentar. A equipa da casa continuava em busca da vitória mas os visitantes fechavam-se bem. De longe, Jibril remata um pouco ao lado. Foi já no terceiro dos cinco minutos de compensação que surgiu o golo que ditou a vitória do Real. O júnior Mota marca o canto, Formiga ainda toca a bola para a frente mas Jibril faz o golo que daria os três pontos ao Real.


Para além dos dois lances nas áreas já mencionados, o critério disciplinar de André Narciso foi duvidoso. Na equipa da casa, Miguel Gonçalves viu amarelo numa falta normal a meio campo. No minuto anterior, uma troca de palavras entre o jogador e o árbitro antecipava que este iria admoestar o jogador do Real logo que pudesse. Tão previsível como criticável. No caso de Bruno Lourenço, o central do Real viu amarelo já em período de compensação por atraso na reposição da bola em jogo. Poderia ter visto amarelo mais cedo pois teve de recorrer algumas vezes à falta. Do lado do Fofó, apesar de ter terminado reduzido a nove jogadores, os segundos amarelos poderiam ter surgido mais cedo, principalmente no caso de Vital.

Pela positiva, destaco a prestação de Kikas. O jovem médio formado no Sporting voltou a demonstrar ter qualidade para jogar num escalão bem acima da 3ªDivisão. Uma nota final para os festejos do Fofó no final da partida. Foram prematuros. Falta um ponto para não precisarem de calculadora. A resolver no próximo sábado frente a um Sintrense que já não conta para estas contas. Quanto ao Real, vai jogar mais uma final ao Pina Manique e esperar que o Oeiras perca em Pero Pinheiro. Se Real e Pero Pinheiro vencerem, a última jornada terá um escaldante Real-Pero Pinheiro com os ouvidos no Oeiras-Futebol Benfica.

sábado, 14 de abril de 2012

Fofó vence Real - justica nem nos tribunais

7/4/2012
3ªDivisão - Série E - Fase de Subida - 3ªJornada
FUTEBOL BENFICA-REAL 2-1
Arb: Tiago Góis (AF Coimbra)
Futebol Benfica-Formiga; Naia, Didi, Gerson e Vital (cap.); Diogo, Batalha (Adilson 45') e Fayad (Moreira 76'); Pedro Silva (Hugo 90'), André e Pina
Tr. Pedro Barroca
Real-André Martins; David Rosa, Bruno Lourenço, Araújo e Paulinho; Dino (cap.), Kikas e Ladeiras (Michael 76'); Ventura (Jibril 68'), Alcides e Caramelo (Tiago Gonçalves 81')
Tr. João Silva

O Fofó, a realizar uma grande época de regresso aos Nacionais, recebeu o Real na liderança desta fase que decide os dois clubes que subirão à 2ªDivisão. Como se esperava, o jogo foi bastante disputado, com o equilíbrio a ser a nota dominante. O primeiro lance junto das balizas aconteceu quando Pedro Silva desceu pela direita e colocou em Fayad que rematou ao lado. Depois de alguns minutos sem lances de registo, apesar do maior pendor ofensivo do Real, a equipa visitante chegou à vantagem. Bruno Lourenço sobe no terreno, combina com Kikas e é derrubado por Didi na área do Fofó. O árbitro assinala grande penalidade mas mostra apenas amarelo ao experiente central da equipa da casa. Chamado a converter, Alcides marca para a direita de Formiga inaugurando o marcador (18'). A toada do jogo não se alterou. Pouco depois, Ladeiras surge solto à entrada da área mas perde o momento para o remate. O lance acaba por se perder. Na resposta, a melhor chance do Fofó. Fayad cruza para a área, os centrais do Real não conseguem aliviar e a bola fica ao alcance de Diogo Calheiros que desvia ao lado (22'), num lance idêntico ao que dispôs no jogo da primeira fase. O jogo entrou então numa fase em que nem Formiga e André Martins tiveram de se esforçar. Antes do intervalo, voltou a ser o Real a mostrar-se mais perigoso. Primeiro foi Ladeiras que ganhou boa posição para o remate mas a bola saiu ao lado (37'). Aos 44', foi Caramelo a aganhar espaço na área mas a rematar contra Vital.


