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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Descer com a subida ali tão perto

1/6/2013
Estádio Alfredo da Silva
GD FABRIL BARREIRO-SG SACAVENENSE 1-1
Arb: Tiago Canário (AF Beja)
Fabril-Ruben Luís; Carlos André (Banana 67'), Rui Correia, Marinheiro e Paulo Letras; Miguel Pimenta, Danilo (Espanta 76') e Mário Jorge (Janu 45'); Bolinhas, Catarino (Cap.) e Ruben Guerreiro
Não utilizados-Bonifácio, Mota, Martinho e Luís Conceição
Tr.Manuel Correia
Sacavenense-Hugo; Mendes, Alassane, Runa (Cap.) e Bebé; Manuel Dias, Paulo Neves e Moita; Juninho (Neio 60'), Beirão (Cláudio 60') e Leo (Horta 78')
Não utilizados-Carlos, Beto, Serginho e Elvis
Tr.Nuno Carvalho

Num jogo em que dependia apenas de si para subir de divisão e escapar à descida aos Distritais da AF Setúbel, o Fabril revelou desde o início um nervosismo evidente de que nunca conseguiu libertar-se. A equipa do Sacavenense apresentou-se com a sua identidade intacta apesar de já não ter aspirações de subida.

Neste contexto, não surpreendeu que o Sacavenense chegasse ao golo à passagem do minuto 16. Num lance em que a bola passa por Juninho e Moita, o cruzamento de Mendes é desviado por Leo para as redes em antecipação a Carlos André. Com o Barreirense empatado em Sintra, o Fabril continuava em posição de subida, pelo que a ausência de reacção não teria custos de maior.

Dois minutos volvidos e o Sacavenense está perto do segundo golo. Moita desmarca Leo que faz o chapéu a Ruben Luís. O guardião ainda desvia mas a bola vai para Beirão que não impede o corte de Marinheiro. Na resposta, um dos poucos lances de registo de Ruben Guerreiro é travado em falta. Ao minuto 20, Runa escapa ao que poderia ter sido o segundo amarelo e, quem sabe, um jogo bem diferente.

Aos 25', já com o Barreirense em vantagem na luta pela subida pelo golo marcado na Portela de Sintra, o Sacavenense volta a estar perto do segundo golo, mas o chapéu de Beirão sai ligeiramente ao lado. Oito minutos depois, Danilo coloca Bolinhas em frente a Hugo mas o guardião sacavenense faz a mancha. O jogo arrasta-se até ao intervalo numa toada fraca de parte a parte.


Para o segundo tempo, Manuel Correia troca Mário Jorge por Janu. Ao minuto 54, na sequência de um cruzamento de Ruben Guerreiro, o quarentão Catarino cabeceia ao poste. Seis minutos depois, dupla substituição no Sacavenense com as entradas de Neio e Cláudio para os lugares de Beirão e Juninho. Pouco depois, Bolinhas cruza para a área e Catarino finaliza. No entanto, o árbitro assistente assinalara fora-de-jogo que não se consegue avaliar nas imagens.

O jogo passava por uma fase de algum domínio do Fabril mas sem criar grande perigo. Manuel Correia voltou a mexer na equipa ao minuto 67, retirando Carlos André para a entrada de Banana. Apesar da aposta atacante do técnico da casa, seria o Sacavenense a estar perto do golo aos 69'. Bom lance de Cláudio pela esquerda mas Leo falha o remate. Não marcou o Sacavenense, marcou o Fabril três minutos depois.

Janu cruza para a área, Alassane corta de cabeça mas a bola sobra para Catarino que coloca para o remate cruzado de Bolinhas sem hipóteses para Hugo. O Fabril empatava a partida e podia ir em busca do golo da vitória e da subida. Mas seria o Sacavenense a responder ao golo do empate dos locais. Aos 74', Neio coloca Cláudio frente a Ruben Luís mas o guardião da casa impede o segundo golo do Sacavenense.

Pouco depois, os dois técnicos esgotavam as substituições. Primeiro foi Manuel Correia a trocar Danilo por Espanta. De seguida, Nuno Carvalho optava por retirar Leo para colocar em campo Horta. Ao minuto 79, registo para um lance insólito em que Horta ganha a linha de fundo e cruza largo. Ruben Luís prepara-se para repôr a bola em jogo mas esta ainda embate na parte superior da barra.

