Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de agosto de 2011

Belenenses garante apuramento na Taça da Liga

BELENENSES – Coelho; Zazá, Pedro Ribeiro (cap.), Rafael Santos e André Pires; Victor Silva, Fernando Ferreira e Sidnei; Vítor Lemos, Miguel Rosa e Abel Camará.


Tr. José Mota




TROFENSE – Marco; Pedro Santos, Elvis, Santos e Pedro Araújo; André Viana, João Viana, Tiago (cap.) e Edu; Moustapha e Reguila.


Tr. António Sousa




A necessitar apenas de um empate para se apurar para a Segunda Fase, o Belenenses entrou muito forte neste jogo frente ao Trofense. Logo aos 7’, Miguel Rosa marca um livre colocando a bola na barra.






Três minutos depois, o Belenenses volta a estar perto do golo. A partir daí, o Trofense equilibrou a partida que só voltaria a ver lances de algum perigo à meia hora de jogo. Miguel Rosa, desta vez de pé esquerdo, remata ao lado da baliza à guarda de Marco. Aos 35’, novamente Miguel Rosa. O jogador cedido pelo Benfica marca um livre que Marco defende para canto. Na sequência do mesmo, o árbitro Rui Silva assinala a primeira de três grandes penalidades que viria a assinalar. Em comum o facto de surpreender todos os presentes, desde jogadores a espectadores. Enfim... Na conversão, Miguel Rosa faria o 1-0.






Em cima do intervalo, veio a grande penalidade #2. Desta vez, foi Sidnei a tentar a conversão mas Marco defendeu.






Ao intervalo, António Sousa troca os jovens André Viana e João Viana, colocando em campo Moreilândia e Fábio Moura, outro ex-júnior. A equipa parecia dar mostras de ir em busca do empate. Aos 49’, Santos marca um livre à figura de Coelho. Ao contrário do que se esperava, acabou por ser o Belenenses a aumentar a vantagem. Minuto 55. Camará fura pela direita, cruza para a área onde Miguel Rosa, de costas para a baliza, passa para Vítor Lemos que, melhor colocado, não perdoa. O Trofense sentiu o golo e demorou a reagir. Aos 65’, quando o mais provável seria colocar André Carvalhas em campo, António Sousa foi forçado a trocar o lesionado Pedro Santos por Rafa. Dois minutos depois, o goleador Reguila cabeceia ao lado naquele que foi o primeiro lance de registo do avançado trofense. Aos 69’, Mota troca Victor Silva pelo avançado Tomané, passando Camará a jogar mais junto à linha. Seis minutos decorridos, Rui Silva marca o penalty #3, desta vez a favor do Trofense. Reguila não desperdiça e coloca o marcador em 2-1.






No recomeço da partida, Tomané está perto do 3-1 mas o remate sai por cima. Lesionado, André Pires dá o seu lugar a Rodrigo António. A equipa da Trofa procurava agora chegar ao empate mas não criava perigo. Em contra-ataque, o Belenenses está novamente perto do golo aos 86’, com Rafael Santos a cabecear ao lado. Acabou por ser já ao nonagésimo minuto que surgiu o golo da tranquilidade num remate de Fernando Ferreira que não deu qualquer hipótese a Marco. Estava feito o resultado final de um jogo em que o Belenenses pareceu estar de regresso aos bons jogos e o Trofense confirmou viver um momento complicado.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Estoril vence Aves e adia apuramentos


ESTORIL-Ernesto; Anderson Luís, Bruno Nascimento, Steven Vitória e Tiago Gomes; Gonçalo, João Coimbra e Carlos Eduardo; Pedro Moreira, Licá e Fabrício. Tr. Vinicius Eutrópio





AVES-Marafona; Leandro, Tiago Valente, Rafael e Romaric; Pedro Cervantes, Bruno Sousa e Vasco Matos; Pedro Pereira, Quinaz e Pires. Tr. Paulo Fonseca




No Domingo passado, a estreia do Estoril Praia nos jogos em casa da época 2011/12 começou da melhor forma. Logo aos 2', Licá aproveita um mau alívio de Marafona para fazer o 1-0. O início da partida foi dominado pelo Estoril, com Carlos Eduardo a desmarcar-se pela direita e a rematar ao lado do poste direito (14'). Três minutos depois surge o primeiro remate com algum perigo por parte do Aves, com Bruno Sousa a ganhar um canto. Aos 20', o Aves reclama penalty mas o defesa do Estoril estava muito próximo e não teve intenção. Do canto, surgiu Pires para cabecear às malhas laterais.