Para o segundo tempo, Pedro Barroca fez entrar Adilson para o lugar de Batalha, naquela que foi a alteração marcante para o decorrer da partida. Apesar disso, a primeira equipa a criar algum perigo no segundo tempo foi o Real. Ventura remata ao lado após uma das melhores jogadas da partida, num lance em que a bola passou por vários jogadores visitantes. Após um livre marcado por Vital, Naia ganha espaço na área mas remata ao lado (53'). Pouco depois, mais uma boa jogada do Real, com finalização fraca de Caramelo, quando Ventura surgia solto à esquerda (56'). Quatro minutos depois, Ladeiras remata por cima após novo lance de envolvimento do ataque do Real. O Real não fez o segundo golo e o Fofó empatou. Num lance algo fortuito, a bola sobra na quina da área para Adilson rematar forte e cruzado, sem hipóteses para André Martins (63'). Dois minutos depois, Adilson "tira" o primeiro amarelo a Paulinho. Receando o jogo directo do Fofó, João Silva troca Ventura por Jibril (68'). Aos 71', Caramelo cruza para a pequena área mas Ladeiras chega tarde ao desvio. Depois ainda houve um fora-de-jogo duvidoso assinalado a Caramelo, travando um contra-ataque e um remate de Fayad por cima, até ao minuto 79'. Esse foi outro momento decisivo na partida. Depois de ter deixado passar sem admoestação diversas faltas, o árbitro de Coimbra conseguiu a proeza de expulsar o lateral do Real (Paulinho) por acumulação. Considerando o critério largo que foi mostrando ter, a expulsão de Paulinho é de despropósito. Reduzido a dez, João Silva teve de dar novo passo atrás, trocando Caramelo por Tiago Gonçalves (81'). Ainda assim, o Real reagiu bem à expulsão. Aos 86', Kikas desmarca Dino que faz o chapéu a Formiga. No entanto, a bola sai um pouco por cima. Na resposta, marcado por Araújo, Adilson faz a rotação e remata para defesa de André Martins. Já perto do final do tempo regulamentar, Vital entra pela esquerda e coloca a bola na área, onde surge solto Pedro Silva para bater André Martins, numa posição duvidosa (89'). Sem justificar, o Fofó estava na frente do marcador e assim ficaria até ao apito final cinco minutos depois.
Num jogo em que o resultado mais justo seria o empate ou, a haver um vencedor, este teria de ser o Real, o Fofó consolidou a liderança da Série E. Destaco pela positiva a prestação de Ladeiras no Real e o facto do Fofó ter vencido mesmo na ausência do goleador Frutuoso. Após três jornadas, o Fofó lidera com 26 pontos, seguido do Oeiras (25), Pero Pinheiro e Casa Pia (23), Real (21) e Sintrense (20). Para amanhã estão marcados os jogos Oeiras-P.Pinheiro, Real-Casa Pia e Sintrense-Futebol Benfica.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Real derrota Fofó

19/2/2012
Est.Francisco Lázaro
CF Benfica-Real SC 0-1
Arb: João Roque (AF Portalegre)
FUTEBOL BENFICA-Formiga; Baldé (André 78’), Didi, Gerson e Vital (cap.); Diogo, Batista (Batalha 60’) e Fayad; Pedro Silva (Pina 60’), Adilson e Frutuoso
Tr. Pedro Barroca
REAL-André Martins; David Rosa, Jibril, Bruno Lourenço e Paulinho; Dino (cap.), Kikas e Michael (Caramelo 45’); Ventura (Job 84’), Miguel Gonçalves (Hugo Dias 65’) e Alcides
Tr. João Silva


A jornada do último domingo marcou a primeira vitória de sempre do Real no Francisco Lázaro. Num jogo em que a superioridade das defesas face aos atacantes foi maioritária, o jogo decidiu-se num lance finalizado por Miguel Gonçalves. A primeira parte foi desinteressante sem lances de registo. Ao intervalo, João Silva troca o desinspirado Michael por Caramelo, procurando maior acutilância atacante. Logo a abrir o segundo tempo, Miguel Gonçalves remata ao lado. Na resposta, Balde remata à figura de André Martins e, aos 51’, Adilson cabeceia ao lado quando Diogo Calheiros surgia melhor posicionado. Seis minutos depois, Miguel Gonçalves remata por cima. Decorria uma hora de jogo, Pedro Barroca mexe na equipa do Fofó, trocando Batista e Pedro Silva por Batalha e Pina. Mas, três minutos depois, Miguel Gonçalves foge nas costas de Baldé, Paulinho coloca a bola para a diagonal de Miguel que passa Didi e bate Formiga. Golo do Real. A partir daí, o Futebol Benfica procurou chegar ao empate recorrendo a um jogo mais directo para a área, o que originou diversos lances junto das redes à guarda de André Martins. O lance em que a equipa da casa esteve mais perto do golo foi protagonizado por Diogo Calheiros, antigo capitão do Real, a cabecear ao lado. Adilson ainda teve um remate que fez a bola passar junto ao poste, mas o lance tem início num cruzamento de Pina com a bola para lá da linha de fundo. O jogo terminaria com a vitória do Real, numa partida em que a arbitragem de João Roque foi contestada por ambas as equipas.

O destaque tem de ir para o autor do golo do Real. Miguel Gonçalves regressou esta época ao plantel após o abandono da carreira no final da época 2009/10. Prestes a completar 35 anos, Miguel Gonçalves fez a sua formação no Vitória de Lisboa, SL Olivais, SL Benfica e Estoril, onde fez alguns jogos na Liga de Honra até ir para o Real em Fevereiro de 1998. Estreou-se à 20ªJornada da época 1997/98 na Malveira, num jogo que terminaria 0-0. Faz hoje 14 anos! Essa época terminaria com a descida do Real mas Miguel manteve-se sempre no clube. Marcou mais de cem golos em jogos oficiais com a camisola do Real.

Com nota positiva estiveram os centrais das duas equipas – Didi e Gerson no Fofó e Jibril e Bruno Lourenço, no Real. O lateral Paulinho esteve simplesmente intransponível, para além de ter tido intervenção decisiva no golo. A três jornadas no final da primeira fase, o Real está entre os seis primeiros, lugar mais condizente com a valia do plantel.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Real e Futebol Benfica empatam






Arb: Luís Estrela




REAL-André Martins; Miguel Gonçalves, Dino (cap.), Bruno Lourenço e Wilson; Kikas, Amar, Ladeiras e Michael; Alcides e Hélder Monteiro. Tr. José Marcos







FUTEBOL BENFICA-Formiga; Naia, Didi, Gerson e Vital (cap.); Batista, Diogo e Fayad (?); Pedro Silva, Adilson e Frutuoso. Tr. Pedro Barroca







A última vez que o Fofó se deslocara ao campo do Real foi derrotado por quatro bolas sem resposta, única derrota sofrida frente ao clube que resultou da fusão entre o Queluz e o Massamá. Esse jogo foi disputado a 4 de Março de 2000. Desde então, os dois clubes estiveram sempre desencontrados. No passado Domingo voltaram a encontrar-se e a partilhar o resultado que já acontecera em 11 de Abril de 1998 – 1-1.







