quarta-feira, 1 de maio de 2013
Grande Grou na descida do Oeiras
sábado, 13 de abril de 2013
Nulo penalizador
domingo, 31 de março de 2013
Há coisas que nunca mudam
sábado, 30 de março de 2013
Mafra a caminho da Honra
sábado, 23 de março de 2013
Sertanense em grande
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Capitão Diogo
Nascido a 31 de Maio de 1980, Diogo Pinheiro Calheiros foi inscrito pela primeira vez na época 1989/90, pelas escolinhas do Futebol Benfica, onde fez toda a Formação e iniciou a sua carreira sénior, onde esteve entre 1999 e 2002, todas jogadas na 3ªDivisão Nacional. Em 2002, mudou-se para o Casa Pia, onde esteve durante três épocas e meia, tendo chegado a capitão da equipa dos gansos. Em Dezembro de 2005, mudou-se com o técnico Jorge Paixão e alguns colegas para o Real SC, colaborando na manutenção alcançada na última jornada. A época seguinte foi bem diferente, tendo a subida à Liga de Honra falhado apenas na poule disputada com o Fátima. Em 2007/08, voltou a acompanhar Jorge Paixão na mudança de clube, desta vez para o Atlético, de onde acabou por regressar em Outubro de 2007. Depois de mais quatro épocas ao serviço do Real SC, o capitão Diogo deixou o clube, regressando aos 31 anos ao seu Fofó. Só contabilizando jogos da 2ªDivisão, alinhou em 152, tendo marcado por dez vezes, visto 45 cartões amarelos e expulso numa ocasião, num jogo disputado no Pinhal Novo a 1 de Abril de 2007. Sempre disponível, nunca dando um lance por perdido, Diogo será muito importante no regresso do Fofó aos Nacionais.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Honra para o Atlético
No Domingo, o Atlético entrou em campo para defrontar o Padroense com oito jogadores com passagens pela Liga de Honra. Apenas João Meira e os gémeros Aires e Rudi nunca alinharam na prova que o Atlético disputará na próxima época. Ao contrário do seu opositor, o Padroense apresentava apenas um jogador com esse tipo de experiência no onze inicial. Refiro-me a Mariano, médio de 35 anos formado no FC Porto e com experiência de 1ªDivisão, ao serviço de Salgueiros, Varzim, Marítimo e Penafiel, totalizando quase 200 jogos. Cumpre a terceira época no Padroense. Infelizmente para o clube matosinhense, Mariano foi o autor do golo da vitória do Atlético, num desvio infeliz na marcação de um canto.
Curiosamente, ao longo da época, o Padroense já beneficiara de três auto-golos sem que um seu atleta tivesse passado por essa experiência. Do lado do Atlético, o lance infeliz de Mariano foi mesmo o primeiro auto-golo da época, tanto a favor como contra. Antes desse lance, Ailton havia permitido a defesa de Marco na marcação de um pontapé da marca de grande penalidade bem assinalada pelo aveirense António Costa.
A defesa do Padroense parecia acusar a responsabilidade da partida, nomeadamente os centrais Vila e Armando que cometeram diversos erros não aproveitados pelos avançados do Atlético. Do outro lado, e apesar da maior experiência da defesa alcantarense, foi Botelho que teve de se aplicar por duas vezes antes do intervalo.
Para a segunda metade, Augusto Mata retirou do jogo o jovem Mário Costa e colocou em campo o ponta-de-lança Marcão, brasileiro de 37 anos que chegou a alinhar pelo Est.Amadora na Liga de Honra em 2001/02. A toada do jogo passou a ser outra. O Padroense colocava bolas na área procurando a cabeça de Marcão, enquanto o Atlético ía criando perigo em contra-ataque, onde Laurindo se mostraria perdulário aos 74’.