O Aves procurava o empate e, aos 25', num livre marcado junto à linha lateral, Quinaz coloca a bola na área e, sem que ninguém lhe tocasse, Ernesto não está longe de ser surpreendido, mas a bola acaba por saír. O Estoril sente o perigo e responde. Ainda antes do intervalo, Licá está perto de bisar e Steven Vitória chega mesmo a colocar a bola nas redes do Aves, mas vê o lance anulado por fora-de-jogo. Ao intervalo, Paulo Fonseca troca Leandro por Mamadou, que teria três quartos de hora terríveis, muito por culpa de Pedro Moreira. Ainda assim, a primeira metade do segundo tempo foi dominada pelo Aves. A equipa nortenha conseguiu empurrar o Estoril para o seu meio-campo, mas sem criar perigo para as redes à guarda de Ernesto. Aos 66', Paulo Fonseca faz saír Quinaz e entrar Ricardo Martins para, no minuto seguinte, Vinicius Eutrópio trocar Carlos Eduardo por Rodrigo Dantas. Ainda assim, foi o Estoril que voltou a estar próximo do golo. Jogava-se o minuto 73'. Aos 79', o treinador do Aves coloca Fonseca em campo, retirando Pedro Cervantes. A resposta estorilista foi refrescar o ataque, com a troca do desgastado Licá por Bruno Di Paula. Bastaram três minutos em campo para o brasileiro ex-Paços de Ferreira fazer uma excelente incursão pelo lado esquerdo (na véspera, Aimar fez algo parecido contra o Arsenal) e oferecer o segundo golo a Pedro Moreira, pressionado por Mamadou. O jovem lateral contratado ao 1ºDezembro passou por maus bocados frente à velocidade de Pedro Moreira e de Anderson Luís. O Estoril terminaria o jogo por cima, com a conquista de três cantos consecutivos sem consequências. Notas positivas para Pedro Moreira (ex-Fátima) e Licá (ex-Trofense), duas contratações que poderão ser decisivas ao longo da época. Do lado do Aves, nota negativa para o experiente Pedro Pereira, muito ausente do jogo. Uma nota final para a equipa de arbitragem chefiada pelo recém promovido Jorge Tavares. O árbitro de Aveiro apitou o Mafra-Real da época passada e deixou uma má impressão que registei. Desta feita, e apesar de ter alguma sensação para complicar a sua tarefa, acabou por ter uma actuação globalmente positiva.


sábado, 6 de agosto de 2011

Estreia de aviso

31 de Julho de 2011

Taça da Liga


Estádio José Gomes


Arb: André Gralha


ATLÉTICO – Botelho; Luís Dias, Rolão (cap.), Vítor Bastos e Leandro Pimenta; João Meira, Marcelo e Coelho; Filipe Ferreira, Bruno Carvalho e Tiago Caeiro


Tr. João de Deus




FREAMUNDE – Assis; João Amorim, Luís Pedro (cap.), Sérgio Nunes e Serginho; Nana K, Bruno Magalhães e Luciano; Tarcísio, Marco Matias e Bock


Tr. Nicolau Vaqueiro




Naquela que foi a estreia do Atlético na Taça da Liga, a equipa de Alcântara recebeu o Freamunde no Estádio José Gomes, na Reboleira. Após uma entrada forte do Atlético, com Coelho em evidencia, o Freamunde começou a equilibrar a partida. Aos 9’, praticamente na primeira vez que chegou à baliza do Atlético, o Freamunde coloca a bola nas redes à guarda de Botelho. Bock estaria fora-de-jogo. Três minutos depois, novo lance na área do Atlético. A bola sobra para Nana K que não consegue melhor do que rematar à figura de Botelho. Pouco depois, Coelho cruza para a cabeça de Filipe Ferreira mas Assis defende. Aos 23’, remate forte de Serginho às malhas laterais das redes à guarda de Botelho. De seguida, Bock remata cruzado ao lado. O Atlético passava por maus momentos. Aos 27’, Coelho perde a bola a meio-campo, provocando algum perigo para os seus colegas da defesa. A cena voltaria a repetir-se duas vezes, num decréscimo evidente na prestação do jovem cedido pelo Benfica.
A partir da meia-hora de jogo, a partida entrou numa toada mais morna que durou até ao intervalo, sem que surgissem mais lances de perigo. João de Deus e Nicolau Vaqueiro não efectuaram mexidas nas equipas ao intervalo. Ao contrário do que acontecera na primeira, o Freamunde entrou mais forte na segunda parte, chegando ao golo aos 50’. Marco Matias desmarca-se nas costas de Rolão e remata cruzado sem hipóteses para Botelho. Depois do golo sofrido, João de Deus troca Filipe Ferreira por Ailton, colocando o ponta-de-lança internacional pela Guiné Bissau encostado ao flanco esquerdo do ataque do Atlético.
Aos 61’, Bock está perto do segundo golo na sequência de um canto.

