sábado, 16 de abril de 2011

ADCEO derrota o líder




O líder da Série 2 da 1ªDivisão da AF Lisboa (SC Sanjoanense - SCS) teve uma deslocação complicada ao recinto do vice-líder (ADC Encarnação e Olivais – ADCEO). Os dois emblemas lutam por ascender a um patamar que nunca ocuparam – subida ao escalão principal dos Distritais lisboetas. A melhor época da ADCEO foi um 11º lugar na Série 2 da 1ªDivisão há duas épocas. Quanto ao SCS, regista dois quartos lugares no mesmo escalão nas épocas 95/96 e 06/07. No início da época, nenhum destes clubes seria propriamente favorito à subida. A ADCEO escapara por pouco à descida, enquanto que o SCS se sagrou Campeão da 2ªDivisão da AFL.



ADCEO – Tristão; Lopes, João, Daniel, Anderson, Ychine, Mendes, Vasco, Miguel (cap.), Bruno e Marquinhos. Tr. Rui Torres



SCS – Dércio; Fábio Rocha, Fábio Teixeira, Ruben, Iero Djau, Jair Varela, Júnior, David, Brian, Wilson e Edi. Tr. João Borrego



O início da partida mostrou uma equipa do SCS bem organizada e a procurar jogar um futebol pouco comum nos Distritais. Com atletas com bom toque de bola, a jovem equipa do SCS mostrava porque lidera a Série e chegou ao golo pelo central Fábio Teixeira. (24’). O jogo parecia controlado pelos visitantes. No entanto, a equipa da ADCEO deu a volta ao marcador em apenas seis minutos. Primeiro, foi Bruno que fez o empate num livre directo digno de qualquer estádio. Depois foi o ex-júnior Ricardinho a fazer o 2-1 final num desvio ao segundo poste.



Pode dizer-se que a grande diferença esteve no facto dos goleadores da ADCEO terem dito presente, enquanto que os seus homólogos do SCS (Edi e Wilson) estiveram ausentes do jogo. A última hora de jogo foi marcada pelo crescente descontrolo emocional de alguns dos jogadores do SCS, culminando na expulsão do central Ruben, por uma entrada violenta sobre Ricardinho. A equipa procurava chegar ao empate, mas o melhor que conseguiu foi um remate cruzado de Brian que fez tremer os entusiásticos adeptos da casa. Diga-se que o avançado sanjoanense foi dos melhores jogadores em campo, demonstrando qualidade para outras andanças.


Na equipa da casa, o destaque vai para o já referido Bruno (já esteve no Torreense) e para o capitão Miguel, cuja estatura foi decisiva em muitos lances por alto disputados a meio-campo.
Com este resultado e as vitórias de Agualva e Damaiense, os quatro primeiros da classificação estão separados por apenas cinco pontos a quatro jornadas do fim. Prometedor.

domingo, 10 de abril de 2011

Despedida à vista




Daqui por algumas horas, o Real poderá estar matematicamente condenado à descida de divisão. Domingo passado, a recepção ao Atlético SC conteve diversas ironias dignas de registo.



- Para começar, o Real ofereceu um golo no primeiro lance da partida. O erro de Eduardo Simões não foi perdoado pelo goleador Barry. Eduardo Simões é, a meu ver, o melhor central da Zona Sul da 2ªDivisão, sendo um exemplo da qualidade futebolística que acaba arredada dos escalões profissionais;


- Aos 35', o árbitro leva a mão ao bolso para amarelar o médio César. Acaba por baixar a mão. César já tinha visto um amarelo aos 10' de jogo. Haveria de ser expulso por acumulação aos 85';

- Os dois jovens cedidos pelo V.Setúbal (Bruno Lourenço e Ricardo Dâmaso) fizeram o melhor jogo da época. Ainda assim, o primeiro esteve infeliz num alívio de bola que resultou no segundo golo alentejano;



- A ala direita funcionou bastante bem, mas a finalização voltou a não acompanhar o futebol produzido. Curiosamente, o maior desperdício foi protagonizado pelo melhor atacante do Real, Hugo Rosa;



- Para terminar, foi num jogo já pleno de ironias que o atacante Alcides fez o primeiro golo com a camisola do Real, empatando a partida já em período de compensação.


