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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Grande Grou na descida do Oeiras

A tarefa do Oeiras revelava-se extremamente complicada. Precisava de vencer o Pinhalnovense e esperar que o Casa Pia fosse vencer ao Carregado. Ainda assim, essa possibilidade existia e era suficiente para que tivesse seleccionado esta partida para o último domingo de Abril. Mas havia outra motivação.

No Pinhalnovense alinha um jovem que era (e reforçou essa posição) o melhor marcador da Zona Sul da 2ªDivisão. Nunca tinha visto jogar Bruno Grou. O Oeiras não conseguiu o milagre da manutenção mas Bruno Grou fez um hat-trick.

Logo aos 9', Bruno Grou isola-se mas remata ao lado. Na resposta, da marcação de um livre, Nuno Abreu desvia a bola à trave. Seis minutos volvidos, grande lance de Leonel que fura pela defesa do Pinhalnovense até que Carlos Soares sai aos pés do criativo jogador do Oeiras, impedindo o golo. Não marcou o Oeiras, marcou o Pinhalnovense.

O central Tiago e o guardião Rui Snatos não foram lestos a afastar a bola da área. Hugo Bral recebe-a à entrada da área e remata colocado de pé esquerdo, sem hipóteses para Rui Santos. Dois minutos volvidos, Hugo Bral entra na área pela direita, fica em posição de rematar à baliza mas serve Grou que surgia pela esquerda e que finaliza sem dificuldade. O Pinhalnovense estava na frente por duas bolas a zero e o regresso do Oeiras aos Distritais estava mais próximo.

Ainda assim, a equipa da casa respondeu muito bem. Aos 36', com um passe fantástico, Diogo coloca Leonel em posição para finalizar e é isso que acontece. Em cima do intervalo, Nuno Abreu remata e a bola bate no braço de Casimiro. Luís Catita assinala grande penalidade e Lima converte.

No início do segundo tempo, Ricardo Bulhão aponta um livre com a bola a passar muito perto do poste. Dois minutos decorridos, grande remate de Diogo para defesa de recurso de Carlos Soares. O Oeiras procuarava o 3-2 mas acabaria por sofrer o 2-3 no grande momento da partida.

Minuto 65. Grou recebe a bola no flanco esquerdo. Perante Pedro Ferreira flecte para o meio e remata em arco para um golaço. Pouco depois, fora de jogo mal tirado a Grou quando se preparava para se posicionar 
frente a Rui Santos. No minuto 71, Leonel tem uma oportunidade para empatar mas Carlos Soares acaba por defender com felicidade. Da marcação de um canto, surge nova chance para o Oeiras empatar, mas Tino ao segundo poste cabeceia por cima. Mais uma vez, não marcou o Oeiras, marcou o Pinhalnovense. Casimiro coloca a bola nas costas da defesa, Grou é mais rápido que Pedro Ferreira e remata para defesa de Rui Santos que não impede a recarga do avançado do Pinhal Novo que completava assim o hat-trick no último jogo da época em que se sagrou o melhor marcador da 2ªDivisão. Três minutos depois, Diogo marca um livre de forma rápida logrando isolar Leonel que remata cruzado ao lado. Luís Catita iria conceder três minutos de compensação. Nesse período, dois cantos consecutivos a favor do Oeiras mas sem consequências. Ainda houve tempo para uma incursão de Grou pela esquerda, a provar que é mais do que um finalizador.

Apesar de uma época em que andou sempre em lugares perigosos da tabela, o Pinhalnovense orientado por Barão revelou-se uma equipa bem mais eficaz do que o agora despromovido Oeiras.

Os destaques positivos vão para o já referido Bruno Grou e para os médios pinhalnovenses Gonçalo e Hélder. Este último faz lembrar Ramires, não só fisicamente mas também pela velocidade e cultura tática patenteadas. No Oeiras, Leonel e Diogo voltaram a mostrar merecer fugir aos Distritais.

sábado, 13 de abril de 2013

Nulo penalizador

Após treze jogos consecutivos sem perder, o 1ºDezembro foi surpreendido em casa pelo Oriental no Sábado de Páscoa. A última derrota, antes desse jogo, fôra em casa com o Mafra. No entretanto, os sintrenses sofreram apenas dois golos nos últimos doze jogos! A deslocação ao campo do líder tinha tudo para ser um jogo equilibrado e isso viria a confirmar-se.

Ainda assim, à passagem do sétimo minuto de jogo, João Pedro entra na área e parece ser derrubado por Damil. O árbitro mostra o amarelo ao jogador do 1ºDezembro e assinala a grande penalidade. Leo coloca a bola para a direita de Marco Pinto que defende. O jogo que poderia ter começado com o golo do Mafra manteve-se equilibrado, bem disputado mas sem lances de perigo. Até ao intervalo, registo apenas para dois lances. Aos 28', Pedro Dionísio aponta um livre sobre a barra e, quatro minutos depois, é Godinho que remata de muito longe ao lado.

A toada do jogo manteve-se na segunda parte, apesar do Mafra ter tido vários cantos a seu favor. Aos 54', Tuga surge em posição de remate pelo flanco esquerdo mas Marco Pinto volta a defender. A melhor chance de golo em toda a partida surgiria ao minuto 67. Tuga remata, Marco Pinto defende mais uma vez mas a bola fica à mercê de Tiago Rente que desvia sobre a barra. Os últimos vinte cinco minutos de jogo foram pautados por alguma ansiedade da equipa da casa que sabia da importância de chegar à vitória. No entanto, o marcador não se alteraria e o jogo terminaria após a marcação de um canto apontado por João Pedro que Marco Pinto desvia com eficácia.

