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sábado, 13 de abril de 2013

Nulo penalizador

Após treze jogos consecutivos sem perder, o 1ºDezembro foi surpreendido em casa pelo Oriental no Sábado de Páscoa. A última derrota, antes desse jogo, fôra em casa com o Mafra. No entretanto, os sintrenses sofreram apenas dois golos nos últimos doze jogos! A deslocação ao campo do líder tinha tudo para ser um jogo equilibrado e isso viria a confirmar-se.

Ainda assim, à passagem do sétimo minuto de jogo, João Pedro entra na área e parece ser derrubado por Damil. O árbitro mostra o amarelo ao jogador do 1ºDezembro e assinala a grande penalidade. Leo coloca a bola para a direita de Marco Pinto que defende. O jogo que poderia ter começado com o golo do Mafra manteve-se equilibrado, bem disputado mas sem lances de perigo. Até ao intervalo, registo apenas para dois lances. Aos 28', Pedro Dionísio aponta um livre sobre a barra e, quatro minutos depois, é Godinho que remata de muito longe ao lado.

A toada do jogo manteve-se na segunda parte, apesar do Mafra ter tido vários cantos a seu favor. Aos 54', Tuga surge em posição de remate pelo flanco esquerdo mas Marco Pinto volta a defender. A melhor chance de golo em toda a partida surgiria ao minuto 67. Tuga remata, Marco Pinto defende mais uma vez mas a bola fica à mercê de Tiago Rente que desvia sobre a barra. Os últimos vinte cinco minutos de jogo foram pautados por alguma ansiedade da equipa da casa que sabia da importância de chegar à vitória. No entanto, o marcador não se alteraria e o jogo terminaria após a marcação de um canto apontado por João Pedro que Marco Pinto desvia com eficácia.

Amanhã, o Mafra volta a jogar em casa frente ao Oriental, outra das boas equipas da Zona Sul e que ainda tem hipóteses matemáticas de chegar à liderança. Os lisboetas têm o melhor ataque da 2ªDivisão, pelo que tudo se configura para mais um teste dificílimo para o Mafra na luta pela subida à Liga de Honra.

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Marco Pinto-o guardião formado no Sporting e Belenenses e que até esteve no Mafra em 2007/08 foi a grande figura da partida, não só pela grande penalidade defendida.

Sambinha-a curiosidade em ver este jogador já era grande porque era o único que nunca tinha visto actuar. Revelou-se uma excelente surpresa. A saída de Luís Tavares ao intervalo foi decidida por Elói Zeferino mas provocada por Sambinha que não deu qualquer chance na marcação ao avançado do Mafra. Tem apenas 20 anos.

Tó Branco-aos 36 anos e a competir pela sétima época consecutiva com a camisola do 1ºDezembro, este antigo defesa do Ol.Moscavide e Real continua a ser um defesa daqueles que não inventa e raramente falha naquilo que é a sua missão fundamental.

Paulinho-o antigo central de Estoril, Benfica, Est.Amadora, entre outros, conduziu o Oeiras à subida na época passada e tem feito uma época de estreia na 2ªDivisão simplesmente fantástica ao serviço do 1ºDezembro.

Tiago Martins-gostei da actuação do árbitro da AF Lisboa. Demonstrou imensa segurança e esteve sempre tranquilo, o que é revelador de personalidade. Não será por acaso que na semana anterior tenha apitado o Mirandela-Chaves, o jogo da jornada na Zona Norte.

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Mafra-nestas semanas decisivas da época, o líder da Zona Sul terá de manter alguma serenidade. A ansiedade é má conselheira, ainda mais numa altura em que há concorrentes directos à espreita de uma escorregadela.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Parece mentira - o colombiano cingalês


Mohammed Ahamad (NIKKI) é um jovem nascido em Colombo. A capital do Sri Lanka deve o nome aos portugueses que pegaram no nome que os locais davam à cidade e o aportuguesaram.

A Colombia fica bem longe de Colombo. São quase 17.000 kms de distância. A semelhança entre Colombia e Colombo não é mais do que uma coincidência, pois a república sul-americana deve o seu nome a uma homenagem a Cristóvão Colombo.

Nikki fez grande parte da sua formação no Chelsea. Em 2009/10 foi mesmo inscrito na Liga dos Campeões com o número 47. O facto de actuar esta época no Mafra já é suficientemente exótico para alguém que nasceu no subcontinente indiano e fez parte dos quadros do actual campeão europeu.

Não precisava que os serviços da FPF lhe alterassem a nacionalidade para "colombiano". Não é por ser de Colombo que se é colombiano. Pelo contrário.

sábado, 30 de março de 2013

Mafra a caminho da Honra

Esta sexta-feira, o Mafra venceu no Carregado por 4-0, numa das finais que disputará até ao final da época. No domingo passado, assisti à partida frente ao Quarteirense e gostei do que vi. Não que o Mafra tenha feito uma grande exibição, mas mostrou ser uma equipa bem organizada e com bons jogadores em todas as posições. Elói Zeferino, técnico que já conduziu o Carregado à Liga de Honra, prepara-se para repetir a façanha.

