Mostrar mensagens com a etiqueta Ericeirense. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ericeirense. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de outubro de 2011

Ericeirense elimina Jeromelo



A 5 de Outubro de 1910, a Família Real deixou o País na Ericeira. Cento e um anos depois, desloquei-me à vila do concelho de Mafra para assistir ao jogo da primeira eliminatória entre Ericeirense e Jeromelo. Quando se defrontam duas equipas que desceram de divisão mas em escalões diferentes, espera-se uma partida em que a que ocupa o escalão superior domine o adversário. Se o jogo se disputar na casa do primeiro, tanto melhor para este, mas o jogo entre Ericeirense e Jeromelo só provou esta ideia no resultado. Durante a partida, o equilíbrio foi a nota dominante. Não fôra a ineficácia nos momentos de finalização e o resultado teria sido favorável à equipa do Jeromelo.





ERICEIRENSE-João Leitão; Nélson, Naco, Quaresma e Ivo; Kuma, Raposo (cap.), Miguel Oliveira e Marinho; Miguel Rodrigues e Douglas. Tr. Rui Jorge



JEROMELO-Joca; João Dias, Pedro Matos, João Carlos e Tiago Castelo; João Gaspar (cap.), T.Duarte, P.Fernando; Suli, Paiva e Ricardo Mendes. Tr. Luís Camacho





O mau início de época do Ericeirense parece ter pesado nos primeiros minutos, sendo do Jeromelo o primeiro período da partida. A equipa da casa só reagiu à passagem do quarto de hora, com Marinho a falhar a recepção num lance em que a bola rasgou a defesa do Jeromelo. O mesmo Marinho, aos 30’, faz um chapéu sair ao lado após boa desmarcação de Miguel Rodrigues. Dois minutos depois, Nélson remata cruzado ao lado, numa altura do jogo em que o Ericeirense estava por cima. Três minutos depois, novo remate ao lado, desta feita por Miguel Rodrigues. Aos 39’, um lance de contra ataque quase dá o golo ao Jeromelo.






Em cima do intervalo, num livre, Paiva remata por cima das redes à guarda de João Leitão. Para a segunda parte, Luís Camacho troca P.Fernando e Suli por Duarte e Frederico. Aos 48’, Marinho tem nova chance de bater Joca mas sem sucesso.






Dois minutos depois, na sequência de um canto favorável ao Jeromelo, Duarte remata por cima. No minuto 57’, surge a melhor chance da partida. Ricardo Mendes desmarca-se, surge perante Joca e faz-lhe o chapéu que faz a bola bater à frente e por cima da barra. Logo a seguir, Rui Jorge mexe na equipa, fazendo sair Kuma e Douglas, para as entradas de Luís Silva e Johnny. Seis minutos volvidos, num lance de bola parada, Naco está muito perto do golo.






No minuto seguinte, Nélson remata em arco mas ao lado da baliza do Jeromelo. O jogo estava algo repartido e, aos 72’, Duarte remata cruzado ao lado da baliza do Ericeirense.


Começava a cheirar a prolongamento e até foi a equipa do Jeromelo a dar mostras de pretender evitá-lo. Aos 80’ e 82’, Paiva e Duarte têm chances para golo mas rematam sobre a barra. Logo depois, num lance em que o central João Carlos escorrega, Raposo permite a mancha a Joca. Na resposta, Duarte rouba a bola a Quaresma, isola-se mas remata à figura de João Leitão. No minuto seguinte, mais uma oportunidade de golo desperdiçada pelo Jeromelo. Frederico surge isolado pela direita mas remata por cima. Em cima dos 90’, numa altura em que o Jeromelo alinhava com dez, porque Frederico trocava de botas, Ivo cruza para Luís Silva que, perante a saída de Joca, faz um chapéu bem medido que culmina com a bola nas redes da baliza do Jeromelo. No período de compensação dado pelo árbitro, nada de relevante a assinalar. A par do Ponterrolense, o Ericeirense é o clube com mais Taças da Associação de Futebol de Lisboa (3) no seu historial. Com a vitória frente ao Jeromelo, o Ericeirense apurou-se para a 2ªEliminatória que jogará fora frente ao Carcavelos. Boa arbitragem da equipa chefiada por Ilídio Silva.

sábado, 21 de novembro de 2009

Rol de Chuva


A curiosidade era antiga. O Grupo Desportivo Recreativo Cultural Ponterrolense é o segundo clube com mais presenças na Divisão de Honra da AF Lisboa. Apenas falhou uma edição porque subiu à 3ªDivisão Nacional, após ter sido vice-campeão em 98/99. Já assistira a jogos do Ponterrolense, mas nunca em casa. Para chegar a Ponte do Rol, tomei a direcção Norte até Torres Vedras. Depois de passar por Gibraltar e Benfica, lá cheguei a Ponte do Rol. O Domingo ameaçava chuva e esta faria a sua aparição a meio da primeira parte para não mais parar.


Único campo de terra batida do escalão maior do futebol lisboeta desta época, o Campo dos Moínhos tornou-se ainda mais pesado com a chuva incessante. O pelado explicará, em grande parte, as dificuldades que os adversários do Ponterrolense sentem nas deslocações a Ponte do Rol. Mas não é a única. Na defesa, o Ponterrolense tem esta época um jogador com larga experiência nos Nacionais. Prestes a completar 36 anos, Esteves cumpre a terceira época no Ponterrolense, após uma carreira iniciada no vizinho Torreense em 1989. Como sénior, alinhou no Lourinhanense, Torreense, Fátima e Barreirense. É o jogador mais experiente do plantel.


Mas o maior destaque vai para a dupla atacante composta pelo cabo-verdiano Naco e o moldavo Roma. Naco faz lembrar Gil, Campeão do Mundo de Sub-20 em 1991. De estatura mediana, faz da sua mobilidade a grande arma que atormenta as defesas adversárias. Tem sido um dos melhores marcadores da Divisão de Honra da AF Lisboa nas últimas épocas. A seu lado joga o pequeno Roma (alcunha do moldavo Roman Lapusneanu). Roma coloca velocidade no jogo do Ponterrolense, procurando servir Naco. Cumpre a segunda época no clube depois de jogar no Encarnacense e no Livramento. Ainda assim, o melhor jogador em campo acabou por ser um dos jogadores visitantes.


Aos 26 anos, o avançado Mário Rui cumpre a segunda época no Ericeirense, depois de uma carreira iniciada no Mafra, clube em que viveu a melhor época da carreira, ao alinhar em metade dos jogos da carreira mafrense na 2ªDivisão de 2005/06. Seguir-se-íam duas épocas no vizinho Igreja Nova. Marcado por Esteves, seu antigo colega no Torreense (02/03), Mário Rui deu muito trabalho à defesa da casa, devido à sua estatura e empenho. Foi dele o primeiro golo da partida, finalizando de cabeça um cruzamento da direita.


Ainda antes do intervalo, Naco empatou na conversão de um pontapé da marca de grande penalidade. O lance foi duvidoso e alvo de contestação por parte dos jogadores e dos (muitos) adeptos ericeirenses presentes. Num jogo marcado pelas más condições atmosféricas, a presença de várias dezenas de espectadores é de salientar, destacando-se a sempre aguerrida massa adepta da Ericeira.

O Ericeirense pareceu quase sempre um degrau acima do seu opositor. Apesar de ter ainda acertado na barra da baliza ponterrolense, não conseguiu desbloquear o 1-1. Agora treinados por Rui Jorge, antigo guardião de Mafra e Real, poderá ser um dos candidatos à subida, apesar de ainda estar muito campeonato por jogar.