O Real entrou melhor no jogo, assumindo o seu papel de visitante. Apesar do domínio do jogo por parte do Real, não se verificaram lances de verdadeiro perigo para as redes de Formiga. Ao invés, o Fofó marcou na primeira vez que rematou à baliza do Real. Num contra-ataque aos 29’, Adilson cruza para Frutuoso que faz o 0-1. Após o golo do Fofó, o Real deixou de trocar a bola como bem sabe e passou a alinhar num futebol mais directo que só dava vantagem ao adversário. O jogo entrou assim numa fase mais equilibrada. Aos 34’, Amar surge solto na área mas o remate é travado por um defesa do Fofó. Na resposta, Pedro Silva isola-se mas acaba por ser batido pela recuperação da defesa do Real. Em cima do intervalo, volta a acontecer uma situação de parada e resposta. Primeiro é Hélder Monteiro a cabecear à barra para, logo de seguida, Frutuoso fazer o mesmo. Ao intervalo, Barroca faz sair Fayad (?) para entrar Baldé. A perder, o Real voltou a entrar pressionante no segundo tempo. Aos 49’, Miguel Gonçalves tem uma chance num livre frontal mas Formiga faz uma grande defesa. Sete minutos depois, a bola cruza toda a área do Fofó sem que ninguém lhe toque. Aos 61’, Dino cabeceia ao lado num canto. Quatro minutos depois, é a vez do Fofó cabecear ao lado, pelo antigo capitão do Real, Diogo. Entretanto, já José Marcos refrescara a equipa, fazendo entrar os jovens Mota e Rodrigo para os lugares de Amar e Ladeiras. Aos 72’, Rodrigo tem um lance individual pelo lado direito que finaliza por cima. No minuto seguinte, Alcides faz o golo do empate após passe de Hélder Monteiro. O duo da frente de ataque a ser determinante. Até ao final da partida, o lance mais perigoso até acabou por ser do Fofó, através do inevitável Frutuoso. O remate saíu um pouco por cima.







No cômputo geral, o empate aceita-se. A arbitragem de Luís Estrela esteve em geral bem. No entanto, o número de faltas assinaladas a Dino (muitas delas discutíveis), deveriam ter dado lugar à amostragem do segundo cartão ao capitão do Real. Diga-se que o árbitro pareceu evitar qualquer expulsão, dada a demora na amostragem dos amarelos, nomeadamente no lance em que admoestou Gerson no final da partida, parecendo assegurar-se de que o jogador ainda não vira qualquer cartão.







O equilíbrio no resultado final explica-se pela diferença entre uma equipa jovem e uma equipa experiente. Os onzes iniciais apresentaram médias etárias bem distintas. 29,5 anos para a equipa do Fofó e apenas 23,8 para a do Real. Isto significa que, em média, cada um dos onze jogadores que iniciaram a partida com a camisola do Fofó tinham mais quase 6 épocas de futebol nas pernas do que cada um dos seus homólogos no Real. Arrisco dizer que foi esse factor que equilibrou uma partida muito interessante de seguir.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem não se sente

Há um ditado que diz "Quem não se sente, não é filho de boa gente". Penso neste ditado quando releio os comunicados da Direcção do Clube Atlético Pero Pinheiro (CAPP) durante as últimas semanas. Perante acusações de favorecimento e daquilo a que chamam "campanha difamatória do Presidente do Futebol Benfica", qual a reacção da Direcção do CAPP ? Sugerir a leitura dos acórdãos, garantir confiar nos órgãos da AF Lisboa e congratular-se pelas decisões unânimes dos mesmos. Parece-me pouco. Se a razão está do seu lado, haveria que responder ponto-a-ponto a cada um dos factos tornados públicos. Nada disso aconteceu. O comunicado de dia 16 do corrente até aproveita para enviar "votos de felicidades a todos os filiados na AF Lisboa para a época 2011/12". Reacção aos factos ? Nenhuma. Decisões polémicas, desde que unânimes, deixam de o ser ? Este aspecto faz-me lembrar outro ditado - "À Mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer". Aqui ficam os comunicados a que me refiro.











domingo, 17 de julho de 2011

A Justiça que temos

1 - Repito o que já escrevi. Gosto demasiado de futebol para falar de arbitragens. As minhas arbitragens preferidas são aquelas de que, no final do jogo, se diz apenas “não se deu pelo árbitro”. É sinal de que a intervenção do árbitro foi a que deve ser e não mais do que isso. Ainda assim, quem assiste a um jogo de futebol, sabe que inadvertidamente (ou não), os árbitros podem influenciar os resultados deportivos. É pena mas é uma evidência. Ainda ontem, o jogador uruguaio que fez o golo da sua Selecção poderia já não estar em campo, caso o árbitro tivesse sido rigoroso num lance no início da partida. Raras são as vezes em que erros de arbitragem resultam em repetições de jogos, mas são frequentes as situações em que se recorre à chamada “justiça desportiva”. A maior parte das vezes está em causa o castigo de um atleta e pouco mais. A época 2010/11 fica marcada por polémicas decisões de secretaria que adulteraram os resultados de um Campeonato.

2 – Fez agora três anos que o sempre polémico Bastonário da Ordem dos Advogados fez declarações em que comparava o comportamento dos magistrados com aquele dos agentes da PIDE. Explicava que, em muitos casos, o que lhes falta em humildade, sobra em autoridade, criticando o que chamou de "sistema de gestão autocrática dos tribunais" assente "numa só pessoa", um dos juízes. Deixava claro que “Não é nas leis que está o mal da administração da justiça” mas sim em quem as interpreta. “Um bom magistrado faz boa Justiça mesmo com más leis e até sem ela”.

