sábado, 30 de abril de 2011

Jornada Decisiva

Daqui por algumas horas, disputar-se-ão os jogos da última jornada das três zonas da 2ªDivisão Nacional. Aqui ficam alguns factos e prognósticos do que poderá acontecer.

Disputa do primeiro lugar:
As contas são relativamente simples. O Tondela garante o primeiro posto se vencer o Aliados. Se empatar, ficará dependente do que farão Boavista e Padroense, sendo que nenhum deles poderia vencer. Perdendo, teria de esperar que o Boavista não conseguisse mais do que um empate e que o Padroense perdesse.

O Padroense será primeiro se vencer em Coimbrões e o Tondela não fizer o mesmo frente ao Aliados. Se empatar, terá de esperar uma derrota do Tondela e que o Boavista não vença o Pampilhosa.

O histórico Boavista é, curiosamente, o que parte em pior posição. Terá forçosamente que vencer o Pampilhosa porque tem desvantagem nos confrontos directos em caso de eventuais desmpates pontuais com Tondela e Padroense. AO mesmo tempo, nenhum dos adversários directos poderá vencer para que os axadrezados venham a disputar a subida à Liga de Honra com Atlético e União da Madeira.

Se a lógica imperar, o Tondela disputará pela primeira vez na sua História o acesso aos escalões profissionais do futebol português.

Descidas:
Na Zona Norte, e mesmo perdendo em Macedo de Cavaleiros, seria necessária uma conjugação de resultados muito desfavorável na Zona Centro, para que o Merelinense descesse.

A Sul, Farense ou Atl.Reguengos – um deles irá descer porque aquele que ocupar o 12º posto será sempre um dos dois piores 12ºs das três zonas. Ao Farense, basta um empate, pelo que o Atl.Reguengos é o maior candidato a descer.

Na Zona Centro, estarão centradas as maiores emoções. Há cinco clubes a disputar apenas duas vagas (três se tudo correr muito bem). Neste cenário, o Sp.Pombal, o Anadia e o União da Serra estão obrigados a vencer, o que até pode não ser suficiente. Jogam todos em casa, frente a Esmoriz, Cesarense e Gondomar, respectivamente.
O caso do Sp.Pombal é o mais complicado. Para além de vencer o Esmoriz, precisa que Pampilhosa e Aliados percam e que, no máximo, apenas Anadia ou U.Serra vença. Como tanto o Pampilhosa como o Aliados visitam clubes que ainda pensam no primeiro lugar e o U.Serra recebe o sempre complicado Gondomar, arrisco dizer que as surpresas poderão surgir de Pombal e de Anadia, onde o clube local recebe o já despromovido Cesarense. Se vencer e o mesmo não acontecer a Pampilhosa, Aliados e U.Serra, poderá festejar a manutenção.

A ter de apostar, arriscaria dizer que jogarão na 3ªDivisão em 2011/12, Pampilhosa, Aliados, U.Serra e Atl.Reguengos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Triste despedida








O último jogo em casa do Real SC foi um excelente exemplo do que foi a época 2010/11. Com as duas equipas já despromovidas, o jogo começou com o Real a pressionar, tendo chegado à vantagem bastante cedo. A partir daí, o Real teve alguma infelicidade na finalização, tal como aconteceu ao longo da época, onde perdeu quinze jogos, mas em que onze derrotas foram pela margem mínima. Depois permitiu a reacção do adversário que acabou por regressar aos Açores com a vitória. Marcante foi a presença de três juniores no onze inicial. Tino, Ventura e Rodrigo estiveram bem, em particular no primeiro tempo. Tecnicamente demonstram ser mais-valias, mas a 3ªDivisão requer bem mais do que técnica. A ver vamos.



