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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Festejos prematuros

Ontem, o Cacém perdeu no campo do Murteirense. No domingo anterior, havia festejado após a vitória sobre o Linda-a-Velha. Cedo demais.

No dia 12, num jogo muito atribulado e marcado por uma arbitragem confusa, o Cacém chegou a uma vantagem de dois golos que acabaria por lhe assegurar os três pontos apesar da boa réplica do Linda-a-Velha. As dificuldades do árbitro começaram bem cedo. Num lance em que Nuno Almeida parece derrubar o avançado do Linda-a-Velha, o árbitro aponta para canto. Falta ou não, canto nunca seria.

A equipa da casa chegaria ao golo num contra ataque finalizado com um remate junto ao poste direito à guarda de Miguel. Pouco tempo depois, surgiria o 2-0 num livre ensaiado por parte da equipa do Cacém, que Geraldo finaliza com um belíssimo volley.

Ainda antes do intervalo, começaria o desperdício do Linda-a-Velha. A equipa criava chances de golo mas a finalização não queria nada com os visitantes.


A segunda parte começou com a cor amarela e com ainda mais desperdicio do Linda-a-Velha. Depois começaram as expulsões e o futebol só regressaria (e pouco) no período de compensação concedido pelo árbitro. Primeiro há um penalty a favor do Linda-a-Velha que não é assinalado. Logo depois, o árbitro assinala penalty que não se vislumbra. O Linda-a-Velha reduzia finalmente a desvantagem mas já só haveria tempo para mais uma expulsão até ao apito final.

A uma jornada do final da Divisão de Honra da AF Lisboa, as equipas classificadas abaixo do 7º lugar têm ainda o futuro indefinido. Na verdade, como o número de equipas que irão descer está dependente do que vier a ocorrer na Série E da 3ªDivisão, há equipas que ficarão uma semana sem saber concretamente o escalão em que irão competir na próxima época.

Para além dos clubes que descem das 2ª e 3ª divisões, há seis equipas apuradas para o Campeonato Distrital Pró-Nacional da próxima época. São eles Loures ou Musgueira, Santa Iria, Ponterrolense, Lourel, GCR Murteirense e Alverca. Para que não precisem de esperar pelo que irá acontecer nas últimas duas jornadas da Série E da 3ªDivisão, os restantes terão de ficar nos dez primeiros. Só atingindo essa meta se salvaguardam das possíveis descidas de Lourinhanense, Sintrense e Sacavenense.

Neste sentido, os festejos do Cacém no dia 12 foram claramente precipitados. É verdade que, no pior dos cenários, a equipa terminará em 11º, mas essa posição só dará lugar no Pró-Nacional 2013/14 se, pelo menos, um dos filiados na AF Lisboa terminar em posição de subida a sua participação na Série E da última edição da 3ªDivisão. E isso ainda é cedo para se ter como garantido.

terça-feira, 8 de março de 2011

Pero Pinheiro não passa no Cacém



Há equipas que, pela mais-valia dos seus plantéis, deveriam dominar os campeonatos sem sombra para dúvidas. Deveria ser o caso do Pero Pinheiro mas não é. Composto por jogadores com experiência nos campeonatos nacionais, o Pero Pinheiro deslocou-se ao Cacém no passado Sábado, para defrontar a jovem equipa do Atlético local.


Os onzes:

CACÉM-Pedro Silva; Fogeiro, Ricardão, Sousa, João Correia; Diogo Nogueira, Tiago Nogueira, Seminário; Taveira, Franclim e Abiud


PERO PINHEIRO-Ferro; Rochinha, Runa, Filipe Martins e Cadu; Afonso, Aguiar e Rui Janota; Hélder Costa, Mix e Cláudio Oeiras


Momentos:


8’ – Franclim cruza da direita para o desvio de Abiud, ao lado da baliza de Ferro. Era o primeiro sinal de perigo do Cacém.


13’ – Mix salta mais alto do que os centrais locais e faz o 0-1.


21’ – Livre da direita, marcado por Seminário, com a bola a cruzar a pequena área sem que ninguém lhe toque.


25’ – Ricardão remata de fora da área. Ferro efectua uma defesa de recurso.


33’ – Mais uma jogada pela direita, com Taveira a desviar para a baliza o cruzamento de Fogeiro (1-1).


57’ – Contra-ataque do Cacém concluído por Taveira com um remate em arco por cima da baliza de Ferro.


61’ – Excelente remate em rotação de Abiud. É de fora da área que o Cacém vira o marcador (2-1).


74’ – Livre de Mix à base do poste esquerdo da baliza de Pedro Silva.


86’ – No mesmo lance, Runa e Cláudio Oeiras acertam na trave.

89’ – Runa iguala num pontapé de ressaca de fora da área (2-2).

90’+1 – Cláudio Oeiras coloca a bola na baliza, mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Aparentemente mal. '>Veja o vídeo.


90’+4 – Cissé isola-se, sendo travado por Cadu, que recebe ordem de expulsão. Na marcação do livre, Ricardão põe à prova Ferro que responde à altura.


O jogo terminou com um empate a duas bolas e com os jogadores do Pero Pinheiro a pedir satisfações à equipa de arbitragem. A reduzida presença das autoridades (contei três elementos da PSP) levou ao pedido de reforços. Decisão aceitável, considerando os protestos veementes dos visitantes. Inesperado foi o que se assistiu minutos depois. Em ritmo acelerado, deram entrada no Campo Joaquim Vieira três viaturas da PSP, entre as quais uma carrinha, de onde saíram elementos do SIR, de shotguns em punho! Foram chamados a “repôr a ordem pública” como me referiu o agente que interpelei. Se a ordem pública é ter uma dúzia de agentes policiais armados até aos dentes a proteger uma equipa de arbitragem das “bocas” de uma equipa de futebol. Enfim...


Voltando ao jogo, o Pero Pinheiro queixa-se da arbitragem mas deveria queixar-se de si mesmo. Uma equipa com jogadores da qualidade de Filipe Martins, Cláudio Oeiras, Mix e ca. deveria fazer bem melhor. É verdade que a segunda parte foi dominada pelos homens de vermelho e branco. Mas assistir aos jogos desta equipa do Pero Pinheiro fico sempre com a sensação de que os jogadores alinham com alguma sobranceria, cientes da sua superioridade. Mas esta nem sempre se reflecte no reusltado, como foi o caso.