Parecia que o jogo não iria terminar sem que mais golos se registassem mas isso não viria a acontecer, pelo que o Atlético garantia um lugar na Liga de Honra 2011/12, onde defrontará o vizinho e rival Belenenses. A subida do Atlético marca o regresso de um clube histórico às provas profissionais. Refira-se que, para além dos chamados três grandes, apenas oito clubes têm mais presenças na 1ªDivisão do que o clube de Alcântara, apesar da última presença ter sido em 1976/77. A experiência recente de clubes como Barreirense ou Olivais e Moscavide deverão servir de alerta para os responsáveis do Atlético. Caso contrário, a festa de Domingo passado poderia transformar-se em pesadelo dentro de dois ou três anos.
domingo, 29 de maio de 2011
Atlético-Padroense - antevisão numérica

Um clube com 24 presenças no escalão maior recebe outro que tem apenas 6 presenças nos Campeonatos Nacionais. Aquando da última participação do Atlético na 1ªDivisão (1976/77), o Padroense disputava a antiga 2ªDivisão da AF Porto. Na época seguinte, desceria mesmo à 3ª! A última época nos Distritais ainda é recente – 2006/07. Mas é o clube de Matosinhos que se apresenta em Alcântara este Domingo melhor posicionado para garantir a subida à Liga de Honra. A equipa que vencer festeja já a subida, mas um empate adia tudo para as viagens à Madeira. Aqui ficam alguns dados das épocas dos dois clubes em contenda:
Vitórias:
ACP - 19
PFC - 17
Empates:
ACP - 10
PFC - 9
Derrotas:
ACP - 3
PFC - 6
Golos Marcados:
ACP - 51
PFC - 49
Golos Sofridos:
ACP - 29
PFC - 31
Amarelos:
ACP - 59
PFC - 84
Vermelhos:
ACP - 3
PFC - 6
Vitórias Consecutivas:
ACP - 7
PFC - 4
Jogos consecutivos a marcar:
ACP - 13
PFC - 7
Jogos consecutivos sem sofrer:
ACP - 3
PFC - 2
Maior Vitória:
ACP - 4-1 vs Atlético Reguengos, 3-0 vs Pinhalnovense e Lagoa
PFC - 4-1 vs Pampilhosa e Atlético, 3-0 vs Sertanense
Maior Derrota:
ACP - 1-4 vs Padroense
PFC - 3-5 vs União da Serra
Jogadores utilizados:
ACP - 22
PFC - 21
Minutos por Jogo por Atleta utilizado:
ACP - 66,1
PFC - 64,9
Minutos por Jogo dos Onze mais utilizados:
ACP - 77,5
PFC - 82,5
Jogadores mais utilizados:
ACP – João Meira (2787’), Laurindo (2745’) e Botelho (2700’)
PFC – André Simões (2813’), Paulinho (2803’) e Marco (2700’)
Mais Golos:
ACP - Tiago Caeiro (11), Rudi (10) e Ailton (8)
PFC - Marcão (12), Silva (8) e André Simões (7)
Mais Amarelos:
ACP - Laurindo (11), João Meira (9) e Paulo Sérgio (7)
PFC - Daniel (13), Vila e Armando (8)
Mais Vermelhos:
ACP - Bruno Brito, Hernâni e Rudi (1)
PFC - Daniel e Mariano (2)
Média Etária dos Onze mais utilizados:
ACP - 28,7
PFC - 27,2
sábado, 30 de abril de 2011
Jornada Decisiva
Daqui por algumas horas, disputar-se-ão os jogos da última jornada das três zonas da 2ªDivisão Nacional. Aqui ficam alguns factos e prognósticos do que poderá acontecer.Disputa do primeiro lugar:
As contas são relativamente simples. O Tondela garante o primeiro posto se vencer o Aliados. Se empatar, ficará dependente do que farão Boavista e Padroense, sendo que nenhum deles poderia vencer. Perdendo, teria de esperar que o Boavista não conseguisse mais do que um empate e que o Padroense perdesse.
O Padroense será primeiro se vencer em Coimbrões e o Tondela não fizer o mesmo frente ao Aliados. Se empatar, terá de esperar uma derrota do Tondela e que o Boavista não vença o Pampilhosa.