Amanhã, o Mafra volta a jogar em casa frente ao Oriental, outra das boas equipas da Zona Sul e que ainda tem hipóteses matemáticas de chegar à liderança. Os lisboetas têm o melhor ataque da 2ªDivisão, pelo que tudo se configura para mais um teste dificílimo para o Mafra na luta pela subida à Liga de Honra.

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Marco Pinto-o guardião formado no Sporting e Belenenses e que até esteve no Mafra em 2007/08 foi a grande figura da partida, não só pela grande penalidade defendida.

Sambinha-a curiosidade em ver este jogador já era grande porque era o único que nunca tinha visto actuar. Revelou-se uma excelente surpresa. A saída de Luís Tavares ao intervalo foi decidida por Elói Zeferino mas provocada por Sambinha que não deu qualquer chance na marcação ao avançado do Mafra. Tem apenas 20 anos.

Tó Branco-aos 36 anos e a competir pela sétima época consecutiva com a camisola do 1ºDezembro, este antigo defesa do Ol.Moscavide e Real continua a ser um defesa daqueles que não inventa e raramente falha naquilo que é a sua missão fundamental.

Paulinho-o antigo central de Estoril, Benfica, Est.Amadora, entre outros, conduziu o Oeiras à subida na época passada e tem feito uma época de estreia na 2ªDivisão simplesmente fantástica ao serviço do 1ºDezembro.

Tiago Martins-gostei da actuação do árbitro da AF Lisboa. Demonstrou imensa segurança e esteve sempre tranquilo, o que é revelador de personalidade. Não será por acaso que na semana anterior tenha apitado o Mirandela-Chaves, o jogo da jornada na Zona Norte.

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Mafra-nestas semanas decisivas da época, o líder da Zona Sul terá de manter alguma serenidade. A ansiedade é má conselheira, ainda mais numa altura em que há concorrentes directos à espreita de uma escorregadela.

domingo, 31 de março de 2013

Há coisas que nunca mudam

A U.Leiria deslocou-se ontem ao Francisco Lázaro com hipóteses matemáticas de atingir a subida. Apesar do Fofó já ter cinco derrotas caseiras, nunca é fácil jogar no Francisco Lázaro. Os donos da casa têm, por tradição, equipas guerreiras daquelas que nunca desistem em busca da vitória.

No primeiro minuto, num lance de que não tenho imagens, Ricardo Pereira fura pela esquerda e oferece o golo a Seba. O jogador formado no Sporting voltaria a ter duas belas chances para marcar. Primeiro aos 14' com Hugo Cardoso a impedir o 2-0. Depois à passagem do minuto 27 com um remate que sai ao lado.

Aos 33', surgiu a resposta leiriense. Livre apontado para a área do Fofó onde Kiki cabeceia ao poste. A bola ainda ficou em zona perigosa até ser aliviada pela defesa da casa. Quatro minutos depois, numa fase em que os forasteiros buscavam o empate e conquistavam canto atrás de canto, Tiago Pires cabeceia ligeiramente ao lado do poste direito à guarda de Fábio Monteiro. Até ao intervalo, apesar da equipa da U.Leiria continuar a ser a que procurava jogar um futebol apoiado, era a equipa da casa a manter a vantagem.

A igualdade chegaria ao minuto 52. Baldé e Gerson vão à bola e chocam no meio-campo. A bola sobra para Coça que coloca em Hélio Vaz que, em grande estilo, faz o empate. Doze minutos depois, cruzamento largo para cabeceamento por cima de Coça. Era a U.Leiria que procurava chegar à vitória mas não voltaria a criar perigo. Os técnicos mexeram nas equipas a partir do banco mas seria a segunda alteração de Pedro Barroca a tonar-se decisiva. Na primeira vez que tocou na bola, Frutuoso fez o golo que daria os três pontos ao Fofó. Baldé cruza da direita e Frutuoso, nas costas de Kiki, finaliza de cabeça sem hipóteses para Hugo Cardoso. Na reposição, Frutuoso faz uma falta sobre Serginho e vê amarelo. Frutuoso com a eficácia extraordinária habitual e a tendência de sempre para os cartões. Durante os 3' de compensação concedidos por Luís Catita (arbitragem sem mácula), registo apenas para o segundo amarelo a Emiliano por agarrar um adversário que saía para o ataque.

Frente ao futebol rápido e directo praticado por um Fofó que mantém a sua identidade, a U.Leiria não teve hipóteses. Com esta vitória e a derrota caseira do Oeiras frente ao Casa Pia, o Fofó tem nove pontos de vantagem sobre a equipa da linha, pelo que só uma catástrofe nas quatro jornadas que faltam poderia conduzir o Fofó de volta aos Distritais. Quanto à U.Leiria, está a onze pontos de distância do Mafra, pelo que os doze que estão ainda por disputar serão insuficientes para a luta pela subida à Liga de Honra.

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Mustafá - a jogar a central pareceu um relógio suiço. Não faz nada de  espectacular mas está sempre no sítio certo e é de uma eficácia impressionante.

