Mostrar mensagens com a etiqueta AF Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta AF Lisboa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de maio de 2011

Porto Salvo garante regresso à 1ªDivisão



Ao vencer em Trajouce no passado dia 1, o Porto Salvo regressa à 1ªDivisão da AF Lisboa, o “seu” escalão, de onde foi relegado no final da época passada. O técnico Chico Afonso, que ainda há duas épocas, orientava a Alta de Lisboa, escolheu o seguinte onze inicial - João Lobo; Ivo, Tiago Palrão, Edgar e Tiago Silva (cap.); Josimar, Márcio e Blessing; Adão, Leandro Cruz e Leandro.



Numa partida bem arbitrada por Pedro Pires, o Porto Salvo precisava apenas de um empate para não precisar de saber os resultados de Palmense e Domingos Sávio. No entanto, a equipa da casa deu muito boa conta de si e foi adiando os intuitos do líder. Foi apenas a sete minutos do intervalo que os visitantes chegaram à vantagem, num lance em que Wilson, o guardião do Trajouce, não fez juz ao nome que ostenta na camisola – Will Banks.



Apesar da réplica dada pelo Trajouce, a baliza à guarda de João Lobo não passou por grande perigo. No entanto, o golo da confirmação só chegaria aos 79’, com o avançado Armindo a finalizar à segunda tentativa, uma finalização na pequena área, batendo o guardião Quim, que substituíra Wilson minutos antes.




Na equipa da casa, destaque para o central Tó. Ver um jovem de 40 anos jogar futebol por prazer é sempre nota de registo.




No Porto Salvo, destaco os pequenos Leandros que deram sempre muito trabalho à defesa do Trajouce e para o médio Blessing que, apesar da sua aparente fragilidade física, nunca virou a cara à luta no miolo do terreno.


O Atlético de Porto Salvo disputará o título de Campeão da 2ªDivisão da AF Lisboa com o MTBA.


sábado, 16 de abril de 2011

ADCEO derrota o líder




O líder da Série 2 da 1ªDivisão da AF Lisboa (SC Sanjoanense - SCS) teve uma deslocação complicada ao recinto do vice-líder (ADC Encarnação e Olivais – ADCEO). Os dois emblemas lutam por ascender a um patamar que nunca ocuparam – subida ao escalão principal dos Distritais lisboetas. A melhor época da ADCEO foi um 11º lugar na Série 2 da 1ªDivisão há duas épocas. Quanto ao SCS, regista dois quartos lugares no mesmo escalão nas épocas 95/96 e 06/07. No início da época, nenhum destes clubes seria propriamente favorito à subida. A ADCEO escapara por pouco à descida, enquanto que o SCS se sagrou Campeão da 2ªDivisão da AFL.



ADCEO – Tristão; Lopes, João, Daniel, Anderson, Ychine, Mendes, Vasco, Miguel (cap.), Bruno e Marquinhos. Tr. Rui Torres



SCS – Dércio; Fábio Rocha, Fábio Teixeira, Ruben, Iero Djau, Jair Varela, Júnior, David, Brian, Wilson e Edi. Tr. João Borrego



O início da partida mostrou uma equipa do SCS bem organizada e a procurar jogar um futebol pouco comum nos Distritais. Com atletas com bom toque de bola, a jovem equipa do SCS mostrava porque lidera a Série e chegou ao golo pelo central Fábio Teixeira. (24’). O jogo parecia controlado pelos visitantes. No entanto, a equipa da ADCEO deu a volta ao marcador em apenas seis minutos. Primeiro, foi Bruno que fez o empate num livre directo digno de qualquer estádio. Depois foi o ex-júnior Ricardinho a fazer o 2-1 final num desvio ao segundo poste.



