terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Para recordar
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Empatas
Para além do árbitro, destaco pela positiva o miolo do Pero Pinheiro, em que os experientes Aguiar e Saramago deram muito trabalho a Bernardo e Paulinho. Da parte do Real, o processo ofensivo depende muito da criatividade de Ladeiras. Tino mostra pormenores que justificam ter andado por clubes com maiores aspirações do que o Real actual.
sábado, 2 de junho de 2012
Fim de estação
sábado, 24 de dezembro de 2011
Pero Pinheiro vence Real
O início da segunda volta da primeira fase da Série E da 3ªDivisão Nacional tinha agendado um Pero Pinheiro–Real. No passado Domingo, as equipas alinharam de início desta forma:
P.Pinheiro-Marco Pinto; Fábio Graça, Luís Freitas, Topê e Kadu; Miguel, Serginho e Rui Janota; Geraldino, Hélder Caminho e Nuno Almeida. Tr. Rui Paulo
Real-André Martins; Miguel Gonçalves, Bruno Lourenço, Dino e Wilson; Kikas, Michael e Ladeiras; Luís Carlos, João Paulo e Alcides. Tr. José Marcos
O jogo foi dividido durante a primeira parte, mas sem grandes oportunidades de golo. O primeiro remate à baliza surgiu apenas aos 11’ de jogo com Michael a rematar ao lado. De seguida, é Ladeiras que imita o seu colega de equipa. Aos 18’, Nuno Almeida está perto do golo numa cabeçada. A maior experiência da equipa da casa mostrava que não precisava de muitas oportunidades para criar perigo. Aos 20’, novo remate de Michael, desta vez à figura. Nove minutos depois, o estreante João Paulo (ex-Carregado) tem a melhor chance de golo para o Real. Aos 33’, Rui Paulo mexe na equipa. Sai Fábio Graça e entra Luís Vaz. Serginho toma o lugar de lateral direito e Luís Vaz reforça o miolo. Logo a seguir, Michael tem nova oportunidade sem sucesso. Quatro minutos depois, Nuno Almeida remata para defesa de André Martins. O jogo estava algo partido. Ainda antes deo intervalo, há dois lances de algum perigo, um em cada uma das áreas. Primeiro é Nuno Almeida, que após perda de bola comprometedora na defesa do Real, remata ao lado. Depois é Alcides que tenta o golo num pontapé de bicicleta. O jogo chegava ao intervalo muito equilibrado e com o resultado em branco. Para a segunda parte, Rui Paulo faz a segunda substituição, trocando Hélder Caminho por Carlos Gomes.
A segunda metade não poderia ter começado melhor para a equipa da casa. Aos 48’, num lance em que Nuno Almeida sai de posição duvidosa, um chapéu a André Martins faz o que seria o único golo da partida. A equipa do Real sentiu o golo e, aos 55’, após mais uma falha defensiva, Rui Janota remata por cima. Logo depois, José Marcos mexe na equipa, saindo Luís Carlos para a entrada do jovem Rodrigo. O Real apostava em chegar ao empate mas é o Pero Pinheiro que está próximo do 2-0 num contra-ataque. Diga-se que, a partir do momento em que chegou ao golo, a equipa da casa se resumiu ao contra-ataque. Ainda assim, não voltaria a criar qualquer perigo até ao final do jogo. As oportunidades de golo para o Real foram surgindo, ora por Alcides, ora por Rodrigo ou Michael. Aos 89’, Rodrigo coloca a bola nas redes mas o árbitro auxiliar assinala fora-de-jogo, num lance semelhante ao que deu o golo do Pero Pinheiro.
O Real voltou a perder após a derrota em Alcochete, num jogo com reminiscências dos primeiros jogos da época. A equipa criou oportunidades para vencer e acabou por sair derrotada. A segunda volta reserva ainda seis jogos em casa e apenas quatro deslocações, pelo que a equipa tem todas as condições para assegurar um lugar entre os seis primeiros.
