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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amora coloca Almada na 2ª Distrital

As minhas memórias relativas ao Amora Futebol Clube remontam ao início da década de 80. O clube disputava a 1ªDivisão Nacional e as colecções de cromos apresentavam um clube com um nome e um emblema engraçados e um campo pelado, onde jogaram craques como Diamantino, Jaime ou Jorge Plácido. Por este ou aquele motivo, nunca me sentei na bancada da Medideira até Sábado passado. Em dia de reflexão, assisti ao Amora-Almada da última jornada da 1ªDivisão da AF Setúbal. Após um início de época periclitante que o colocou em lugares perigosos, o Amora entrava para o último jogo num tranquilo nono posto. Por outro lado, o Almada precisava de fazer o mesmo resultado do GDR Portugal, para garantir a manutenção. As equipas apresentaram os seguintes onze:


AMORA FC – Fábio; Balela, Tó (cap.), André Freire e Nelsinho; Gomes, Marcos Paulo, Mauro Gonçalves; Lorete, Hugo Graça e David Rodrigues (Média etária – 24 anos)


Tr. Pedro Amora



ALMADA AC – Fábio Carvalho; Rui Mendes, Miguel Serafim, Louro e Bruno Félix (cap.); Ponge, Paulo Vieira e Tralhão; Fábio Nunes, Tiago Pereira e Willians (Média etária – 26,8 anos)


Tr. José Manuel



A primeira parte foi muito fraca de parte a parte. Não sei se havia notícias do jogo Mar.Rosarense-GDR Portugal. O que é certo é que, com boa vontade, registei apenas três lances dignos de nota. A segunda parte foi completamente diferente, principalmente a partir do momento em que o Almada chegou à vantagem. O Amora assumiu definitivamente as despesas do jogo e foi encostando o Almada à sua área, o que acabou por ser decisivo.



Momentos:


9’ – Paulo Vieira marca livre com a bola a saír por cima;


29’ – Fábio Carvalho faz duas defesas consecutivas a evitar o golo do Amora;


31’ – Bruno Félix marca livre para desvio do jovem Fábio;


51’ – Balela remata ao lado;


52’ – Willians imita Balela;


53’ – Lorete remata para boa defesa de Fábio Carvalho;


57’ – Willians cabeceia para as redes na marcação de um canto (0-1);










59’ – André Freire faz as vezes de defesa na área do Almada;










60’ – Pedro Amora faz saír Gomes e Lorete, entrando Pedro Martins e Edimir;


63’ – No Almada, sai Tiago Pereira e entra Bruno Pais;


74’ - André Freire desvia ao lado um livre do Amora;


76’ – Mauro Gonçalves fura entre os defesas mas remata por cima;


78’ - No Almada, sai Fábio Nunes e entra Joel;


79’ – Miguel Serafim surge solto na área mas não consegue controlar a bola;







80’ – Livre do lado direito. Balela cabeceia para o empate (1-1);


81’ – David Rodrigues isola-se mas permite a macha a Pedro Carvalho;


84’ – No Amora, sai Marcos Paulo e entra David Pequeno. No Almada, José Manuel assume a defesa do empate, fazendo saír Willians para entrar o defesa Fernando Gonçalves. Solto na área, Edimir remata por cima;


88’ – Menos de meia hora depois de entrar em campo, Pedro Martins é expulso por acumulação de amarelos, após lance em que cai na área do Almada;










90’ + 5 – À terceira é de vez. André Freire faz o golo da vitória ao desviar ao segundo poste para as redes (2-1).










Destaques:


O Amora apresentou na baliza o jovem Fábio, titular da equipa de Juniores que disputou a 2ªDivisão Nacional da categoria esta época. Não teve muito trabalho. Ainda assim, foi notória a sua dificuldade em impor-se na área nos lances de bola parada, nomeadamente nos cantos. Não ficava entre os postes mas saía-se sistematicamente fora de tempo. A rever.







