quarta-feira, 20 de maio de 2009

Atlético a caminho da 2ª



A cumprir a nona presença nos Campeonatos Nacionais, o Atlético Sport Clube prepara-se para subir à 2ªDivisão. Campeão da AF Évora na época passada, o clube de Reguengos não garantia a manutenção há mais de 20 anos. Desta vez, o vôo parece ir mais alto.




No Domingo passado, apresentou-se na Costa de Caparica na segunda posição, a última que permite a subida de divisão. O jovem Jorge Vicente (técnico de 29 anos) apresentou um onze composto por Daniel; Pedro Canelas, Roberto, Paulo Sérgio e Barona; César e Monzelo; João Nabor, Queiroz, Ben e Barry. Seis jogadores do onze inicial faziam parte do plantel Campeão Distrital na época passada !


Aos 3 minutos de jogo, um desvio de cabeça à entrada de área fez do capitão César o autor do primeiro golo da partida. A caminho dos 30 anos, compõe a dupla de torres da equipa com o avançado Barry. Cumpre a terceira epoca no clube, vindo do Juventude eborense e é daqueles médios “chatos” que não dão espaços aos adversários e ainda impõem respeito pela estatura física. A seu lado, o experiente Monzelo acompanhou-o a bom nível.


Aos 19’, mão na área do Costa e Ben faz o 2-0. Aos 21 anos, o senegalês descoberto pelo Vendas Novas, é o grande destaque da equipa. Mesmo visivelmente debilitado, foi sempre um jogador rápido e consequente. O primeiro passe errado que registei foi próximo do intervalo. É daqueles jogadores que fazem quase sempre o que deve ser feito, fenómeno escasso, principalmente quando falamos de um jogo da 3ªDivisão Nacional. Depois de se ter mostrado a José Mota, presumo que não esteja muito tempo em Reguengos.

Logo depois do 2-0, o guardião Daniel (27 anos, formado no Boavista, com passagens por Leixões, Arrifanense, Operário dos Açores, Louletano, Paredes e Leça) foi surpreendido pelo remate forte de Dércio, naquele que foi um dos poucos lances de perigo do Costa.

Os visitados ganharam algum ânimo mas não conseguiram pôr em perigo a baliza alentejana. Queiroz, Nabor e Ben continuaram perigosos no serviço a Barry. Oriundo do Beja, Nabor (27 anos) alinhou essencialmente pela esquerda, sendo sempre um quebra-cabeças para Gualter, o capitão do Costa.

Em apoio central ao ponta-de-lança, o pequeno Queiroz (28 anos) demonstrou ser um jogador muito útil, daqueles que coloca sempre o colectivo acima de tudo. Formado no SL Évora, cumpre a primeira época no clube após 8 anos passados no Juventude, com uma breve passagem pelo Real de Massamá, onde foi um bom suplente na Série D da 2ªDivisão em 2005/06.



Logo no início da segunda metade, aos 48’, Barry mostrou a mais-valia da sua estatura na área do Costa e fez o segundo golo. Com 27 anos, vai na terceira época em Reguengos, proveniente do Lusitano. Dez minutos depois repetiu a “graça” e terminou com as já poucas expectativas da equipa da casa. A partir daí, o jogo decorreu em bom ritmo, com o Costa a arriscar o que podia, abrindo espaços para os sempre perigosos contra-ataques do Reguengos.



Ainda assim, o quinto golo só surgiria já nos descontos. O veterano Luís Canhoto precisou apenas de 7 minutos para marcar, num desvio de cabeça. Aos 36 anos, é o jogador mais velho e mais conhecido do plantel. Chegou a fazer parte de plantéis do Campomaiorense, tanto na 2ªdivisão de Honra como no escalão maior, apesar de nunca ter alinhado neste último. Em Setembro de 1998 saíu para o Estoril. Desde então, alinhou por Torreense, Louletano, Atlético, Carregado, Juventude e Lusitano.


No banco está um técnico jovem mas que tem uma equipa bem arrumada, com uma defesa composta por jogadores que cumpriram a sua tarefa na perfeição, sob o comando do central Paulo Sérgio.