Pode dizer-se que a grande diferença esteve no facto dos goleadores da ADCEO terem dito presente, enquanto que os seus homólogos do SCS (Edi e Wilson) estiveram ausentes do jogo. A última hora de jogo foi marcada pelo crescente descontrolo emocional de alguns dos jogadores do SCS, culminando na expulsão do central Ruben, por uma entrada violenta sobre Ricardinho. A equipa procurava chegar ao empate, mas o melhor que conseguiu foi um remate cruzado de Brian que fez tremer os entusiásticos adeptos da casa. Diga-se que o avançado sanjoanense foi dos melhores jogadores em campo, demonstrando qualidade para outras andanças.


Na equipa da casa, o destaque vai para o já referido Bruno (já esteve no Torreense) e para o capitão Miguel, cuja estatura foi decisiva em muitos lances por alto disputados a meio-campo.
Com este resultado e as vitórias de Agualva e Damaiense, os quatro primeiros da classificação estão separados por apenas cinco pontos a quatro jornadas do fim. Prometedor.

domingo, 21 de junho de 2009

O renascer do Águias





Terminaram as suas séries em terceiro lugar, pelo que a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) convocou A-dos-Cunhados e Águias de Camarate para discutir o último lugar com acesso à 1ªDivisão Distrital. O A-dos-Cunhados apenas em duas ocasiões não alinhara no último escalão distrital, pelo que a oportunidade era histórica. Do outro lado, o Águias de Camarate procurava um regresso a palcos mais condizentes com o seu palmarés. Em 1999/00, o clube dos arredores de Lisboa alinhou na antiga 2ªDivisão B, naquela que foi a época de maior destaque da sua História. De então para cá, ainda se manteve 3 épocas na 3ªDivisão Nacional, até caír nos Distritais. O regresso foi complicado, de tal forma que a manutenção foi mantida a muito custo nas primeiras duas épocas. À terceira, a descida foi inevitável. No entanto, o pior veio depois com nova descida. Assim, 2007/08 vê o Águias alinhar na 2ªDivisão da AFL, último escalão associativo. Não fez melhor que um sétimo lugar, pelo que repetiu a presença nesta época. A velocidade da queda foi muito semelhante à da primeira participação do clube nos Nacionais. A época 1980/81 foi a primeira do Águias de Camarate na 3ªDivisão Nacional. O que talvez poucos recordem é que essa estreia foi o resultado de 3 subidas consecutivas! O clube de Camarate venceu a 3ªDivisão da AFL em 77/78, a 2ª em 78/79 e foi vice-campeão da 1ª em 79/80,conseguindo a subida.

Domingo passado (14/6), as duas equipas entraram em campo com dois onzes muito diferentes. O que veio de A-dos-Cunhados apresentava uma média etária superior a 30 anos, enquanto que a média dos Águias de verde-e-branco pouco passava dos 20. Este factor viria a pesar durante grande parte da partida.


Ainda para mais, Essien (central do Camarate) transformou em golo o primeiro remate da partida, sessenta segundos após o apito inicial da árbitra Vanessa Gomes.



A equipa do concelho de Torres Vedras nunca conseguiu reagir durante o primeiro tempo, destacando-se a prestação do camisola 28 do Águias, Nuno Mota, jogador de 20 anos que terá passado pelos Juniores do V.Guimarães. Foi claramente o jogador mais esclarecido em termos técnicos, pertencendo-lhe os melhores lances da primeira parte.



A segunda parte começou com o Águias a procurar o segundo golo mas tendo sempre pela frente Pedro Vicente. O guardião do A-dos-Cunhados foi adiando aquilo que parecia inevitável.


No entanto, aos 60’, no único lance em que conseguiu fugir à marcação de Essien, Bruno Vitorino faz um belo golo, empatando a partida.

A jovem equipa de Camarate sentiu o golo e os experientes jogadores do A-dos-Cunhados tiveram um pequeno período de supremacia inédita na partida.

Aos 72’, Rui Almeida (técnico do Águias) trocou dois dos seus jogadores. Um dos que entrou na partida foi Té. Tanto quanto consegui apurar, trata-se de um avançado de 40 anos que jogou no Frielas na época passada.