3 – A justiça desportiva é, supostamente, algo de aplicação simples. Existe um regulamento disciplinar, sendo apenas necessário aplicá-lo. Um dos factores essenciais da justiça é aplicar penas equivalentes a infracções equivalentes. Se na justiça civil essa equivalência levanta imensas questões, no Futebol essa dificuldade é bem menor. Ou deveria ser.

4 – O Conselho de Disciplina da AF Lisboa atribuiu pena de derrota a ambos os clubes no jogo Linda-a-Velha-Futebol Benfica, assim como a pena de derrota à Alta de Lisboa na deslocação ao Campo Pardal Monteiro, em Pero Pinheiro. Para tal discrepância, os meretíssimos tiveram de justificar-se com base numa suposta invasão de campo por parte de adeptos da Alta de Lisboa.

5 – Não assisti a nenhuma das duas partidas, pelo que me limito a referir aquilo que são factos, tanto os que constam nos Processos, como os assumidos pelos intervenientes e disponíveis na blogosfera:

Facto 1 – Os dois jogos não chegaram ao seu término devido a distúrbios entre elementos das equipas;

Facto 2 – O jogo Linda-a-Velha–Futebol Benfica durou 36 minutos e o resultado era 0-0;

Facto 3 – O jogo Pêro Pinheiro–Alta de Lisboa terminou quando faltava jogar apenas um minuto do período de compensação dado pelo árbitro e o resultado era 1-1;

Facto 4 – O Relatório do árbitro João Filipe Malheiro Pinto faz alusão a uma “invasão” nestes termos: “Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas”;

Facto 5 – No depoimento ao inquiridor, o árbitro refere mesmo que “se tem conseguido retirar do local o jogador nº 22 do P Pinheiro as coisas teriam ficado por ali e nada disto se teria passado mas infelizmente apesar dos seus esforços não conseguiu os seus intentos e o jogador acabou por estar na origem dos confrontos que se seguiram”;

Facto 6 – O árbitro terá informado o comandante da força policial de que faltava cerca de um minuto para o fim do jogo, o que não alterou a posição do militar da GNR que alegava não poder garantir as condições mínimas de segurança;

Facto 7 – O Acordão do CD da AFL, resultante da reunião de 8 de Junho, refere que “três adeptos do Clube Arguido, União Desportiva Alta de Lisboa, invadiram o terreno de jogo, com o propósito de neles, também participarem.”;

Facto 8 – O comandante da força da GNR presente no Campo de Jogos escreveu no Relatório de Ocorrências em Recintos Desportivos que “devido à invasão de campo e à desordem provocada pelos jogadores/dirigentes, foi necessário pedir reforço policial. Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram rectângulo jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para esse efeito”;

Facto 9 – Mais de duas semanas depois, inquirido no âmbito do processo desportivo, o mesmo elemento da GNR refere que “o factor determinante para basear a sua conclusão de que não havia condições de segurança para que o jogo prosseguisse, foi a invasão do terreno de jogo por parte de três adeptos do Alta de Lisboa dos quais um deles nunca chegou a ser identificado ao contrário dos outros dois que o foram e cujos sinais constam do relatório policial que elaboraram.”;

Facto 10 – Os elementos “invasores” identificados pela GNR eram jogadores do Alta de Lisboa – Saraiva e China;

Facto 11 – O relator do processo (Nuno Lobo) é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Sintra;

Facto 12 –Pero Pinheiro é uma freguesia do concelho de Sintra, sendo o Clube Atlético Pero Pinheiro, o seu clube mais representativo;

Facto 13 – Se a deliberação sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa tivesse sido idêntica à do Linda-a-Velha-Futebol Benfica, a classificação final da Divisão de Honra da AFL seria: 1º Futebol Benfica (subiria à 3ªDivisão Nacional), 2º Loures (poderia subir à 3ªDivisão Nacional no caso de surgir uma vaga por desistência) e 3º Pero Pinheiro (disputaria a edição 2011/12 da Divisão de Honra da AFL);

Facto 14 – Não sou adepto de nenhum dos cinco clubes referidos nos pontos anteriores;

Facto 15 – Sou adepto de Futebol e prezo a Liberdade e a Justiça, sabendo que uma sem a outra de pouco vale;

6 – Se algum dos pontos que enumerei e classifiquei de “factos” faltarem à verdade, eaqui espero os reparos que se justifiquem. Uma coisa é certa. Num Mundo em que o Poder mudou vertiginosamente, em que “mercados” e agências de notação ditam mais que Governos eleitos, a Democracia deve sobrepôr-se à Economia e não o inverso. Vivemos tempos em que a luta contra as arbitrariedades dos diversos poderes se torna crucial, sejam elas na Política, na Economia ou no Futebol.

7 - No Futebol, a Justiça deverá estar ao serviço do jogo jogado nas quatro linhas e não adulterar aquele que (ainda) é o jogo mais fascinante do planeta.

sábado, 25 de junho de 2011

Fofó faz a festa. E agora ?





O Record apresenta o Pero Pinheiro como Campeão, enquanto A BOLA dá a mesma notícia mas com o Futebol Benfica como protagonista. O Jogo tem falta de comparência. Nada de nada... A Associação de Futebol de Lisboa (AFL) disponibilizou esta 6ªFeira o Mapa de Castigos que atribui a derrota à Alta de Lisboa no jogo frente ao Pero Pinheiro. Dito de outra forma, o Pero Pinheiro soma três pontos nesse jogo. Três pontos que o colocam no primeiro lugar e relegam o Futebol Benfica para segundo, devido à derrota no jogo desta 5ªFeira no Ramalhal, frente ao Ponterrolense. Esta questão ainda irá dar muito que falar. No final do processo, talvez ambos subam de divisão. Ver-se-á.