Apesar de algum excesso de peso, esteve impecável no papel de último defesa, deixando a Roberto o papel de marcador.


Os laterais Barona e Canelas foram determinados e demonstraram segurança. Se vencerem o Cova da Piedade no próximo Domingo, farão do dia 24 de Maio um dia histórico para o Atlético de Reguengos.

sábado, 16 de maio de 2009

Abrantes - parte 4 - Abrantes FC



A 14 de Dezembro de 1998, após vários anos sem futebol sénior, a sede de concelho viu nascer o Abrantes Futebol Clube (AFC). Há pouco mais de dez anos, quem poderia imaginar o que aconteceria neste período ? Muito provavelmente seriam poucos a prognosticar uma ascensão tão rápida e ainda menos a antecipar uma queda tão súbita.

Comecemos pelo início. A primeira época do novo clube foi de sucesso pleno. Inscrito na 2ªDivisão da AF Santarém, terminou na frente dos seus dez oponentes da Série B e de forma inequívoca. 19 vitórias e apenas um empate nos 20 jogos disputados. Em golos, as contas fecharam com 91 golos marcados e apenas 6 sofridos! Na Fase de apuramento de Campeão, defrontou os vencedores das duas outras séries (Muge e Caxarias). O domínio continuou. A 14 de Maio de 2000, uma vitória em Muge, onde um empate seria suficiente, garante o título de Campeão da 2ªDivisão da AF Santarém.



Treinado por Rui Morais (técnico que orientara o U.Santarém), o AFC alinhou com Rui Forte; Nuno Felício, Pedro Lourenço, Marchão e Filipe Rodrigues; Costa, Gonçalo Francisco e João Santos; Apura, Pimenta e Santana.

Na estreia no escalão maior do futebol ribatejano, manteve Rui Morais no comando técnico e contratou um brasileiro com experiência de 1ªDivisão Nacional, Mazo. O objectivo passava por nova subida. Março começava com as expectativas goradas, pelo que Luís Pereira, técnico dos Juniores, substituiu Rui Morais. Ex-jogador do Sp.Abrantes, Alferrarede, Eléctrico Ponte de Sôr, Tramagal e Pego, o técnico de 35 anos terminaria a época no 3º posto, atrás de Riachense e Rio Maior.

Em 2001/02, o Abrantes FC contrata o técnico Mário Ruas (treinara clubes como o Torres Novas, U.Tomar e Riachense). O primeiro técnico com experiência nos campeonatos nacionais não ficaria até ao final da época, sendo rendido pelo actual técnico do Loures (José Vasques) em Novembro. Não conseguiria melhor do que repetir o 3º posto da época anterior, atrás de Rio Maior e Amiense. No entanto, José Vasques manter-se-ia no comando técnico nas duas épocas seguintes, conseguindo duas subidas consecutivas, levando o clube à 2ªDivisão B. A época de estreia nos Nacionais marcou também a estreia na Taça de Portugal, prova em que, durante 5 épocas, viria a defrontar clubes como o Alverca, o Boavista e o Paços de Ferreira.

sábado, 18 de abril de 2009

Abrantes - parte 3 - Tramagal SU (pós 25 de Abril)

A primeira época pós-25 de Abril é jogada na 3ªDivisão. Mas o clube não conseguiu assegurar uma equipa que desse garantias, terminando a época com dois pontos em 36 jogos, fruto de uma vitória e 35 derrotas! O Campo Comendador Duarte Ferreira deixava de ser palco de jogos dos Nacionais, excepto nas duas presenças na Taça de Portugal, fruto de conquistas na Taça do Ribatejo, quando esta prova dava acesso à que é considerada a prova raínha do futebol português.

Afectado pela perda de influência da MDF, as últimas épocas da década de 70 ainda contam com o Tramagal SU (TSU) nos primeiros lugares da 1ªDivisão da AF Santarém (AFS), próximo dos lugares de subida aos Nacionais. A década de 80, marcada pela crise económica, greves, manifestações e fome, já apresenta o clube com dificuldades em manter-se no escalão principal do futebol ribatejano. O décimo quarto posto de 83/84 e o décimo segundo de 85/86 foram os primeiros indícios.