Durante a semana, por motivos pessoais, José Marcos abandonou o comando técnico do Real. Não conheço pessoalmente o agora ex-técnico do Real. No entanto, e já o referi aqui, fui-me habituando a respeitar a sua postura perante o futebol. Desejo-lhe que tenha melhor sorte do que aquela que teve ao serviço do Real e que os motivos que o levaram a sair do clube se resolvam da melhor forma possível.
Para o lugar de José Marcos, vai agora João Silva que acumulará funções com a de responsável técnico da equipa júnior. Conhecedor de grande parte dos atletas que compõem o plantel, seja como técnico ou como adversário, João Silva irá encontrar o seu irmão Luís, técnico do Sacavenense.
domingo, 16 de outubro de 2011
Mais Pero Pinheiro-Porto
Muito se falou sobre a eliminatória Pero Pinheiro-FC Porto. Aqui deixo algumas curiosidades adicionais:
- Geovanny Campos, irmão mais velho de Djalma, foi treinado por Rui Janota no Igreja Nova, na época 2009/10. Desse plantel faziam parte os actuais jogadores do Pero Pinheiro Runa, Kadu, Rui Janota e Serginho;
- Na época passada, Cláudio Oeiras terminou a sua carreira ao serviço do Pero Pinheiro. O antigo avançado fez História no antigo Estádio das Antas, ao serviço do Torreense, numa eliminatória da Taça de Portugal;
- O Pero Pinheiro nunca sofrera tantos golos num jogo da Taça. Por outro lado, foi a quinta vez que o FC Porto venceu uma partida da Taça de Portugal por 8-0, mas a primeira fora de casa. Nas outras quatro ocasiões, os adversários foram Anadia, Lusitânia dos Açores, Alba e Valonguense. Nessas épocas, o clube azul e branco venceu a prova em duas ocasiões, tendo sido Campeão Nacional apenas na época em que goleou o Valonguense (1997/98). Foi a primeira vez que um jogador do FC Porto apontou quatro golos numa vitória por 8-0. Nas outras ocasiões, o máximo fôra atingido por Lemos, que fez três dos oito golos com que o Anadia foi presenteado em 1971/72.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Empate com dedo do árbitro
4/9/2011 – 3ªDivisão Nacional – Série E – 1ªJornadaREAL – PERO PINHEIRO 1-1
Arb: Aurélio Afonso (AF Lisboa)
REAL SC – André Martins; Miguel Gonçalves, Dino, Job e Wilson; Amar, Kikas e Michael; Hugo Dias, Luís Carlos e Hélder Monteiro
Tr. José Marcos
CA PERO PINHEIRO – Marco Pinto; Cadu, Runa, Topê e Serginho; Geraldino, Aguiar, Micael e Rui Janota; Nuno Almeida e Carolo
Tr. Rui Janota
A jornada inaugural da Série da 3ªDivisão agendou a deslocação do promovido Pero Pinheiro ao terreno do despromovido Real. A equipa da casa, muito renovada, entrou em campo com cinco reforços, um ex-júnior e o regressado Miguel Gonçalves. O Real entrou forte no jogo e podia ter marcado nos primeiros minutos, nomeadamente num lance em que Hugo Dias cruza para Luís Carlos cabecear ao poste.
Ao oitavo minuto de jogo, a equipa do Real chegava ao golo com alguma naturalidade, através de Amar. O Pero Pinheiro demorava a entrar no jogo e o seu primeiro remate surgiu apenas aos 16’. Pouco depois, Marco Pinto defendeu à segunda um livre apontado pelo capitão Dino. Os vinte minutos seguintes só registarm a amostragem de três cartões amarelos a jogadores da equipa da casa, com o árbitro a começar a apresentar uma indisfarçável dualidade de critérios. No minuto 42’, uma mão assinalada a Hélder Monteiro coloca Rui Janota para a marcação do livre. Do cruzamento para a área resulta o empate por Nuno Almeida. O avançado ex-Ass.Charneca que já jogou no Real, roda bem na área e bate André Martins, após saír de posição duvidosa.
