Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de novembro de 2012

Os Tomba-Grandes



Apenas 18 edições da Taça de Portugal não tiveram eliminações de algum dos chamados “Grandes” por algum clube “não Grande”. O último clube a alcançar esta façanha foi o Moreirense, após eliminar o Sporting. Foi o 22º clube a entrar para este clube restrito. Se tivesse conseguido eliminar o Benfica na semana passada, teria passado a fazer parte de um clube ainda mais restrito. Refiro-me ao grupo de sete clubes que já eliminaram mais do que um grande na mesma época:

3x
Belenenses 39/40, 50/51 e 59/60
Boavista 74/75, 91/92 e 96/97

2x
Braga 65/66 e 97/98
Académica 38/39 e 2011/12

1x
Atlético 45/46
V.Setúbal 64/65
V.Guimarães 75/76

Ao longo da História da prova rainha do futebol português, apenas um clube eliminou os três grandes na mesma edição da prova. O CF “Os Belenenses” alcançou esta façanha na época de 1988/89. Na quinta ronda, recebeu e bateu o FC Porto por 1-0. Nas Meias-Finais, foi a vez do Sporting cair por 3-1. Na Final, o Belém eliminou o Benfica Campeão Nacional nessa época, por 2-1.

Aquilo que o Belenenses conseguiu sózinho em 1988/89, apenas aconteceu em cinco outras ocasiões. A primeira vez em que isso aconteceu foi na época 1974/75. O Belenenses eliminou o FC Porto nos Quartos-de-Final mas foi o Boavista que deixou marcas, ao eliminar o Sporting nas Meias e o Benfica na Final. Quatro épocas mais tarde, o FC Porto foi eliminado logo na segunda ronda na Amoreira, pelo Estoril Praia. Na quarta ronda foi a vez do Braga afastar o Benfica para, numa Final que deu em Finalíssima, o Boavista voltar a vencer a prova numa época em que os Grandes foram caindo. A terceira ocasião foi a já mencionada proeza belenense e a quarta foi logo na época seguinte (1989/90). O Marítimo eliminou o Sporting, o Benfica caiu em Setúbal e o Tirsense surpreendeu as Antas, numa época em que os Grandes ficaram de fora antes dos Quartos-de-Final. Nesta época, o Estrela da Amadora acabaria por vencer a Taça após finalíssima frente ao Farense. A penúltima época em que os Grandes foram eliminados da Taça foi em 1998/99. O Sporting caíu em Barcelos na quarta ronda para, na ronda seguinte, caírem Porto e Benfica frente a Torreense e V.Setúbal, respectivamente. Numa época em que nenhum dos grandes chegou sequer aos Oitavos-de-Final, a vitória no Jamor sorriria ao Beira Mar, numa Final inédita frente ao Campomaiorense. Finalmente, a época passada. A Briosa começou por eliminar o FC Porto com um categórico 3-0 e acabou por derrotar o Sporting no Jamor. À quinta ronda, foi o Benfica a cair nos Barreiros frente ao Marítimo.

Mas não se pense que eliminar os Grandes é tarefa fácil. Dos 22 clubes que já fizeram de Tomba-Grandes, apenas 7 derrubaram os 3 grandes em algum momento. O FC Porto já foi eliminado por 16 clubes não grandes, sendo o Belenenses o mais habitual desmancha prazeres (7 eliminações). O Sporting foi já eliminado por 15 clubes, sendo o V.Setúbal o mais frequente (6 eliminações). Finalmente, o SL Benfica. Apenas metade dos clubes que já eliminaram Grandes, o conseguiu fazer frente aos encarnados. Destes, o destaque maior vai para o V.Setúbal, com 6 eliminações. Aqui fica o quadro global dos Tomba-Grandes:

Clube
Total
FCP
SLB
SCP
CF "Os Belenenses"
16
7
4
5
Vitória FC - Setúbal
16
4
6
6
Boavista FC
9
1
3
5
SC Braga
8
1
4
3
AA Coimbra
6
1
2
3
Vitória SC - Guimarães
6
2
2
2
CS Marítimo
4
1
2
1
Atlético CP
3
2
1

FC Tirsense
3
2

1
Leixões SC
3
1
2

GD Estoril Praia
2
2


Lusitano GC - Évora
2
1

1
SC Farense
2
1

1
SCU Torreense
2
1

1
A Naval 1ºMaio
1


1
FC Barreirense
1
1


Gil Vicente FC
1


1
Gondomar SC
1

1

Moreirense FC
1


1
Rio Ave FC
1


1
SC Covilhã
1
1


Varzim SC
1

1


  * - Para disputar a Taça Latina, o Sporting prescindiu de disputar a segunda mão dos Quartos-de-Final (1952/53 com o Lusitano de Évora. A primeira mão terminara igualada a dois golos. Nas Meias-Finais, e apesar de ter vencido uma das mãos, a turma alentejana foi afastada da Final pelo FC Porto.