A época 1992/93 seria a época de nova descida de divisão. O clube que chegara a discutir posições de acesso à 1ªDivisão Nacional, passaria a época seguinte a disputar a Série A da 2ªDivisão da AFS, defrontando os clubes vizinhos da Bemposta, Mouriscas, entre outros. Ainda assim, conseguem o regresso à 1ªDivisão Distrital à primeira tentativa.

A MDF é extinta formalmente em 1995. Coincidência ou não, a melhor época dos últimos 20 anos é precisamente a de 95/96, em que o TSU termina o Campeonato em 3º lugar, a 9 pontos do Campeão (e promovido) Fazendense. Data desta época a última participação na Taça de Portugal, caíndo aos pés do Alcains (então a disputar a 2ªDivisão B) por 0-2.

Nas quatro épocas seguintes, consegue dois quintos, um sétimo e um oitavo posto, voltando a descer de divisão em 2000/01. Volta a subir à primeira tentativa mas as épocas em que disputava a subida aos Nacionais estavam já longe.

O TSU do Século XXI começa por ser um clube a disputar a manutenção na 1ªDivisão da AFS, conseguindo-o com classificações entre o nono e o décimo quinto posto. A época 2006/07 apurava os clubes que estreariam a Divisão de Honra da AFS. Os 13 reforços do TSU não evitaram o décimo posto na 1ªFase, levando o clube a disputar um lugar no escalão secundário. Acabaria por não evitar a descida ao terceiro escalão distrital, a 2ªDivisão da AFS. Na época passada terminou em penúltimo lugar na sua Série. Esta época está prestes a terminar de forma muito semelhante.

Nas últimas épocas, o plantel do TSU tem sido composto, na sua maioria, por atletas da região.
No empate desta época conquistado na Golegã, o onze inicial foi o seguinte: Carlos Branco (GR)(30 anos)(ex-Alferrarede); Paulo Martins, Daniel (27), Nuno Cantarinho (30)(Jogou no Ulme) e Luís Correia (32); Bruno China (27), Márcio, Filipe (26) e Cláudio (21); Bruno Rosa (19) e
Luís António (36).

Resumo de participações em provas Nacionais:


2ªDivisão - 8 edições:

212J 55V 53E 104D 229GM 396GS 163PTS
25,9%V 25,0%E 49,1%D 1,1GM/J 1,9GS/J 0,8PTS/J

3ªDivisão - 11 edições:

162J 67V 25E 70D 272GM 292GS 159PTS
41,4%V 15,4%E 43,2%D 1,7GM/J 1,8GS/J 1,0PTS/J

Taça de Portugal - 10 edições:

16J 5V 1E 10D 19GM 24GS
31,3%V 6,3%E 62,5%D 1,2GM/J 1,5GS/J

TOTAIS:

390J 127V 79E 184D 520GM 712GS

32,6%V 20,3%E 47,2%D 1,3GM/J 1,8GS/J

domingo, 12 de abril de 2009

Abrantes - parte 2 - Tramagal SU (até 1974)


Vila desde 1986, a história do Tramagal confunde-se com a Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF). Fundada por um homem da terra, Eduardo Duarte Ferreira (1856-1948), foi durante décadas a maior empregadora do Tramagal e arredores. A actividade da MDF estava tão presente na vida do Tramagal que chegou mesmo a ter um sistema de Segurança Social próprio, criado em 1927. Nascido também no seio da metalúrgica, o Tramagal Sport União (TSU) havia sido fundado uns anos antes, a 1 de Maio de 1922.


Desportivamente, a primeira participação Nacional data de 1939/40. Na sua Série da antiga 2ªDivisão, o TSU não venceu nenhum dos dez jogos disputados, empatando apenas dois. Marcou 9 golos e sofreu 45. Com o desaparecimento do fundador, a MDF continuou próspera. O clube que ainda hoje ostenta a o símbolo da MDF no seu emblema (uma borboleta), ainda passou por alguns anos pela 2ªDivisão da AF Santarém, onde se sagrou Campeão em 1951/52. A partir de então, iniciou aquele que viria a ser o período de maior sucesso da História do Clube.