Hélio Vaz - o golo apontado pelo jovem montijense é daqueles dignos de qualquer campo onde se jogue futebol.

sábado, 30 de março de 2013

Mafra a caminho da Honra

Esta sexta-feira, o Mafra venceu no Carregado por 4-0, numa das finais que disputará até ao final da época. No domingo passado, assisti à partida frente ao Quarteirense e gostei do que vi. Não que o Mafra tenha feito uma grande exibição, mas mostrou ser uma equipa bem organizada e com bons jogadores em todas as posições. Elói Zeferino, técnico que já conduziu o Carregado à Liga de Honra, prepara-se para repetir a façanha.

Frente ao Quarteirense, o Mafra contou com Godinho na baliza, André Oliveira e Hugo Monteiro nas laterais e os centrais Samiro e Marco Baixinho. No miolo, Leo e Tiago Costa garantem segurança e espaço para o quarteto da frente. Aí, Pedro Dionísio e Tuga jogam nas alas e Nuno Gomes e Luís Tavares na frente. Apesar da entrada forte do Quarteirense, com a conquista de vários cantos, o Mafra assumiu o jogo.

Aos 15', Tuga coloca em Nuno Gomes que remata por cima. O Mafra chegaria ao golo perto da meia hora. O capitão algarvio coloca a mão na bola em plena área. Na marcação, Leo não dá hipóteses a Joel, guardião que revelaria qualidade ao longo do jogo. Até ao intervalo, só daria Mafra. Pouco depois do golo, Tuga cruza para a área, onde a bola acaba por sobrar para Pedro Dionísio. O lance perdeu-se porque Joel saíu rápido e impediu o segundo golo do Mafra.

Aos 35', Tuga bate Mário Pessoa, cruza para a área onde Nuno Gomes primeiro e Luís Tavares depois, não conseguem desviar para golo. Cinco minutos depois, Nuno Gomes cabeceia junto da marca de grande penalidade mas Joel volta a negar o segundo golo ao Mafra.

Para a segunda parte, Marito, treinador do Quarteirense, troca Madeira por Markito. Logo ao quarto minuto, grande lance do Quarteirense, talvez o melhor de todo o jogo, com a intervenção de vários jogadores mas onde Markus foi decisivo. No entanto, a finalização de Markito não foi eficiente.

O jogo passou então por uma fase menos agradável. Só aos 66', voltaria a registar-se um lance de perigo. Livre apontado por Hugo Évora para a área onde Nicola consegue isolar-se perante Godinho, mas o guardião do Mafra faz bem a mancha evitando o empate.

Apesar de alguma intranqulidade do Mafra por ter uma vantagem mínima, o Quarteirense não voltaria a criar perigo. Entrado aos 57' para o lugar de Luís Tavares, seria Alisson a estar na origem dos dois últimos lances de perigo do Mafra.

Primeiro aos 87', num livre directo ao poste. Depois, já em período de compensação. Ganha a linha de fundo perante Hugo Évora e cruza, mas Tiago Rente falha o desvio para as redes.

Ficam a faltar quatro finais, sendo que apenas uma delas será disputada longe do Mário Silveira. O Mafra irá receber 1ºDezembro e Oriental, deslocar-se-á a Fátima e termina com uma recepção ao Sertanense.

sábado, 23 de março de 2013

Sertanense em grande

O Sertanense demonstrou em Oeiras porque ocupa a quinta posição da classificação da Zona Sul e tem, pelo menos matematicamente, ainda hipóteses de discutir a subida. Bem orientada por João Sousa, a equipa revelou organização e criatividade na frente. O central António (com experiência de Honra pelo Rio Ave e Ovarense) foi o esteio defensivo da equipa. Renato (médio com passagens pelo Mafra, Odivelas e Pinhalnovense, entre outros) até marcou o primeiro golo. Continua a ser daqueles médios de baixa estatura mas chatos para os adversários e que nunca se esconde do jogo. O pequeno médio Alex (com breve passagem pelo Covilhã na Liga de Honra) também esteve bem e saíu muito chateado aos 75'. Mas o jogador que mais se mostrou foi Leonel. Extremo rapidissimo com passagens pelo Ol.Moscavide, Operário dos Açores, Tondela e Mafra, foi sempre um perigo para a defesa do Oeiras. A lutar pela permanência, a equipa da casa perdeu o jogo essencialmente pela falta de eficácia revelada. Nesse aspecto, fica a sensação de que falta um finalizador. A tarefa da manutenção não será fácil.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Capitão Diogo

A época 2011/12 do Real SC começará este Domingo, com a 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. A deslocação a S.Mamede de Infesta marca o início da época que será jogada na 3ªDivisão após seis épocas consecutivas na 2ª. Do grupo dos 50 jogadores mais utilizados durante as últimas seis épocas, apenas quatro farão parte do plantel desta época – Dino, Kikas, David Rosa e Alcides. Destes, apenas o capitão Dino faz parte do Top 20. Com mais jogos disputados do que Dino, apenas o ex-capitão Diogo Calheiros.