Ao intervalo, Rui Janota trocou Micael por Luís Vaz. O Real voltou a entrar melhor no segundo tempo. Logo aos 47’, Miguel Gonçalves conclui um bom lance de ataque rematando para defesa de Marco Pinto. Sete minutos depois, José Marcos troca Hugo Dias por Mota. A toada do jogo estava então dividida, mas sem haver perigo nas áreas. Aos 58’, André Martins defende um livre marcado por Cadu.
Entretanto, o árbitro teve tempo para mostrar mais três cartões a jogadores do Real. Aos 66’, após bom lance de Hélder Monteiro, Amar remata por cima. Sai para entrar Rodrigo. A técnica do jovem Rodrigo mexeu um pouco no jogo, mesmo quando o Real se viu reduzido a dez após Wilson ver o segundo amarelo aos 85’.
A jovem equipa do Real buscou sempre a vitória que esteve perto de alcançar. Aos 87’, Marco Pinto abalroa Rodrigo na área, não deixando alternativa ao árbitro senão assinalar a marca de grande penalidade.
Chamado a marcar, Kikas permite a defesa de Marco Pinto.
Já em período de compensação, o árbitro deixou passar outro lance para castigo máximo. A bola é colocada na área do Pero Pinheiro onde Alcides procura recepcionar sendo derrubado por Luís Vaz. O árbitro mandou seguir.
Num jogo que o Real poderia e deveria ter ganho, o árbitro Aurélio Afonso (AF Lisboa) conseguiu mostrar sete cartões amarelos a jogadores do Real até aos 76’ de jogo. No mesmo período, nenhum jogador do Pero Pinheiro foi admoestado! É obra. Confesso que não me lembro de alguma vez ter assistido a algo assim, mesmo em jogos marcados por um desequilíbrio evidente, o que nem foi o caso desta partida. Não quero retirar daqui quaisquer ilacções mas que foi bizarro, isso foi. Neste contexto, a expulsão de algum dos jogadores do Real era expectável. Acabou por ser Wilson. Isso não impediu o Real de continuar a lutar pela vitória. Só não o conseguiu devido à ineficiência de Kikas na marcação do penalty e do próprio árbitro por fazer vista grossa a outro lance merecedor do mesmo castigo. Quanto à equipa do Pero Pinheiro, diga-se que manteve a espinha dorsal da época passada, apesar da perda das torres da frente. Cláudio Oeiras e Mix saíram e deram lugar a Carolo e Nuno Almeida, jogadores bem diferentes das duas torres. Em teoria, para o futebol jogado na 3ªDivisão, talvez fizesse mais sentido ter mantido uma das duas torres. Carolo e Nuno Almeida são dois jogadores muito parecidos, daí que pouco complementares. A ver vamos como corre a época de regresso do Pero Pinheiro aos Nacionais.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Quem não se sente


domingo, 17 de julho de 2011
A Justiça que temos
2 – Fez agora três anos que o sempre polémico Bastonário da Ordem dos Advogados fez declarações em que comparava o comportamento dos magistrados com aquele dos agentes da PIDE. Explicava que, em muitos casos, o que lhes falta em humildade, sobra em autoridade, criticando o que chamou de "sistema de gestão autocrática dos tribunais" assente "numa só pessoa", um dos juízes. Deixava claro que “Não é nas leis que está o mal da administração da justiça” mas sim em quem as interpreta. “Um bom magistrado faz boa Justiça mesmo com más leis e até sem ela”.
3 – A justiça desportiva é, supostamente, algo de aplicação simples. Existe um regulamento disciplinar, sendo apenas necessário aplicá-lo. Um dos factores essenciais da justiça é aplicar penas equivalentes a infracções equivalentes. Se na justiça civil essa equivalência levanta imensas questões, no Futebol essa dificuldade é bem menor. Ou deveria ser.
4 – O Conselho de Disciplina da AF Lisboa atribuiu pena de derrota a ambos os clubes no jogo Linda-a-Velha-Futebol Benfica, assim como a pena de derrota à Alta de Lisboa na deslocação ao Campo Pardal Monteiro, em Pero Pinheiro. Para tal discrepância, os meretíssimos tiveram de justificar-se com base numa suposta invasão de campo por parte de adeptos da Alta de Lisboa.