A substituição de Jorge Amaral por José Marcos revelou-se tardia. Os números demonstram que José Marcos conquistou quase o dobro dos pontos de Amaral no mesmo número de partidas (15 vs 8) apesar do calendário teoricamente mais complicado. A manutenção de José Marcos no comando técnico poderá ser o primeiro passo para o regresso do Real à 2ªDivisão.






terça-feira, 5 de abril de 2011

Notas de uma festa triste


Os primeiros minutos do jogo de Domingo na Luz foi um compacto de tudo o que detesto no Futebol. Primeiro foi a forma como João Moutinho foi recebido junto ao canto que se preparava para marcar. Espectadores de um jogo de futebol procurarem atingir um atleta do jogo a que assistem é absolutamente intolerável. Depois foi a sede de protagonismo bacoco do árbitro. Saída do Benfica em contra-ataque interrompida por Duarte Gomes para repreender verbalmente Otamendi. Tão incrível como frequente nos nossos campos. Depois do jogo foi o triste espectáculo do apagar das luzes e do accionar dos dispositivos de rega. Mas também da atitude provocadora de meia dúzia de jogadores portistas que, após festejos junto dos seus adeptos, acharam por bem fazer uma espécie de volta de honra num estádio quase deserto, mas onde ainda se encontram muitos daqueles que teriam vontade de estragar a festa. Não fôra o cordão policial junto das claques do Benfica e algo de muito grave poderia ter acontecido. Ao ouvir as declarações de Villas Boas minutos depois de, aos 33 anos, se sagrar Campeão Nacional, lembrei-me de Pedro Passos Coelho. O ponto em comum é a manifesta dificuldade em apresentar um discurso público pela positiva, mesmo quando as circunstâncias o justificam. Passos Coelho lidera o maior partido da oposição a um Governo contestado um pouco por todo o lado. Em vez de aprsentar um discurso positivo, clarificador do que faria de diferente ao chegar ao poder, prefere bater na tecla da crítica persistente ao Governo de Sócrates. Compreende-se. Afinal de contas, Passos Coelho sabe que a sua política constituirá mais uma alternância do que uma alternativa. Villas Boas tem justificação distinta. O técnico portista, acabado de se sagrar Campeão no terreno do maior rival, optou por um discurso guerreiro. Mais do que valorizar a prestação dos azuis e brancos, continuou a jogar ao ataque fora de campo. Paradoxalmente, entre actores políticos e futebolísticos, são estes a ter justificações mais profundos para o persistente discurso negativo. Foi (é!) com base num discurso marcial que Pinto da Costa conduziu um clube regional à conquista de dezenas de títulos nacionais e internacionais. Como o ódio tende a gerar ódio, o clube de projecção internacional continua a viver uma filosofia de clube de bairro. É pena e é muito perigoso.

sábado, 2 de abril de 2011

Benfica-Porto - História Gráfica


Real empata em Mafra



Na primeira vez que o Real venceu em Mafra, os golos do clube de Queluz-Massamá foram marcados pelos agora mafrenses Nuno Gomes e Paulo Renato e no banco estava Jorge Paixão, agora Treinador do Mafra. No Domingo passado, as equipas dos dois clubes voltaram a encontrar-se num jogo que ficou marcado por outros reencontros. Tuga e Kifuta já jogaram no Real, enquanto que Eduardo Simões e Ivanir já alinharam pelo Mafra. Por outro lado, Dino, Diogo, Hugo Rosa e Zé Mário, figuras do Casa Pia nos tempos de Jorge Paixão, acompanharam o técnico almadense nas passagens pelo Real e pelo Atlético, antes de regressarem ao clube liderado por José Libório.



Num jogo em que a vitória era o único resultado que interessava, o Real entrou muito pressionante, impedindo o Mafra de saír a jogar. O jogo foi sempre muito disputado, apesar de não haver oportunidades claras de golo. A figura do jogo, pela negativa, foi o árbitro da partida.



Tecnicamente nem esteve mal, mas disciplinarmente foi desastroso. Como se isso não bastasse, fez uma daquelas arbitragens sem personalidade em que o árbitro demonstra falta de coragem de assumir decisões.


