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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Para recordar


29/12/12
Campo Pardal Monteiro
CA PÊRO PINHEIRO-REAL SC 3-2
Arb:Sérgio Pita (AF Portalegre)
P.Pinheiro-Ady; Maruca, Darry, Cláudio Jerónimo e João Domingos; Aguiar (Cap.), Saramago e Tununo; Diogo, Geraldino e Kiko
Tr.Hélder Ferreira
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho e Sérgio; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva

Logo a abrir, Tununo derruba Tomás que, de livre, remata colocado para boa defesa de Ady. O Real entrou no jogo em grande, conquistando vários cantos e obrigando Ady a mostrar-se. A primeira vez que o Pêro Pinheiro foi lá à frente, o central Darry desvia de cabeça à entrada da área, com a bola a sair muito ao lado (8'). Dois minutos depois, de um livre apontado por David Rosa, surgiu o primeiro golo do Real, apontado por Jibril, que desvia para as redes. A perder, a equipa da casa procura reagir. Aos 14', há um remate de Tununo muito por cima. No minuto seguinte, um lance insólito em que, após cinco toques de cabeça de cinco jogadores difrentes, a bola encontra Kiko que remata à barra. O jogo entrou então numa fase sem lances dignos de registo até que, entre os 24' e 27', cantos favoráveis ao Pêro Pinheiro originam alguma confusão na área do Real que a defesa forasteira acaba por resolver. Na resposta, dois lances consecutivos em que Ventura bate Maruca mas falha o cruzamento. Ao minuto 35, Jibril vê amarelo por jogo perigoso sobre Kiko. Até ao intervalo, o golo esteve perto de acontecer para o Real.

Aos 34', Ady salva o Pêro Pinheiro de sofrer o segundo golo num lance que começa numa perda de bola de Darry no miolo e que termina com um remate de Tomás para grande defesa do guardião da casa. Em cima do apito do árbitro para o intervalo, Darry derruba Tomás num lance semelhante ao que viu Jibril ser amarelado, mas o árbitro da AF Portalegre não foi da mesma opinião. Da marcação do livre resulta mais um milagre de Ady ao defender um remate de Tomás para o poste.

Para a segunda metade da partida, Hélder Ferreira opera duas alterações na sua equipa, trocando Cláudio Jerónimo e Diogo por Maniche e André. Logo a abrir, Kiko ganha algum espaço na área e tenta rematar à meia volta mas o remate sai ao lado. Este lance parecia demonstrar que a equipa da casa iria em busca do empate mas o Real não deixou e tinha o jogo controlado. No entanto, aos 56', o árbitro assinala a primeira das duas grandes penalidades a favor do Pêro Pinheiro.

As imagens não esclarecem e o árbitro até parece dirigir-se primeiro a Darry. Acaba por mostrar o cartão a Jibril e assinalar a marca de grande penalidade. O Real ficava com dez e poderia sofrer o golo do empate. Chamado a marcar, Saramago coloca do lado direito de André Martins que impede o empate.

João Silva é forçado a recompor a defesa. Para tal, troca Sérgio por Araújo. O futebol directo do Pêro Pinheiro acentuava-se cada vez mais. De um canto, surgiu perigo para a baliza do Real. Primeiro, num remate parado por David Rosa perto da linha de golo. Depois num cabeceamento de Darry que saíu por cima. Em novo lance de bola parada, André Martins não permite o desvio de Kiko na pequena área. Ao minuto 66, nova substituição na equipa da casa, com a saída de Aguiar para a entrada de Abiud. Seis minutos depois, era o Real a aumentar a vantagem. Excelente passe de David Rosa que isola Tomás. Este, perante a saída de Ady, coloca para as redes fazendo o 0-2.

Pouco depois do reatamento, Ventura sai para a entrada de Ladeiras. A intenção seria a de privilegiar a posse de bola. Quanto menos posse de bola tivesse o Pêro Pinheiro, menos bolas bombeadas seriam colocadas na área do Real. Nada disto aconteceu.

Ainda assim, os dois golos de vantagem do Real persistiram até ao minuto 83. Maruca cai num lance com Tomás em que não parece existir falta e, do livre resulta o primeiro golo do Pêro Pinheiro, com Darry a cabecear sem oposição. Cinco minutos depois, João Silva opera a última alteração, trocando Tomás por Rui Loures. No recomeço partida surge o 2-2, num lance bem exemplificativo da forma de jogar do Pêro Pinheiro.

Saramago recebe a bola de Ady e progride sem qualquer oposição. Ultrapassa a linha que divide as duas metades do terreno de jogo e coloca a bola na área onde Darry chega à bola antes de André Martins e faz o empate.

Sérgio Pita concede 4' de compensação. No recomeço (novamente...), Saramago cruza para a área e a bola bate no braço direito de Bernardo Ribolhos. Como há muito se sabe, estes lances estão cada vez mais dependentes do critério do árbitro. Coerente com as decisões caseiras do segundo tempo, Sérgio Pita volta a apontar a marca de grande penalidade. Kiko aponta para o lado esquerdo de André Martins e coloca o Pêro Pinheiro em vantagem no marcador.

A partir daí, só houve tempo para os jogadores da casa perderem... tempo. Mesmo antes do apito final, Pratas ainda fura à entrada da área mas remata fraco e à figura do guardião da casa.

O Real acaba por sair derrotado de um jogo em que esteve a vencer durante 79 minutos. Os livros dizem que isso não pode simplesmente acontecer, mas os livros são os livros. Uma coisa é certa, há algumas equipas da Série E que jogam um futebol bem característico dos Distritais, usando e abusando do futebol directo. Por outro lado, a gestão dos tempos de jogo quando em vantagem é dos livros. O Pêro Pinheiro é exemplo evidente desse tipo de jogo. Goste-se ou não, é mesmo assim. Na verdade, não há muitas equipas assim. Até as equipas do Cartaxo e do Peniche procuram jogar um futebol mais trabalhado. Pessoalmente, sou daqueles que prefere perder sem manha do que vencer com manha, perder a tratar bem a bola do que ganhar a maltratar a coitada. Cabe a cada equipa perceber que preferências tem a este nível e assumi-las dentro de campo.