Épocas consecutivas sem tombar:

9
SL Benfica de 46/47 a 54/55
FC Porto de 79/80 a 87/88

6
Sporting CP de 42/43 a 47/48 e de 2004/05 a 2009/10

Épocas consecutivas eliminado por não-grande:

4
Sporting CP 87/88 a 90/91 – Farense, Belenenses, Marítimo e Boavista

3
SL Benfica 64/65 a 66/67 – V.Setúbal, Braga e Académica, 96/97 a 98/99 – Boavista, Braga e V.Setúbal, 2004/05 a 2006/07 – V.Setúbal, V.Guimarães e Varzim
FC Porto 41/42 a 43/44 – Belenenses, V.Setúbal e Estoril

Épocas consecutivas a eliminar Grandes:

3
Belenenses 39/40 a 41/42 –Porto, Sporting, Benfica e Porto
Boavista 90/91 a 92/93 – Sporting, Benfica, Porto e Sporting

2
Braga 80/81 e 81/82 – Sporting e Benfica
V.Setúbal 63/64 e 64/65 - Sporting, 66/67 e 67/68 – Porto e Sporting, 2003/04 e 2004/05 – Sporting e Benfica
V.Guimarães 2004/05 e 2005/06 – Porto e Benfica

O V.Setúbal eliminou o Sporting em duas épocas consecutivas (entre 63 e 65), o que continua a ser a única dupla eliminação em duas épocas consecutivas.

As eliminações dos Grandes por clubes de fora deste pequeno grupo também ilustram, ao longo dos anos, a perda de influência dos clubes de Lisboa face ao FC Porto e mesmo a ultrapassagem do Sporting pelos dragões, bem ilustrada no gráfico seguinte:


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cinfães apura-se

O primeiro confronto do Real SC com uma equipa filiada na AF Viseu foi disputado no Domingo. O adversário foi o CD Cinfães, clube que disputa a 2ªDivisão e que tem um historial semelhante ao do Real. O Cinfães disputa pela 13ª vez um campeonato nacional, enquanto que o Real vai na 14ª participação. Ainda assim, o Cinfães disputa pela segunda vez a 2ªDivisão, prova em que o Real já participou durante seis temporadas. No que toca à Taça de Portugal, a prestação cinfanense é bem mais positiva. O jogo de domingo foi o 41º do Cinfães mas apenas o 26º do Real. A fase mais adiantada disputada pelo Real foi a 4ªEliminatória em duas ocasiões - 2004/05 e 2007/08. Em 2004/05, eliminou o Câmara de Lobos, o Santiago e o Torreense, antes de ser eliminado pelo Marítimo. Três épocas mais tarde, eliminou o Igreja Nova e o Cacém antes de cair frente ao Aves. Quanto ao Cinfães, já disputou os Oitavos-de-Final por duas vezes. A primeira foi em 1982/83. Após eliminar Mirense, Lusitano Vildemoinhos, Penalva do Castelo e Riopele, falhou o acesso aos últimos oito para o Valdevez. Mais recente é a segunda proeza cinfanense na Taça. Em 2008/09, eliminou Ribeira Brava, Paredes e Fátima, antes de cair frente ao FC Porto por 1-4.

Mas como a História não ganha jogos, a eliminatória que juntou Real e Cinfães estava em aberto. A equipa da casa apresentou uma equipa ainda mais jovem que a da época passada, com uma média de 20,6 anos. No onze inicial surgiram quatro caras novas. Na lateral esquerda alinhou Rui Loures (ex-Sintrense), o mais "velho" do plantel aos 25 anos! No miolo, as novidades foram a presença do ex-júnior belenense Bernardo e, nas alas, dos regressados Tino (terminou a época passada precisamente no Cinfães) e Coelho (ex-Ribeirão que entretanto já saíu para o Trofense). A continuidade foi assegurada pelo guardião João Ascenso, pelos defesas David Rosa (novo capitão), Jibril e Araújo, pelos médios Paulinho e Ladeiras e o avançado Caramelo.