As competições nacionais tinham agora uma novidade chamada 3ªDivisão Nacional e o TSU marcou presença nas edições de 1954/55 e 1958/59, com performances melhores do que na estreia na 2ª. Vence o Regional da AF Santarém em 1959/60 e 1960/61, garantindo mais duas presenças na 3ªDivisão Nacional, apurando-se para a 2ªFase, pela primeira vez, em 1960/61.

O início da Guerra Colonial faz da MDF o produtor dos Unimog e Berliet, os veículos militares mais utilizados durante a Guerra. Nos anos 60, a metalúrgica produzia 4000 toneladas de peças de aço por ano e o TSU foi solidificando o seu estatuto no Futebol Nacional.

Entre 1962 e 1967 vence 5 títulos distritais e consolida a sua posição na 3ªDivisão Nacional, onde volta a atingir a 2ªFase em 1963/64. Nessa época, o SU Sintrense impediu o TSU de atingir as Meias-Finais e a subida à 2ªDivisão Nacional.

Três épocas depois, finalmente a subida. Numa época em que venceu doze dos catorze jogos que disputou nos Nacionais, só o FC Vizela impediu o TSU de se sagrar Campeão Nacional, numa Final disputada em Aveiro. Jogava-se a época 1966/67 e os vizelenses venceram por 5-3. Antes disso, o TSU havia derrotado a UD Leiria e o GD Sesimbra.

A época 1967/68 marca a estreia no Nacional da 2ªDivisão e também na Taça de Portugal. Na 2ªDivisão, obteve um de dois 5ºs lugares (em 14 participantes). Terminou a onze pontos do UFCI Tomar que subiria ao escalão principal. Era a primeira de sete épocas consecutivas na 2ªDivisão Nacional. Na Taça, um duplo confronto com o já conhecido SU Sintrense ditaria a eliminação na primeira eliminatória.

Em 1968/69 quedou-se pelo nono lugar em catorze equipas, sendo eliminado da Taça de Portugal pelo SC Olhanense, após ter derrotado o D. Castelo Branco e a Ass. Naval 1ºMaio. Seria a melhor participação do clube na Taça de Portugal.

A época de 1969/70 viu a posição do clube na 2ªDivisão ameaçada, tendo garantido a permanência apenas na última ronda. Treinado por Emídio Graça (irmão do magriço Jaime Graça), o Tramagal recebia o promovido Farense e precisava de uma vitória que até podia não ser suficiente. Alinhou com Bonito na baliza, Mateus, Rui, Armando I e Armando II na defesa, Mendes e Baptista no meio e um quarteto ofensivo composto por Capeto, Ferreira Pinto, Pedra e Cunha. O golo da salvação surgiu a apenas 3 minutos do fim e Mendes foi o seu autor. A UD Santarém perdera frente ao C Oriental Lisboa e o TSU terminava o campeonato em 12º lugar, num total de 14 participantes.

Na Taça, uma goleada do C Oriental Lisboa (5-1) colocou o TSU fora de prova logo à primeira. Em 1970/71 repete o 5º lugar de 1967/68 mas atinge a melhor percentagem de vitórias do clube na 2ªDivisão, vencendo 10 dos 26 jogos disputados. Na Taça, o GD Sesimbra desforrou-se da elminação sofrida em 1966/67, quando ambos disputavam a subida à 2ªDivisão. A desforra foi reforçada na época seguinte. Após eliminar concludentemente os vizinhos do CDR Alferrarede (4-0), o TSU foi goleado pelo GD Sesimbra (0-5). No Campeonato, nova época aflitiva, tendo terminado em 11º num conjunto de 16 clubes.

