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sábado, 12 de janeiro de 2013

Empate ajustado

6/1/2013
REAL SC-URD TIRES 1-1
Arb:Pedro Ramalho (AF Évora)
Real-André Martins; Romano, Miguel Santos, Araújo e Gong; Bernardo, Paulinho (Cap.) e David Cardoso; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva
Tires-Pedro Carvalho; Pedro Conceição (Cap.), Viegas, Tiago Basílio e Zé Pedro; Rocha, Herman Diogo e Pedro Bello; Patrick, Nildo e André Lopes
Tr.Rui Sousa

O primeiro quarto de hora foi marcado pelos dois golos do jogo. Aos 4', Ventura aponta o canto, Bernardo salta ao primeiro poste mas a bola é desviada por um defesa do Tires para a entrada de cabeça de Pratas. Onze minutos depois, Paulinho derruba Pedro Bello. Do livre resultaria o golo do Tires que faria o resultado final. Patrick aponta de pé esquerdo, a bola bate na parte interior do poste e entra na baliza à guarda de André Martins que parece mal batido. O jogo que começava praticamente empatado a um golo para cada lado continuaria a ser interessante de seguir. Dois minutos após o empate do Tires, Tomás aponta um livre, Gong salta com Basílio e a bola sai muito perto do poste. Seria canto mas o árbitro assinala pontapé de baliza, num de vários erros de análise cometidos ao longo da partida. Na reposição, Pedro Carvalho coloca a bola no meio campo do Real, onde Nildo, de cabeça, coloca em André Lopes. Entre os defesas do Real, o avançado do Tires remata muito torto quando poderia isolar-se. Aos 25', bom lance de Herman pela esquerda que termina com remate cruzado para defesa de André Martins. Pouco depois, em mais uma reposição de bola de Pedro Carvalho, a bola sobra para André Lopes que, com um excelente passe, isola Patrick. Frente a Andre Martins, este coloca por cima. O Tires voltava a dispôr de uma chance para se adiantar no marcador. Até ao intervalo, o jogo foi sendo muito disputado e equilibrado mas sem que lances de perigo surgissem. No minuto 45, Tiago Basílio vê amarelo num lance em que confronta Ventura por lance  
disputado com Viegas, sem que se perceba exactamente o que terá ocorrido. Pouco depois, bom pormenor técnico de Bernardo que depois coloca em Tomás. Este acaba tocado por Zé Pedro que vê o primeiro amarelo. O livre apontado por Tomás sai à figura de Pedro Carvalho, Araújo cai na área em lance com Nildo mas o árbitro nada vê. De imediato, apita para o intervalo.

Para a segunda metade, não se registaram alterações nos onze. Ao minuto 49, Viegas derruba Tomás e vê amarelo. Do livre quase surge auto-golo de um defesa do Tires. Dois minutos depois, David Cardoso cruza para Tomás que tenta finalizar com um toque de habilidade, mas a bola é desviada por um defesa do Tires.

Ao minuto 55 assiste-se a um lance absurdo. Paulinho corta a bola num lance em que Patrick acaba no chão. O lance prossegue e a bola passa por Pedro Bello que a perde pouco depois. Bernardo acaba por rematar de muito longe e fraco. De imediato, Pedro Bello aborda o médio do Real de forma despropositada. Em mais uma demonstração de falta de categoria, o árbitro admoesta ambos.

O jogo passava então por uma fase menos atraente e muito faltoso. Aos 58', Romano é derrubado por Herman que vê amarelo. Três minutos depois, já com cartão amarelo, Zé Pedro entra de forma precipitada sobre Pratas e deixa a sua equipa reduzida a dez jogadores. Em superioridade numérica, esperava-se que o Real tomasse conta da partida e chegasse à vitória mas isso não viria a acontecer.