+
André Martins - é verdade que o jovem guardião formado no Sporting já comprometeu em alguns jogos desde que representa o Real. Daí que não surpreenda alguma intranquilidade que, de quando em vez, apresenta. Não só por isso, mas também por isso, destaco a sua exibição no passado sábado. Muito para além do penalty que defendeu, revelou segurança mesmo quando a sua área foi atingida de forma intensiva pela artilharia pesada do Pêro Pinheiro. O lance do 2-2 não retira brilho à exibição. A manter.

-
Uma arbitragem de nível bem aceitável no primeiro tempo transformou-se após o intervalo. A partir daí, saíu tudo à casa. Mesmo em termos disciplinares. Até as arbitragens se vão ajustando à realidade do futebol português 2013/14. Oxalá me engane.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Empatas

A primeira jornada da Série E da 3ªDivisão colocou frente a frente duas equipas que se encontraram na última ronda da época passada.

2/9/2012
Arb: Sandro Soares (AF Leiria)
REAL SC-João Ascenso; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Mota, Tino e Caramelo
Tr. João Silva

CA PERO PINHEIRO-Pescadinha; Fábio Graça, Cláudio Jerónimo, Darry e César; Aguiar (cap.), Saramago e Fernandes; Diogo, Geraldino e Abiud
Tr. Hélder Ferreira

A equipa visitante foi a primeira a chegar à frente, tendo conquistado dois cantos nos primeiros momentos de jogo. O primeiro quarto de hora foi francamente fraco de parte a parte. Aos 26', Mota remata por cima. O Pero Pinheiro respondeu por Saramago e Geraldino mas sem criar perigo para João Ascenso. Ainda assim, o Pero Pinheiro estava mais tempo no meio campo do Real. Aos 35', o central Cláudio Jerónimo desvia de cabeça ao lado um livre apontado por César.
Para o segundo tempo, nenhum dos técnicos fez qualquer substituição. O jogo foi mantendo a mesma toada, valendo essencialmente pelos últimos quinze minutos. Aos 72', Ventura aponta um canto em que a bola ainda bate no poste para, na resposta, o Pero Pinheiro levar algum perigo à outra área. Três minutos depois,  Saramago assiste de cabeça para a marca de grande penalidade, onde surge Geraldino que não perdoa. O empate que se ajustava esta desfeito e constituía um desafio à jovem equipa do Real. Esta respondeu bem e, cinco minutos depois, Jibril coloca a bola nas redes numa bola cruzada já depois de ultrapassada a linha de fundo. O empate surgiria já em cima do último minuto do tempo regulamentar. Primeiro, Pratas cabeceou à barra. Do canto que se seguiu, a bola cruzada por Rui Loures vai ter com o jovem ex-Sacavenense que fez o empate. O resultado final foi o empate a um golo, num jogo fraco em que a melhor equipa em campo foi chefiada pelo árbitro Sandro Soares (AF Leiria).

Para além do árbitro, destaco pela positiva o miolo do Pero Pinheiro, em que os experientes Aguiar e Saramago deram muito trabalho a Bernardo e Paulinho. Da parte do Real, o processo ofensivo depende muito da criatividade de Ladeiras. Tino mostra pormenores que justificam ter andado por clubes com maiores aspirações do que o Real actual.

sábado, 2 de junho de 2012

Fim de estação

27/5/2012
REAL SC-CA PERO PINHEIRO 1-2
Arb:João Pereira (AF Beja)
Real-André Martins; Bino, Job, Bruno Lourenço e Jibril; Dino (cap.), Tiago Gonçalves e Michael (Amar 65'); João Paulo (Luís Carlos 60'), Alcides (Hugo Dias 75') e Mota
Tr.João Silva
Pero Pinheiro-Petrony; Serginho, Luís Freitas, Runa (cap.) e Fábio Graça; Topê, Rui Janota e Geraldino (Américo 86'); Kiko (Pavel 73'), Carlos Gomes (Hélder Caminho 45') e Nuno Almeida
Tr.Rui Paulo Janota

O último jogo da época foi aproveitado pelos técnicos para colocar em jogo alguns dos jogadores menos utilizados. Já sem nada para decidir, Real e Pero Pinheiro fizeram por vencer. No primeiro tempo viu-se mais Real. O primeiro sinal de perigo surgiu de um remate de Dino de longe e à figura de Petrony. Aos 20', contra ataque com Michael a colocar em João Paulo na esquerda e com este a cruzar para o desvio de Mota sair por cima. O golo parecia próximo e surgiria à passagem do minuto 33. O júnior Mota coloca a bola na área na marcação de um livre. Esta é desviada por Tiago Gonçalves de cabeça, sobra para Bruno Lourenço e finalmente para Dino fazer o golo do Real. O melhor que o Pero Pinheiro conseguiu no primeiro tempo foi um cabeceamento de Nuno Almeida à figura de André Martins (40'). Ainda antes do intervalo, foi Kiko a rematar para defesa fácil do guardião do Real.


Para a segunda metade, Rui Paulo Janota trocava o desinspirado Carlos Gomes por Hélder Caminho. Aos 48', Geraldino isola-se num contra-ataque mas não consegue bater a mancha de André Martins. Dois minutos depois, Job alivia de cabeça um cruzamento mas a bola bate em Bruno Lourenço e fica à mercê de Nuno Almeida que empata a partida. Os minutos que se seguiram foram algo incaracterísticos, com muitos passes errados dos jogadores do Real. Ainda assim, a equipa da casa está perto do golo num livre de Mota, com cabeçada de Bruno Lourenço que Jibril desvia por cima.