Em 1972/73, terminariam em 14º (em 16), sendo salvos da descida de divisão por um alargamento. Na Taça, novo reencontro com o SU Sintrense e nova vitória dos de Sintra. 1973/74 termina depois de Abril. O declínio estava à espreita. Foi uma época desastrosa. O TSU ficou em último lugar na Zona Sul, vigésimo em vinte equipas. O onze mais utilizado naquela que seria a derradeira participação do Tramagal SU na 2ªDivisão alinhava da seguinte forma:

Félix; Bexiga, Cardoso, Cunha e Casaca (ex-V.Setúbal); António Henriques, Vicente e Jarbas (ex-Ferroviário, Brasil); Pedra, Aníbal (ex-Torres Novas) e Marito (ex-U.Tomar)

Pedra foi o melhor marcador de uma equipa que fez apenas 31 golos em 38 jogos, tendo sofrido 112!

Para a Taça de Portugal, foi derrotado pelo CF Esperança de Lagos, após ter eliminado o SC Pombal. Os adversários jogavam a 3ªDivisão Nacional, escalão que estava prometido ao Tramagal para a época seguinte, a pior de todas as que disputou nos Campeonatos Nacionais.

domingo, 5 de abril de 2009

Alfarim candidata-se


O Alfarim (3º) recebia o Sesimbra (1º) com os ouvidos em Alcochete, onde a equipa da casa (2º) recebia o Olímpico do Montijo. Uma vitória dos da casa colocá-los-ía apenas a dois pontos dos vizinhos do Sesimbra, pelo que o derby concelhio teve uma assistência pouco comum em jogos dos campeonatos distritais.



O Alfarim começou o jogo a vencer, quando aos 2 minutos de jogo, Ricardo Rocha (ex-U.S.Cacém e Sesimbra) desviou um livre marcado pelo esquerdino Chico Zé (ex-Amora e Fabril). Ao nono minuto de jogo, os visitantes igualaram pelo veterano Calila (37 anos), antigo avançado de, entre outros, Académica, Belenenses e Felgueiras.

O jogo ainda não tivera oportundades de golo mas o marcador já registava dois. Aos 21 minutos, João Pinhal cabeceou por cima, naquela que foi a única oportunidade do Sesimbra ficar na frente do marcador. A partir daí, o Alfarim foi sempre a equipa mais forte, a que melhor trocava a bola e que mais mostras dava de querer vencer a partida.

27 minutos de jogo – numa bola colocada nas costas da defesa do Sesimbra, Steve faz um chapéu ao guardião Paulo Silva e consegue o 2-1. Até ao intervalo, o Sesimbra procurou o empate mas os da casa pareceram ter sempre o jogo controlado.

Aos 51 minutos, Chico Zé falha um alívio na área e oferece o golo a João Pinhal. Sem que tivesse feito muito por isso, o líder empatava a partida. Mas, mais uma vez, o Alfarim respondeu muitíssimo bem ao golo sesimbrense. Aos 62 minutos de jogo, na sequência de um cruzamento de Yoruba (ex-Seixal e Arrentela), Estrela (ex-Fabril, Montijo, Zambujalense e Sesimbra) cabeceia para o fundo das redes da baliza de Paulo Siva. Estava feito o resultado final (3-2) mas muito havia ainda para acontecer.

73’ – Num lance em que sofre um toque na área do Sesimbra, João Oliveira Pinto (37 anos)(Formado no Sporting, jogou no Atlético, V.Guimarães, Estoril, Gil Vicente, Braga, Farense, Marítimo, Académica, Imortal, Amora e Sesimbra. Campeão do Mundo de Sub-20 em Lisboa 1991) demora a caír, fazendo com que o árbitro lhe mostrasse o segundo cartão amarelo.

O médio que pautava todo o jogo de ataque dos da casa, sempre bem acompanhado por Steve e Estrela, deixava a equipa com apenas dez jogadores, a cerca de 20 minutos do fim. Pior ficaram os da casa com uma entrada duríssima de Ricardo Rocha sobre o seu antigo companheiro João Mata, e que valeu a expulsão do defesa do Alfarim.
Faltavam cerca de quinze minutos e o Sesimbra defrontava um aguerrido Alfarim com apenas 9 jogadores. A abnegação dos nove foi imensa e David , o guardião da casa, teve apenas uma intervenção de destaque, garantindo os 3 pontos.