O histórico Boavista é, curiosamente, o que parte em pior posição. Terá forçosamente que vencer o Pampilhosa porque tem desvantagem nos confrontos directos em caso de eventuais desmpates pontuais com Tondela e Padroense. AO mesmo tempo, nenhum dos adversários directos poderá vencer para que os axadrezados venham a disputar a subida à Liga de Honra com Atlético e União da Madeira.
Se a lógica imperar, o Tondela disputará pela primeira vez na sua História o acesso aos escalões profissionais do futebol português.
Descidas:
Na Zona Norte, e mesmo perdendo em Macedo de Cavaleiros, seria necessária uma conjugação de resultados muito desfavorável na Zona Centro, para que o Merelinense descesse.
A Sul, Farense ou Atl.Reguengos – um deles irá descer porque aquele que ocupar o 12º posto será sempre um dos dois piores 12ºs das três zonas. Ao Farense, basta um empate, pelo que o Atl.Reguengos é o maior candidato a descer.
Na Zona Centro, estarão centradas as maiores emoções. Há cinco clubes a disputar apenas duas vagas (três se tudo correr muito bem). Neste cenário, o Sp.Pombal, o Anadia e o União da Serra estão obrigados a vencer, o que até pode não ser suficiente. Jogam todos em casa, frente a Esmoriz, Cesarense e Gondomar, respectivamente.
O caso do Sp.Pombal é o mais complicado. Para além de vencer o Esmoriz, precisa que Pampilhosa e Aliados percam e que, no máximo, apenas Anadia ou U.Serra vença. Como tanto o Pampilhosa como o Aliados visitam clubes que ainda pensam no primeiro lugar e o U.Serra recebe o sempre complicado Gondomar, arrisco dizer que as surpresas poderão surgir de Pombal e de Anadia, onde o clube local recebe o já despromovido Cesarense. Se vencer e o mesmo não acontecer a Pampilhosa, Aliados e U.Serra, poderá festejar a manutenção.
A ter de apostar, arriscaria dizer que jogarão na 3ªDivisão em 2011/12, Pampilhosa, Aliados, U.Serra e Atl.Reguengos.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Triste despedida
O último jogo em casa do Real SC foi um excelente exemplo do que foi a época 2010/11. Com as duas equipas já despromovidas, o jogo começou com o Real a pressionar, tendo chegado à vantagem bastante cedo. A partir daí, o Real teve alguma infelicidade na finalização, tal como aconteceu ao longo da época, onde perdeu quinze jogos, mas em que onze derrotas foram pela margem mínima. Depois permitiu a reacção do adversário que acabou por regressar aos Açores com a vitória. Marcante foi a presença de três juniores no onze inicial. Tino, Ventura e Rodrigo estiveram bem, em particular no primeiro tempo. Tecnicamente demonstram ser mais-valias, mas a 3ªDivisão requer bem mais do que técnica. A ver vamos.
Momentos do Jogo:
6’ – Cruzamento de Tino da direita. Dino cabeceia para o 1-0;
12’ – Alcides acerta no poste direito da baliza à guarda de André;
19’ – Tino remata após jogada individual em que passou por vários jogadores do Praiense. Grande defesa de André impede o que seria um grande golo;
30’ – Rodrigo remata ao poste após bom cruzamento de Bruno Lourenço;
41’ – Andrézinho, jogador cedido pelo Sp.Covilhã, iguala a partida na sequência de um canto em que a bola sobra para o jovem brasileiro;
58’ – Na sequência de um regresso algo dormente dos balneários por parte da equipa do Real, Mauro está próximo de fazer o 1-2;
63’ – No mesmo lance, Tiago Conceição tem duas chances para fazer golo, mas o empate persiste;
65’ – O Praiense chega à vantagem, na conversão de uma grande penalidade;
78’ – Dino marca livre que passa muito perto do poste direito;
84’ – Rodrigo entra na área pela esquerda e remata cruzado, sem que exista algum desvio, a bola acaba por saír pela linha de fundo;
90’+1 – Mauro coloca a bola por cima de Bruno Fernandes, acabando Zé Mário por tirar a bola sobre a linha de golo.