5 – Não assisti a nenhuma das duas partidas, pelo que me limito a referir aquilo que são factos, tanto os que constam nos Processos, como os assumidos pelos intervenientes e disponíveis na blogosfera:
Facto 1 – Os dois jogos não chegaram ao seu término devido a distúrbios entre elementos das equipas;
Facto 2 – O jogo Linda-a-Velha–Futebol Benfica durou 36 minutos e o resultado era 0-0;
Facto 3 – O jogo Pêro Pinheiro–Alta de Lisboa terminou quando faltava jogar apenas um minuto do período de compensação dado pelo árbitro e o resultado era 1-1;
Facto 4 – O Relatório do árbitro João Filipe Malheiro Pinto faz alusão a uma “invasão” nestes termos: “Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas”;
Facto 5 – No depoimento ao inquiridor, o árbitro refere mesmo que “se tem conseguido retirar do local o jogador nº 22 do P Pinheiro as coisas teriam ficado por ali e nada disto se teria passado mas infelizmente apesar dos seus esforços não conseguiu os seus intentos e o jogador acabou por estar na origem dos confrontos que se seguiram”;
Facto 6 – O árbitro terá informado o comandante da força policial de que faltava cerca de um minuto para o fim do jogo, o que não alterou a posição do militar da GNR que alegava não poder garantir as condições mínimas de segurança;
Facto 7 – O Acordão do CD da AFL, resultante da reunião de 8 de Junho, refere que “três adeptos do Clube Arguido, União Desportiva Alta de Lisboa, invadiram o terreno de jogo, com o propósito de neles, também participarem.”;
Facto 8 – O comandante da força da GNR presente no Campo de Jogos escreveu no Relatório de Ocorrências em Recintos Desportivos que “devido à invasão de campo e à desordem provocada pelos jogadores/dirigentes, foi necessário pedir reforço policial. Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram rectângulo jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para esse efeito”;
Facto 9 – Mais de duas semanas depois, inquirido no âmbito do processo desportivo, o mesmo elemento da GNR refere que “o factor determinante para basear a sua conclusão de que não havia condições de segurança para que o jogo prosseguisse, foi a invasão do terreno de jogo por parte de três adeptos do Alta de Lisboa dos quais um deles nunca chegou a ser identificado ao contrário dos outros dois que o foram e cujos sinais constam do relatório policial que elaboraram.”;
Facto 10 – Os elementos “invasores” identificados pela GNR eram jogadores do Alta de Lisboa – Saraiva e China;
Facto 11 – O relator do processo (Nuno Lobo) é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Sintra;
Facto 12 –Pero Pinheiro é uma freguesia do concelho de Sintra, sendo o Clube Atlético Pero Pinheiro, o seu clube mais representativo;
Facto 13 – Se a deliberação sobre o Pero Pinheiro-Alta de Lisboa tivesse sido idêntica à do Linda-a-Velha-Futebol Benfica, a classificação final da Divisão de Honra da AFL seria: 1º Futebol Benfica (subiria à 3ªDivisão Nacional), 2º Loures (poderia subir à 3ªDivisão Nacional no caso de surgir uma vaga por desistência) e 3º Pero Pinheiro (disputaria a edição 2011/12 da Divisão de Honra da AFL);
Facto 14 – Não sou adepto de nenhum dos cinco clubes referidos nos pontos anteriores;
Facto 15 – Sou adepto de Futebol e prezo a Liberdade e a Justiça, sabendo que uma sem a outra de pouco vale;
6 – Se algum dos pontos que enumerei e classifiquei de “factos” faltarem à verdade, eaqui espero os reparos que se justifiquem. Uma coisa é certa. Num Mundo em que o Poder mudou vertiginosamente, em que “mercados” e agências de notação ditam mais que Governos eleitos, a Democracia deve sobrepôr-se à Economia e não o inverso. Vivemos tempos em que a luta contra as arbitrariedades dos diversos poderes se torna crucial, sejam elas na Política, na Economia ou no Futebol.