João de Deus volta a mexer na equipa. Retira Coelho e coloca Laurindo em campo. O médio formado no Est.Amadora impôs um ritmo novo na partida, visível pouco depois (65’), numa jogada em que combinou com o lateral Luís Dias. A jogada culminou com um cruzamento para a área, onde Ailton rematou mas a bola rechaçou num defesa do Freamunde. Na sequência deste lance, Nicolau Vaqueiro trocou Luciano por João Rodrigues. Seis minutos depois, João Meira (jogo fraco a meio-campo) foi rendido por Saramago. O jogo estava algo partido, sucedendo-se jogadas de um lado e do outro. Aos 78’, Bock não consegue evitar uma boa defesa de Botelho que evitava assim o 0-2, numa jogada de contra-ataque. Dois minutos depois, Nicolau Vaqueiro faz duas substituições, fazendo entrar Hélder Sousa e Pedro Henrique para os lugares de Tarcísio e Marco Matias. Aos 84’, na marcação de um livre, Leandro Pimenta remata ao lado da baliza de Assis. Em mais um contra-ataque, o recém entrado Pedro Henrique remata cruzado ao lado da baliza do Atlético. O jogo aproximava-se do fim e o último lance digno de registo ocorreu já em período de compensação quando Ailton remata forte para uma grande defesa de Assis, que garantia assim os três pontos do Freamunde.


Observações:


- A adaptação de Leandro Pimenta a lateral esquerdo foi muito prejudicial para o Atlético. O jovem médio cedido pelo Benfica, antigo capitão dos Juniores da equipa encarnada, nunca conseguiu adaptar-se à posição, falhando muitos passes.




- Na defesa do Atlético, nota positiva apenas para o jovem vimaranense Vítor Bastos e para o seguro lateral Luís Dias. O capitão Rolão pareceu estranhamente intranquilo.




- João Meira, Bruno Carvalho e Tiago Caeiro estiveram como que ausentes do jogo. Curiosamente, os dois últimos jogaram durante os 90’.




- Laurindo e Ailton demonstraram ser opções merecedoras do onze inicial, por aquilo que mostraram no pouco tempo em que alinharam na partida.




- Luís Pedro e Sérgio Nunes (sim, o central que chegou a jogar no Benfica) formaram uma dupla de centrais muito segura.




- Marco Matias e Bock formam uma dupla terrível. O jovem formado no Sporting e com contrato com o V.Guimarães parece ter um grande futuro à sua frente, consiga conter alguma tendência para se envolver em picardias desnecessárias. O veterano e temível Bock (melhor marcador da última edição da Liga de Honra) é daqueles jogadores que sabe tudo de futebol. Domina os tempos de jogo, “comunica” com o árbitro, ganha posição frente a defesas mais fortes e mais rápidos, remata bem e revela um oportunismo impressionante. Nunca jogou no escalão principal. Porque será ?




- O Atlético poderá e deverá retirar lições deste jogo. As competições da Liga são bem diferentes da 2ªDivisão, principalmente no ritmo de jogo, mais do que na qualidade individual dos atletas. Com a saída de Rudi e Carlitos, parece-me que mudar demasiado a equipa base que resta não trará nada de positivo. Pode ser que me engane.




- Não fiz referência a qualquer lance que envolvesse a equipa de arbitragem. Ainda bem. É muito bom sinal.