sábado, 16 de abril de 2011
Libório Real
Apesar dos jornais dizerem o contrário, já é um facto. O futebol sénior do Real disputará a 3ªDivisão na próxima época. Mas o principal destaque vai para a eleição do Presidente José Libório como Presidente Honorário do clube. Agora que a saúde já não lhe permite liderar o seu clube, deseja-se que os seus sucessores saibam honrar a obra feita, resistindo a loucuras futebolísticas que tão mal têm feito a clubes como Barreirense, Olivais e Moscavide, Salgueiros, entre outros. Bem haja Presidente!domingo, 10 de abril de 2011
Despedida à vista
Daqui por algumas horas, o Real poderá estar matematicamente condenado à descida de divisão. Domingo passado, a recepção ao Atlético SC conteve diversas ironias dignas de registo.
- Para começar, o Real ofereceu um golo no primeiro lance da partida. O erro de Eduardo Simões não foi perdoado pelo goleador Barry. Eduardo Simões é, a meu ver, o melhor central da Zona Sul da 2ªDivisão, sendo um exemplo da qualidade futebolística que acaba arredada dos escalões profissionais;
- Os dois jovens cedidos pelo V.Setúbal (Bruno Lourenço e Ricardo Dâmaso) fizeram o melhor jogo da época. Ainda assim, o primeiro esteve infeliz num alívio de bola que resultou no segundo golo alentejano;
- A ala direita funcionou bastante bem, mas a finalização voltou a não acompanhar o futebol produzido. Curiosamente, o maior desperdício foi protagonizado pelo melhor atacante do Real, Hugo Rosa;
- Para terminar, foi num jogo já pleno de ironias que o atacante Alcides fez o primeiro golo com a camisola do Real, empatando a partida já em período de compensação.
A substituição de Jorge Amaral por José Marcos revelou-se tardia. Os números demonstram que José Marcos conquistou quase o dobro dos pontos de Amaral no mesmo número de partidas (15 vs 8) apesar do calendário teoricamente mais complicado. A manutenção de José Marcos no comando técnico poderá ser o primeiro passo para o regresso do Real à 2ªDivisão.sábado, 2 de abril de 2011
Real empata em Mafra
Na primeira vez que o Real venceu em Mafra, os golos do clube de Queluz-Massamá foram marcados pelos agora mafrenses Nuno Gomes e Paulo Renato e no banco estava Jorge Paixão, agora Treinador do Mafra. No Domingo passado, as equipas dos dois clubes voltaram a encontrar-se num jogo que ficou marcado por outros reencontros. Tuga e Kifuta já jogaram no Real, enquanto que Eduardo Simões e Ivanir já alinharam pelo Mafra. Por outro lado, Dino, Diogo, Hugo Rosa e Zé Mário, figuras do Casa Pia nos tempos de Jorge Paixão, acompanharam o técnico almadense nas passagens pelo Real e pelo Atlético, antes de regressarem ao clube liderado por José Libório.
Num jogo em que a vitória era o único resultado que interessava, o Real entrou muito pressionante, impedindo o Mafra de saír a jogar. O jogo foi sempre muito disputado, apesar de não haver oportunidades claras de golo. A figura do jogo, pela negativa, foi o árbitro da partida.
Tecnicamente nem esteve mal, mas disciplinarmente foi desastroso. Como se isso não bastasse, fez uma daquelas arbitragens sem personalidade em que o árbitro demonstra falta de coragem de assumir decisões.
Assim se explica o segundo amarelo simultâneo a Tiago Costa e Dino. Se havia motivo para acção disciplinar nesse lance, seria apenas a expulsão do jogador do Mafra. Sete minutos depois a cena repetiu-se. Desta vez, os intervenientes foram Bruno Fernandes e Kifuta. Por outro lado, Sérgio Marquês insistiu no jogo faltoso, só sendo “amarelado” a quinze minutos do fim da partida. Curiosamente, o árbitro aveirense vai apitar ao Caniçal amanhã...