7 - No Futebol, a Justiça deverá estar ao serviço do jogo jogado nas quatro linhas e não adulterar aquele que (ainda) é o jogo mais fascinante do planeta.
sábado, 18 de junho de 2011
Confusão de Honra

Joga-se este Domingo a penúltima jornada da Divisão de Honra da AF Lisboa (AFL). O campeonato esteve parado devido aos processos relativos aos jogos Linda-a-Velha-Fut.Benfica e Pero Pinheiro-Alta de Lisboa, disputados a 17/4 e 15/5 respectivamente. Após cerca de um mês para deliberar sobre cada uma das partidas, a AFL atribuíu derrotas a ambos os clubes no primeiro caso, mas não fez o mesmo em relação ao segundo, mantendo-se o resultado – 1-1. O site da AFL apresenta uma classificação oficiosa que não contempla a decisão do primeiro e considera um resultado de 0-1 no segundo, o que aumenta a confusão. Assumindo tratar-se de um erro, entramos para as duas últimas jornadas com quatro clubes a disputar uma (ou duas) vagas na 3ªDivisão Nacional. Apesar de só se falar em dois deles, Loures e até mesmo o Vilafranquense, ainda têm chances de lutar pelo primeiro posto. A disputa entre Pero Pinheiro e Futebol Benfica há muito que deixou as quatro linhas e joga-se também em comunicados das respectivas direcções, para além de muito debate na blogosfera. Muito do que aconteceu nestas últimas semanas deixa um sabor amargo nesta prova baptizada em sinal do Centenário da AFL. Ainda assim, e pela positiva, destaco a forma correcta como Américo, atleta do Pero Pinheiro, e o carismático Presidente do Futebol Benfica, Domingos Estanislau, trocaram ideias no blog deste. Falando apenas de futebol, e assumindo apenas uma vaga para a subida, refira-se que o Vilafranquense necessita de vencer os seus dois jogos e esperar que Futebol Benfica e Pero Pinheiro não pontuem em nenhuma das suas partidas. Tarefa quase impossível, digo eu. Quanto ao Loures, a situação é diferente. Para começar, tem vantagem no confronto directo com os dois contendores. Por outro lado, dista apenas três pontos do duo da frente, o que significa que poderá haver esperanças para o clube de amarelo. Ainda assim, o favoritismo vai para os agora rivais Futebol Benfica e Pero Pinheiro. Neste momento, as equipas têm ambas 56 pontos. Em caso de empate pontual no fim da prova, a vantagem resultará da diferença entre golos marcados e sofridos, dado que no confronto directo, o empate foi total, com ambos a vencer o seu adversário em casa pelo mesmo resultado. Neste aspecto, a vantagem vai para a equipa de Pero Pinheiro, mas por apenas dois golos, o que aumenta ainda mais a expectativa para os últimos jogos. Será curioso verificar o papel desempenhado pelas equipas que lutam pela manutenção (Tires, Montelavarenses e Ericeirense) e as restantes que já nada têm a ganhar ou perder, em termos de subidas e descidas, mas que já estariam de Férias, não fôra toda esta confusão. Aqui fica a lista de jogos a não perder. Amanhã: Loures-Montelavarenses, Pero Pinheiro-Vialonga, Futebol Benfica-Tires e Vilafranquense-Alta de Lisboa. Na 5ªFeira é Feriado e jogar-se-á a última jornada: Linda-a-Velha-Loures, Ponterrolense-Futebol Benfica, Lourinhanense-Pero Pinheiro e Lourel-Vilafranquense.