Quanto ao jogo disputado no campo do GD Ramalhal e arbitrado por Miguel Borges, aqui ficam as equipas:






PONTERROLENSE – João Irra; Afonso, Amândio, Ivo e Rodrigo Mateus; Ricardinho, Rodas, Manu (Ricardo Antunes 69’) e Roma; Naco (Hugo Cosme 90’+1) e Mário Rui



Tr. Daniel Miranda




FUTEBOL BENFICA – Formiga; Naia (Lamas 89’), Didi, Alex e Vital; Batista, Mamadu (Braz 89’) e Batalha (Martinho 79’); Pina, Adilson e Frutuoso



Tr. Pedro Barroca




Num campo de dimensões reduzidas, em que o Ponterrolense perdeu apenas uma vez, na 1ªJornada frente à Ass.Charneca, o jogo foi muito intenso. Futebol directo, a bola andava sempre próximo das duas áreas, o que originou diversas chances de golo para as duas equipas. Ainda assim, a primeira situação de algum perigo verificou-se apenas aos 22’. Naco consegue furar a linha de fora-de-jogo da defesa do Fofó, mas não consegue dominar a bola frente a Formiga. Dez minutos depois, Pina ganha a bola frente ao guardião ponterrolense João, passa para Frutuoso mas este remata ao lado. A sete minutos do intervalo, comentava-se que o Pero Pinheiro vencia em A-dos-Cunhados. A ser assim, apenas a vitória interessava ao Futebol Benfica. Em cima do intervalo, Alex desperdiça uma oportunidade de fazer o 0-1.










O intervalo chegava com o marcador a zero. Durante a paragem do jogo, entre adeptos e dirigentes do Fofó comentava-se a decisão da AFL de conceder os três pontos ao Pero Pinheiro no jogo frente à Alta de Lisboa. Aos cinco minutos do segundo tempo, Vital marca um livre que João defende. De imediato, o guardião da casa coloca a bola na frente e Mário Rui chega mesmo a colocar a bola nas redes, num lance anulado por fora-de-jogo. Pouco depois, novamente Mário Rui. Desta vez, a finalizar por cima um lance de contra-ataque do Ponterrolense.
Aos 61’, novo livre de Vital. Alex ganha posição mas cabeceia por cima. Seis minutos depois, Adilson protagoniza um dos melhores lances da partida. Ganha espaço do lado direito frente a Rodrigo Mateus e cruza para a entrada de Frutuoso. O avançado que havia sido decisivo no Domingo frente ao Tires, volta a desperdiçar. Aos 71’, Batalha desmarca Frutuoso mas João faz bem a mancha. A partir daqui, a equipa do Ponterrolense reagiu e teve três oportunidades de golo consecutivas. A primeira foi desperdiçada por Roma.












Sentindo que precisava de refrescar o seu meio-campo, Barroca troca Batalha por Martinho. É verdade que as oportunidades para o Ponterrolense não se repetiriam. Ironicamente, estavam decorridos apenas sete minutos sobre a substituição aquando do único golo da partida. Ricardinho remata a bola num pontapé de rechaça a um alívio da defesa do Fofó. Apesar de estar muito longe da baliza, Ricardinho acertou em cheio na bola e não deu hipótese a Formiga.
A partir daí, o Fofó procurou chegar ao empate nos poucos minutos que restavam, mas o melhor que conseguiu foi mais um falhanço de Frutuoso.









Não era dia de goleadores, pois também do lado do Ponterrolense, Mário Rui e Roma foram perdulários, enquanto que Naco esteve algo ausente da partida. No final de uma partida em que o árbitro arriscou perder o controlo ao optar por não mostrar cartões, o Fofó aguardou notícias de A-dos-Cunhados e de Linda-a-Velha, onde jogava o Loures.




A festa só começou depois de se saber dos empates dos adversários directos. Com o imbróglio que se conhece, veremos se os festejos foram ou não precipitados.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fofó perto da subida



O último jogo caseiro do Futebol Benfica esta época, passava pela recepção ao “aflito” Tires, equipa que entrou melhor na partida. Inclusivamente, até ao primeiro golo do Futebol Benfica (33’), a equipa do Tires foi mesmo a melhor em campo ou, pelo menos, aquela que mais perigo criou. Mas os jovens jogadores do Tires acusaram muito o golo sofrido e não mais se encontraram. A equipa do Fofó, mais experiente, tomou então conta da partida e acabou por dilatar o marcador aos 68’. O jogo estava ganho. Até ao final, o melhor que o Tires conseguiu foi um remate à figura de Formiga. Terá de decidir a manutenção na recepção ao Ericeirense, seu adversário directo. Após o final da partida, o speaker do Francisco Lázaro anunciava que, a dois minutos do fim, Pero Pinheiro e Vialonga empatavam a uma bola. Acabou por ser o resultado final, o que significa que o Fofó se desloca ao Ramalhal, terreno emprestado do Ponterrolense, dependendo apenas de si para assegurar o primeiro lugar e respectiva subida aos Nacionais.