Aos 74', Hélder Caminho ganha as costas a Bino e remata cruzado para defesa de recurso de André Martins. A bola ainda fica na área até ser afastada pelo capitão Dino. Quatro minutos depois, Jibril e Bruno Lourenço quase desviam um livre marcado por Mota. De seguida, Pavel ganha de cabeça na área mas cabeceia à figura de André Martins. O jogo estava muito dividido mas sem que se registassem lances de grande perigo para as defesas. Aos 86', assinala-se o regresso de Américo, jogador que esteve muito tempo lesionado e que entrou para o lugar de Geraldino. No minuto seguinte, canto marcado por Fábio Graça, Topê salta com Tiago Gonçalves mas é o médio do Real que desvia a bola para dentro das redes. A três minutos do final do tempo regulamentar, o Pero Pinheiro alcançava a vitória, através de dois golos extremamente felizes.


Para além do referido regresso de Américo, os destaques positivos vão para a arbitragem de João Pereira. O árbitro da AF Beja teve uma actuação personalizada, num jogo que não foi difícil de arbitrar. Só é pena que arbitragens destas tenham sido excepção ao longo da época. Quanto aos jogadores em campo, destaco os jovens Mota e Job. O extremo é daqueles jogadores de baixa estatura, mas de elevada valia técnica e rápido. Tem tudo para singrar. Com o tempo, dominará melhor os tempos de jogo, nomeadamente o momento mais adequado para soltar a bola. Quanto ao central, apesar da altura, aparenta alguma fragilidade física que compensa com o empenho com que disputa cada lance. Neste aspecto, foi dos melhores em campo, apesar do lance que deu origem ao primeiro golo do Pero Pinheiro.

A época 2011/12 da 3ªDivisão terminou. 2012/13 será a ultima e promete ser bizarra, devido às alterações anunciadas nos quadros competitivos. Cá estaremos para acompanhar o que se irá passar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Pero Pinheiro vence Real

O início da segunda volta da primeira fase da Série E da 3ªDivisão Nacional tinha agendado um Pero Pinheiro–Real. No passado Domingo, as equipas alinharam de início desta forma:




P.Pinheiro-Marco Pinto; Fábio Graça, Luís Freitas, Topê e Kadu; Miguel, Serginho e Rui Janota; Geraldino, Hélder Caminho e Nuno Almeida. Tr. Rui Paulo




Real-André Martins; Miguel Gonçalves, Bruno Lourenço, Dino e Wilson; Kikas, Michael e Ladeiras; Luís Carlos, João Paulo e Alcides. Tr. José Marcos




O jogo foi dividido durante a primeira parte, mas sem grandes oportunidades de golo. O primeiro remate à baliza surgiu apenas aos 11’ de jogo com Michael a rematar ao lado. De seguida, é Ladeiras que imita o seu colega de equipa. Aos 18’, Nuno Almeida está perto do golo numa cabeçada. A maior experiência da equipa da casa mostrava que não precisava de muitas oportunidades para criar perigo. Aos 20’, novo remate de Michael, desta vez à figura. Nove minutos depois, o estreante João Paulo (ex-Carregado) tem a melhor chance de golo para o Real. Aos 33’, Rui Paulo mexe na equipa. Sai Fábio Graça e entra Luís Vaz. Serginho toma o lugar de lateral direito e Luís Vaz reforça o miolo. Logo a seguir, Michael tem nova oportunidade sem sucesso. Quatro minutos depois, Nuno Almeida remata para defesa de André Martins. O jogo estava algo partido. Ainda antes deo intervalo, há dois lances de algum perigo, um em cada uma das áreas. Primeiro é Nuno Almeida, que após perda de bola comprometedora na defesa do Real, remata ao lado. Depois é Alcides que tenta o golo num pontapé de bicicleta. O jogo chegava ao intervalo muito equilibrado e com o resultado em branco. Para a segunda parte, Rui Paulo faz a segunda substituição, trocando Hélder Caminho por Carlos Gomes.




A segunda metade não poderia ter começado melhor para a equipa da casa. Aos 48’, num lance em que Nuno Almeida sai de posição duvidosa, um chapéu a André Martins faz o que seria o único golo da partida. A equipa do Real sentiu o golo e, aos 55’, após mais uma falha defensiva, Rui Janota remata por cima. Logo depois, José Marcos mexe na equipa, saindo Luís Carlos para a entrada do jovem Rodrigo. O Real apostava em chegar ao empate mas é o Pero Pinheiro que está próximo do 2-0 num contra-ataque. Diga-se que, a partir do momento em que chegou ao golo, a equipa da casa se resumiu ao contra-ataque. Ainda assim, não voltaria a criar qualquer perigo até ao final do jogo. As oportunidades de golo para o Real foram surgindo, ora por Alcides, ora por Rodrigo ou Michael. Aos 89’, Rodrigo coloca a bola nas redes mas o árbitro auxiliar assinala fora-de-jogo, num lance semelhante ao que deu o golo do Pero Pinheiro.






O Real voltou a perder após a derrota em Alcochete, num jogo com reminiscências dos primeiros jogos da época. A equipa criou oportunidades para vencer e acabou por sair derrotada. A segunda volta reserva ainda seis jogos em casa e apenas quatro deslocações, pelo que a equipa tem todas as condições para assegurar um lugar entre os seis primeiros.




Durante a semana, por motivos pessoais, José Marcos abandonou o comando técnico do Real. Não conheço pessoalmente o agora ex-técnico do Real. No entanto, e já o referi aqui, fui-me habituando a respeitar a sua postura perante o futebol. Desejo-lhe que tenha melhor sorte do que aquela que teve ao serviço do Real e que os motivos que o levaram a sair do clube se resolvam da melhor forma possível.




Para o lugar de José Marcos, vai agora João Silva que acumulará funções com a de responsável técnico da equipa júnior. Conhecedor de grande parte dos atletas que compõem o plantel, seja como técnico ou como adversário, João Silva irá encontrar o seu irmão Luís, técnico do Sacavenense.