Nos visitantes, para além de virem de uma época em que conseguiram a manutenção na Segunda Divisão, ainda se reforçaram com jogadores com experiência de Liga de Honra, como Eduardo, Hélio e Vítor Silva, para além de Trigueira, guardião com passagem pela liga principal ao serviço do Rio Ave.


Para quem esperava um jogo desequilibrado em favor dos visitantes, o jogo foi surpreendentemente equilibrado e acabou por ser decidido num lance em que João Ascenso foi extremamente infeliz, sofrendo um golo de canto directo mesmo em cima do intervalo. Aos 56', Tino está muito perto do empate mas falha. A primeira meia hora do segundo tempo mostrou a equipa do Real em busca do empate mas sem criar grande perigo, excepção feita ao lance referido. O último quarto de hora foi já muito aberto com lances de perigo nas duas áreas mas sem que as redes voltassem a ser violadas.

O Real fica arredado da Taça de Portugal mas deixou perspectivas interessantes para a época que disputará na Série E da 3ªDivisão. O Cinfães segue em frente mas terá de mostrar mais durante a época na 2ªDivisão.

sábado, 19 de maio de 2012

Longa se torna a espera

Sabendo que a Académica conquistou a primeira Taça de Portugal (1938/39), conclui-se que uma vitória amanhã no Jamor faria com que os dois títulos da briosa tivessem 73 anos a separá-los. Foi partindo deste número que me questionei sobre outros casos de longos intervalos entre dois títulos.

Quando Mourinho conquistou a Premier League ao serviço do Chelsea, foram referidos os 50 anos desde a anterior conquista dos Blues de Londres. Já esta época, Mancini levou o Manchester City ao título 44 anos após o último. Mas estes números estão bem distantes dos máximos.

Da recolha que efectuei, encontrei os seguintes casos em que a espera entre dois títulos foi de várias gerações. Aqui ficam apenas aqueles em que a espera foi de, pelo menos, 70 anos.

Liga
------
96 anos-St Gallen (Suiça) 1904-2000
Comanda a 2ªDivisão suiça estando o regresso ao escalão máximo próximo.

88 anos-Cliftonville (Irlanda do Norte) 1910-1998
Um dos vários clubes de Belfast, terminou no terceiro posto e irá disputar a primeira ronda de qualificação para a Liga Europa.

81 anos-Blackburn (Inglaterra) 1914-1995
Terminou a época da Premier League em posição de descida.

78 anos-Skenderbeu (Albânia) 1933-2011
O nome do clube de Korce (sul da Albânia) homenageia o herói nacional Skanderbeg que, no século XV, se revoltou contra os otomanos. Depois de 78 anos à espera de novo título de campeão, repetiram a proeza esta época.

71 anos-Aston Villa (Inglaterra) 1910-1981
Esta época foi horrível, tendo terminado em 16º lugar, com apenas 7 vitórias nos 38 jogos disputados na Premier League.

Taça
-------
78 anos-Real Sociedad (Espanha) 1909-1987
Em 1909 usaram o nome Club Ciclista de San Sebastian devido a problemas de inscrição.

70 anos-Sochaux (França) 1937-2007
Está um ponto acima da linha de água e recebe amanhã o Marselha.
O já referido Cliftonville (Irlanda do Norte) também esperou 70 anos entre duas conquistas na Taça - 1909-1979.

Por aqui se vê que uma vitória da Académica colocaria o clube de Coimbra num lugar cimeiro de um ranking pouco invejável. Ainda assim, constar deste ranking significa que estes clubes subsistiram durante décadas, fazendo parte de memórias de várias gerações e esse é um um factor de orgulho que não está ao alcance de todos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Taça de Portugal - números das Finais

A primeira mão das meias-finais da Taça deixou tudo em aberto no que ao apuramento dos finalistas diz respeito. Mas há aspectos que poderão ser, desde já, destacados. A saber:



- Oliveirense Nacional nunca disputaram uma Final e Académica e Sporting nunca se defrontaram no jogo decisivo, pelo que a Final de 2011/12 será inédita;


- A Final desta época constituirá a 38ª dupla de finalistas em 72 edições da prova;


