Tr. João Silva
Tr. Eduardo Almeida
OLÍMPICO-Ruben Luís; Jojó, Monzelo, Venâncio e Diogo; Sampaio (cap.), Maside, Bala e Carlitos; Cláudio Futre e Pestinha. Tr. Fernando Mendes
REAL-Pedro Silva; Bino, Bruno Lourenço, Wilson e Miguel Gonçalves; Dino, Kikas e Ladeiras; Amar, Rodrigo e Hélder Monteiro. Tr. José Marcos
Duas equipas em busca da primeira vitória da época defrontaram-se no passado dia 9 no Montijo. O Real foi a equipa mais perigosa durante toda a partida mas, mais uma vez, a finalização não foi condizente. A primeira jogada de algum perigo foi protagonizada por Dino, aos 11’. Ruben Luís defendeu a cabeçada de Dino para canto. Aos 27’, registou-se a primeira jogada de algum perigo do Olímpico. Na marcação de um livre, Pestinha coloca em Carlitos que remata ao lado. Dois minutos depois, Hélder Monteiro surge perante Ruben Luís mas não bate o guardião formado no Sporting. À passagem dos 31’ de jogo, Dino bate um livre que passa junto ao poste da baliza do Olímpico. Cinco minutos depois, Fernando Mendes troca o amarelado Jojó por Tiago. Aos 38’, num lance que não aparentava perigo de maior, David Maside flecte para dentro e bate cruzado, com Pedro Silva a ser mal batido. O Olímpico chegava à vantagem sem ter feito muito para o merecer. Ainda antes do intervalo, Rodrigo protagoniza um lance individual pela esquerda, flecte para dentro e remata em arco junto do poste. A bola passa ao lado. Em busca do empate, José Marcos troca Amar por Alcides ao intervalo. Como era expectável, o Real entrou mais pressionante na segunda parte. Ao terceiro minuto, Miguel Gonçalves coloca a bola por cima da barra na marcação de um livre. Aos 59’, Fernando Mendes troca Carlitos por Josué, refrescando o ataque. No minuto seguinte, o segundo de dois cantos consecutivos vê Dino cabecear à figura do guardião montijense. Aos 63’, Kikas marca um livre que ninguém desvia na área do Olímpico. Dois minutos volvidos, Luís Carlos entra para o lugar de Ladeiras na equipa do Real. Aos 69’, surge o primeiro lance digno de registo do Olímpico no segundo tempo. Foi um remate de Pestinha que saíu por cima da barra. Nove minutos depois, surge o melhor momento da partida com o golo do Real. De fora da área, Miguel Gonçalves executa um pontapé perfeito que não dá qualquer chance de defesa a Ruben Luís. O Real chegava à igualdade num lance individual após várias chances desperdiçadas. Os visitantes queriam a vitória e foram em busca desse objectivo. Aos 82’, Alcides faz a bola sair rente ao poste. Dois minutos depois, Josué vê amarelo, reclama e acaba expulso. Aos 89’, nova chance de Hélder Monteiro e nova defesa de Ruben Luís. O período de compensação estava a terminar quando Hélder Monteiro perde a bola ainda no meio campo do Olímpico. A bola é colocada em Cláudio Futre que, a partir de posição duvidosa, bate Bino em velocidade. A bola acaba por sobrar para o recém entrado Nildo que bate Pedro Silva. O jogo acabaria logo após o reatamento, com o árbitro Bruno Rebocho (AF Évora) a concluir uma arbitragem sem problemas. O Olímpico atingia a primeira vitória nos Nacionais, enquanto o Real voltava a passar por algo que vem a ser frequente esta época. A equipa joga bem, cria oportunidades mas não marca. O adversário cria poucas chances mas consegue desfeitear a defesa do Real. Ambos os clubes têm ainda muito que melhorar e muito tempo para o fazer.
Zidane foi um dos grandes do Futebol Mundial. O último lance que disputou num relvado resultou numa cabeçada no peito de um adversário. Jogava-se a Final do Campeonato do Mundo. Foi um momento. Irreparável como só os momentos são. No passado dia 25 de Abril, em Sesimbra, recordei Zidane. Mas Rodrigues, guarda-redes do Olímpico, não merece essa recordação. Nem me refiro às diferenças óbvias de qualidade desportiva ou nível competitivo. Se assim fosse, não teria sequer recordado Zidane. O que torna a 'performance' de Rodrigues incomparável é o seu carácter arruaceiro e a premeditação da violência. A história tem tanto de triste como de simples. O Olímpico deslocava-se a Sesimbra sabendo que apenas a vitória lhe permitiria subir aos Nacionais. Um empate consagraria o Sesimbra como vencedor da 1ª Divisão da AF Setúbal, a uma jornada do fim. As centenas de espectadores faziam a festa muito antes do jogo começar. Apesar da forte presença da GNR, não se verificaram motivos para tal. O jogo foi equilibrado, sem lances de perigo junto das balizas.
Aos 77', o Sesimbra beneficiou de um livre junto ao vértice esquerdo da área defendida pelo Olímpico. Tiago Carvalho marcou rasteiro paa defesa aparentemente fácil, mas daí resulta o primeiro golo da partida. Rodrigues foi muito mal batido. Pouco depois, deslocou-se até junto do banco da equipa da casa, reagindo a mais que prováveis comentários jocosos. O árbitro assistente estava próximo, pelo que assistiu a tudo. Os minutos seguintes viram a cena repetir-se. Julgando ser quanto baste, o árbitro assistente chama a atenção do seu chefe de equipa e corre na direcção deste. Antecipando o que iria acontecer, o guardião do Olímpico junta-se à dupla de juízes no grande círculo. Quase de imediato, ainda antes do que presumo teria sido a amostragem do cartão (amarelo?), Rodrigues aplica um soco no árbitro e, de imediato, no árbitro assistente. Inicia então uma corerria na direcção do banco do Sesimbra, onde distribuíu socos e pontapés, até ser travado por atletas das duas equipas e com o apoio da GNR.