O Sacavenense guardava a bola e o Fabril parecia não ter força nem engenho para a recuperar. Aos 84', Bebé coloca em Cláudio à esquerda, este deixa para Neio que passa para Manuel Dias rematar por cima. Dois minutos decorridos, Ruben Guerreiro remata de bicicleta para boa defesa de Hugo, no lance de maior perigo do Fabril após chegar ao empate.

Ainda no período regulamentar, Paulo Letras coloca a bola na área, onde Ruben Guerreiro passa para Banana que, de ângulo difícil, remata cruzado ao lado. Algumas paragens por lesão levaram o árbitro a conceder sete minutos de compensação. Durante esse período, registo apenas para dois lances com pouco futebol. Primeiro foi uma acesa troca de palavras entre o guarda-redes do Fabril e o homólogo suplente do Sacavenense (Carlos Gomes), de que resultaria cartão amarelo para este último. Finalmente, Cláudio derrubou Espanta no meio campo e viu o segundo amarelo.

O jogo terminaria empatado e o Fabril desperdiçava em casa a subida de divisão para o rival Barreirense.

+
Alassane - imperial pelo chão ou pelo ar. Está ali um central a prometer vôos mais altos.

Neio - bons pés, forte fisicamente, atrevido a subir no terreno.

-
Ruben Guerreiro - quando se espera muito e se obtém pouco, é mau sinal. Um dos melhores jogadores da Série E esteve bem abaixo do que pode e sabe. O Fabril sentiu a sua falta e muito.

Carlos André - lateral habitualmente muito ofensivo esteve muito apagado, acabando mesmo por ser substituído a meio da segunda parte.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fabril superiorizou-se

17/2/2013
REAL SC-GD FABRIL 1-3
Arb:André Moreira (AF Leiria)
Real-André Martins; David Rosa, Araújo, Jibril (Cap.) e Rui Loures; Milton, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Miguel Cardoso e Pratas
Tr.João Silva
Fabril-Ruben Luís; Carlos André, Marinheiro, Rui Correia e Paulo Letras; Conceição, Danilo e Miguel Pimenta; Bolinhas, Ruben Guerreiro e Catarino (Cap.)
Tr.Conhé

Desde que desceu à 3ªDivisão que o Real não era claramente inferior ao adversário num jogo. Aconteceu no domingo passado frente ao Fabril.

Logo a abrir, Ruben Guerreiro coloca em Bolinhas que remata para boa defesa de André Martins. Pouco depois, Miguel Cardoso quase domina na área mas o lance perde-se. Aos 16', surge o primeiro golo do Fabril. Bolinhas aponta um canto ao primeiro poste, onde surge Ruben Guerreiro a desviar para as redes, com a bola ainda a tocar no poste.

O Real não conseguia reagir e, aos 23', novo canto de Bolinhas e nova chance de golo para a equipa do Barreiro, com o central Rui Correia a cabecear ao poste. Na resposta, canto apontado por Ladeiras, com Pratas a ganhar um dos poucos lances na área, mas a cabecear muito ao lado. Dois minutos depois, bom lance de Pratas que consegue entrar na área mas acaba cercado por defesas do Fabril e acaba por cair num lance com Marinheiro. Logo a seguir, na marcação de um livre, Ruben Guerreiro coloca a bola na barra.

O jogo entrou então numa fase algo confusa. Só aos 38' voltou a registar-se um lance digno de nota. David Rosa cruza para a área onde Tomás, pressionado por Carlos André, não consegue finalizar. O final da primeira parte chegaria com o Fabril no meio campo do Real.


Para a segunda parte pedia-se muito mais ao Real. No entanto, voltou a ser o Fabril a criar uma chance de golo, ao minuto 54. Ruben Guerreiro responde de cabeça a um cruzamento de Paulo Letras mas com a bola a sair ao lado. Seis minutos depois, João Silva faz a primeira alteração, saindo Pratas para a entrada de  Mota. Ao minuto 64, Miguel Pimenta rouba a bola a Jibril, entra na área e bate André Martins. O Fabril ficava a vencer por dois golos. Pela forma como o Real estava no jogo, a derrota parecia consumada.

Conhé troca Catarino por Banana e João Silva aposta em Ventura para o lugar de Milton. À passagem do minuto 72, bom remate de Ventura para defesa a condizer de Ruben Luís. Na sequência do canto, Araújo ganha a Conceição mas o cabeceamento sai por cima.