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais Pero Pinheiro-Porto


Muito se falou sobre a eliminatória Pero Pinheiro-FC Porto. Aqui deixo algumas curiosidades adicionais:



- Geovanny Campos, irmão mais velho de Djalma, foi treinado por Rui Janota no Igreja Nova, na época 2009/10. Desse plantel faziam parte os actuais jogadores do Pero Pinheiro Runa, Kadu, Rui Janota e Serginho;



- Na época passada, Cláudio Oeiras terminou a sua carreira ao serviço do Pero Pinheiro. O antigo avançado fez História no antigo Estádio das Antas, ao serviço do Torreense, numa eliminatória da Taça de Portugal;



- O Pero Pinheiro nunca sofrera tantos golos num jogo da Taça. Por outro lado, foi a quinta vez que o FC Porto venceu uma partida da Taça de Portugal por 8-0, mas a primeira fora de casa. Nas outras quatro ocasiões, os adversários foram Anadia, Lusitânia dos Açores, Alba e Valonguense. Nessas épocas, o clube azul e branco venceu a prova em duas ocasiões, tendo sido Campeão Nacional apenas na época em que goleou o Valonguense (1997/98). Foi a primeira vez que um jogador do FC Porto apontou quatro golos numa vitória por 8-0. Nas outras ocasiões, o máximo fôra atingido por Lemos, que fez três dos oito golos com que o Anadia foi presenteado em 1971/72.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empate com dedo do árbitro

4/9/2011 – 3ªDivisão Nacional – Série E – 1ªJornada



REAL – PERO PINHEIRO 1-1



Arb: Aurélio Afonso (AF Lisboa)



REAL SC – André Martins; Miguel Gonçalves, Dino, Job e Wilson; Amar, Kikas e Michael; Hugo Dias, Luís Carlos e Hélder Monteiro



Tr. José Marcos




CA PERO PINHEIRO – Marco Pinto; Cadu, Runa, Topê e Serginho; Geraldino, Aguiar, Micael e Rui Janota; Nuno Almeida e Carolo



Tr. Rui Janota





A jornada inaugural da Série da 3ªDivisão agendou a deslocação do promovido Pero Pinheiro ao terreno do despromovido Real. A equipa da casa, muito renovada, entrou em campo com cinco reforços, um ex-júnior e o regressado Miguel Gonçalves. O Real entrou forte no jogo e podia ter marcado nos primeiros minutos, nomeadamente num lance em que Hugo Dias cruza para Luís Carlos cabecear ao poste.






Ao oitavo minuto de jogo, a equipa do Real chegava ao golo com alguma naturalidade, através de Amar. O Pero Pinheiro demorava a entrar no jogo e o seu primeiro remate surgiu apenas aos 16’. Pouco depois, Marco Pinto defendeu à segunda um livre apontado pelo capitão Dino. Os vinte minutos seguintes só registarm a amostragem de três cartões amarelos a jogadores da equipa da casa, com o árbitro a começar a apresentar uma indisfarçável dualidade de critérios. No minuto 42’, uma mão assinalada a Hélder Monteiro coloca Rui Janota para a marcação do livre. Do cruzamento para a área resulta o empate por Nuno Almeida. O avançado ex-Ass.Charneca que já jogou no Real, roda bem na área e bate André Martins, após saír de posição duvidosa.






Ao intervalo, Rui Janota trocou Micael por Luís Vaz. O Real voltou a entrar melhor no segundo tempo. Logo aos 47’, Miguel Gonçalves conclui um bom lance de ataque rematando para defesa de Marco Pinto. Sete minutos depois, José Marcos troca Hugo Dias por Mota. A toada do jogo estava então dividida, mas sem haver perigo nas áreas. Aos 58’, André Martins defende um livre marcado por Cadu.





Entretanto, o árbitro teve tempo para mostrar mais três cartões a jogadores do Real. Aos 66’, após bom lance de Hélder Monteiro, Amar remata por cima. Sai para entrar Rodrigo. A técnica do jovem Rodrigo mexeu um pouco no jogo, mesmo quando o Real se viu reduzido a dez após Wilson ver o segundo amarelo aos 85’.






A jovem equipa do Real buscou sempre a vitória que esteve perto de alcançar. Aos 87’, Marco Pinto abalroa Rodrigo na área, não deixando alternativa ao árbitro senão assinalar a marca de grande penalidade.






Chamado a marcar, Kikas permite a defesa de Marco Pinto.






Já em período de compensação, o árbitro deixou passar outro lance para castigo máximo. A bola é colocada na área do Pero Pinheiro onde Alcides procura recepcionar sendo derrubado por Luís Vaz. O árbitro mandou seguir.




Num jogo que o Real poderia e deveria ter ganho, o árbitro Aurélio Afonso (AF Lisboa) conseguiu mostrar sete cartões amarelos a jogadores do Real até aos 76’ de jogo. No mesmo período, nenhum jogador do Pero Pinheiro foi admoestado! É obra. Confesso que não me lembro de alguma vez ter assistido a algo assim, mesmo em jogos marcados por um desequilíbrio evidente, o que nem foi o caso desta partida. Não quero retirar daqui quaisquer ilacções mas que foi bizarro, isso foi. Neste contexto, a expulsão de algum dos jogadores do Real era expectável. Acabou por ser Wilson. Isso não impediu o Real de continuar a lutar pela vitória. Só não o conseguiu devido à ineficiência de Kikas na marcação do penalty e do próprio árbitro por fazer vista grossa a outro lance merecedor do mesmo castigo. Quanto à equipa do Pero Pinheiro, diga-se que manteve a espinha dorsal da época passada, apesar da perda das torres da frente. Cláudio Oeiras e Mix saíram e deram lugar a Carolo e Nuno Almeida, jogadores bem diferentes das duas torres. Em teoria, para o futebol jogado na 3ªDivisão, talvez fizesse mais sentido ter mantido uma das duas torres. Carolo e Nuno Almeida são dois jogadores muito parecidos, daí que pouco complementares. A ver vamos como corre a época de regresso do Pero Pinheiro aos Nacionais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem não se sente