Frente ao Quarteirense, o Mafra contou com Godinho na baliza, André Oliveira e Hugo Monteiro nas laterais e os centrais Samiro e Marco Baixinho. No miolo, Leo e Tiago Costa garantem segurança e espaço para o quarteto da frente. Aí, Pedro Dionísio e Tuga jogam nas alas e Nuno Gomes e Luís Tavares na frente. Apesar da entrada forte do Quarteirense, com a conquista de vários cantos, o Mafra assumiu o jogo.

Aos 15', Tuga coloca em Nuno Gomes que remata por cima. O Mafra chegaria ao golo perto da meia hora. O capitão algarvio coloca a mão na bola em plena área. Na marcação, Leo não dá hipóteses a Joel, guardião que revelaria qualidade ao longo do jogo. Até ao intervalo, só daria Mafra. Pouco depois do golo, Tuga cruza para a área, onde a bola acaba por sobrar para Pedro Dionísio. O lance perdeu-se porque Joel saíu rápido e impediu o segundo golo do Mafra.

Aos 35', Tuga bate Mário Pessoa, cruza para a área onde Nuno Gomes primeiro e Luís Tavares depois, não conseguem desviar para golo. Cinco minutos depois, Nuno Gomes cabeceia junto da marca de grande penalidade mas Joel volta a negar o segundo golo ao Mafra.

Para a segunda parte, Marito, treinador do Quarteirense, troca Madeira por Markito. Logo ao quarto minuto, grande lance do Quarteirense, talvez o melhor de todo o jogo, com a intervenção de vários jogadores mas onde Markus foi decisivo. No entanto, a finalização de Markito não foi eficiente.

O jogo passou então por uma fase menos agradável. Só aos 66', voltaria a registar-se um lance de perigo. Livre apontado por Hugo Évora para a área onde Nicola consegue isolar-se perante Godinho, mas o guardião do Mafra faz bem a mancha evitando o empate.

Apesar de alguma intranqulidade do Mafra por ter uma vantagem mínima, o Quarteirense não voltaria a criar perigo. Entrado aos 57' para o lugar de Luís Tavares, seria Alisson a estar na origem dos dois últimos lances de perigo do Mafra.

Primeiro aos 87', num livre directo ao poste. Depois, já em período de compensação. Ganha a linha de fundo perante Hugo Évora e cruza, mas Tiago Rente falha o desvio para as redes.

Ficam a faltar quatro finais, sendo que apenas uma delas será disputada longe do Mário Silveira. O Mafra irá receber 1ºDezembro e Oriental, deslocar-se-á a Fátima e termina com uma recepção ao Sertanense.

sábado, 2 de abril de 2011

Real empata em Mafra



Na primeira vez que o Real venceu em Mafra, os golos do clube de Queluz-Massamá foram marcados pelos agora mafrenses Nuno Gomes e Paulo Renato e no banco estava Jorge Paixão, agora Treinador do Mafra. No Domingo passado, as equipas dos dois clubes voltaram a encontrar-se num jogo que ficou marcado por outros reencontros. Tuga e Kifuta já jogaram no Real, enquanto que Eduardo Simões e Ivanir já alinharam pelo Mafra. Por outro lado, Dino, Diogo, Hugo Rosa e Zé Mário, figuras do Casa Pia nos tempos de Jorge Paixão, acompanharam o técnico almadense nas passagens pelo Real e pelo Atlético, antes de regressarem ao clube liderado por José Libório.



Num jogo em que a vitória era o único resultado que interessava, o Real entrou muito pressionante, impedindo o Mafra de saír a jogar. O jogo foi sempre muito disputado, apesar de não haver oportunidades claras de golo. A figura do jogo, pela negativa, foi o árbitro da partida.



Tecnicamente nem esteve mal, mas disciplinarmente foi desastroso. Como se isso não bastasse, fez uma daquelas arbitragens sem personalidade em que o árbitro demonstra falta de coragem de assumir decisões.


Assim se explica o segundo amarelo simultâneo a Tiago Costa e Dino. Se havia motivo para acção disciplinar nesse lance, seria apenas a expulsão do jogador do Mafra. Sete minutos depois a cena repetiu-se. Desta vez, os intervenientes foram Bruno Fernandes e Kifuta. Por outro lado, Sérgio Marquês insistiu no jogo faltoso, só sendo “amarelado” a quinze minutos do fim da partida. Curiosamente, o árbitro aveirense vai apitar ao Caniçal amanhã...




Voltando ao futebol, diga-se que foi já a jogar com dez que o Real chegou à vantagem. A jogar e toada de contra-ataque devido à inferioridade numérica, uma excelente arrancada de David Rosa surpreendeu a defesa do Mafra. À entrada da área, colocou a bola em Diogo que desmarcou Tiago Rente. O atacante alentejano rematou cruzado, batendo Márcio Santos. Quatro minutos depois, o árbitro mostra o segundo amarelo a Tiago Costa e Dino, deixando as equipas a jogar um 10 (Mafra) para 9 (Real). Apesar do imenso espaço impossível de ocupar pelos 9 jogadores disponíveis em campo, o Real susteve a natural investida do Mafra durante mais de vinte minutos.