Quatro minutos volvidos, Danilo remata junto da marca de grande penalidade, mas David Rosa desvia para canto. Pouco depois, Bolinhas sai para entrar Mário Jorge e Rui Loures para a entrada de Sérgio.

Quatro minutos após as substituições, Banana fura pela defesa do Real, André Martins ainda defende o primeiro remate mas a bola sobra para o jogador do Fabril que faz o 0-3. A quatro minutos do final, Conhé faz a última alteração, trocando Danilo por Espanta. Apesar do jogo estar mais do que decidido, alguns jogadores do Fabril não tiveram o controlo emocional que seria de esperar. Autor de um execelente golo, Banana é expulso após um desaguisado com David Rosa que me abstenho de descrever. Pouco depois, Mota aponta um canto, Araújo cabeceia de cima para baixo e Paulo Letras tira em cima da linha. O auxiliar dá sinal de golo mas não parece que a bola tenha transposto a linha de golo. Na sequência do lance, Marinheiro é expulso por palavras. Apesar de ter menos dois jogadores em campo, o Fabril não concedeu espaços ao Real até ao minuto final.

A arbitragem teve um critério disciplinar difícil de entender e permitiu demora excessiva nas substituições.

Amanhã é dia de Sintrense-Real. Para os visitantes, é ganhar ou... ganhar.

domingo, 18 de novembro de 2012

Começar bem e acabar mal

11/11/2012
GD Fabril Barreiro-Real SC 3-1
Estádio Alfredo da Silva, Barreiro
Arb:António Matias (AF Portalegre)
Fabril-Ruben Luís; Carlos André, Marinheiro, Rui Correia e Paulo Letras; Luís Conceição, Miguel Pimenta e Espanta; Bolinhas, Ruben Guerreiro e Catarino (Cap.)
Tr.Conhé
Real-João Ascenso; David Rosa (Cap.), Jibril, Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tino, Tomás e Caramelo
Tr.João Silva

Jogava-se o vigésimo quinto segundo de jogo quando o central Rui Correia colocou a mão na bola dentro da área, provocando um penalty contra o Fabril. Após o apito inicial, os jogadores do Fabril trocaram a bola na zona defensiva mas foram surpreendidos pela pressão alta do Real. Tino recupera a bola a Miguel Pimenta e procura colocar em Caramelo quando Rui Correia corta com o braço. O árbitro mostra apenas o amarelo e Tino converte. O Real estava na frente e o Fabril teria de reagir. Foi isso que aconteceu de imediato até aos 11', altura em que surgiu o empate. A defesa do Real não consegue afastar a bola na área e o veterano Catarino coloca em Bolinhas que remata cruzado sem hipóteses para João Ascenso. Após o empate, o Fabril vai em busca da vantagem mas não causa perigo, limitando-se a testar a meia distância de alguns dos seus jogadores. Aos 15', Espanta tem a primeira tentativa, logo seguido de Miguel Pimenta por cima. Três minutos depois, é a vez de Ruben Guerreiro rematar por cima. AO minuto 21, mais Ruben Guerreiro para defesa de João Ascenso para canto. O Real encontrava imensas dificuldades para sair para o ataque. No minuto 23, o lesionado (?) Miguel Pimenta dá o seu lugar a Banana. Dois minutos depois, o recém entrado Banana coloca na área e Ruben Guerreiro desvia ao lado numa situação perigosa para as redes do Real. Aos 33', o irrequieto Ruben Guerreiro foge à marcação de Gong para uma zona frontal e remata para defesa apertada de João Ascenso. Logo de seguida, Gong vê o amarelo após derrubar Ruben Guerreiro. Aos 38', Ladeiras perde para Carlos André e derruba o lateral do Fabril. Vê o amarelo. Dois minutos depois, falta de Paulinho sobre Espanta no miolo e também vê amarelo. Os cartões para os jogadores do Real saíam do bolso do árbitro de Portalegre com muita facilidade. No minuto 41, o Real causa perigo pela primeira vez. Grande lance pela direita finalizado por Tomás para excelente defesa de Ruben Luís. Neste lance, o central Rui Correia volta a escapar à expulsão após derrube de Caramelo. O Real esteve perto do golo na sequência do canto. Tomás marca, Bernardo desvia ao primeiro poste mas Luís Conceição tira a bola quando Caramelo se preparava para encostar. Logo depois, mais um amarelo para um jogador visitante, desta feita porque Tino travou o contra ataque. Ao minuto 44, mais um remate de Espanta por cima. Ainda antes do intervalo, o veterano Catarino cabeceia muito por cima. Pouco depois soaria o apito para o intervalo. Apesar do maior domínio do Fabril, as chances de golo foram repartidas.