Aos 65', Rui Sousa mexeu na equipa, fazendo sair Pedro Bello e Patrick para a entrada de João Simões e Ricardo Nunes. No Real, foi o estreante David Cardoso a sair para a entrada de Ladeiras. Três minutos volvidos, bom lance do recém entrado Ricardo Nunes pela esquerda. O avançado do Tires cruza para a área, onde Araújo desvia de forma incompleta. A bola acaba por ir parar aos pés de Nildo mas Gong salva o Real. No minuto seguinte, novo lance de algum perigo do Tires. Ricardo Nunes isola Herman na esquerda que remata cruzado mas à figura de André Martins. Logo depois, Ricardo Nunes cabeceia para defesa de André Martins após um lance em que parecia ser o Tires a ter superioridade numérica. Passados dois minutos, nova alteração no Real, com João Silva a trocar Ventura por Guilherme, antigo jogador do Vilafranquense. No minuto 79, Tiago Basílio coloca a bola na área na marcação de um livre onde André Lopes sobe mais alto que Gong e cabeceia para defesa apertada de André Martins. A cinco minutos do fim do tempo regulamentar, Bernardo foi substituído por Tiago Morgado. Quatro minutos depois, Tiago Morgado cruza após incursão pela esquerda mas Tomás desvia de cabeça ao lado. Era a melhor chance de golo do Real no segundo tempo. Ainda antes do árbitro assistente mostrar os minutos de compensação concedidos, o Tires fez a última substituição, saindo André Lopes para a entrada de Pedro Teixeira. Os três minutos de compensação foram passados quase por completo no meio campo defensivo do Tires mas sem que o Real conseguisse criar perigo.

O resultado final parece ajustar-se, considerando as oportunidades de golo de cada uma das equipas. Ainda assim, num jogo equilibrado, foram mais os períodos em que o Tires esteve por cima do Real do que o inverso, mesmo quando em inferioridade numérica. 

+
Já no jogo da primeira volta havia ficado com uma boa impressão da equipa do Tires. Bem organizada por Rui Sousa, tem em comum com o Real o facto de possuir um plantel jovem. Curiosamente, é a única equipa que perdeu pontos com o Cartaxo.

-
O árbitro da AF Évora demonstrou pouca segurança no controlo da partida, teve diversos erros técnicos e a sua actuação não agradou a ninguém.

Ladeiras tarda a reencontrar-se após lesão contraída em Ponte de Sôr. Muita falta faz ao onze do Real.

sábado, 29 de setembro de 2012

Real sai derrotado de Tires


23/9/2012-3ªDivisão Nacional – Série E – 2ªJornada
URD TIRES-REAL SC 1-0
Arb: Nuno Mira (AF Lisboa)
TIRES-André Santos; Rigueiro, Pedro Conceição (cap.), Tomás Jorge e Taveira; Ilmo, Herman e Nildo; Patrick, Ricardo Nunes e André Lopes
Tr. Rui Sousa
REAL-André Martins; David Rosa (cap.), Araújo, Jibril e Rui Loures; Paulinho, Ladeiras e Bernardo; Sérgio, Tino e Kifuta
Tr. João Silva

O Parque de Jogos Dr. Santos Neves assistia ao primeiro jogo a contar para a 3ªDivisão Nacional desde 2006. A derrota pesada em Ponte de Sôr (0-3) na primeira jornada colocava algumas dúvidas quanto à valia desta equipa do Tires. O jogo de domingo passado viria a dissipar essas dúvidas. A equipa da URD Tires surgiu bem orientada, com um futebol agradável de seguir, nada condizente com o estereótipo associado à 3ªDivisão. Como a equipa do Real apresenta muita juventude talentosa, o jogo foi bem disputado, apesar de nem sempre bem jogado.

Apesar da toada de equilíbrio que pontuou toda a partida, a equipa da casa pareceu sempre uns furos acima do adversário. A meio da primeira parte, o médio Ilmo foi forçado a sair por lesão. O momento em que a equipa podia ressentir-se acabou por se tornar num domínio mais acentuado que durou até ao intervalo. Aos 26’, livre apontado por Patrick, Rigueiro coloca na área mas André Martins antecipa-se a Nildo. Na sequência do lance, e apesar de alguns pormenores técnicos de Tino, a bola é recuperada pela equipa da casa. Ricardo Nunes isola-se saindo de fora-de-jogo mas remata ao lado perante André Martins. O intervalo chegava sem que se tivessem registado lances de perigo, com excepção para o lance mencionado.