Foi já ao minuto 86 que Nuno Gomes aproveita um ressalto na área para rematar ao canto esquerdo da baliza defendida por Bruno Fernandes, fazendo o resultado final da partida num jogo marcado por uma das melhores exibições do Real nesta época malfadada. Amanhã segue-se a recepção ao Atlético SC.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lotaria vai para Mafra


Numa tarde de temporal, Real e Mafra defrontaram-se num jogo a contar para a 10ª Jornada da Zona Sul da 2ªDivisão. Os visitados a precisar de pontos para atingir uma posição confortável, enquanto que os visitantes procuram ainda chegar aos lugares da frente.

O jogo que marcava também os regressos de Nuno Gomes, Kifuta, Tuga e Jorge Paixão ao clube de Queluz-Massamá foi dominado pela intempérie. Não me recordo de assistir a um jogo em que, apesar de iniciado pelas 15 horas, houvesse a necessidade de recorrer à iluminação artificial durante a primeira parte!

A lotaria acabou por sorrir ao Mafra, fruto de um golo marcado por Kifuta a meio da segunda parte. Futebol houve muito pouco. Após o golo, a entrada de João Afonso acabou com o pouco que restava. O experiente central de Torres Vedras foi colocado em campo para reforçar o centro da defesa com Samuel e Diogo e não perdeu uma oportunidade para parar o jogo. Os 4 minutos dados pelo árbitro algarvio foram um absurdo. Acabou por ser um pormenor numa arbitragem de bom nível.

Considerando as condições do terreno, é de salientar positivamente a inexistência de cartões, o que remete para a extrema correcção verificada entre as duas equipas. Destaque para a prestação de Hugo Rosa. Apesar de muitas vezes desacompanhado, deu sempre luta à defesa amarela. Nota positiva também para o meio campo do Mafra, nomeadamente para o capitão Ricardo Correia, grande pulmão.


O registo negativo vai para mais uma derrota do Real, a quarta consecutiva, que leva a equipa para um lugar de descida à 3ªDivisão. Decorrido um terço do campeonato, julgo ser altura de fazer um pequeno balanço.

MAIS – Bruno Fernandes, Eduardo Simões e Hugo Rosa são os únicos jogadores que alinharam nas dez primeira partidas do campeonato. Não surpreende. São claramente os jogadores indiscutíveis do plantel. Cada um deles merecedor de palcos mais mediáticos, emprestam qualidade à equipa. Dino e Diogo continuam a pautar as suas actuações com a regularidade já (re)conhecida, enquanto que os reforços Sabino, Kikas e Tiago Conceição já mostraram ser mais-valias para o plantel, apesar de Sabino parecer ainda procurar a sua melhor forma. Apesar das prestações globalmente positivas, os reforços Dani, Ivanir e Arroja têm demonstrado alguma irregularidade.

MENOS – seis expulsões em dez jogos não são um registo positivo. Se nos lembrarmos que uma foi por palavras (Ivanir), outra por incúria (Dani) e a de Friday por manifesta e inadmissível falta de controlo emocional, então a foto fica ainda mais negra. Jorge Amaral tem uma palavra a dizer (também) nesta vertente. Pela trajectória futebolística, esperar-se-ia bem mais de David Nuñez e Tiago Rente. Outra das desilusões tem sido Tigas. O criativo esquerdino tem sido pouco utiliazdo, apesar de ter alinhado em nove das dez partidas. No entanto parece desmotivado e lento. A propósito de lentidão, que dizer de Godinho, o jovem que tanto elogiei na época passada, ao serviço do Sacavenense. É certo que a 2ªDivisão não é a Divisão de Honra da AF Lisboa, mas quem viu Godinho a época passada, dificilmente o reconhece no jogador que parece sem vontade nem velocidade. Problemas físicos ? Certo é que as oportunidades se vão esgotando. Finalmente, os nigerianos Michael e Friday. Apesar de demonstrarem algumas características fundamentais para a prática da modalidade, parece faltar-lhes sentido posicional. As dificuldades de comunicação são ainda mais relevantes quato maior a necessidade do técnico intervir para corrigir posições.

A REVER – os jovens Henrique Gomes (cedido pelo Sporting) e Luizinho já demonstraram qualidades que merecem ser revistas.

Jorge Amaral terá de provar ter capacidade para orientar uma equipa com graves lacunas no centro do ataque. Por outro lado, terá de definir a sua linha defensiva, em que apenas Eduardo Simões e Tiago Conceição parecem indiscutíveis. No entanto, seria conveniente assumir se este joga no meio, ao lado de Eduardo Simões, ou na esquerda.

A minha aposta para o onze-base é:

Bruno Fernandes – Sabino, Eduardo Simões, Tiago Conceição, Ivanir – Dino, Diogo, Kikas e Tigas – Hugo Rosa e David Nuñez