Há um ditado que diz "Quem não se sente, não é filho de boa gente". Penso neste ditado quando releio os comunicados da Direcção do Clube Atlético Pero Pinheiro (CAPP) durante as últimas semanas. Perante acusações de favorecimento e daquilo a que chamam "campanha difamatória do Presidente do Futebol Benfica", qual a reacção da Direcção do CAPP ? Sugerir a leitura dos acórdãos, garantir confiar nos órgãos da AF Lisboa e congratular-se pelas decisões unânimes dos mesmos. Parece-me pouco. Se a razão está do seu lado, haveria que responder ponto-a-ponto a cada um dos factos tornados públicos. Nada disso aconteceu. O comunicado de dia 16 do corrente até aproveita para enviar "votos de felicidades a todos os filiados na AF Lisboa para a época 2011/12". Reacção aos factos ? Nenhuma. Decisões polémicas, desde que unânimes, deixam de o ser ? Este aspecto faz-me lembrar outro ditado - "À Mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer". Aqui ficam os comunicados a que me refiro.











domingo, 17 de julho de 2011

A Justiça que temos

1 - Repito o que já escrevi. Gosto demasiado de futebol para falar de arbitragens. As minhas arbitragens preferidas são aquelas de que, no final do jogo, se diz apenas “não se deu pelo árbitro”. É sinal de que a intervenção do árbitro foi a que deve ser e não mais do que isso. Ainda assim, quem assiste a um jogo de futebol, sabe que inadvertidamente (ou não), os árbitros podem influenciar os resultados deportivos. É pena mas é uma evidência. Ainda ontem, o jogador uruguaio que fez o golo da sua Selecção poderia já não estar em campo, caso o árbitro tivesse sido rigoroso num lance no início da partida. Raras são as vezes em que erros de arbitragem resultam em repetições de jogos, mas são frequentes as situações em que se recorre à chamada “justiça desportiva”. A maior parte das vezes está em causa o castigo de um atleta e pouco mais. A época 2010/11 fica marcada por polémicas decisões de secretaria que adulteraram os resultados de um Campeonato.

2 – Fez agora três anos que o sempre polémico Bastonário da Ordem dos Advogados fez declarações em que comparava o comportamento dos magistrados com aquele dos agentes da PIDE. Explicava que, em muitos casos, o que lhes falta em humildade, sobra em autoridade, criticando o que chamou de "sistema de gestão autocrática dos tribunais" assente "numa só pessoa", um dos juízes. Deixava claro que “Não é nas leis que está o mal da administração da justiça” mas sim em quem as interpreta. “Um bom magistrado faz boa Justiça mesmo com más leis e até sem ela”.

3 – A justiça desportiva é, supostamente, algo de aplicação simples. Existe um regulamento disciplinar, sendo apenas necessário aplicá-lo. Um dos factores essenciais da justiça é aplicar penas equivalentes a infracções equivalentes. Se na justiça civil essa equivalência levanta imensas questões, no Futebol essa dificuldade é bem menor. Ou deveria ser.

4 – O Conselho de Disciplina da AF Lisboa atribuiu pena de derrota a ambos os clubes no jogo Linda-a-Velha-Futebol Benfica, assim como a pena de derrota à Alta de Lisboa na deslocação ao Campo Pardal Monteiro, em Pero Pinheiro. Para tal discrepância, os meretíssimos tiveram de justificar-se com base numa suposta invasão de campo por parte de adeptos da Alta de Lisboa.

5 – Não assisti a nenhuma das duas partidas, pelo que me limito a referir aquilo que são factos, tanto os que constam nos Processos, como os assumidos pelos intervenientes e disponíveis na blogosfera:

Facto 1 – Os dois jogos não chegaram ao seu término devido a distúrbios entre elementos das equipas;

Facto 2 – O jogo Linda-a-Velha–Futebol Benfica durou 36 minutos e o resultado era 0-0;

Facto 3 – O jogo Pêro Pinheiro–Alta de Lisboa terminou quando faltava jogar apenas um minuto do período de compensação dado pelo árbitro e o resultado era 1-1;

Facto 4 – O Relatório do árbitro João Filipe Malheiro Pinto faz alusão a uma “invasão” nestes termos: “Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas”;

Facto 5 – No depoimento ao inquiridor, o árbitro refere mesmo que “se tem conseguido retirar do local o jogador nº 22 do P Pinheiro as coisas teriam ficado por ali e nada disto se teria passado mas infelizmente apesar dos seus esforços não conseguiu os seus intentos e o jogador acabou por estar na origem dos confrontos que se seguiram”;

Facto 6 – O árbitro terá informado o comandante da força policial de que faltava cerca de um minuto para o fim do jogo, o que não alterou a posição do militar da GNR que alegava não poder garantir as condições mínimas de segurança;

Facto 7 – O Acordão do CD da AFL, resultante da reunião de 8 de Junho, refere que “três adeptos do Clube Arguido, União Desportiva Alta de Lisboa, invadiram o terreno de jogo, com o propósito de neles, também participarem.”;

Facto 8 – O comandante da força da GNR presente no Campo de Jogos escreveu no Relatório de Ocorrências em Recintos Desportivos que “devido à invasão de campo e à desordem provocada pelos jogadores/dirigentes, foi necessário pedir reforço policial. Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram rectângulo jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para esse efeito”;

Facto 9 – Mais de duas semanas depois, inquirido no âmbito do processo desportivo, o mesmo elemento da GNR refere que “o factor determinante para basear a sua conclusão de que não havia condições de segurança para que o jogo prosseguisse, foi a invasão do terreno de jogo por parte de três adeptos do Alta de Lisboa dos quais um deles nunca chegou a ser identificado ao contrário dos outros dois que o foram e cujos sinais constam do relatório policial que elaboraram.”;

Facto 10 – Os elementos “invasores” identificados pela GNR eram jogadores do Alta de Lisboa – Saraiva e China;

Facto 11 – O relator do processo (Nuno Lobo) é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Sintra;