Aqui fica o onze apresentado pelo técnico Luís Freixo:

David; Ricardo Rocha, Tiago, Bruno Gonçalves e Chico Zé; Pedro Eugénio, Luís Carlos e João Oliveira Pinto; Steve, Yoruba e Estrela

Com este resultado e a vitória do Alcochetense sobre o Olímpico, a classificação ficou desta forma:

1º Alcochetense 58
2º Sesimbra 57
3º Alfarim 55

Nas quatro jornadas que faltam disputar, o Alcochetense vai à Trafaria, recebe o Monte da Caparica, desloca-se a Santiago do Cacém e termina em casa, defrontando o Zambujalense. O Sesimbra vai receber o U.Santiago do Cacém, vai a Setúbal defrontar o Comércio e Indústria, depois defronta os vizinhos do Zambujalense no campo deste e termina com a recepção ao Amora. Quanto ao surpreendente Alfarim, tem uma deslocação ao campo do Comércio e Indústria, recebe o Amora, vai a Palmela e termina a receber o Grandolense. Teoricamente, o calendário parece jogar a favor do Alcochetense. Veremos até onde chegará o Alfarim, nesta que é a melhor época da História do clube fundado em 1976.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Abrantes - parte 1





População - 40 349 (72º)
Área - 714,7 km2 (22º)
Densidade de empresas (Nº/Km2) - 4,2 (180º)
Volume de negócios por empresa – 265.900€ (51º)
Taxa de Criminalidade - 22,6 ‰ (215º)
Presenças nos Campeonatos Nacionais de Futebol – 79º



Situado no nordeste ribatejano, o concelho de Abrantes faz fronteira com os distritos de Castelo Branco (Vila de Rei) e Portalegre (Gavião e Ponte de Sôr).

A origem do seu nome remonta ao tempo Romano, em que o ouro retirado das águas fluviais baptizaram a zona como “Aurantes”, de onde se julga ter derivado o topónimo actual. A sua posição fez do concelho um reduto defensivo de relevo histórico.

D. João II e D.Manuel I chegaram a viver longos períodos no Paço Real de Abrantes. No Século XVI, seria mesmo uma das maiores e mais populosas povoações do País, sendo o comércio fluvial a sua principal actividade.

Em 1641, foi a segunda cidade (logo depois de Lisboa) a proclamar a Restauração da independência.

É conhecida como “cidade florida” devido aos concursos das Ruas Floridas, durante os quais a cidade é vestida de flores.

Das 19 freguesias que compõem o concelho, destacam-se alguns aspectos:

- vestígios arqueológicos em Alferrarede;
- o Miradouro das Fontes, virado para a Barragem de Castelo de Bode;
- Rio de Moínhos – segundo a lenda, foi no Convento da Graça que tiveram origem as célebres tigeladas;
- Tramagal foi o berço da Metalomecânica em Portugal;
- O poeta António Boto nasceu em Concavada.
Futebol

Abrantes nunca teve mais de dois clubes em simultâneo nos Campeonatos Nacionais. Isso aconteceu em duas épocas consecutivas (70/71 e 71/72). Todas as outras situações foram pontuais. Houve mesmo um largo período sem qualquer representante nos Nacionais. Em 1985, os Dragões de Alferrarede baixaram aos campeonatos da AF Santarém, dando início a dezoito anos sem abrantinos nos Nacionais, até que o projecto Abrantes FC atingiu a 3ªDivisão Nacional em 2003/04. Esta época, após duas faltas de comparência, foi desclassificado, acabando por ser suspenso por duas épocas.
O período de ouro do futebol concelhio durou 17 épocas (58/59 a 74/75). Durante esses anos, o Tramagal SU passou 7 épocas na antiga 2ªDivisão e 10 na 3ª.