Equipas:


FUTEBOL BENFICA – Formiga; Naia, Didi, Alex e Vital; Mamadu, Batista (Vitinha 86’) e Batalha (Martinho 80’): Adilson, Pina (Lamas 80’) e Frutuoso (Brás 80’)


Tr. Pedro Barroca



TIRES – André; Conceição, Tomaz, Basílio e Hélder (André Silva 78’); Rigueiro (Roberto Brito 78’), Belo (André Lopes 67’) e Erico; Nildo, Luisinho e Guti (Nélson 78’)


Tr. Rui Sousa



Momentos:


1’ – A defesa do Fofó é surpreendida por uma entrada rápida do Tires. Nildo não consegue desfeitear Formiga;


8’ – Boa jogada de Belo, travada em falta por Didi. Do livre nada resultou;


13’ – O Fofó começa a despertar para a partida. Após passe de Frutuoso, Batista remata ao lado;


22’ – Mais uma aflição na área do Fofó, num lance iniciado por um corte de Belo a meio campo;


24’ – Batista marca o canto. Alex cabeceia mas a bola vai ao poste. Pouco depois, Vital cruza para cabeceamento de Frutuoso ao lado;







33’ – Frutuoso inventa um golo à entrada da área. De costas para a baliza e marcado por Basílio, roda e faz um remate à meia volta. Belo golo. O Fofó estava na frente do marcador;


39’ – Aproveitando algum desnorte da equipa do Tires, Adilson remata à figura após novo cruzamento de Vital;


44’ – Novamente Adilson. Isolado perante André, não evita a intervenção do guardião do Tires;


58’ – Adilson surge isolado mais uma vez. Chega mesmo a driblar o guarda-redes mas Basílio dobra o número 12 do Tires;


61’ – Na sequência de um bom lance individual, o central Didi remata mas a bola embate em Frutuoso e sai pela linha de fundo;


65’ – Alívio defeituoso de André é reflectido por Pina mas a bola sai por cima da barra;


68’ – Após lance algo confuso na área, Frutuoso coloca a bola nas redes, fazendo o resultado final (2-0);


78’ – Nildo remata à figura de Formiga




Notas:


- A equipa liderada pelo árbitro Martinho Rodrigues esteve bem, num jogo de dificuldade reduzida;


- Frutuoso (32 anos) mostrou (mais uma vez) ser goleador. A falta de velocidade é superada por um sentido de baliza apurado (1º golo) e pelo oportunismo evidente (2º golo). Estas características, a par da presença física e experiência (ganha muitas faltas), são fundamentais para um ponta-de-lança, principlmente nos Distritais;


- Vital (33 anos) – há muito que não assistia a uma exibição tão consistente do capitão do Fofó. Nos jogos decisivos, a experiência e a qualidade fazem a diferença;


- Do lado do Tires, destaco os jovens Belo (19 anos) e Hélder (21 anos). Belo jogou a meio-campo, uma espécie de 8. Muito interventivo, tanto a defender como a atacar, demosntrou ter bons pés. Até acabou por ser o primeiro jogador do Tires a saír da partida por opção técnica. Ainda assim, o ex-júnior foi o jogador que mais me surpreendeu. Hélder jogou na lateral esquerda da defesa e foi ele a dar início a algumas das iniciativas mais perigosas no melhor período do Tires. A par dos seus colegas, acabou por reduzir o rendimento ao longo do jogo. Tanto Belo como Hélder parecem merecer (pelo menos) a Divisão de Honra;


- Nas respectivas edições de 2ªFeira, A Bola e RECORD nem sequer publicaram os resultados da 33ªJornada da Divisão de Honra da AF Lisboa. Mesmo O Jogo, que até costuma publicar as fichas dos jogos, deu nota apenas dos três resultados dos jogos das equipas da frente. Muito pouco.

sábado, 18 de junho de 2011

Confusão de Honra






Joga-se este Domingo a penúltima jornada da Divisão de Honra da AF Lisboa (AFL). O campeonato esteve parado devido aos processos relativos aos jogos Linda-a-Velha-Fut.Benfica e Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, disputados a 17/4 e 15/5 respectivamente. Após cerca de um mês para deliberar sobre cada uma das partidas, a AFL atribuíu derrotas a ambos os clubes no primeiro caso, mas não fez o mesmo em relação ao segundo, mantendo-se o resultado – 1-1. O site da AFL apresenta uma classificação oficiosa que não contempla a decisão do primeiro e considera um resultado de 0-1 no segundo, o que aumenta a confusão. Assumindo tratar-se de um erro, entramos para as duas últimas jornadas com quatro clubes a disputar uma (ou duas) vagas na 3ªDivisão Nacional. Apesar de só se falar em dois deles, Loures e até mesmo o Vilafranquense, ainda têm chances de lutar pelo primeiro posto. A disputa entre Pero Pinheiro e Futebol Benfica há muito que deixou as quatro linhas e joga-se também em comunicados das respectivas direcções, para além de muito debate na blogosfera. Muito do que aconteceu nestas últimas semanas deixa um sabor amargo nesta prova baptizada em sinal do Centenário da AFL. Ainda assim, e pela positiva, destaco a forma correcta como Américo, atleta do Pero Pinheiro, e o carismático Presidente do Futebol Benfica, Domingos Estanislau, trocaram ideias no blog deste. Falando apenas de futebol, e assumindo apenas uma vaga para a subida, refira-se que o Vilafranquense necessita de vencer os seus dois jogos e esperar que Futebol Benfica e Pero Pinheiro não pontuem em nenhuma das suas partidas. Tarefa quase impossível, digo eu. Quanto ao Loures, a situação é diferente. Para começar, tem vantagem no confronto directo com os dois contendores. Por outro lado, dista apenas três pontos do duo da frente, o que significa que poderá haver esperanças para o clube de amarelo. Ainda assim, o favoritismo vai para os agora rivais Futebol Benfica e Pero Pinheiro. Neste momento, as equipas têm ambas 56 pontos. Em caso de empate pontual no fim da prova, a vantagem resultará da diferença entre golos marcados e sofridos, dado que no confronto directo, o empate foi total, com ambos a vencer o seu adversário em casa pelo mesmo resultado. Neste aspecto, a vantagem vai para a equipa de Pero Pinheiro, mas por apenas dois golos, o que aumenta ainda mais a expectativa para os últimos jogos. Será curioso verificar o papel desempenhado pelas equipas que lutam pela manutenção (Tires, Montelavarenses e Ericeirense) e as restantes que já nada têm a ganhar ou perder, em termos de subidas e descidas, mas que já estariam de Férias, não fôra toda esta confusão. Aqui fica a lista de jogos a não perder. Amanhã: Loures-Montelavarenses, Pero Pinheiro-Vialonga, Futebol Benfica-Tires e Vilafranquense-Alta de Lisboa. Na 5ªFeira é Feriado e jogar-se-á a última jornada: Linda-a-Velha-Loures, Ponterrolense-Futebol Benfica, Lourinhanense-Pero Pinheiro e Lourel-Vilafranquense.