Facto 12 –Pero Pinheiro é uma freguesia do concelho de Sintra, sendo o Clube Atlético Pero Pinheiro, o seu clube mais representativo;

Facto 13 – Se a deliberação sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa tivesse sido idêntica à do Linda-a-Velha-Futebol Benfica, a classificação final da Divisão de Honra da AFL seria: 1º Futebol Benfica (subiria à 3ªDivisão Nacional), 2º Loures (poderia subir à 3ªDivisão Nacional no caso de surgir uma vaga por desistência) e 3º Pero Pinheiro (disputaria a edição 2011/12 da Divisão de Honra da AFL);

Facto 14 – Não sou adepto de nenhum dos cinco clubes referidos nos pontos anteriores;

Facto 15 – Sou adepto de Futebol e prezo a Liberdade e a Justiça, sabendo que uma sem a outra de pouco vale;

6 – Se algum dos pontos que enumerei e classifiquei de “factos” faltarem à verdade, eaqui espero os reparos que se justifiquem. Uma coisa é certa. Num Mundo em que o Poder mudou vertiginosamente, em que “mercados” e agências de notação ditam mais que Governos eleitos, a Democracia deve sobrepôr-se à Economia e não o inverso. Vivemos tempos em que a luta contra as arbitrariedades dos diversos poderes se torna crucial, sejam elas na Política, na Economia ou no Futebol.

7 - No Futebol, a Justiça deverá estar ao serviço do jogo jogado nas quatro linhas e não adulterar aquele que (ainda) é o jogo mais fascinante do planeta.

sábado, 18 de junho de 2011

Confusão de Honra






Joga-se este Domingo a penúltima jornada da Divisão de Honra da AF Lisboa (AFL). O campeonato esteve parado devido aos processos relativos aos jogos Linda-a-Velha-Fut.Benfica e Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, disputados a 17/4 e 15/5 respectivamente. Após cerca de um mês para deliberar sobre cada uma das partidas, a AFL atribuíu derrotas a ambos os clubes no primeiro caso, mas não fez o mesmo em relação ao segundo, mantendo-se o resultado – 1-1. O site da AFL apresenta uma classificação oficiosa que não contempla a decisão do primeiro e considera um resultado de 0-1 no segundo, o que aumenta a confusão. Assumindo tratar-se de um erro, entramos para as duas últimas jornadas com quatro clubes a disputar uma (ou duas) vagas na 3ªDivisão Nacional. Apesar de só se falar em dois deles, Loures e até mesmo o Vilafranquense, ainda têm chances de lutar pelo primeiro posto. A disputa entre Pero Pinheiro e Futebol Benfica há muito que deixou as quatro linhas e joga-se também em comunicados das respectivas direcções, para além de muito debate na blogosfera. Muito do que aconteceu nestas últimas semanas deixa um sabor amargo nesta prova baptizada em sinal do Centenário da AFL. Ainda assim, e pela positiva, destaco a forma correcta como Américo, atleta do Pero Pinheiro, e o carismático Presidente do Futebol Benfica, Domingos Estanislau, trocaram ideias no blog deste. Falando apenas de futebol, e assumindo apenas uma vaga para a subida, refira-se que o Vilafranquense necessita de vencer os seus dois jogos e esperar que Futebol Benfica e Pero Pinheiro não pontuem em nenhuma das suas partidas. Tarefa quase impossível, digo eu. Quanto ao Loures, a situação é diferente. Para começar, tem vantagem no confronto directo com os dois contendores. Por outro lado, dista apenas três pontos do duo da frente, o que significa que poderá haver esperanças para o clube de amarelo. Ainda assim, o favoritismo vai para os agora rivais Futebol Benfica e Pero Pinheiro. Neste momento, as equipas têm ambas 56 pontos. Em caso de empate pontual no fim da prova, a vantagem resultará da diferença entre golos marcados e sofridos, dado que no confronto directo, o empate foi total, com ambos a vencer o seu adversário em casa pelo mesmo resultado. Neste aspecto, a vantagem vai para a equipa de Pero Pinheiro, mas por apenas dois golos, o que aumenta ainda mais a expectativa para os últimos jogos. Será curioso verificar o papel desempenhado pelas equipas que lutam pela manutenção (Tires, Montelavarenses e Ericeirense) e as restantes que já nada têm a ganhar ou perder, em termos de subidas e descidas, mas que já estariam de Férias, não fôra toda esta confusão. Aqui fica a lista de jogos a não perder. Amanhã: Loures-Montelavarenses, Pero Pinheiro-Vialonga, Futebol Benfica-Tires e Vilafranquense-Alta de Lisboa. Na 5ªFeira é Feriado e jogar-se-á a última jornada: Linda-a-Velha-Loures, Ponterrolense-Futebol Benfica, Lourinhanense-Pero Pinheiro e Lourel-Vilafranquense.


Para terminar, julgo ser pertinente abordar um aspecto que ainda não vi referido. Desde o início da época que está agendada a Final da Super Taça da AFL. A prova mais recente no calendário do futebol lisboeta conta com as presenças do Campeão da Divisão de Honra e o vencedor da Taça da AFL. Ora, o FC Alverca está a aguardar o seu opositor desde dia 29 de Maio, data em que disputou a Final da 1ªDivisão. No caso de não ter vencido a sua Série da 1ªDivisão, os atletas do Alverca estariam sem jogar desde 15 de Maio, data da última jornada da fase regular do Campeonato. Não tenho informação nenhuma sobre a data em que se realizará a Super Taça. Se alguém souber que diga. Imagino que o Alverca agradeça. E eu também.

terça-feira, 8 de março de 2011

Pero Pinheiro não passa no Cacém



Há equipas que, pela mais-valia dos seus plantéis, deveriam dominar os campeonatos sem sombra para dúvidas. Deveria ser o caso do Pero Pinheiro mas não é. Composto por jogadores com experiência nos campeonatos nacionais, o Pero Pinheiro deslocou-se ao Cacém no passado Sábado, para defrontar a jovem equipa do Atlético local.