Voltando ao futebol, diga-se que foi já a jogar com dez que o Real chegou à vantagem. A jogar e toada de contra-ataque devido à inferioridade numérica, uma excelente arrancada de David Rosa surpreendeu a defesa do Mafra. À entrada da área, colocou a bola em Diogo que desmarcou Tiago Rente. O atacante alentejano rematou cruzado, batendo Márcio Santos. Quatro minutos depois, o árbitro mostra o segundo amarelo a Tiago Costa e Dino, deixando as equipas a jogar um 10 (Mafra) para 9 (Real). Apesar do imenso espaço impossível de ocupar pelos 9 jogadores disponíveis em campo, o Real susteve a natural investida do Mafra durante mais de vinte minutos.
Foi já ao minuto 86 que Nuno Gomes aproveita um ressalto na área para rematar ao canto esquerdo da baliza defendida por Bruno Fernandes, fazendo o resultado final da partida num jogo marcado por uma das melhores exibições do Real nesta época malfadada. Amanhã segue-se a recepção ao Atlético SC.
sábado, 19 de março de 2011
Brincar às nomeações
Faltam sete jornadas para terminar a primeira fase do Campeonato Nacional da 2ªDivisão. As decisões estão próximas e as suspeições ficariam bem, se ausentes destes períodos. Mas os dirigentes do Conselho de Arbitragem da FPF parecem contribuir para o aumento das suspeições, em vez da sua eliminação.domingo, 12 de dezembro de 2010
Seis para a História
Nunca o Real havia perdido seis jogos consecutivos. Desde que recebeu e venceu o Pinhalnovense (3-0), soma seis derrotas em seis jogos, tendo sofrido onze golos e marcado apenas um. Este período negro teve início no Carregado (0-3), prosseguiu com a derrota caseira frente ao Atlético (0-1), a visita ao Pina Manique (1-2), outra derrota caseira com o Mafra (0-1), a visita a Reguengos (0-2) e a recepção desta tarde ao Louletano (0-2).
Apesar dos números, o problema não tem estado na defesa, mas sim no ataque. A saída de um jogador com as características de Ailton teria de ser suprida. Não foi. Nem por um atleta com características semelhantes, nem pela alteração na dinâmica da equipa que poderia obviar essa ausência.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Lotaria vai para Mafra

O jogo que marcava também os regressos de Nuno Gomes, Kifuta, Tuga e Jorge Paixão ao clube de Queluz-Massamá foi dominado pela intempérie. Não me recordo de assistir a um jogo em que, apesar de iniciado pelas 15 horas, houvesse a necessidade de recorrer à iluminação artificial durante a primeira parte!
A lotaria acabou por sorrir ao Mafra, fruto de um golo marcado por Kifuta a meio da segunda parte. Futebol houve muito pouco. Após o golo, a entrada de João Afonso acabou com o pouco que restava. O experiente central de Torres Vedras foi colocado em campo para reforçar o centro da defesa com Samuel e Diogo e não perdeu uma oportunidade para parar o jogo. Os 4 minutos dados pelo árbitro algarvio foram um absurdo. Acabou por ser um pormenor numa arbitragem de bom nível.
Considerando as condições do terreno, é de salientar positivamente a inexistência de cartões, o que remete para a extrema correcção verificada entre as duas equipas. Destaque para a prestação de Hugo Rosa. Apesar de muitas vezes desacompanhado, deu sempre luta à defesa amarela. Nota positiva também para o meio campo do Mafra, nomeadamente para o capitão Ricardo Correia, grande pulmão. 
O registo negativo vai para mais uma derrota do Real, a quarta consecutiva, que leva a equipa para um lugar de descida à 3ªDivisão. Decorrido um terço do campeonato, julgo ser altura de fazer um pequeno balanço.