Para terminar, julgo ser pertinente abordar um aspecto que ainda não vi referido. Desde o início da época que está agendada a Final da Super Taça da AFL. A prova mais recente no calendário do futebol lisboeta conta com as presenças do Campeão da Divisão de Honra e o vencedor da Taça da AFL. Ora, o FC Alverca está a aguardar o seu opositor desde dia 29 de Maio, data em que disputou a Final da 1ªDivisão. No caso de não ter vencido a sua Série da 1ªDivisão, os atletas do Alverca estariam sem jogar desde 15 de Maio, data da última jornada da fase regular do Campeonato. Não tenho informação nenhuma sobre a data em que se realizará a Super Taça. Se alguém souber que diga. Imagino que o Alverca agradeça. E eu também.
terça-feira, 8 de março de 2011
Pero Pinheiro não passa no Cacém
Há equipas que, pela mais-valia dos seus plantéis, deveriam dominar os campeonatos sem sombra para dúvidas. Deveria ser o caso do Pero Pinheiro mas não é. Composto por jogadores com experiência nos campeonatos nacionais, o Pero Pinheiro deslocou-se ao Cacém no passado Sábado, para defrontar a jovem equipa do Atlético local.
Os onzes:
CACÉM-Pedro Silva; Fogeiro, Ricardão, Sousa, João Correia; Diogo Nogueira, Tiago Nogueira, Seminário; Taveira, Franclim e Abiud
PERO PINHEIRO-Ferro; Rochinha, Runa, Filipe Martins e Cadu; Afonso, Aguiar e Rui Janota; Hélder Costa, Mix e Cláudio Oeiras
Momentos:
8’ – Franclim cruza da direita para o desvio de Abiud, ao lado da baliza de Ferro. Era o primeiro sinal de perigo do Cacém.
13’ – Mix salta mais alto do que os centrais locais e faz o 0-1.
21’ – Livre da direita, marcado por Seminário, com a bola a cruzar a pequena área sem que ninguém lhe toque.
25’ – Ricardão remata de fora da área. Ferro efectua uma defesa de recurso.
33’ – Mais uma jogada pela direita, com Taveira a desviar para a baliza o cruzamento de Fogeiro (1-1).
57’ – Contra-ataque do Cacém concluído por Taveira com um remate em arco por cima da baliza de Ferro.
61’ – Excelente remate em rotação de Abiud. É de fora da área que o Cacém vira o marcador (2-1).
74’ – Livre de Mix à base do poste esquerdo da baliza de Pedro Silva.
86’ – No mesmo lance, Runa e Cláudio Oeiras acertam na trave.
89’ – Runa iguala num pontapé de ressaca de fora da área (2-2).
90’+1 – Cláudio Oeiras coloca a bola na baliza, mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Aparentemente mal. '>Veja o vídeo.
90’+4 – Cissé isola-se, sendo travado por Cadu, que recebe ordem de expulsão. Na marcação do livre, Ricardão põe à prova Ferro que responde à altura.
O jogo terminou com um empate a duas bolas e com os jogadores do Pero Pinheiro a pedir satisfações à equipa de arbitragem. A reduzida presença das autoridades (contei três elementos da PSP) levou ao pedido de reforços. Decisão aceitável, considerando os protestos veementes dos visitantes. Inesperado foi o que se assistiu minutos depois. Em ritmo acelerado, deram entrada no Campo Joaquim Vieira três viaturas da PSP, entre as quais uma carrinha, de onde saíram elementos do SIR, de shotguns em punho! Foram chamados a “repôr a ordem pública” como me referiu o agente que interpelei. Se a ordem pública é ter uma dúzia de agentes policiais armados até aos dentes a proteger uma equipa de arbitragem das “bocas” de uma equipa de futebol. Enfim...