- A dupla de finalistas mais frequente é composta por Benfica e Porto – 9 Finais;


- Destas, apenas numa ocasião, os portistas saíram vencedores;


- A segunda dupla mais frequente é o Benfica-Sporting (8 Finais), com vantagem encarnada (6-2);


- Apenas doze Finais disputadas pelos mesmos clubes ocorreram mais de uma vez, pelo que a desta época será a 26ª vez que dois finalistas se defrontam pela primeira e única vez;


- Todas as Finais “repetidas” contaram com a presença de, pelo menos, um dos chamados “grandes”;


- Se atingirem a Final, Oliveirense e Nacional, juntar-se-ão aos 24 clubes que já disputaram o troféu no jogo decisivo;


- Destes, apenas 11 lograram vencer – Benfica (24), Porto (16), Sporting (15), Boavista (5), Belenenses e V.Setúbal (3) e Leixões, Est.Amadora, Beira Mar, Braga e Académica (1);


- O Est.Amadora é o clube com maior percentagem de vitórias por Final disputada pelo facto de ter aproveitado a única oportunidade que teve;


- Entre os que disputaram mais do que uma Final, é o Boavista que ocupa esse lugar de destaque, com 5 vitórias em 6 Finais;


- Dos treze finalistas que nunca venceram um troféu, destaca-se o V.Guimarães, com cinco Finais perdidas;


- Entre os “grandes”, o Benfica perdeu apenas 9 das 33 Finais que jogou, pelo que tem a melhor percentagem de sucesso (83%);


- Apesar de ter menos um troféu que o Porto, o Sporting tem tido maior taxa de sucesso que os portistas quando chega à Final. Venceu 15 Finais em 25, contra 16 em 28 dos azuis-e-brancos;


- Das 19 Finais disputadas por clubes que nunca venceram a Taça, o “desmancha-prazeres” mais frequente tem sido o FC Porto (8 ocasiões);


- A única vez em que a dose de “desmancha-prazeres” se verificou a dobrar contra a mesma equipa foi em duas Finais vencidas pelos dragões frente ao V.Guimarães;


- Apesar de ser o clube com maior número de Finais e Vitórias na Taça, o SL Benfica apenas fez de “desmancha-prazeres” em 3 ocasiões, para tristeza de Atlético, Estoril e Covilhã;


- A Académica procura a segunda vitória na Taça, após a vitória de 1938/39, na primeira edição da prova.



Agora é esperar cerca de um mês para saber que Final será disputada esta época. Para já, Académica e Nacional aparecem na pole position.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Temos Taça!

Após a eliminação do Leixões pela Académica, fica a faltar apenas um dos clubes que discutirão os Quartos-de-Final. Esse clube será Sporting ou Belenenses, a decidir amanhã. Para já, só os leões poderão vir a impedir uma Final sem "grandes". Para isso, terá de atingir o Jamor, onde poderá defrontar Olhanense ou Marítimo. Se isso acontecer, não teremos uma Final inédita. qualquer outra combinação será inédita. Em 71 edições da Taça, apenas em seis ocasiões a Final foi disputada sem um "grande" - 1942, 1966, 1967, 1976, 1990 e 1999. Curiosamente, o vencedor em 1942 é o clube que tem amanhã uma palavra a dizer nesta prova, o Belenenses.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Brincar aos sorteios ?

Quando li que o sorteio dos Oitavos-de-Final da Taça também iria definir os Quartos-de-Final, pensei que a FPF quereria poupar um sorteio. Motivos económicos ? Talvez. Desde logo imaginei cenários em que as equipas faziam contas e percebiam que seria preferível não passar aos Quartos-de-Final. Lembre-se que o sorteio de amanhã já estava definido nestes termos e ainda havia equipas da 3ªDivisão em prova. Imaginei um Ribeira Brava-Mirandela nos Oitavos-de-Final emparelhado com o vencedor de um Nacional-Tirsense. Será que o Mirandela teria interesse em derrotar o Ribeira Brava para depois, com elevada probabilidade, voltar à Madeira para defrontar o Nacional ? Quando fiz este comentário a um colega, este disse-me que poderia ver as coisas de outro prisma. Esse prisma seria um em que o emparelhamento para os Quartos-de-Final motivaria os clubes de forma suplementar nos Oitavos. Não sei.