Nascido a 31 de Maio de 1980, Diogo Pinheiro Calheiros foi inscrito pela primeira vez na época 1989/90, pelas escolinhas do Futebol Benfica, onde fez toda a Formação e iniciou a sua carreira sénior, onde esteve entre 1999 e 2002, todas jogadas na 3ªDivisão Nacional. Em 2002, mudou-se para o Casa Pia, onde esteve durante três épocas e meia, tendo chegado a capitão da equipa dos gansos. Em Dezembro de 2005, mudou-se com o técnico Jorge Paixão e alguns colegas para o Real SC, colaborando na manutenção alcançada na última jornada. A época seguinte foi bem diferente, tendo a subida à Liga de Honra falhado apenas na poule disputada com o Fátima. Em 2007/08, voltou a acompanhar Jorge Paixão na mudança de clube, desta vez para o Atlético, de onde acabou por regressar em Outubro de 2007. Depois de mais quatro épocas ao serviço do Real SC, o capitão Diogo deixou o clube, regressando aos 31 anos ao seu Fofó. Só contabilizando jogos da 2ªDivisão, alinhou em 152, tendo marcado por dez vezes, visto 45 cartões amarelos e expulso numa ocasião, num jogo disputado no Pinhal Novo a 1 de Abril de 2007. Sempre disponível, nunca dando um lance por perdido, Diogo será muito importante no regresso do Fofó aos Nacionais.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Honra para o Atlético


No Domingo, o Atlético entrou em campo para defrontar o Padroense com oito jogadores com passagens pela Liga de Honra. Apenas João Meira e os gémeros Aires e Rudi nunca alinharam na prova que o Atlético disputará na próxima época. Ao contrário do seu opositor, o Padroense apresentava apenas um jogador com esse tipo de experiência no onze inicial. Refiro-me a Mariano, médio de 35 anos formado no FC Porto e com experiência de 1ªDivisão, ao serviço de Salgueiros, Varzim, Marítimo e Penafiel, totalizando quase 200 jogos. Cumpre a terceira época no Padroense. Infelizmente para o clube matosinhense, Mariano foi o autor do golo da vitória do Atlético, num desvio infeliz na marcação de um canto.




Curiosamente, ao longo da época, o Padroense já beneficiara de três auto-golos sem que um seu atleta tivesse passado por essa experiência. Do lado do Atlético, o lance infeliz de Mariano foi mesmo o primeiro auto-golo da época, tanto a favor como contra. Antes desse lance, Ailton havia permitido a defesa de Marco na marcação de um pontapé da marca de grande penalidade bem assinalada pelo aveirense António Costa.






A defesa do Padroense parecia acusar a responsabilidade da partida, nomeadamente os centrais Vila e Armando que cometeram diversos erros não aproveitados pelos avançados do Atlético. Do outro lado, e apesar da maior experiência da defesa alcantarense, foi Botelho que teve de se aplicar por duas vezes antes do intervalo.






Para a segunda metade, Augusto Mata retirou do jogo o jovem Mário Costa e colocou em campo o ponta-de-lança Marcão, brasileiro de 37 anos que chegou a alinhar pelo Est.Amadora na Liga de Honra em 2001/02. A toada do jogo passou a ser outra. O Padroense colocava bolas na área procurando a cabeça de Marcão, enquanto o Atlético ía criando perigo em contra-ataque, onde Laurindo se mostraria perdulário aos 74’.





Parecia que o jogo não iria terminar sem que mais golos se registassem mas isso não viria a acontecer, pelo que o Atlético garantia um lugar na Liga de Honra 2011/12, onde defrontará o vizinho e rival Belenenses. A subida do Atlético marca o regresso de um clube histórico às provas profissionais. Refira-se que, para além dos chamados três grandes, apenas oito clubes têm mais presenças na 1ªDivisão do que o clube de Alcântara, apesar da última presença ter sido em 1976/77. A experiência recente de clubes como Barreirense ou Olivais e Moscavide deverão servir de alerta para os responsáveis do Atlético. Caso contrário, a festa de Domingo passado poderia transformar-se em pesadelo dentro de dois ou três anos.




domingo, 29 de maio de 2011

Atlético-Padroense - antevisão numérica






Um clube com 24 presenças no escalão maior recebe outro que tem apenas 6 presenças nos Campeonatos Nacionais. Aquando da última participação do Atlético na 1ªDivisão (1976/77), o Padroense disputava a antiga 2ªDivisão da AF Porto. Na época seguinte, desceria mesmo à 3ª! A última época nos Distritais ainda é recente – 2006/07. Mas é o clube de Matosinhos que se apresenta em Alcântara este Domingo melhor posicionado para garantir a subida à Liga de Honra. A equipa que vencer festeja já a subida, mas um empate adia tudo para as viagens à Madeira. Aqui ficam alguns dados das épocas dos dois clubes em contenda:



Vitórias:


ACP - 19


PFC - 17




Empates:


ACP - 10


PFC - 9




Derrotas:


ACP - 3


PFC - 6




Golos Marcados:


ACP - 51


PFC - 49




Golos Sofridos:


ACP - 29


PFC - 31




Amarelos:


ACP - 59


PFC - 84




Vermelhos:


ACP - 3


PFC - 6




Vitórias Consecutivas:


ACP - 7


PFC - 4




Jogos consecutivos a marcar:


ACP - 13


PFC - 7




Jogos consecutivos sem sofrer:


ACP - 3


PFC - 2




Maior Vitória:


ACP - 4-1 vs Atlético Reguengos, 3-0 vs Pinhalnovense e Lagoa


PFC - 4-1 vs Pampilhosa e Atlético, 3-0 vs Sertanense




Maior Derrota:


ACP - 1-4 vs Padroense


PFC - 3-5 vs União da Serra




Jogadores utilizados:


ACP - 22


PFC - 21




Minutos por Jogo por Atleta utilizado:


ACP - 66,1


PFC - 64,9




Minutos por Jogo dos Onze mais utilizados:


ACP - 77,5


PFC - 82,5




Jogadores mais utilizados:


ACP – João Meira (2787’), Laurindo (2745’) e Botelho (2700’)


PFC – André Simões (2813’), Paulinho (2803’) e Marco (2700’)




Mais Golos:


ACP - Tiago Caeiro (11), Rudi (10) e Ailton (8)


PFC - Marcão (12), Silva (8) e André Simões (7)




Mais Amarelos:


ACP - Laurindo (11), João Meira (9) e Paulo Sérgio (7)


PFC - Daniel (13), Vila e Armando (8)




Mais Vermelhos:


ACP - Bruno Brito, Hernâni e Rudi (1)


PFC - Daniel e Mariano (2)




Média Etária dos Onze mais utilizados:


ACP - 28,7


PFC - 27,2

sábado, 30 de abril de 2011

Jornada Decisiva

Daqui por algumas horas, disputar-se-ão os jogos da última jornada das três zonas da 2ªDivisão Nacional. Aqui ficam alguns factos e prognósticos do que poderá acontecer.

Disputa do primeiro lugar:
As contas são relativamente simples. O Tondela garante o primeiro posto se vencer o Aliados. Se empatar, ficará dependente do que farão Boavista e Padroense, sendo que nenhum deles poderia vencer. Perdendo, teria de esperar que o Boavista não conseguisse mais do que um empate e que o Padroense perdesse.

O Padroense será primeiro se vencer em Coimbrões e o Tondela não fizer o mesmo frente ao Aliados. Se empatar, terá de esperar uma derrota do Tondela e que o Boavista não vença o Pampilhosa.

O histórico Boavista é, curiosamente, o que parte em pior posição. Terá forçosamente que vencer o Pampilhosa porque tem desvantagem nos confrontos directos em caso de eventuais desmpates pontuais com Tondela e Padroense. AO mesmo tempo, nenhum dos adversários directos poderá vencer para que os axadrezados venham a disputar a subida à Liga de Honra com Atlético e União da Madeira.

Se a lógica imperar, o Tondela disputará pela primeira vez na sua História o acesso aos escalões profissionais do futebol português.

Descidas:
Na Zona Norte, e mesmo perdendo em Macedo de Cavaleiros, seria necessária uma conjugação de resultados muito desfavorável na Zona Centro, para que o Merelinense descesse.

A Sul, Farense ou Atl.Reguengos – um deles irá descer porque aquele que ocupar o 12º posto será sempre um dos dois piores 12ºs das três zonas. Ao Farense, basta um empate, pelo que o Atl.Reguengos é o maior candidato a descer.

Na Zona Centro, estarão centradas as maiores emoções. Há cinco clubes a disputar apenas duas vagas (três se tudo correr muito bem). Neste cenário, o Sp.Pombal, o Anadia e o União da Serra estão obrigados a vencer, o que até pode não ser suficiente. Jogam todos em casa, frente a Esmoriz, Cesarense e Gondomar, respectivamente.
O caso do Sp.Pombal é o mais complicado. Para além de vencer o Esmoriz, precisa que Pampilhosa e Aliados percam e que, no máximo, apenas Anadia ou U.Serra vença. Como tanto o Pampilhosa como o Aliados visitam clubes que ainda pensam no primeiro lugar e o U.Serra recebe o sempre complicado Gondomar, arrisco dizer que as surpresas poderão surgir de Pombal e de Anadia, onde o clube local recebe o já despromovido Cesarense. Se vencer e o mesmo não acontecer a Pampilhosa, Aliados e U.Serra, poderá festejar a manutenção.

A ter de apostar, arriscaria dizer que jogarão na 3ªDivisão em 2011/12, Pampilhosa, Aliados, U.Serra e Atl.Reguengos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Triste despedida








O último jogo em casa do Real SC foi um excelente exemplo do que foi a época 2010/11. Com as duas equipas já despromovidas, o jogo começou com o Real a pressionar, tendo chegado à vantagem bastante cedo. A partir daí, o Real teve alguma infelicidade na finalização, tal como aconteceu ao longo da época, onde perdeu quinze jogos, mas em que onze derrotas foram pela margem mínima. Depois permitiu a reacção do adversário que acabou por regressar aos Açores com a vitória. Marcante foi a presença de três juniores no onze inicial. Tino, Ventura e Rodrigo estiveram bem, em particular no primeiro tempo. Tecnicamente demonstram ser mais-valias, mas a 3ªDivisão requer bem mais do que técnica. A ver vamos.



Momentos do Jogo:


6’ – Cruzamento de Tino da direita. Dino cabeceia para o 1-0;


12’ – Alcides acerta no poste direito da baliza à guarda de André;



19’ – Tino remata após jogada individual em que passou por vários jogadores do Praiense. Grande defesa de André impede o que seria um grande golo;


30’ – Rodrigo remata ao poste após bom cruzamento de Bruno Lourenço;


41’ – Andrézinho, jogador cedido pelo Sp.Covilhã, iguala a partida na sequência de um canto em que a bola sobra para o jovem brasileiro;


58’ – Na sequência de um regresso algo dormente dos balneários por parte da equipa do Real, Mauro está próximo de fazer o 1-2;


63’ – No mesmo lance, Tiago Conceição tem duas chances para fazer golo, mas o empate persiste;



65’ – O Praiense chega à vantagem, na conversão de uma grande penalidade;