Ao minuto 82, na sequência de um cruzamento do lado direito, Té cabeceia já à entrada da pequena área, fazendo o 2-1. O jogo parecia decidido, apesar da vontade demonstrada pelos jogadores do A-dos-Cunhados. Seis minutos depois, a equipa de arbitragem colocou-se no centro da única polémica do jogo, e por culpa própria.

Em vantagem no marcador e a pouco tempo do final da partida, o técnico do Camarate dá instruções para que fossem realizadas duas substituições. As placas com os números 80 e 15 são levantadas, mas apenas o dianteiro Tiago sai do recinto de jogo. O lateral-direito Pedro Júnior retarda a saída de campo, começando apenas a percorrer o seu caminho após o auxiliar do lado contrário se aperceber da situação e chamar a árbitra. Esta acaba por se dirigir ao seu auxiliar e, após uma troca de palavras, corre para o local das substituições. No entanto, não mostra o amarelo ao jogador do Camarate (seria o segundo) e permite a substituição. O auxiliar volta a chamar Vanessa Gomes que, após segunda conversa, acaba por anular a substituição, expulsando Pedro Júnior. Esta situação fez com que os últimos minutos fossem de alguma contestação dos adeptos do Camarate que aumentaria três minutos depois, quando a árbitra do jogo assinalou uma grande penalidade na área do Águias. Chamado a converter, o guardião do A-dos-Cunhados rematou sobre a barra da baliza de Da Silva. A oportunidade de prolongamento gorava-se. O Águias de Camarate estava de volta à 1ªDivisão da AFL, após duas épocas na 2ª.



Nota final para os largos minutos de espera que a equipa de arbitragem proporcionou às três equipas em campo, já depois do final da partida. Presumo que a explicação esteja no comunicado da AFL que oficializou a marcação do jogo. Referia que, após o final do jogo, se procederia à “entrega da taça e medalhas aos participantes do jogo, pelo que, as três equipas intervenientes não podem recolher aos balneários, perfilando para a referida cerimónia”.



A AFL terá usado a minuta do jogo da Final da 2ªDivisão entre MTBA e Cheleirense, jogado à mesma hora na Ericeira. Aí houve taça de Campeão para o MTBA. No Livramento, houve uma imensa festa verde e branca.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mais e Menos da Honra lisboeta



Desde a época de estreia (1994/95) até à época passada, um total de 60 clubes participaram na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa (AFL). Aqui fica um conjunto de Mais e Menos.

MAIS



Mais presenças
Pêro Pinheiro 14 (Totalista)

Mais jogos
Pêro Pinheiro 471

Mais vitórias
Ponterrolense 189

Mais empates
Ponterrolense 113

Mais derrotas
Pêro Pinheiro 173

Mais golos marcados
Ponterrolense 708

Mais golos sofridos
Pêro Pinheiro 630

Mais Pontos
Ponterrolense 680

Melhores classificações por presença
Casa Pia e Odivelas 1º lugar em apenas uma época
Futebol Benfica dois 1ºs, dois 2ºs e um 3º em 5 participações

Maior % de vitórias
Odivelas 75% (1999/00)

Maior % de empates
Montelavarenses (2006/07) e Lourinhanense (2005/06) 32,4%

Maior % de derrotas
Algueirão (1995/96) 84,4%

Maior média de golos marcados por jogo
Odivelas 2,38 (1999/00)

Maior média de golos sofridos por jogo
Algueirão (1995/96) 2,91

Maior média de pontos por jogo
Odivelas 2,38 (1999/00)


MENOS

Menos presenças
Quinze clubes com apenas uma presença

Menos jogos
Alenquer e Benfica, Algueirão e Odivelas 32

Menos vitórias
Odivelas B (2006/07) 2

Menos empates
Algueirão (1995/96) 2

Menos derrotas
Mafra (1997/98) 3

Menos golos marcados
Olivais Sul (200/01) 24

Menos golos sofridos
Odivelas (1999/00) 21

Menos Pontos
Algueirão (1995/96) 11

Piores classificações por participação
Odivelas B e Olivais Sul - 18º lugar em apenas uma presença

