sexta-feira, 3 de junho de 2011

Honra para o Atlético


No Domingo, o Atlético entrou em campo para defrontar o Padroense com oito jogadores com passagens pela Liga de Honra. Apenas João Meira e os gémeros Aires e Rudi nunca alinharam na prova que o Atlético disputará na próxima época. Ao contrário do seu opositor, o Padroense apresentava apenas um jogador com esse tipo de experiência no onze inicial. Refiro-me a Mariano, médio de 35 anos formado no FC Porto e com experiência de 1ªDivisão, ao serviço de Salgueiros, Varzim, Marítimo e Penafiel, totalizando quase 200 jogos. Cumpre a terceira época no Padroense. Infelizmente para o clube matosinhense, Mariano foi o autor do golo da vitória do Atlético, num desvio infeliz na marcação de um canto.




Curiosamente, ao longo da época, o Padroense já beneficiara de três auto-golos sem que um seu atleta tivesse passado por essa experiência. Do lado do Atlético, o lance infeliz de Mariano foi mesmo o primeiro auto-golo da época, tanto a favor como contra. Antes desse lance, Ailton havia permitido a defesa de Marco na marcação de um pontapé da marca de grande penalidade bem assinalada pelo aveirense António Costa.






A defesa do Padroense parecia acusar a responsabilidade da partida, nomeadamente os centrais Vila e Armando que cometeram diversos erros não aproveitados pelos avançados do Atlético. Do outro lado, e apesar da maior experiência da defesa alcantarense, foi Botelho que teve de se aplicar por duas vezes antes do intervalo.






Para a segunda metade, Augusto Mata retirou do jogo o jovem Mário Costa e colocou em campo o ponta-de-lança Marcão, brasileiro de 37 anos que chegou a alinhar pelo Est.Amadora na Liga de Honra em 2001/02. A toada do jogo passou a ser outra. O Padroense colocava bolas na área procurando a cabeça de Marcão, enquanto o Atlético ía criando perigo em contra-ataque, onde Laurindo se mostraria perdulário aos 74’.





Parecia que o jogo não iria terminar sem que mais golos se registassem mas isso não viria a acontecer, pelo que o Atlético garantia um lugar na Liga de Honra 2011/12, onde defrontará o vizinho e rival Belenenses. A subida do Atlético marca o regresso de um clube histórico às provas profissionais. Refira-se que, para além dos chamados três grandes, apenas oito clubes têm mais presenças na 1ªDivisão do que o clube de Alcântara, apesar da última presença ter sido em 1976/77. A experiência recente de clubes como Barreirense ou Olivais e Moscavide deverão servir de alerta para os responsáveis do Atlético. Caso contrário, a festa de Domingo passado poderia transformar-se em pesadelo dentro de dois ou três anos.




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