78’ – Dino marca livre que passa muito perto do poste direito;



84’ – Rodrigo entra na área pela esquerda e remata cruzado, sem que exista algum desvio, a bola acaba por saír pela linha de fundo;


90’+1 – Mauro coloca a bola por cima de Bruno Fernandes, acabando Zé Mário por tirar a bola sobre a linha de golo.

sábado, 16 de abril de 2011

Libório Real

Apesar dos jornais dizerem o contrário, já é um facto. O futebol sénior do Real disputará a 3ªDivisão na próxima época. Mas o principal destaque vai para a eleição do Presidente José Libório como Presidente Honorário do clube. Agora que a saúde já não lhe permite liderar o seu clube, deseja-se que os seus sucessores saibam honrar a obra feita, resistindo a loucuras futebolísticas que tão mal têm feito a clubes como Barreirense, Olivais e Moscavide, Salgueiros, entre outros. Bem haja Presidente!

domingo, 10 de abril de 2011

Despedida à vista




Daqui por algumas horas, o Real poderá estar matematicamente condenado à descida de divisão. Domingo passado, a recepção ao Atlético SC conteve diversas ironias dignas de registo.



- Para começar, o Real ofereceu um golo no primeiro lance da partida. O erro de Eduardo Simões não foi perdoado pelo goleador Barry. Eduardo Simões é, a meu ver, o melhor central da Zona Sul da 2ªDivisão, sendo um exemplo da qualidade futebolística que acaba arredada dos escalões profissionais;


- Aos 35', o árbitro leva a mão ao bolso para amarelar o médio César. Acaba por baixar a mão. César já tinha visto um amarelo aos 10' de jogo. Haveria de ser expulso por acumulação aos 85';

- Os dois jovens cedidos pelo V.Setúbal (Bruno Lourenço e Ricardo Dâmaso) fizeram o melhor jogo da época. Ainda assim, o primeiro esteve infeliz num alívio de bola que resultou no segundo golo alentejano;



- A ala direita funcionou bastante bem, mas a finalização voltou a não acompanhar o futebol produzido. Curiosamente, o maior desperdício foi protagonizado pelo melhor atacante do Real, Hugo Rosa;



- Para terminar, foi num jogo já pleno de ironias que o atacante Alcides fez o primeiro golo com a camisola do Real, empatando a partida já em período de compensação.


A substituição de Jorge Amaral por José Marcos revelou-se tardia. Os números demonstram que José Marcos conquistou quase o dobro dos pontos de Amaral no mesmo número de partidas (15 vs 8) apesar do calendário teoricamente mais complicado. A manutenção de José Marcos no comando técnico poderá ser o primeiro passo para o regresso do Real à 2ªDivisão.






sábado, 2 de abril de 2011

Real empata em Mafra



Na primeira vez que o Real venceu em Mafra, os golos do clube de Queluz-Massamá foram marcados pelos agora mafrenses Nuno Gomes e Paulo Renato e no banco estava Jorge Paixão, agora Treinador do Mafra. No Domingo passado, as equipas dos dois clubes voltaram a encontrar-se num jogo que ficou marcado por outros reencontros. Tuga e Kifuta já jogaram no Real, enquanto que Eduardo Simões e Ivanir já alinharam pelo Mafra. Por outro lado, Dino, Diogo, Hugo Rosa e Zé Mário, figuras do Casa Pia nos tempos de Jorge Paixão, acompanharam o técnico almadense nas passagens pelo Real e pelo Atlético, antes de regressarem ao clube liderado por José Libório.



Num jogo em que a vitória era o único resultado que interessava, o Real entrou muito pressionante, impedindo o Mafra de saír a jogar. O jogo foi sempre muito disputado, apesar de não haver oportunidades claras de golo. A figura do jogo, pela negativa, foi o árbitro da partida.



Tecnicamente nem esteve mal, mas disciplinarmente foi desastroso. Como se isso não bastasse, fez uma daquelas arbitragens sem personalidade em que o árbitro demonstra falta de coragem de assumir decisões.


Assim se explica o segundo amarelo simultâneo a Tiago Costa e Dino. Se havia motivo para acção disciplinar nesse lance, seria apenas a expulsão do jogador do Mafra. Sete minutos depois a cena repetiu-se. Desta vez, os intervenientes foram Bruno Fernandes e Kifuta. Por outro lado, Sérgio Marquês insistiu no jogo faltoso, só sendo “amarelado” a quinze minutos do fim da partida. Curiosamente, o árbitro aveirense vai apitar ao Caniçal amanhã...




Voltando ao futebol, diga-se que foi já a jogar com dez que o Real chegou à vantagem. A jogar e toada de contra-ataque devido à inferioridade numérica, uma excelente arrancada de David Rosa surpreendeu a defesa do Mafra. À entrada da área, colocou a bola em Diogo que desmarcou Tiago Rente. O atacante alentejano rematou cruzado, batendo Márcio Santos. Quatro minutos depois, o árbitro mostra o segundo amarelo a Tiago Costa e Dino, deixando as equipas a jogar um 10 (Mafra) para 9 (Real). Apesar do imenso espaço impossível de ocupar pelos 9 jogadores disponíveis em campo, o Real susteve a natural investida do Mafra durante mais de vinte minutos.