MAIS – Bruno Fernandes, Eduardo Simões e Hugo Rosa são os únicos jogadores que alinharam nas dez primeira partidas do campeonato. Não surpreende. São claramente os jogadores indiscutíveis do plantel. Cada um deles merecedor de palcos mais mediáticos, emprestam qualidade à equipa. Dino e Diogo continuam a pautar as suas actuações com a regularidade já (re)conhecida, enquanto que os reforços Sabino, Kikas e Tiago Conceição já mostraram ser mais-valias para o plantel, apesar de Sabino parecer ainda procurar a sua melhor forma. Apesar das prestações globalmente positivas, os reforços Dani, Ivanir e Arroja têm demonstrado alguma irregularidade.
MENOS – seis expulsões em dez jogos não são um registo positivo. Se nos lembrarmos que uma foi por palavras (Ivanir), outra por incúria (Dani) e a de Friday por manifesta e inadmissível falta de controlo emocional, então a foto fica ainda mais negra. Jorge Amaral tem uma palavra a dizer (também) nesta vertente. Pela trajectória futebolística, esperar-se-ia bem mais de David Nuñez e Tiago Rente. Outra das desilusões tem sido Tigas. O criativo esquerdino tem sido pouco utiliazdo, apesar de ter alinhado em nove das dez partidas. No entanto parece desmotivado e lento. A propósito de lentidão, que dizer de Godinho, o jovem que tanto elogiei na época passada, ao serviço do Sacavenense. É certo que a 2ªDivisão não é a Divisão de Honra da AF Lisboa, mas quem viu Godinho a época passada, dificilmente o reconhece no jogador que parece sem vontade nem velocidade. Problemas físicos ? Certo é que as oportunidades se vão esgotando. Finalmente, os nigerianos Michael e Friday. Apesar de demonstrarem algumas características fundamentais para a prática da modalidade, parece faltar-lhes sentido posicional. As dificuldades de comunicação são ainda mais relevantes quato maior a necessidade do técnico intervir para corrigir posições.
A REVER – os jovens Henrique Gomes (cedido pelo Sporting) e Luizinho já demonstraram qualidades que merecem ser revistas.
Jorge Amaral terá de provar ter capacidade para orientar uma equipa com graves lacunas no centro do ataque. Por outro lado, terá de definir a sua linha defensiva, em que apenas Eduardo Simões e Tiago Conceição parecem indiscutíveis. No entanto, seria conveniente assumir se este joga no meio, ao lado de Eduardo Simões, ou na esquerda.
A minha aposta para o onze-base é:
Bruno Fernandes – Sabino, Eduardo Simões, Tiago Conceição, Ivanir – Dino, Diogo, Kikas e Tigas – Hugo Rosa e David Nuñez
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
2ª Divisão - 2ª Fase
A competitividade nas jornadas de disputa pela permanência está garantida, pelo menos nas primeiras jornadas. No entanto, o mesmo não se passa com a disputa da subida.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O Capitão
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Do fundo...

A notícia justifica-se por vários motivos. Em primeiro lugar, o Aljustrelense é de Aljustrel e Aljustrel fica no Baixo Alentejo. O Baixo Alentejo nunca teve nenhum clube no escalão maior e conta apenas uma presença na Liga de Honra – o D.Beja em 96/97.
Mesmo ao nível da 2ªDivisão, o clube do Baixo Alentejo com mais presenças é também o D.Beja com 23 épocas. O segundo clube com mais presenças tem apenas 9 participações...
O Aljustrelense foi Campeão da AF Beja em 2006/07. Do plantel actual, nada menos que 9 jogadores faziam parte dessa equipa. Três deles foram titulares frente ao Real e outros dois foram suplentes utilizados. O técnico Francisco Fernandes também está no clube desde o regresso aos Nacionais.
O clube já havia passado pela antiga 2ªDivisão Nacional, mas isso ocorreu nas longínquas épocas de 49/50 e 50/51, quando o acesso à 2ªDivisão era disputado nos Campeonatos Distritais. Isto faz com que esta época seja a primeira época em que o Mineiro Aljustrelense ascende ao segundo escalão depois de passar pelas várias etapas da hierarquia futebolística nacional.