Para a segunda metade, João Silva trocou Sérgio e Bernardo por Miguel Santos e Caramelo. O técnico do Real dava mostras de querer mexer na partida e vencê-la. Aos 52’, o central Araújo vê o primeiro amarelo. Quatro minutos depois, o jogo assistia a uma das melhores jogadas do Real, com a bola a passar por vários jogadores, da esquerda para a direita, terminando com o cruzamento de Paulinho para Kifuta desviar mas com André Santos a defender. O Tires responde com um cabeceamento de Ricardo Nunes por cima e com um remate de Patrick à entrada da área. Aos 63’, Rigueiro salta com Caramelo dentro da área e o avançado do Real cai. O árbitro Nuno Mira deixa seguir num lance que deixa muitas dúvidas.

Sete minutos depois, o jogo voltava a ficar desequilibrado a favor do Tires. Ricardo Nunes e Araújo disputam um lance em que o avançado do Tires faz falta primeiro mas é a segunda infracção que é assinalada, resultando no segundo amarelo para o central do Real. Em superioridade numérica, Rui Sousa retira Herman e Nildo por Dani e Pedro Belo. No minuto seguinte, Mota (entrara para o lugar de Tino pouco antes da expulsão de Araújo) está perto do 0-1. Rui Loures cruza para a área, Caramelo não chega mas a bola sobra para Mota colocar ao lado. Pouco depois, ficou um penalty por assinalar contra o Tires por mão da barreira num livre marcado por Mota. No contra-ataque que se seguiu, André Lopes entra na área e remata mas a bola é desviada para canto por Jibril. Aos 80’, um ressalto de bola na área do Real coloca a bola à disposição de Ricardo Nunes que volta a desperdiçar. Depois de vinte minutos agitados, o jogo parece entrar numa toada tranquila a fazer adivinhar o nulo no resultado final.

No entanto, aos 86’, Patrick aponta um canto para a finalização de Viegas ao segundo poste, numa falha de marcação. Nos cantos, não há inferioridade numérica mesmo se se joga com dez. O Tires, para além de não se ter ressentido com a lesão de Ilmo, ainda chegou à vitória com um golo da autoria do jogador que entrara aos 21’ para o lugar de... Ilmo.

+
Herman Diogo
Ladeiras
Paulinho
Tomás Jorge

-
Lembro-me de assistir há uns anos a um jogo em Ponte de Rol, com uma chuva diluviana e o árbitro Nuno Mira a conseguir manter o equilíbrio emocional nas quatro linhas num Ponterrolense-Pero Pinheiro. Em Tires, voltei a observar um árbitro que transmite imensa tranquilidade, característica que aprecio em geral e nos árbitros em particular. No entanto, a sua actuação ficou marcada por alguns lances em que o Real saíu prejudicado, como já referi. Dias melhores virão.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fofó perto da subida



O último jogo caseiro do Futebol Benfica esta época, passava pela recepção ao “aflito” Tires, equipa que entrou melhor na partida. Inclusivamente, até ao primeiro golo do Futebol Benfica (33’), a equipa do Tires foi mesmo a melhor em campo ou, pelo menos, aquela que mais perigo criou. Mas os jovens jogadores do Tires acusaram muito o golo sofrido e não mais se encontraram. A equipa do Fofó, mais experiente, tomou então conta da partida e acabou por dilatar o marcador aos 68’. O jogo estava ganho. Até ao final, o melhor que o Tires conseguiu foi um remate à figura de Formiga. Terá de decidir a manutenção na recepção ao Ericeirense, seu adversário directo. Após o final da partida, o speaker do Francisco Lázaro anunciava que, a dois minutos do fim, Pero Pinheiro e Vialonga empatavam a uma bola. Acabou por ser o resultado final, o que significa que o Fofó se desloca ao Ramalhal, terreno emprestado do Ponterrolense, dependendo apenas de si para assegurar o primeiro lugar e respectiva subida aos Nacionais.