Uma coisa é certa. Sortear uma eliminatória de cada vez é a única forma de evitar qualquer tipo de extrapolação que ponha em causa aquilo que deve ser apenas e só uma eliminatória da prova raínha do futebol português. Fazê-lo da forma como se irá processar o sorteio de amanhã, poderá dar azo a inúmeros cenários que têm pouco de futebol e muito de calculismo de gestão dos clubes em época de tremenda austeridade. Não havia necessidade.

domingo, 20 de novembro de 2011

Noite histórica em Coimbra



Para que se tenha uma noção do carácter histórico do que ocorreu esta noite em Coimbra, refira-se que, em 72 edições da Taça de Portugal, foi apenas a sexta derrota do FC Porto por três golos sem resposta. Em 62/63, os dragões deslocaram-se ao terreno do Belenenses para jogar a segunda mão dos ¼ de Final e perderam 3-0, sendo eliminados. Em 66/67, o adversário foi o V.Setúbal e jogava-se a primeira mão das Meias-Finais. No Bonfim, três golos de Pedras deixavam os portistas com uma tarefa complicada para a segunda mão, onde acabariam por empatar a quatro bolas. Em 68/69, Benfica e Porto encontraram-se nos 1/16 de Final na Luz. Dois golos de Eusébio depois de um auto-golo de um defensor portista fizeram o resultado. Em 73/74, as Meias-Finais tiveram o primeiro Porto-Benfica pós 25 de Abril. Foi nas Antas e dois golos de Nené e um de Eusébio fizeram o resultado. A última derrota por 0-3 dos portistas na Taça até esta noite foi sofrida no António Coimbra da Mota frente ao Estoril. Jogavam-se os 1/64 de Final da edição de 78/79. Foi há quase 33 anos! Nas anteriores cinco ocasiões em que o Porto perdeu jogos por 0-3 na Taça de Portugal, os vencedores da prova foram o Sporting (2), V.Setúbal, Benfica e Boavista. Já agora, os portistas já viveram os resultado de 3-0 a seu favor em 29 jogos a contar para a Taça de Portugal, num total de 388 jogos disputados.

Do lado dos estudantes, a vitória desta noite foi a oitava por 3-0 e apenas a segunda neste século. As anteriores foram frente a V.Setúbal (43/44), Belenenses (50/51), Oriental (57/58), Oliveirense (66/67), Almada (72/73), Olhanense (78/79) e Almancilense (2004/05). Nessas épocas, a briosa chegou duas vezes à Final, uma às Meias-Finais e duas aos Quartos-de-Final. Por três vezes, foi eliminada pelo Benfica. Veremos se a História se repete ou se passará a conter novos capítulos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais Pero Pinheiro-Porto


Muito se falou sobre a eliminatória Pero Pinheiro-FC Porto. Aqui deixo algumas curiosidades adicionais:



- Geovanny Campos, irmão mais velho de Djalma, foi treinado por Rui Janota no Igreja Nova, na época 2009/10. Desse plantel faziam parte os actuais jogadores do Pero Pinheiro Runa, Kadu, Rui Janota e Serginho;



- Na época passada, Cláudio Oeiras terminou a sua carreira ao serviço do Pero Pinheiro. O antigo avançado fez História no antigo Estádio das Antas, ao serviço do Torreense, numa eliminatória da Taça de Portugal;



- O Pero Pinheiro nunca sofrera tantos golos num jogo da Taça. Por outro lado, foi a quinta vez que o FC Porto venceu uma partida da Taça de Portugal por 8-0, mas a primeira fora de casa. Nas outras quatro ocasiões, os adversários foram Anadia, Lusitânia dos Açores, Alba e Valonguense. Nessas épocas, o clube azul e branco venceu a prova em duas ocasiões, tendo sido Campeão Nacional apenas na época em que goleou o Valonguense (1997/98). Foi a primeira vez que um jogador do FC Porto apontou quatro golos numa vitória por 8-0. Nas outras ocasiões, o máximo fôra atingido por Lemos, que fez três dos oito golos com que o Anadia foi presenteado em 1971/72.

sábado, 17 de setembro de 2011

Calado apura Oriental

11 de Setembro de 2011 – 2ª Eliminatória da Taça de Portugal


Estádio Municipal de Oeiras


Arb: Hugo Silva (AF Lisboa)


OEIRAS – Rui Santos; Damil, Lima (cap.), Nuno Abreu e Edson; Jucélio, Cuca e Bruno; Luiz Carlos, Nélson e Piki