Os onzes:

CACÉM-Pedro Silva; Fogeiro, Ricardão, Sousa, João Correia; Diogo Nogueira, Tiago Nogueira, Seminário; Taveira, Franclim e Abiud


PERO PINHEIRO-Ferro; Rochinha, Runa, Filipe Martins e Cadu; Afonso, Aguiar e Rui Janota; Hélder Costa, Mix e Cláudio Oeiras


Momentos:


8’ – Franclim cruza da direita para o desvio de Abiud, ao lado da baliza de Ferro. Era o primeiro sinal de perigo do Cacém.


13’ – Mix salta mais alto do que os centrais locais e faz o 0-1.


21’ – Livre da direita, marcado por Seminário, com a bola a cruzar a pequena área sem que ninguém lhe toque.


25’ – Ricardão remata de fora da área. Ferro efectua uma defesa de recurso.


33’ – Mais uma jogada pela direita, com Taveira a desviar para a baliza o cruzamento de Fogeiro (1-1).


57’ – Contra-ataque do Cacém concluído por Taveira com um remate em arco por cima da baliza de Ferro.


61’ – Excelente remate em rotação de Abiud. É de fora da área que o Cacém vira o marcador (2-1).


74’ – Livre de Mix à base do poste esquerdo da baliza de Pedro Silva.


86’ – No mesmo lance, Runa e Cláudio Oeiras acertam na trave.

89’ – Runa iguala num pontapé de ressaca de fora da área (2-2).

90’+1 – Cláudio Oeiras coloca a bola na baliza, mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Aparentemente mal. '>Veja o vídeo.


90’+4 – Cissé isola-se, sendo travado por Cadu, que recebe ordem de expulsão. Na marcação do livre, Ricardão põe à prova Ferro que responde à altura.


O jogo terminou com um empate a duas bolas e com os jogadores do Pero Pinheiro a pedir satisfações à equipa de arbitragem. A reduzida presença das autoridades (contei três elementos da PSP) levou ao pedido de reforços. Decisão aceitável, considerando os protestos veementes dos visitantes. Inesperado foi o que se assistiu minutos depois. Em ritmo acelerado, deram entrada no Campo Joaquim Vieira três viaturas da PSP, entre as quais uma carrinha, de onde saíram elementos do SIR, de shotguns em punho! Foram chamados a “repôr a ordem pública” como me referiu o agente que interpelei. Se a ordem pública é ter uma dúzia de agentes policiais armados até aos dentes a proteger uma equipa de arbitragem das “bocas” de uma equipa de futebol. Enfim...


Voltando ao jogo, o Pero Pinheiro queixa-se da arbitragem mas deveria queixar-se de si mesmo. Uma equipa com jogadores da qualidade de Filipe Martins, Cláudio Oeiras, Mix e ca. deveria fazer bem melhor. É verdade que a segunda parte foi dominada pelos homens de vermelho e branco. Mas assistir aos jogos desta equipa do Pero Pinheiro fico sempre com a sensação de que os jogadores alinham com alguma sobranceria, cientes da sua superioridade. Mas esta nem sempre se reflecte no reusltado, como foi o caso.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em primeiro


Sacavenense-Ginja; Tiago, Rogério, André (Pina 45') e Perdigão; Armindo, Jorginho e Marocas; Baptista (Vilela 45'), Godinho (Bandeira 89') e Cláudio (Tera 89')

Tr. Luís Silva


Pero Pinheiro-Ferro; Maruca, Nascimento (Kiko 72'), Américo e João Anjos; Aguiar, Adilson (Ricardo Bento 57'), Rodrigo e Rui Figueiredo (Serrinha 57'); Marcos e Mix

Tr. Paulinho



Há anos que não ía ao Estádio do Sacavenense. Perante o bilhete 'Geral', perguntaram-me se tinha algo a 'ver com o Sacavenense'. Respondi que não era de nenhum dos clubes, pelo que me deixaram entrar para junto dos adeptos da casa. O adversário era a sempre complicada equipa do Pero Pinheiro. Colocada a meio da tabela, a matemática ainda permitia aos visitantes sonhar. O jogo até começou melhor para o P.Pinheiro que, aos 23 minutos, protagonizou a primeira jogada com relativo perigo. Após contra-ataque conduzido por Mix, Marcos desviou por cima. A partir daqui, os lances perigosos pertenceram por inteiro ao Sacavenense.


Aos 33’, Armindo quase surpreendeu Ferro num remate de fora da área. Sete minutos depois, Baptista falhou o chapéu a Ferro, quando estava isolado. A dois minutos do intervalo, Nascimento (central do Pero Pinheiro) viu o cartão amarelo num lance em que atinge Godinho na face. Nos lances disputados com Godinho, o central teve sempre uma postura intimidatória. No minuto seguinte, Marocas foi expulso por acumulação de amarelos. Num jogo em que o Pero Pinheiro jogava ainda a hipótese de se aproximar do duo da frente, tudo parecia conjugar-se nesse sentido. No entanto, a equipa do Sacavenense regressou do intervalo fortalecida pelo sonho da subida. As oportunidades foram surgindo. Aos 56’, Cláudio desperdiça, cabeceando ao lado após cruzamento de Rogério do lado esquerdo. Aos 60’, Cláudio volta a cabecear sem acerto. Cinco minutos depois, Tiago faz o único golo do jogo num remate de ressaca à entrada da área.

A partir daí, o Pero Pinheiro procurou reagir sem, no entanto, criar perigo para a baliza de Ginja. A quatro minutos do fim, foi mesmo Godinho que desperdiçou o 2-0 quando, isolado, rematou à figura de Ferro. A resposta sacavenense perante a inferioridade numérica foi tal que, em diversos momentos, parecia ser o visitante a alinhar com dez elementos.