Equipas:


FUTEBOL BENFICA – Formiga; Naia, Didi, Alex e Vital; Mamadu, Batista (Vitinha 86’) e Batalha (Martinho 80’): Adilson, Pina (Lamas 80’) e Frutuoso (Brás 80’)


Tr. Pedro Barroca



TIRES – André; Conceição, Tomaz, Basílio e Hélder (André Silva 78’); Rigueiro (Roberto Brito 78’), Belo (André Lopes 67’) e Erico; Nildo, Luisinho e Guti (Nélson 78’)


Tr. Rui Sousa



Momentos:


1’ – A defesa do Fofó é surpreendida por uma entrada rápida do Tires. Nildo não consegue desfeitear Formiga;


8’ – Boa jogada de Belo, travada em falta por Didi. Do livre nada resultou;


13’ – O Fofó começa a despertar para a partida. Após passe de Frutuoso, Batista remata ao lado;


22’ – Mais uma aflição na área do Fofó, num lance iniciado por um corte de Belo a meio campo;


24’ – Batista marca o canto. Alex cabeceia mas a bola vai ao poste. Pouco depois, Vital cruza para cabeceamento de Frutuoso ao lado;







33’ – Frutuoso inventa um golo à entrada da área. De costas para a baliza e marcado por Basílio, roda e faz um remate à meia volta. Belo golo. O Fofó estava na frente do marcador;


39’ – Aproveitando algum desnorte da equipa do Tires, Adilson remata à figura após novo cruzamento de Vital;


44’ – Novamente Adilson. Isolado perante André, não evita a intervenção do guardião do Tires;


58’ – Adilson surge isolado mais uma vez. Chega mesmo a driblar o guarda-redes mas Basílio dobra o número 12 do Tires;


61’ – Na sequência de um bom lance individual, o central Didi remata mas a bola embate em Frutuoso e sai pela linha de fundo;


65’ – Alívio defeituoso de André é reflectido por Pina mas a bola sai por cima da barra;


68’ – Após lance algo confuso na área, Frutuoso coloca a bola nas redes, fazendo o resultado final (2-0);


78’ – Nildo remata à figura de Formiga




Notas:


- A equipa liderada pelo árbitro Martinho Rodrigues esteve bem, num jogo de dificuldade reduzida;


- Frutuoso (32 anos) mostrou (mais uma vez) ser goleador. A falta de velocidade é superada por um sentido de baliza apurado (1º golo) e pelo oportunismo evidente (2º golo). Estas características, a par da presença física e experiência (ganha muitas faltas), são fundamentais para um ponta-de-lança, principlmente nos Distritais;


- Vital (33 anos) – há muito que não assistia a uma exibição tão consistente do capitão do Fofó. Nos jogos decisivos, a experiência e a qualidade fazem a diferença;


- Do lado do Tires, destaco os jovens Belo (19 anos) e Hélder (21 anos). Belo jogou a meio-campo, uma espécie de 8. Muito interventivo, tanto a defender como a atacar, demosntrou ter bons pés. Até acabou por ser o primeiro jogador do Tires a saír da partida por opção técnica. Ainda assim, o ex-júnior foi o jogador que mais me surpreendeu. Hélder jogou na lateral esquerda da defesa e foi ele a dar início a algumas das iniciativas mais perigosas no melhor período do Tires. A par dos seus colegas, acabou por reduzir o rendimento ao longo do jogo. Tanto Belo como Hélder parecem merecer (pelo menos) a Divisão de Honra;


- Nas respectivas edições de 2ªFeira, A Bola e RECORD nem sequer publicaram os resultados da 33ªJornada da Divisão de Honra da AF Lisboa. Mesmo O Jogo, que até costuma publicar as fichas dos jogos, deu nota apenas dos três resultados dos jogos das equipas da frente. Muito pouco.