Para a segunda parte, João Silva troca o amarelado Liangxuan pelo estreante André Costa. Logo a abrir, o Real está perto do 1-2. Paulinho vê muito bem Tomás solto na área e entrega-lhe a bola. O esquerdino procura finalizar em arco mas o remate sai mal. Na sequência do lance, ainda houve lugar a um livre em que a bola é desviada na área mas sai ao lado. O Real entrava bem no segundo tempo. Aos 50', e apesar de rodeado por três jogadores do Fabril, Tomás consegue sair com bola e descobrir Tino à esquerda. O avançado do Real, perante a saída de Ruben Luís, fica entre o remate e o cruzamento, desperdiçando mais uma chance de colocar os visitantes em vantagem no marcador. Pouco depois, na zona defensiva do Real tem início um lance duplamente suspeito. Primeiro, Jibril dribla Ruben Guerreiro e é atingido pelo extremo do Fabril. Ainda assim, Jibril coloca a bola na frente onde Caramelo se isola frente a Ruben Luís mas vê o árbitro assistente assinalar fora-de-jogo muito duvidoso. Quanto a Ruben Guerreiro, ficou sem cartão. Aos 59', remate de Tomás para defesa fácil de Ruben Luís. Dois minutos depois, roubo de bola de Paulinho junto da linha divisória. O jogador do Real coloca em Caramelo mas Ruben Luís sai de forma rápida da baliza e faz a mancha. Logo depois, Conhé troca o (agora) apagado Ruben Guerreiro por Danilo. Cinco minutos volvidos e um cruzamento falhado de Bolinhas leva a bola às malhas laterais da baliza à guarda de João Ascenso. No minuto 69, Conhé troca Catarino pelo jovem Luís Costa.

O Real não chegou à vantagem. Chegaria o Fabril. Após um lançamento lateral, Banana ganha as costas a André Costa e cruza rasteiro. David Rosa afasta a bola que fica numa zona frontal de onde Espanta fuzila João Ascenso. Contra a corrente do jogo, o Fabril estava em vantagem. Logo a seguir, João Silva troca Ladeiras por Ventura e, quatro minutos depois, Paulinho por Mota. O jogo ficaria decidido ao minuto 77'. O lance do 3-1 surge a partir de um livre favorável ao Real marcado em cima da área do Fabril. Mota aponta mas a bola embate na barreira, dando origem a uma transição rápida em que a bola passa por Carlos andré e Bolinhas, regressa ao lateral que oferece a Banana para, no limite do fora-de-jogo, fazer o terceiro golo do Fabril. No reatamento, Caramelo viu amarelo por derrubar Bolinhas. O jogo entrou então numa fase sem grande interesse que só seria retomado nos últimos minutos. Aos 88', remate de Luís Costa para defesa complicada de João Ascenso. No minuto seguinte, em posição frontal, remate de Tino para defesa segura de Ruben Luís. Logo depois, Caramelo passa para Mota que procura o pé esquerdo perdendo o tempo suficiente que permite o acerto defensivo dos locais. O Real estivera perto de reduzir a desvantagem. Durante os três minutos de compensação concedidos pelo árbitro da AF Portalegre, ainda houve tempo para um bom trabalho de Mota à entrada da área mas em que o remate saíu fraco e ao lado.

+
Enquanto procurou apenas jogar futebol, Ruben Guerreiro foi o melhor jogador em campo. À beira de completar 24 anos, ainda vai muito a tempo de brilhar em palcos mais mediáticos.

Apesar da classificação actual não ser famosa, continuo a não ver uma equipa melhor que a do Real nesta Série E. Falta ver Sintrense, Eléctrico e Sacavenense. A finalização e várias decisões de arbitragem é que têm feito a diferença até agora.

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5-1 em amarelos sendo que o amarelo do Fabril deveria ter sido vermelho no lance da grande penalidade. É este o resumo disciplinar do árbitro António Matias que, diga-se, não esteve mal em termos técnicos.

O factor vento esteve muito presente ao longo de toda a partida. Curiosamente, o Fabril acaba por chegar à vitória quando era o Real a jogar a seu favor.