Tr. Paulo Mendes (Paulinho)



ORIENTAL – Tiago Mota; Tiago Mota, Calado, Sandro e Amorim; Hugo Grilo, Tiago Honrado e Samarra; Sereno, Pedro Andrade e Hugo Rosa


Tr. Filipe Moreira



Como seria de esperar, a equipa visitante entrou melhor na partida, fazendo justiça ao facto de alinhar num escalão superior ao do Oeiras. O primeiro lance de algum perigo surgiu aos 16’. Hugo Rosa furou pela esquerda, cruzou para Samarra que, pressionado por Nuno Abreu, remata por cima. A jovem equipa do Oeiras acabou por equilibrar a partida mas, aos 32’, surgia a melhor chance de golo do Oriental. Surgiu numa jogada entre Hugo Rosa, Samarra e Pedro Andrade, com este último a não conseguir vencer a saída de Rui Santos a fazer a mancha. O Oriental voltava a estar por cima no jogo e, sete minutos depois, Rui Santos volta a ter trabalho face a Tiago Mota primeiro e Samarra na recarga.. Aos 41’, surge a primeira chance do Oeiras, com Piki a fugir à linha defensiva do Oriental, mas a deslumbrar-se perante a perspectiva da baliza à guarda de Tiago Mota. Em cima do intervalo, Samarra aponta um canto que ninguém desvia.




A equipa da casa entraria melhor no segundo tempo. Aos 49’, Nélson isola-se mas remata por cima. Seis minutos depois, Paulinho troca Bruno pelo criativo Jorge Cordeiro. Aos 64’, nova situação de golo para a equipa do Oeiras, com Nuno Abreu a colocar na área mas Luiz Carlos não consegue desviar.



Na resposta, Tiago Mota cruza para a área mas o experiente capitão Lima faz o corte para canto. O Oriental desperdiçava uma chance clara em contra-ataque. Aos 68’, Filipe Moreira troca Pedro Andrade por Vítor Afonso. Dez minutos depois, uma troca em cada equipa. As duas equipas trocam de avançados. Nélson por Jean na equipa da casa e Hugo Rosa por Kifuta no Oriental. Apesar destas alterações, a segunda metade do segundo tempo acabou por ser morna, com as duas equipas receosas de arriscar a eliminatória. Aos 89’, Filipe Moreira esgota as substituições, trocando de lateral-esquerdo – Amorim por Burguette. Já se jogava o período de compensação quando surgiram as duas últimas chances de golo. Primeiro foi Kifuta que, desmarcado por Sereno, remata por cima. Depois foi mesmo Sereno a finalizar ao lado uma jogada de contra-ataque em que os adeptos do Oriental já gritavam golo. Vinha aí o prolongamento.



O prolongamento não teve muitos lances dignos de registo. Ficaram apenas na memória dois lances:


99’ – A bola sobra para Piki na sequência de um canto, mas o pequeno avançado não consegue finalizar.



104’ – Na sequência de um canto do outro lado do campo, Vítor Afonso não faz melhor que o seu colega do Oeiras.




Para os últimos quinze minutos, Paulinho optou por refrescar a equipa, colocando o ex-Lourel Patrick no lugar de Luiz Carlos. O jogo acabaria por ser decidido na lotaria dos pontapés da marca de grande penalidade. Filipe Moreira sofreu muito e ter-se-á recordado de uma partida em particular que o impediu de subir à Liga de Honra. Calado acabaria por decidir a eliminatória a favor do Oriental.



0-0-Lima remata à barra


0-0-Sereno procura imitar Panenka/Hélder Postiga mas a bola sai por cima da trave


0-0-Patrick atira ao poste


0-1-Vítor Afonso é o primeiro a encontrar o caminho das redes


1-1-Jorge Cordeiro


1-2-Samarra - terceiro remate para a esquerda dos Guarda-Redes e terceiro golo


2-2-Damil


2-2-Kifuta remata para o lado direito de Rui Santos que defende


2-2-O Guarda-Redes do Oeiras procura colocar a equipa na frente mas remata por cima


2-2-Tiago Mota desperdiça a primeira bola de jogo com Rui Santos a defender


2-2-O Guarda-Redes Tiago Mota defende o remate de Cuca


2-3-Calado tem a segunda possibilidade do Oriental de acabar com a eliminatória e não desperdiça.