Foi já ao minuto 86 que Nuno Gomes aproveita um ressalto na área para rematar ao canto esquerdo da baliza defendida por Bruno Fernandes, fazendo o resultado final da partida num jogo marcado por uma das melhores exibições do Real nesta época malfadada. Amanhã segue-se a recepção ao Atlético SC.

sábado, 19 de março de 2011

Brincar às nomeações

Faltam sete jornadas para terminar a primeira fase do Campeonato Nacional da 2ªDivisão. As decisões estão próximas e as suspeições ficariam bem, se ausentes destes períodos. Mas os dirigentes do Conselho de Arbitragem da FPF parecem contribuir para o aumento das suspeições, em vez da sua eliminação.

Gosto demasiado de futebol, daí detestar falar de arbitragem. Abro uma excepção relativamente a algumas nomeações para os jogos da 24ªJornada. Vejamos. Na Zona Centro, o escaldante Tondela-Padroense terá um árbitro de Lisboa. Na Zona Sul, no Juv.Évora-Atlético estará uma equipa de arbitragem da AF Santarém. Para os jogos Real-Casa Pia e Farense-Lagoa foram nomeados árbitros algarvios. Esperemos que não seja o que parece ser e que não se verifiquem decisões polémicas de Nuno Almeida e Eugénio Arez, respectivamente. Oxalá.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Seis para a História



Nunca o Real havia perdido seis jogos consecutivos. Desde que recebeu e venceu o Pinhalnovense (3-0), soma seis derrotas em seis jogos, tendo sofrido onze golos e marcado apenas um. Este período negro teve início no Carregado (0-3), prosseguiu com a derrota caseira frente ao Atlético (0-1), a visita ao Pina Manique (1-2), outra derrota caseira com o Mafra (0-1), a visita a Reguengos (0-2) e a recepção desta tarde ao Louletano (0-2).

Apesar dos números, o problema não tem estado na defesa, mas sim no ataque. A saída de um jogador com as características de Ailton teria de ser suprida. Não foi. Nem por um atleta com características semelhantes, nem pela alteração na dinâmica da equipa que poderia obviar essa ausência.


No caso do Benfica, Luís Filipe Vieira diz que Jesus é parte do problema e não da solução. A ver vamos. No caso do Real, começo a convencer-me de que Jorge Amaral é parte do problema. No entanto, caso se opte pela "chicotada", tal como no Benfica, o problema não ficará resolvido por inteiro.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lotaria vai para Mafra


Numa tarde de temporal, Real e Mafra defrontaram-se num jogo a contar para a 10ª Jornada da Zona Sul da 2ªDivisão. Os visitados a precisar de pontos para atingir uma posição confortável, enquanto que os visitantes procuram ainda chegar aos lugares da frente.

O jogo que marcava também os regressos de Nuno Gomes, Kifuta, Tuga e Jorge Paixão ao clube de Queluz-Massamá foi dominado pela intempérie. Não me recordo de assistir a um jogo em que, apesar de iniciado pelas 15 horas, houvesse a necessidade de recorrer à iluminação artificial durante a primeira parte!

A lotaria acabou por sorrir ao Mafra, fruto de um golo marcado por Kifuta a meio da segunda parte. Futebol houve muito pouco. Após o golo, a entrada de João Afonso acabou com o pouco que restava. O experiente central de Torres Vedras foi colocado em campo para reforçar o centro da defesa com Samuel e Diogo e não perdeu uma oportunidade para parar o jogo. Os 4 minutos dados pelo árbitro algarvio foram um absurdo. Acabou por ser um pormenor numa arbitragem de bom nível.

Considerando as condições do terreno, é de salientar positivamente a inexistência de cartões, o que remete para a extrema correcção verificada entre as duas equipas. Destaque para a prestação de Hugo Rosa. Apesar de muitas vezes desacompanhado, deu sempre luta à defesa amarela. Nota positiva também para o meio campo do Mafra, nomeadamente para o capitão Ricardo Correia, grande pulmão.


O registo negativo vai para mais uma derrota do Real, a quarta consecutiva, que leva a equipa para um lugar de descida à 3ªDivisão. Decorrido um terço do campeonato, julgo ser altura de fazer um pequeno balanço.

MAIS – Bruno Fernandes, Eduardo Simões e Hugo Rosa são os únicos jogadores que alinharam nas dez primeira partidas do campeonato. Não surpreende. São claramente os jogadores indiscutíveis do plantel. Cada um deles merecedor de palcos mais mediáticos, emprestam qualidade à equipa. Dino e Diogo continuam a pautar as suas actuações com a regularidade já (re)conhecida, enquanto que os reforços Sabino, Kikas e Tiago Conceição já mostraram ser mais-valias para o plantel, apesar de Sabino parecer ainda procurar a sua melhor forma. Apesar das prestações globalmente positivas, os reforços Dani, Ivanir e Arroja têm demonstrado alguma irregularidade.

MENOS – seis expulsões em dez jogos não são um registo positivo. Se nos lembrarmos que uma foi por palavras (Ivanir), outra por incúria (Dani) e a de Friday por manifesta e inadmissível falta de controlo emocional, então a foto fica ainda mais negra. Jorge Amaral tem uma palavra a dizer (também) nesta vertente. Pela trajectória futebolística, esperar-se-ia bem mais de David Nuñez e Tiago Rente. Outra das desilusões tem sido Tigas. O criativo esquerdino tem sido pouco utiliazdo, apesar de ter alinhado em nove das dez partidas. No entanto parece desmotivado e lento. A propósito de lentidão, que dizer de Godinho, o jovem que tanto elogiei na época passada, ao serviço do Sacavenense. É certo que a 2ªDivisão não é a Divisão de Honra da AF Lisboa, mas quem viu Godinho a época passada, dificilmente o reconhece no jogador que parece sem vontade nem velocidade. Problemas físicos ? Certo é que as oportunidades se vão esgotando. Finalmente, os nigerianos Michael e Friday. Apesar de demonstrarem algumas características fundamentais para a prática da modalidade, parece faltar-lhes sentido posicional. As dificuldades de comunicação são ainda mais relevantes quato maior a necessidade do técnico intervir para corrigir posições.