Assim se explica o segundo amarelo simultâneo a Tiago Costa e Dino. Se havia motivo para acção disciplinar nesse lance, seria apenas a expulsão do jogador do Mafra. Sete minutos depois a cena repetiu-se. Desta vez, os intervenientes foram Bruno Fernandes e Kifuta. Por outro lado, Sérgio Marquês insistiu no jogo faltoso, só sendo “amarelado” a quinze minutos do fim da partida. Curiosamente, o árbitro aveirense vai apitar ao Caniçal amanhã...




Voltando ao futebol, diga-se que foi já a jogar com dez que o Real chegou à vantagem. A jogar e toada de contra-ataque devido à inferioridade numérica, uma excelente arrancada de David Rosa surpreendeu a defesa do Mafra. À entrada da área, colocou a bola em Diogo que desmarcou Tiago Rente. O atacante alentejano rematou cruzado, batendo Márcio Santos. Quatro minutos depois, o árbitro mostra o segundo amarelo a Tiago Costa e Dino, deixando as equipas a jogar um 10 (Mafra) para 9 (Real). Apesar do imenso espaço impossível de ocupar pelos 9 jogadores disponíveis em campo, o Real susteve a natural investida do Mafra durante mais de vinte minutos.



Foi já ao minuto 86 que Nuno Gomes aproveita um ressalto na área para rematar ao canto esquerdo da baliza defendida por Bruno Fernandes, fazendo o resultado final da partida num jogo marcado por uma das melhores exibições do Real nesta época malfadada. Amanhã segue-se a recepção ao Atlético SC.

sábado, 26 de março de 2011

A brincadeira continua


Mais brincadeira:

Zona Norte:
Oliveirense-U.Madeira - António Costa (Aveiro)
Tirsense-Fafe - Carlos Espadinha (Portalegre)

Zona Centro:
Eléctrico-Tondela - José Almeida (Lisboa)
Padroense-Tourizense - Luís Ferreira (Braga)
Coimbrões-Boavista - Pedro Maia (Porto)

Zona Sul:
Mafra-Real - Jorge Tavares (Aveiro)
Casa Pia-Juv.Évora - João Gayo (Braga)
Atlético-Oriental - Humberto Teixeira (Porto)
Carregado-Torreense - Rui Patrício (Aveiro)
Pinhalnovense-Farense - Rui Rodrigues (Lisboa)

Se as nomeações a Norte e ao Centro parecem seguir um critério coerente, alguém percebe a nomeação para o jogo do Pinhal Novo ?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Estranha vitória


Posso estar enganado, mas parece-me que a primeira vitória de sempre do Real sobre o Casa Pia poderá ser marcada pela descida dos dois clubes à 3ªDivisão. Os resultados dos jogos de Queluz-Massamá e de Faro serviram os objectivos do Farense. Verdade seja dita que, apesar da sua postura algo prepotente, Nuno Almeida não teve interferência no resultado. O mesmo não se pode dizer do jovem Luizinho. Entrado ao intervalo, foi decisivo na viragem do marcador.

O Casa Pia entrou melhor na partida, ciente de que a vitória seria o único resultado interessante na primeira de sete finais. Ao quarto de hora de jogo, Mamadu desperdiça uma oportunidade de baliza escancarada, provocando risos na bancada. Como se até os melhores jogadores não tivessem lances semelhantes nas suas carreiras... Aos 36’, numa altura em que o Real já equilibrara a partida, Pauleta faz o golo dos casapianos. Os visitantes íam a vencer para o intervalo. A perder, José Marcos retira o médio Kikas e coloca em campo o pequeno e irrequieto Luizinho. Desde o início se percebeu que ali estava um jogador que iria dar muito trabalho aos defesas do Casa Pia. Colocou velocidade e criatividade em jogo e esteve no primeiro e terceiro golos do Real. Internacional sub-16 por Portugal, o jovem ex-júnior esteve três épocas nos Juvenis e Juniores do Sporting. Esteve no passe que resultou na assistência de Hugo Rosa para a finalização fácil de Tiago Rente e no cruzamento para a assistência (?) de Tiago Rente a Hugo Rosa. Quanto a este último, ainda marcou o canto para o desvio de cabeça de Dino. Resumindo, numa época em que tem estado muito só no ataque, Hugo Rosa teve em Luizinho uma companhia de qualidade rara esta época.