Menor % de vitórias
Odivelas B (2006/07) 5,9%

Menor % de empates
Algueirão (1995/96) 6,3%

Menor % de derrotas
Mafra (1997/98) 8,8%

Menor média de golos marcados por jogo
Olivais Sul (200/01) 0,71

Menor média de golos sofridos por jogo
Odivelas (1999/00) 0,66

Menor média de pontos por jogo
Algueirão (1995/96) 0,34

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cercados



Num jogo arbitrado pela jovem árbitra Adriana Correia (20 anos), Talaíde e Palmense defrontaram-se no campo do primeiro.

Apesar de apresentar um curriculum superior ao do adversário, o Palmense é hoje um clube quase centenário mas que atravessa uma grave crise desportiva. Procura fugir aos últimos lugares da sua série da 1ªDivisão da AF Lisboa (AFL).

Entre 1949 e 1967 chegaram a marcar presença nos Nacionais. Desde que o apuramento para os Nacionais é feito de forma hierarquizada, apenas em 70/71 e em 87/88 estiveram próximos de subir à 3ªDivisão Nacional. Desde então, o melhor que conseguiram foi um 8º lugar na Divisão de Honra da AFL em 1999/00.

Ao longo dos anos, o clube da Palma de Baixo foi sendo cercado pela urbanização progressiva, estando hoje em dia cercado por condomínios e viadutos. O seu campo ainda é visível da Avenida que liga a zona do Colombo ao Hospital de Santa Maria. É olhar à direita um pouco antes do semáforo anterior ao da Universidade Católica.
Neste Domingo, a deslocação não se afigurava fácil. Visitavam o Talaíde, clube que ocupa as primeiras posições da Série.

Bem mais jovem que o Palmense, o Talaíde actual foi fundado em 1967, contando no seu historial com 9 participações no principal escalão dos Distritais da AFL. A melhor época foi a longínqua 1973/74, quando terminaram no 4º posto. Em 3º ficou um tal de Estrela da Amadora, ainda a dar os primeiros passos rumo aos escalões superiores.

Segundo consegui apurar, os onzes que alinharam ao lado de Adriana Correia foram assim constituídos:

TALAÍDE – Luís Gomes; Fernando, Tó Bonito (cap.), Carlos e Torrão; Puli, Natalício, Pedro João, Semedo; Alex e Tiago Afonso

PALMENSE – Márcio; João, João Baptista (cap.), Valter e Tiago I; Ricardo Costa, Ruben, Maradona e Mário; Tiago II e Cá



Apesar da réplica permanente do Palmense, o futebol do Talaíde mostrou ser mais elaborado e fisicamente mais regular.

O jovem João (43 anos) após ser substituído.

Não fôra o golo (excelente) de Maradona e o resultado teria chegado ao intervalo com 2-0 a favor da equipa da casa. No início do segundo tempo, uma grande penalidade assinalada por Adriana Correia voltou a dar vantagem de dois golos aos da casa. Doze minutos depois, Tiago Afonso bisou fixando o resultado final em 4-1. Aos 70 minutos, o Palmense fez entrar 3 jogadores, entre os quais o avançado Elídio, um jovem de 45 anos.

Destaques:

Não conhecia nenhum deles, mas os reflexos de Luís Gomes (guardião da casa) e o forte pontapé do Maradona da Palma de Baixo merecem nota de registo.

Uma palavra para a arbitragem da jovem Adriana. Um jogo deste escalão é sempre um desafio para qualquer equipa de arbitragem. São persistentes os protestos e as escaramuças. Os doze cartões mostrados pareceram-me ajustados e a arbitragem merece nota claramente positiva. Aquela que já fez de assistente de Pedro Henriques parece justificar outros desafios. Assim o “sistema” o permita.