O capitão e central Tó (jogou no Almada e no Fabril) demonstrou sempre muita segurança, apesar de ter pela frente Willians. Falhou apenas no lance do golo do Almada. David Rodrigues, antigo avançado do Marítimo Rosarense impressiona pela sua estatura mas surpreende pelo toque de bola. Mostrou pormenores bem interessantes. Aos 27 anos, talvez ainda vá a tempo de disputar uma 2ª ou 3ª Divisão Nacional. Do lado do Almada, destaco pela positiva o jovem central Miguel Serafim. Apesar da evidente desvantagem de estatura face a David Rodrigues, disputou todos os lances com avançado do Amora e venceu vários. Outro jogador a rever. O jovem brasileiro Willians (jogou no Cova da Piedade) mostrou ter bons pés e ser oportunista como se viu no golo. Jogador mais velho em campo, o médio Paulo Vieira continua a mostrar saber bem o que faz com a bola, embora se perceba que a idade já pesa, após uma carreira de bom nível, em que passou por clubes como Fanhões, Sintrense, Estoril, Odivelas, Sintrense, Barreirense e Real SC, entre outros. Já acumulava funções de técnico adjunto, por que não assumir a equipa ?




A arbitragem de Mauro Santos foi muito contestada pelos adeptos do Amora. Diria que os jogadores complicaram a tarefa do árbitro, que também não fez o que se esperaria. Ainda assim, não teve influência no resultado e isso já não é dizer pouco. Uma nota final para o que se viu entre o segundo golo do Amora e o apito final de Mauro Santos. Os festejos no lance do golo pareciam ser de um lance decisivo de uma época e não apenas de um jogo. No final, misturaram-se com a despedida (?) de David Pequeno, mas ficou a clara impressão de que a equipa do Amora tinha contas a ajustar com o Almada. Pelo que já li, parece que algo se terá passado no jogo da primeira volta no Pragal. Não sei. O que sei é que cabia ao Amora lutar pelos três pontos em disputa e isso foi conseguido. A forma como se festeja já depende de cada um e de aspectos que escapam mesmo a quem procura acompanhar de perto os Distritais do futebol português.

sábado, 15 de maio de 2010

Vergonha

Zidane foi um dos grandes do Futebol Mundial. O último lance que disputou num relvado resultou numa cabeçada no peito de um adversário. Jogava-se a Final do Campeonato do Mundo. Foi um momento. Irreparável como só os momentos são. No passado dia 25 de Abril, em Sesimbra, recordei Zidane. Mas Rodrigues, guarda-redes do Olímpico, não merece essa recordação. Nem me refiro às diferenças óbvias de qualidade desportiva ou nível competitivo. Se assim fosse, não teria sequer recordado Zidane. O que torna a 'performance' de Rodrigues incomparável é o seu carácter arruaceiro e a premeditação da violência. A história tem tanto de triste como de simples. O Olímpico deslocava-se a Sesimbra sabendo que apenas a vitória lhe permitiria subir aos Nacionais. Um empate consagraria o Sesimbra como vencedor da 1ª Divisão da AF Setúbal, a uma jornada do fim. As centenas de espectadores faziam a festa muito antes do jogo começar. Apesar da forte presença da GNR, não se verificaram motivos para tal. O jogo foi equilibrado, sem lances de perigo junto das balizas.

Aos 77', o Sesimbra beneficiou de um livre junto ao vértice esquerdo da área defendida pelo Olímpico. Tiago Carvalho marcou rasteiro paa defesa aparentemente fácil, mas daí resulta o primeiro golo da partida. Rodrigues foi muito mal batido. Pouco depois, deslocou-se até junto do banco da equipa da casa, reagindo a mais que prováveis comentários jocosos. O árbitro assistente estava próximo, pelo que assistiu a tudo. Os minutos seguintes viram a cena repetir-se. Julgando ser quanto baste, o árbitro assistente chama a atenção do seu chefe de equipa e corre na direcção deste. Antecipando o que iria acontecer, o guardião do Olímpico junta-se à dupla de juízes no grande círculo. Quase de imediato, ainda antes do que presumo teria sido a amostragem do cartão (amarelo?), Rodrigues aplica um soco no árbitro e, de imediato, no árbitro assistente. Inicia então uma corerria na direcção do banco do Sesimbra, onde distribuíu socos e pontapés, até ser travado por atletas das duas equipas e com o apoio da GNR.



Reduzido a dez unidades e a precisar de vencer, o jogo e a época do Olímpico terminava ali. Após o reatar da partida, ainda houve tempo para o golaço de Luís Silva e para o tento de honra do Olímpico, já em tempo de compensação. No dia em que se celebra a Liberdade, um só indivíduo conseguiu estragar uma festa, para não falar do trabalho dos seus colegas durante uma época. A não esquecer.

domingo, 5 de abril de 2009

Alfarim candidata-se


O Alfarim (3º) recebia o Sesimbra (1º) com os ouvidos em Alcochete, onde a equipa da casa (2º) recebia o Olímpico do Montijo. Uma vitória dos da casa colocá-los-ía apenas a dois pontos dos vizinhos do Sesimbra, pelo que o derby concelhio teve uma assistência pouco comum em jogos dos campeonatos distritais.