Voltando ao jogo, o Pero Pinheiro queixa-se da arbitragem mas deveria queixar-se de si mesmo. Uma equipa com jogadores da qualidade de Filipe Martins, Cláudio Oeiras, Mix e ca. deveria fazer bem melhor. É verdade que a segunda parte foi dominada pelos homens de vermelho e branco. Mas assistir aos jogos desta equipa do Pero Pinheiro fico sempre com a sensação de que os jogadores alinham com alguma sobranceria, cientes da sua superioridade. Mas esta nem sempre se reflecte no reusltado, como foi o caso.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Em primeiro

Sacavenense-Ginja; Tiago, Rogério, André (Pina 45') e Perdigão; Armindo, Jorginho e Marocas; Baptista (Vilela 45'), Godinho (Bandeira 89') e Cláudio (Tera 89')
Tr. Luís Silva
Pero Pinheiro-Ferro; Maruca, Nascimento (Kiko 72'), Américo e João Anjos; Aguiar, Adilson (Ricardo Bento 57'), Rodrigo e Rui Figueiredo (Serrinha 57'); Marcos e Mix
Tr. Paulinho
Há anos que não ía ao Estádio do Sacavenense. Perante o bilhete 'Geral', perguntaram-me se tinha algo a 'ver com o Sacavenense'. Respondi que não era de nenhum dos clubes, pelo que me deixaram entrar para junto dos adeptos da casa. O adversário era a sempre complicada equipa do Pero Pinheiro. Colocada a meio da tabela, a matemática ainda permitia aos visitantes sonhar. O jogo até começou melhor para o P.Pinheiro que, aos 23 minutos, protagonizou a primeira jogada com relativo perigo. Após contra-ataque conduzido por Mix, Marcos desviou por cima. A partir daqui, os lances perigosos pertenceram por inteiro ao Sacavenense.
Aos 33’, Armindo quase surpreendeu Ferro num remate de fora da área. Sete minutos depois, Baptista falhou o chapéu a Ferro, quando estava isolado. A dois minutos do intervalo, Nascimento (central do Pero Pinheiro) viu o cartão amarelo num lance em que atinge Godinho na face. Nos lances disputados com Godinho, o central teve sempre uma postura intimidatória. No minuto seguinte, Marocas foi expulso por acumulação de amarelos. Num jogo em que o Pero Pinheiro jogava ainda a hipótese de se aproximar do duo da frente, tudo parecia conjugar-se nesse sentido. No entanto, a equipa do Sacavenense regressou do intervalo fortalecida pelo sonho da subida. As oportunidades foram surgindo. Aos 56’, Cláudio desperdiça, cabeceando ao lado após cruzamento de Rogério do lado esquerdo. Aos 60’, Cláudio volta a cabecear sem acerto. Cinco minutos depois, Tiago faz o único golo do jogo num remate de ressaca à entrada da área.
A partir daí, o Pero Pinheiro procurou reagir sem, no entanto, criar perigo para a baliza de Ginja. A quatro minutos do fim, foi mesmo Godinho que desperdiçou o 2-0 quando, isolado, rematou à figura de Ferro. A resposta sacavenense perante a inferioridade numérica foi tal que, em diversos momentos, parecia ser o visitante a alinhar com dez elementos.
Com a derrota do Lourel em Ponte de Rol, a equipa orientada por Luís Silva chegava ao primeiro lugar. Ontem, os dois primeiros venceram, pelo que a luta pela subida continua.
domingo, 18 de outubro de 2009
Último vence Líder em Lourel
O Pero Pinheiro começou a época assumindo a candidatura à subida de divisão. À 4ªJornada, com apenas um ponto conquistado, troca de treinador. Sai Pedro Abranja e entra Paulinho.
O antigo central de Estoril, Nacional, Benfica e Est.Amadora, acabou a época transacta no banco d’”O Elvas”. A estreia estava marcada para o terreno do Lourel. Ao invés do seu adversário, os leões sintrenses haviam descido de divisão, sendo repescados após a “subida administrativa” do Tojal. Aspirações tão distintas quanto os inícios de época. Às primeiras quatro jornadas corresponderam quatro vitórias e o primeiro posto da tabela.LOUREL – Tiago Monteiro; Barroso, Hélder, Simão e Edgar; Augusto, Zezinho, Oliveira (cap.) e João Raimundo; Patrick e Barradas.