Com a derrota do Lourel em Ponte de Rol, a equipa orientada por Luís Silva chegava ao primeiro lugar. Ontem, os dois primeiros venceram, pelo que a luta pela subida continua.

domingo, 18 de outubro de 2009

Último vence Líder em Lourel

O Pero Pinheiro começou a época assumindo a candidatura à subida de divisão. À 4ªJornada, com apenas um ponto conquistado, troca de treinador. Sai Pedro Abranja e entra Paulinho.

O antigo central de Estoril, Nacional, Benfica e Est.Amadora, acabou a época transacta no banco d’”O Elvas”. A estreia estava marcada para o terreno do Lourel. Ao invés do seu adversário, os leões sintrenses haviam descido de divisão, sendo repescados após a “subida administrativa” do Tojal. Aspirações tão distintas quanto os inícios de época. Às primeiras quatro jornadas corresponderam quatro vitórias e o primeiro posto da tabela.

LOUREL – Tiago Monteiro; Barroso, Hélder, Simão e Edgar; Augusto, Zezinho, Oliveira (cap.) e João Raimundo; Patrick e Barradas.


PERO PINHEIRO – Ferro; Maruca, Carlos Sousa, Miguel Vicente e Fábio; Aguiar (cap.), Rodas, Tiago Almeida e Serrinha; Rafa e Brito



Em futebolês, “chicotada psicológica” significa injecção de motivação extra e foi isso que se viu domingo (dia 11) com os forasteiros a entrar pressionantes em campo. O Lourel demorou 27 minutos a entrar no jogo, quando Zezinho consegue desmarcar Patrick para um remate fraco deste. Aos 34’, e quando o Lourel até já equilibrara a partida, Tiago Almeida (antigo jogador do Lourel) finaliza uma boa jogada do veterano Brito. Aos 36 anos, o jogador mais experiente em campo, chegou a representar Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões, na Liga de Honra.


Até ao intervalo pouco se passou digno de registo. Para a segunda parte, Paulo Rocha faz saír o perdulário Patrick e entrar o regressado Bernardo. O avançado de 25 anos esteve vários meses ausente após intervenão cirúrgica. Cumpre a 5ª época em Lourel após passagens por Real e Pero Pinheiro.


Ainda assim, a segunda parte começa com alguns lances de perigo protagonizados por Serrinha, um dos melhores em campo. Aos 72’, Brito remate em “volley” para ua grande defesa do jovem Tiago Monteiro. Dez minutos depois, já em futebol directo para a área do Pero Pinheiro, Barroso cabaceia ao lado.

Aos 88’, Serrinha volta a fazer das suas, apesar de não concretizar. O momento mais emocionante do jogo aconteceu já em período de compensação, quando Bernardo cabeceia por cima junto do poste direito da baliza à guarda de Ferro, guardião com uma tarde de pouco trabalho.


A vitória do Pero Pinheiro aceita-se e perspectiva uma recuperação na tabela. Quanto ao Lourel, destaque para Hélder (central de 19 anos), Zezinho (patrão do meio-campo ex-1ºDezembro, onde esteve 8 temporadas) e João Raimundo, o criativo ex-Igreja Nova e formado no Est.Amadora.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O candidato é o visitante ?

Marcado para as 17h30 devido ao jogo Loures-Caldas (2ªDivisão Nacional de Juniores), o Loures-P.Pinheiro do passado sábado foi presenciado por diversos atletas de outros clubes. Tojal, Venda do Pinheiro, Malveira e Ericeirense, estiveram presentes com atletas, técnicos e dirigentes, num momento raro permitido apenas pela hora tardia a que o jogo começou.

O objectivo era observar o Loures, 2º classificado, mas o Pero Pinheiro foi melhor desde o primeiro minuto. Organizado, saía rápido em contra-ataque. Foi num desses lances que se deu o primeiro dos dois momentos do jogo. Minuto 16 e expulsão do guardião do Loures. Nuno Almeida (com passagens por Lourinhanense e Cacém) viu vermelho directo por defender fora da área com a mão. Pouco depois, o endiabrado Serrinha (médio oriundo do Linda-a-Velha) remata à trave.


Aos 37´, nova oportunidade de golo para os visitantes, com Nuno Duarte (ex-Cacém e com passagens pelo Loures, Real, 1ºDezembro e Sintrense) a não conseguir desfeitear o jovem guardião Hugo que fez uma boa mancha.

Já se jogava o período de compensação do primeiro tempo quando o Loures se aproximou com perigo (ainda assim relativo) da baliza de Ginja.

O segundo tempo começa com uma boa reacção do Loures, mas sem criar perigo para a baliza do Pero Pinheiro, excepto aos 65’, quando o número 18 do Loures não conseguiu desviar a bola de Ginja, num frente-a-frente com o guardião adversário.

Dois minutos depois, Nuno Duarte, apesar de sempre marcado por perto pelo capitão Varela (jogou no Vialonga, Samora Correia, Ol.Moscavide e Tires), cabeceou sobre a trave.


O segundo momento decisivo do jogo estava reservado para o minuto 78. Livre frontal à área do Loures, pequeno desvio de Brito (36 anos – jogou na Liga de Honra com as camisolas de Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões) para a sua esquerda, de onde Vítor aplicou um fortíssimo remate ao ângulo direito da baliza de Hugo, sem qualquer hipótese para o jovem guardião do Loures.


Os últimos minutos mostraram um Loures desesperadamente em busca do empate, mas sem voltar a criar perigo, apesar de alguns lances confusos na área visitante, derivado do futebol directo do Loures.

Num fim de tarde em que o jogo terminou com iluminação artificial, o Loures poderia ter chegado à liderança, aproveitando a derrota do Oeiras.

Ainda se jogava a primeira parte...

No entanto, Ginja, Toninho, Leandro, Vasco Franco, Vítor, Aguiar, Maruca Adilson, Marquinhos, Serrinha e Nuno Duarte não o permitiram. São agora uma aposta para a luta da subida, a par dos já referidos Oeiras, Loures, sem esquecer o Malveira. Pedro Abranja, técnico que conduziu o Ericeirense à vitória na Taça da AF Lisboa da época passada, continua a mostrar credenciais.