A REVER – os jovens Henrique Gomes (cedido pelo Sporting) e Luizinho já demonstraram qualidades que merecem ser revistas.

Jorge Amaral terá de provar ter capacidade para orientar uma equipa com graves lacunas no centro do ataque. Por outro lado, terá de definir a sua linha defensiva, em que apenas Eduardo Simões e Tiago Conceição parecem indiscutíveis. No entanto, seria conveniente assumir se este joga no meio, ao lado de Eduardo Simões, ou na esquerda.

A minha aposta para o onze-base é:

Bruno Fernandes – Sabino, Eduardo Simões, Tiago Conceição, Ivanir – Dino, Diogo, Kikas e Tigas – Hugo Rosa e David Nuñez

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

2ª Divisão - 2ª Fase

O sorteio da 2ªFase da 2ªDivisão foi hoje realizado. Serão dez jornadas para decidir os 4 clubes que jogarão a subida e os 12 que vão descer à 3ªDivisão.

A competitividade nas jornadas de disputa pela permanência está garantida, pelo menos nas primeiras jornadas. No entanto, o mesmo não se passa com a disputa da subida.

A maioria dos 24 clubes que, nas quatro séries, disputarão a subida, não pretende subir de divisão. Isso implicaria encargos financeiros que exemplos recentes de Barreirense e Olivais e Moscavide, parecem desaconselhar. Neste contexto, como serão disputados os 120 jogos que hoje ficaram calendarizados para a Fase de Subida ?
Este quadro é ainda mais complexo na Série D. A Associação Desportiva do Carregado terminou a 1ªFase no 1º lugar. Em declarações recentes, dois dirigentes do clube do concelho de Alenquer, assumiram posições diametralmente opostas. Enquanto um defende que seria uma boa oportunidade que o concelho não poderia desperdiçar, o outro indicava ser o princípio do fim do Carregado.
Como será o comportamento desportivo de uma equipa que sabe o que a sua Direcção defende nesta matéria ? É verdade que ainda se jogará a subida com o vencedor de outra Série, mas será que os atletas vão poder colocar todo o empenho na disputa desses jogos, sabendo que o seu Clube não quer subir ?
Em nome da transparência, este é (mais) um motivo para a reestruturação económica do futebol português.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Capitão


MIGUEL Ângelo da Costa GONÇALVES, capitão do Real SC, cumpre a 11ª época no clube. Apesar de actuar a lateral direito, foi o autor do golo da vitória no Pinhal Novo e voltou a marcar na deslocação a Lagoa neste Domingo. Aos 31 anos, regressa aos golos que acompanharam o início da sua carreira. Infantil e Iniciado do Vitória de Lisboa, fez a segunda época de Iniciado no SL Olivais, tendo depois cumprido 3 épocas nos Juvenis e Juniores do SL Benfica. A segunda época Júnior é passada no Estoril, onde sobe a sénior, chegando a participar em jogos da Liga de Honra em 95/96 e 96/97. A estreia foi em Moreira de Cónegos, numa equipa onde alinhavam Litos, Marco Paulo e um tal de... Pauleta.
Em Fevereiro de 1998 chega ao Real SC como avançado. Nas sete épocas seguintes, marca mais de 80 golos entre a 3ªDivisão Nacional e a Divisão de Honra da AF Lisboa. Com a estreia na 2ªDivisão (2005/06), Miguel começa a alinhar em posições mais recuadas, mostrando ser as mesmas raça, velocidade e intencionalidade de sempre.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Do fundo...


Não obstante a derrota frente ao Real, o Aljustrelense continua no segundo posto da Série D da 2ªDivisão.

A notícia justifica-se por vários motivos. Em primeiro lugar, o Aljustrelense é de Aljustrel e Aljustrel fica no Baixo Alentejo. O Baixo Alentejo nunca teve nenhum clube no escalão maior e conta apenas uma presença na Liga de Honra – o D.Beja em 96/97.

Mesmo ao nível da 2ªDivisão, o clube do Baixo Alentejo com mais presenças é também o D.Beja com 23 épocas. O segundo clube com mais presenças tem apenas 9 participações...

O Aljustrelense foi Campeão da AF Beja em 2006/07. Do plantel actual, nada menos que 9 jogadores faziam parte dessa equipa. Três deles foram titulares frente ao Real e outros dois foram suplentes utilizados. O técnico Francisco Fernandes também está no clube desde o regresso aos Nacionais.

O clube já havia passado pela antiga 2ªDivisão Nacional, mas isso ocorreu nas longínquas épocas de 49/50 e 50/51, quando o acesso à 2ªDivisão era disputado nos Campeonatos Distritais. Isto faz com que esta época seja a primeira época em que o Mineiro Aljustrelense ascende ao segundo escalão depois de passar pelas várias etapas da hierarquia futebolística nacional.