PERO PINHEIRO – Ferro; Maruca, Carlos Sousa, Miguel Vicente e Fábio; Aguiar (cap.), Rodas, Tiago Almeida e Serrinha; Rafa e Brito
Em futebolês, “chicotada psicológica” significa injecção de motivação extra e foi isso que se viu domingo (dia 11) com os forasteiros a entrar pressionantes em campo. O Lourel demorou 27 minutos a entrar no jogo, quando Zezinho consegue desmarcar Patrick para um remate fraco deste. Aos 34’, e quando o Lourel até já equilibrara a partida, Tiago Almeida (antigo jogador do Lourel) finaliza uma boa jogada do veterano Brito. Aos 36 anos, o jogador mais experiente em campo, chegou a representar Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões, na Liga de Honra.
Até ao intervalo pouco se passou digno de registo. Para a segunda parte, Paulo Rocha faz saír o perdulário Patrick e entrar o regressado Bernardo. O avançado de 25 anos esteve vários meses ausente após intervenão cirúrgica. Cumpre a 5ª época em Lourel após passagens por Real e Pero Pinheiro.
Ainda assim, a segunda parte começa com alguns lances de perigo protagonizados por Serrinha, um dos melhores em campo. Aos 72’, Brito remate em “volley” para ua grande defesa do jovem Tiago Monteiro. Dez minutos depois, já em futebol directo para a área do Pero Pinheiro, Barroso cabaceia ao lado.
Aos 88’, Serrinha volta a fazer das suas, apesar de não concretizar. O momento mais emocionante do jogo aconteceu já em período de compensação, quando Bernardo cabeceia por cima junto do poste direito da baliza à guarda de Ferro, guardião com uma tarde de pouco trabalho.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O candidato é o visitante ?
O objectivo era observar o Loures, 2º classificado, mas o Pero Pinheiro foi melhor desde o primeiro minuto. Organizado, saía rápido em contra-ataque. Foi num desses lances que se deu o primeiro dos dois momentos do jogo. Minuto 16 e expulsão do guardião do Loures. Nuno Almeida (com passagens por Lourinhanense e Cacém) viu vermelho directo por defender fora da área com a mão. Pouco depois, o endiabrado Serrinha (médio oriundo do Linda-a-Velha) remata à trave.
Aos 37´, nova oportunidade de golo para os visitantes, com Nuno Duarte (ex-Cacém e com passagens pelo Loures, Real, 1ºDezembro e Sintrense) a não conseguir desfeitear o jovem guardião Hugo que fez uma boa mancha.
Já se jogava o período de compensação do primeiro tempo quando o Loures se aproximou com perigo (ainda assim relativo) da baliza de Ginja.
O segundo tempo começa com uma boa reacção do Loures, mas sem criar perigo para a baliza do Pero Pinheiro, excepto aos 65’, quando o número 18 do Loures não conseguiu desviar a bola de Ginja, num frente-a-frente com o guardião adversário.
Dois minutos depois, Nuno Duarte, apesar de sempre marcado por perto pelo capitão Varela (jogou no Vialonga, Samora Correia, Ol.Moscavide e Tires), cabeceou sobre a trave.
O segundo momento decisivo do jogo estava reservado para o minuto 78. Livre frontal à área do Loures, pequeno desvio de Brito (36 anos – jogou na Liga de Honra com as camisolas de Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões) para a sua esquerda, de onde Vítor aplicou um fortíssimo remate ao ângulo direito da baliza de Hugo, sem qualquer hipótese para o jovem guardião do Loures.
Os últimos minutos mostraram um Loures desesperadamente em busca do empate, mas sem voltar a criar perigo, apesar de alguns lances confusos na área visitante, derivado do futebol directo do Loures.
Num fim de tarde em que o jogo terminou com iluminação artificial, o Loures poderia ter chegado à liderança, aproveitando a derrota do Oeiras.
Ainda se jogava a primeira parte...No entanto, Ginja, Toninho, Leandro, Vasco Franco, Vítor, Aguiar, Maruca Adilson, Marquinhos, Serrinha e Nuno Duarte não o permitiram. São agora uma aposta para a luta da subida, a par dos já referidos Oeiras, Loures, sem esquecer o Malveira. Pedro Abranja, técnico que conduziu o Ericeirense à vitória na Taça da AF Lisboa da época passada, continua a mostrar credenciais.