Para terminar, julgo ser pertinente abordar um aspecto que ainda não vi referido. Desde o início da época que está agendada a Final da Super Taça da AFL. A prova mais recente no calendário do futebol lisboeta conta com as presenças do Campeão da Divisão de Honra e o vencedor da Taça da AFL. Ora, o FC Alverca está a aguardar o seu opositor desde dia 29 de Maio, data em que disputou a Final da 1ªDivisão. No caso de não ter vencido a sua Série da 1ªDivisão, os atletas do Alverca estariam sem jogar desde 15 de Maio, data da última jornada da fase regular do Campeonato. Não tenho informação nenhuma sobre a data em que se realizará a Super Taça. Se alguém souber que diga. Imagino que o Alverca agradeça. E eu também.

sábado, 28 de maio de 2011

Fofó empata na Lourinhã











Dos muitos jogos da Divisão de Honra da AF Lisboa a que já assisti, o Lourinhanense-Futebol Benfica do passado Sábado terá sido dos mais fracos. É certo que se tratava de um jogo de fim de época, mas considerando a presença em campo de um dos candidatos à subida aos Nacionais, esperava-se bem mais. Curiosamente, até foi a mais jovem equipa da casa a apresentar-se melhor. Num jogo sem muito para contar, aqui ficam os onze iniciais e o registo dos melhores lances do jogo.



SCL – Nobre; Manel, Edgar Garcia, Marco Ramos e Nélson; Bruno Antunes, Alverca, Marco Águas; Marinho, Fábio Roçadas e Pedro Fonseca.

Tr. Luís Brás


CFB – Formiga; Maia, Didi, Alex e Vital; Batista, Martinho e Batalha; Adilson, Careca e Frutuoso.

Tr. Pedro Barroca






15´ - Roçadas escapa a Vital e remata cruzado ao lado;


23’ – Numa espécie de canto curto do lado esquerdo do ataque, Careca remata cruzado sem que surja o desvio para a baliza;


39’ – Maia antecipa-se a Nélson e isola-se frente a Nobre mas o guardião local antecipa o lance;


62’ – Careca cria espaço para o cruzamento mas Adilson remata por cima;


76’ – Pedro Fonseca foge pela primeira vez à defesa do Fofó mas remata à figura de Formiga;


81’ – Bola sobra na entrada da área para João Paulo que remata ao lado;













84’ – Dois cantos consecutivos a favor do Fofó mas sem perigo;


87’ – Na marcação de um canto, a bola está muito próxima da linha de golo;







89’ – Melhor jogada da partida – a bola passa por três jogadores da casa e chega a Roçadas que remata fraco;







90’ + 3 – Didi faz um passe para Mamadu. O jovem ex-Real, pressionado por Pedro Fonseca, perde a bola para o avançado lourinhanense que a coloca em Roçadas. Este, frente a Formiga, procura o chapéu sem êxito.







Apesar dos falhanços nos momentos decisivos, Roçadas (24 anos) foi o destaque da partida. Filho do homónimo antigo jogador do V.Setúbal é daqueles jogadores de baixa estatura mas com muito bom toque de bola. Recordei-me da primeira vez que vi Diogo Salomão jogar e esse é o melhor indício. Já esteve no Torreense e parece-me ter qualidade mais do que suficiente para escalões superiores. Do lado do Fofó, gostei de ver o central Alex. Já assistira a algumas partidas do central, mas parece-me estar cada vez mais completo, exemplo de que um central atinge o pleno depois dos 30.



A equipa de arbitragem esteve a um nível acima do jogo. Como curiosidade a presença de Rafael Figueira como auxiliar, depois de ter chefiado a equipa que arbitrou o Cascais-Sanjoanense semana anterior.



Entretanto, a AF Lisboa já deliberou sobre o Linda-a-Velha – Futebol Benfica, aplicando pena de derrota aos dois clubes. Enquanto não existir decisão sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, as duas últimas rondas da Divisão de Honra estão suspensas. Considerando os castigos aplicados aos jogadores do Alta de Lisboa, duvido que a decisão da AF Lisboa seja semelhante à do jogo de Linda-a-Velha, mas esperemos para ver.