Ao nível distrital, a UD Rossiense (47/48 e 48/49), o Tramagal SU (59/60 a 63/64, 65/66 e 66/67), Alferrarede (69/70, 72/73, 79/80) e Abrantes FC (2002/03) venceram a divisão principal da AF Santarém. Na Taça do Ribatejo, destaque para os 3 troféus conquistados pelo Tramagal SU – 80/81, 81/82 e 94/95.

terça-feira, 3 de março de 2009

Surpresa na Venda


Quando se defrontam penúltimo e quarto classificado, espera-se uma vitória deste último. No passado Domingo, Venda do Pinheiro (penúltimo) recebeu o vizinho Malveira (4º). Mas este não poderia ser apenas um jogo entre penúltimo e quarto. A rivalidade é grande e o conhecimento mútuo ainda maior. Vários atletas do Venda do Pinheiro já alinharam pelo Malveira.

Aos 50 segundos de jogo, o pequeno mas irrequieto Káká fez o primeiro para os da casa.


O Malveira, equipa recheada de jogadores com alguma experiência dos Campeonatos Nacionais, ainda empatou pelo central Oliveira, oriundo do Futebol Benfica em Janeiro.


Pouco depois, Káká voltou a fazer das suas e Zé Pedro fez o 3-1 pouco passava da meia-hora de jogo.


A seguir viveram-se momentos de muita ansiedade. Paulo Cunha, médio da equipa da casa, com passagens pelo Alcochetense, Real, Encarnacense e Malveira, esteve bastante tempo a ser assistido junto do banco visitante.

Reentrado em campo, pouco tempo demorou a voltar a caír, sendo então chamado o INEM que acabou por conduzir o atleta ao Hospital. O jogo esteve parado cerca de 25 minutos. Entre o recomeço e o intervalo, pouco há a registar.

O segundo tempo inicia-se com um “forcing” malveirense. Aos 55 minutos, o árbitro Pedro Mota aponta a marca de grande penalidade. João Anjos, médio de 23 anos, a cumprir a segunda época na Malveira, desperdiçou a oportunidade de reduzir para 2-3 e, quem sabe, mudar a toada do jogo.

A partir daí, poucas oportunidade de golo se viram, tendo sido “a Venda” a causar maior perigo nas saídas para contra-ataque.

Os médios José Augusto (38 anos) e Teixeira (33 anos) foram autênticos guerreiros, apesar de contarem com alguma complacência do árbitro, em termos disciplinares. José Augusto nem sequer viu amarelo, apesar das inúmeras faltas que cometeu.


O capitão da equipa do Malveira, CASQUINHA, é um número 10 de 33 anos, com um curriculum assinalável, onde se destaca a época 1997/98.

Após duas épocas no Sertanense, regressou ao Alverca, onde encontrou o clube na antiga 2ªDivisão de Honra e alguns colegas que vieram a atingir maiores destaques. Dois deles fizeram parte da equipa do FC Porto que venceu a Champions com Mourinho. Falo de Deco e Maniche. Mas há mais. Aqui ficam alguns exemplos:

- José Soares, o central que Jardel não mais esquecerá;
- Hugo Costa, outro central. Só no escalão maior, alinhou no Gil Vicente, Beira Mar, Est.Amadora, Alverca, V.Setúbal e U.Leiria;
- Hugo Leal (jogador do Trofense);
- José Sousa (lateral-direito do Beira Mar);
- Veríssimo (mais um central, actualmente no Fátima);
- Bruno Basto, lateral que joga na Rússia, após passagens por França e Holanda.

Nessa época, Casquinha participou em apenas cinco jogos, iniciando depois um périplo por diversos clubes – Sintrense, Sertanense, Operário dos Açores, Oliveira do Hospital, Vilafranquense, Portosantense e Carregado. Cumpre a segunda época no Malveira. No Domingo, nunca conseguiu impôr o seu jogo, apesar de alguns passes longos que não enganam. Trata-se de um atleta com qualidade acima da média evidenciada na Divisão de Honra.

Poderá ter sido apenas uma má tarde. Os adeptos malveirenses presentes não perdiam uma saída de bola para questionar os seus atletas. “O que é que se passa hoje?”, foi a pergunta mais ouvida. Certo é que, dos quatro primeiros classificados, o Malveira pareceu-me o que menos soluções apresenta para lutar pela subida. A rever.

Quanto ao Venda do Pinheiro, afigura-se difícil a luta pela manutenção. No próximo Domingo, desloca-se ao campo do Sporting de Lourel, outro dos aflitos.