- O Estádio José Gomes já foi palco de jogos de bancadas repletas. Ver aquelas bancadas desertas é triste mas ainda mais triste é a situação em que o clube seu proprietário se encontra.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Atlético na Taça




Este Domingo, o Atlético receberá o Freamunde no Estádio José Gomes. Joga-se a primeira jornada da 1ªFase da Taça da Liga. É a estreia do histórico clube de Alcântara em provas organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. No entanto, o Atlético é um dos clubes com maior historial na Taça de Portugal. Até à época 2010-11, o Atlético disputou 201 jogos, tendo vencido 91, empatado 27 e perdido 83. Em termos de golos, marcou 320 e sofreu 307. Para se ter uma ideia da relevância destes números, refira-se que apenas novo clubes disputaram mais jogos a contar para a Taça de Portugal do que o Atlético e apenas onze venceram mais vezes. Por outro lado, só a Académica perdeu mais jogos. Considerando três pontos por vitória e um por empate, o Atlético ocupa a 11ª posição, descendo para 141º no ratio pontos por jogo.







O resultado mais volumoso obtido pelo Atlético aconteceu na época 1979/80. Jogava-se a 1ªEliminatória. Depois de um empate no jogo disputado na Trafaria, o Atlético venceu o clube da AF Setúbal por 7-0. Essa época culminaria com a descida do Atlético à 3ªDivisão Nacional, pela primeira vez na sua História. Quanto à pior derrota, verificou-se em 1962/63. Depois de eliminar Barreirense e Portimonense, o Atlético disputou a 3ªEliminatória com o Sporting CP. Na 1ªMão, disputada a 19 de Maio de 1963 no antigo Estádio José de Alvalade, o Atlético sofreu 10 golos sem conseguir marcar um único. Figueiredo e Mascarenhas fizeram 4 golos cada! No final da época, o Atlético desceria à 2ªDivisão e o Sporting venceria a Taça.







O Atlético tem, ainda assim, boas recordações de jogos contra os chamados Grandes do nosso Futebol. Para além da ainda recente vitória no Dragão (2006/07), o Atlético vencera os portistas nas Meias-Finais de 1945/46 – 2-1, golos de Gregório e Guedes. Meses antes, na deslocação ao Estádio do Lima, o Atlético fôra derrotado por 11-0! No Campeonato Nacional, o Atlético terminaria em 5º lugar, um ponto acima do... FC Porto, na época do título do rival Belenenses. Nos ¼ de Final, eliminara o SL Benfica (3-2), mas acabaria por perder a Final frente ao Sporting, numa Final em que Peyroteo fez a diferença com dois golos, na vitória sportinguista por 4-2. Mas o Atlético também já ganhou ao Sporting em jogos da Taça de Portugal.







1956/57 - 2ªMão dos Oitavos-de-Final. O Sporting vencera a primeira mão por 3-1. Na Tapadinha, dois golos de Martinez colocaram o marcador em 2-0 a favor dos alcantarenses, mas um golo de Martins terminaria com as aspirações do Atlético. Anos antes, a época 1948/49 veria o Atlético alcançar a sua segunda e última Final. Depois de eliminar Barreirense, Famalicão, Lusitano VRSA e SC Covilhã, o Atlético defrontou o SL Benfica na Final. Os encarnados venceram por 2-1, mas os golos só surgiram no último ¼ de hora de jogo. Corona e Rogério deram vantagem ao SL Benfica, tendo Armindo Silva reduzido em cima do apito final.







A rivalidade do Atlético com os azuis de Belém tem tido na Taça de Portugal uma superioridade absoluta do Belenenses. A História regista oito jogos em quatro eliminatórias. Nas épocas 1943/44, 1958/59 e 1959/60, as eliminatórias ainda eram disputadas a duas mãos e o Belenenses venceu os 6 jogos! Quase vinte anos depois (1978/79), os dois rivais voltariam a encontrar-se em jogos da Taça de Portugal pela última vez. Na Tapadinha, o Atlético conseguiu não perder a única das partidas disputadas com o seu rival para a Taça. No jogo de desempate, o Belenenses venceria por 2-0. Jogava-se a 4ªEliminatória.







Atlético e Freamunde começam a época defrontando-se pela primeira vez na História. Dada a distância ditada pela Geografia e o facto do Freamunde nunca ter disputado a 1ªDivisão, apenas a Taça de Portugal poderia ter juntado estes dois emblemas, mas isso nunca aconteceu. Será a Taça da Liga a fazê-lo.