Na disputa de um lugar na 3ªDivisão Nacional, ficam por jogar as seguintes partidas:




33ª Jornada:


Pero Pinheiro-Vialonga


Futebol Benfica-Tires




34ªJornada:


Lourinhanense-Pero Pinheiro


Ponterrolense-Futebol Benfica




Teoricamente, a tarefa do Pero Pinheiro parece mais complicada. No entanto, a única certeza é a que haverá emoção até ao fim.

sábado, 3 de outubro de 2009

Futebol Benfica-Sacavenense - Qualidade em Dia de Eleições

Em dia de eleições legislativas, Futebol Benfica e Sacavenense voltaram a disputar um jogo de futebol, após duas épocas em que disputaram escalões diferentes. O popular Fofó desceu da 3ªDivisão Nacional, enquanto que o Sacavenense regressou ao principal escalão do futebol lisboeta.


Jogava-se a 3ª ronda da Divisão de Honra da AFL desta época. À partida, esperar-se-ía uma partida desequilibrada a favor dos da casa. No entanto, a equipa do Sacavenense apresentou-se sempre desinibida, sendo mesmo aquela que apresentou o melhor futebol em campo. Aliás, registe-se que não me recordo de ver o Fofó jogar tão pouco, o que também contribuíu para o destaque do Sacavenense. No entanto, isto não impediu a vitória dos de Benfica, devido a um auto-golo logo a abrir a segunda parte e a uma boa finalização de Marmelo, a sete minutos do fim.


Mas o destaque maior da partida foi ter assistido a uma exibição cheia de qualidades de um tal de Godinho, jovem que não conhecia, o que só aguçou mais a minha curiosidade. Técnica, velocidade e semelhanças com Luka Modric, o internacional croata.

Partilhou com os colegas de equipa uma imensa vontade de vencer, mas via-se que a qualidade individual se destacava dos restantes. Jogo concluído com vitória do Fofó por 2-0 e voto depositado na urna, restava descobrir quem seria este Godinho. Aqui fica o resultado da “descoberta”.

Godinho é um jovem acabado de completar 20 anos. Formado no Belenenses, chegou mesmo a ser convocado para os sub-18 de Portugal. Na época passada, esteve no Atlético do Cacém até Dezembro, quando foi ajudar o Sacavenense a regressar à Divisão de Honra. Esta época, o Odivelas (2ªDivisão) foi buscá-lo. No entanto, aconteceu a Godinho algo que é cada vez mais recorrente. Ainda estávamos em Setembro quando Godinho se viu forçado a abandonar o Odivelas por “motivos profissionais”. Regressou ao Sacavenense. Por estes dias, o defesa belenense Barge referia-se ao facto de haver bons valores nas divisões inferiores do nosso futebol. Tem razão. Quando jogadores talentosos como Godinho têm de alinhar nos Distritais, algo de muito negativo se passa no nosso futebol. Neste caso, beneficia o Sacavenense.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Futebol Benfica-Elvas - 15.2.2009

Domingo passado, o “O Elvas” deslocou-se ao Francisco Lázaro para defrontar uma equipa com objectivos idênticos. Em luta por um dos 6 primeiros lugares que garantem a manutenção e lutarão pela subida, “O Elvas” e Futebol Benfica disputaram um jogo interessante.

Os dois guarda-redes tiveram pouco trabalho ao longo da partida, mas acabou por ser um erro de um deles a deteminar o resultado final. JOÃO GODINHO, formado no Benfica e que passou as últimas três épocas no Oriental, teve uma saída em falso que foi aproveitada pelo rápido JANU para, de pontapé de bicicleta, fazer o único golo da partida. Jogava-se o 14º minuto da primeira parte.


O jogo continuou equilibrado mas sem grandes lances de perigo. O longilíneo MAURO (chegou a jogar na Liga de Honra pelo Gondomar) esteve sempre muito marcado pelo possante ALEX, enquanto que JANU, para além do golo, se revelou um jogador prometedor mas algo inconsequente.

Mauro sempre acompanhado

O décimo minuto da segunda parte foi marcado pela expulsão (exegerada) de GLAEDSON. Uma espécie de arma secreta como suplente utilizado no Santa Clara de primeira (2001/02), tendo mesmo marcado frente a V.Guimarães e Farense, cumpre a segunda época nos alentejanos, onde é o responsável por todos os lances de bola parada. Aos 39 anos, o índio do Amazonas encontrou no Alentejo o local em que, muito provavelmente, terminará a carreira, após passagens pelos Açores (Micaelense), Algarve (Olhanense) e pela Madeira (Portosantense).


O pequeno 11 dos alentejanos saltou com PEDRO, médio do Fofó, atingindo este na face. O árbitro mostrou o cartão vermelho e o jogo parecia terminado.

Mas “O Elvas” reagiu muito bem à expulsão, tomando conta do jogo. O Fofó é que parecia jogar com 10, passando por momentos aflitivos e que provocaram nervosismo e discussões entre os atletas. Como gritou diversas vezes o capitão VITAL (chegou a ser contratado pelo V.Guimarães há uns anos atrás), a equipa não conseguia manter a bola longe da sua área durante dois minutos que fosse.

Aos 78 minutos, PAULO MENDES (técnico que, como jogador, foi Central do Benfica, Nacional e Est.Amadora) arriscou tudo. Tirou IVO, lateral esquerdo (formado no Sporting e no Belenenses) pequeno e raçudo a fazer lembrar João Pereira e colocou o único membro do clã Vidigal convocado, o jovem TIAGO. Antes já entrara VASCO MALHADO, jovem alentejano com passagem pelas camadas jovens do Belenenses. Apesar da estatura mediana, revelou uma excelente impulsão, ganhando todos os lances de cabeça no meio-campo. Apesar da aflição, a equipa do capitão GONÇALO (sempre em acção no miolo, apesar de amarelado desde os 24 minutos de jogo) manteve a vantagem no marcador, garantindo 3 pontos preciosos.