O Alfarim começou o jogo a vencer, quando aos 2 minutos de jogo, Ricardo Rocha (ex-U.S.Cacém e Sesimbra) desviou um livre marcado pelo esquerdino Chico Zé (ex-Amora e Fabril). Ao nono minuto de jogo, os visitantes igualaram pelo veterano Calila (37 anos), antigo avançado de, entre outros, Académica, Belenenses e Felgueiras.

O jogo ainda não tivera oportundades de golo mas o marcador já registava dois. Aos 21 minutos, João Pinhal cabeceou por cima, naquela que foi a única oportunidade do Sesimbra ficar na frente do marcador. A partir daí, o Alfarim foi sempre a equipa mais forte, a que melhor trocava a bola e que mais mostras dava de querer vencer a partida.

27 minutos de jogo – numa bola colocada nas costas da defesa do Sesimbra, Steve faz um chapéu ao guardião Paulo Silva e consegue o 2-1. Até ao intervalo, o Sesimbra procurou o empate mas os da casa pareceram ter sempre o jogo controlado.

Aos 51 minutos, Chico Zé falha um alívio na área e oferece o golo a João Pinhal. Sem que tivesse feito muito por isso, o líder empatava a partida. Mas, mais uma vez, o Alfarim respondeu muitíssimo bem ao golo sesimbrense. Aos 62 minutos de jogo, na sequência de um cruzamento de Yoruba (ex-Seixal e Arrentela), Estrela (ex-Fabril, Montijo, Zambujalense e Sesimbra) cabeceia para o fundo das redes da baliza de Paulo Siva. Estava feito o resultado final (3-2) mas muito havia ainda para acontecer.

73’ – Num lance em que sofre um toque na área do Sesimbra, João Oliveira Pinto (37 anos)(Formado no Sporting, jogou no Atlético, V.Guimarães, Estoril, Gil Vicente, Braga, Farense, Marítimo, Académica, Imortal, Amora e Sesimbra. Campeão do Mundo de Sub-20 em Lisboa 1991) demora a caír, fazendo com que o árbitro lhe mostrasse o segundo cartão amarelo.

O médio que pautava todo o jogo de ataque dos da casa, sempre bem acompanhado por Steve e Estrela, deixava a equipa com apenas dez jogadores, a cerca de 20 minutos do fim. Pior ficaram os da casa com uma entrada duríssima de Ricardo Rocha sobre o seu antigo companheiro João Mata, e que valeu a expulsão do defesa do Alfarim.
Faltavam cerca de quinze minutos e o Sesimbra defrontava um aguerrido Alfarim com apenas 9 jogadores. A abnegação dos nove foi imensa e David , o guardião da casa, teve apenas uma intervenção de destaque, garantindo os 3 pontos.

Aqui fica o onze apresentado pelo técnico Luís Freixo:

David; Ricardo Rocha, Tiago, Bruno Gonçalves e Chico Zé; Pedro Eugénio, Luís Carlos e João Oliveira Pinto; Steve, Yoruba e Estrela

Com este resultado e a vitória do Alcochetense sobre o Olímpico, a classificação ficou desta forma:

1º Alcochetense 58
2º Sesimbra 57
3º Alfarim 55

Nas quatro jornadas que faltam disputar, o Alcochetense vai à Trafaria, recebe o Monte da Caparica, desloca-se a Santiago do Cacém e termina em casa, defrontando o Zambujalense. O Sesimbra vai receber o U.Santiago do Cacém, vai a Setúbal defrontar o Comércio e Indústria, depois defronta os vizinhos do Zambujalense no campo deste e termina com a recepção ao Amora. Quanto ao surpreendente Alfarim, tem uma deslocação ao campo do Comércio e Indústria, recebe o Amora, vai a Palmela e termina a receber o Grandolense. Teoricamente, o calendário parece jogar a favor do Alcochetense. Veremos até onde chegará o Alfarim, nesta que é a melhor época da História do clube fundado em 1976.