Momentos do Jogo:


6’ – Cruzamento de Tino da direita. Dino cabeceia para o 1-0;


12’ – Alcides acerta no poste direito da baliza à guarda de André;



19’ – Tino remata após jogada individual em que passou por vários jogadores do Praiense. Grande defesa de André impede o que seria um grande golo;


30’ – Rodrigo remata ao poste após bom cruzamento de Bruno Lourenço;


41’ – Andrézinho, jogador cedido pelo Sp.Covilhã, iguala a partida na sequência de um canto em que a bola sobra para o jovem brasileiro;


58’ – Na sequência de um regresso algo dormente dos balneários por parte da equipa do Real, Mauro está próximo de fazer o 1-2;


63’ – No mesmo lance, Tiago Conceição tem duas chances para fazer golo, mas o empate persiste;



65’ – O Praiense chega à vantagem, na conversão de uma grande penalidade;


78’ – Dino marca livre que passa muito perto do poste direito;



84’ – Rodrigo entra na área pela esquerda e remata cruzado, sem que exista algum desvio, a bola acaba por saír pela linha de fundo;


90’+1 – Mauro coloca a bola por cima de Bruno Fernandes, acabando Zé Mário por tirar a bola sobre a linha de golo.

domingo, 24 de abril de 2011

Alverca vence a Taça







O Futebol Clube Alverca derrotou o Clube Desportivo Recreativo Cultural Vila Franca do Rosário na Final da Taça da AF Lisboa (AFL), conquistando o seu primeiro título nesta prova. A Final foi disputada na passada Sexta-Feira, no Estádio do Sacavenense e acabou por ser resolvida no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, após um jogo emotivo, principalmente na primeira parte. A Final colocava frente-a-frente os clubes que lideram a Série 1 da 1ªDivisão da AFL, sendo que a equipa de Vila Franca do Rosário lidera a série, apesar de não ter vencido nenhum dos jogos disputados com o Alverca. A 17 de Outubro, o Alverca recebeu e venceu o Vila Franca do Rosário por 1-0, enquanto que a 5 de Março, o Alverca foi empatar a Vila Franca a duas bolas.




VILA FRANCA do ROSÁRIO – Botelho; Chinês (Ricardo 75’), Varela, Adilson e Jorge; Calói, Almeida (Daniel 90’), João Pereira (cap.) e David (Vítor Hugo 75’); Pina e Nélson.



Não utilizados – Sousa, Furtado, Ruben e Ricardo Azevedo.



Tr. Pedro Navalho



Amarelos – Calói




ALVERCA – Rui Pereira (cap.); Rúben (Gonçalo 90’), Nobre, Alhinho e Djaló; Júnior, Frota e Cláudio (Pipoca 110’); Mané (Fábio Santos 72’), Nelinho (Telmo 90’) e Tó Jó.



Não utilizados – Carlos, Nélson e Gabriel.



Tr. Paulo Gomes

Amarelos - Nobre, Júnior, Frota e Telmo




8’ – Livre do lado esquerdo, com Djaló a colocar a bola na barra da baliza defendida por Botelho;



13’ – Adilson deixa a bola bater à sua frente, sobrando a bola para Tó Jó que remata para defesa de Botelho. Na recarga, Mané faz o 0-1;



19’ – Na sequência de um canto marcado por Nélson, Varela cabeceia para o fundo das redes da baliza do Alverca – 1-1;
























26’ - Na sequência de novo canto, a bola sobra para Calói que, vindo de trás, se antecipa a Frota e bate Rui Pereira – 2-1;




















35’ – Após vários lances de ataque do Alverca, Nelinho faz a igualdade – 2-2;


43’ – O árbitro assinala falta na área do Alverca, por derrube de Mané a Varela. Chamado a converter o pontapé da marca de grande penalidade, David faz o 3-2;





















45’+3 – Rúben marca livre do lado direito do ataque do Alverca para o desvio de cabeça de Tó Jó – 3-3;




















O segundo tempo teve menor intensidade, apesar do Alverca ter sido a equipa mais perigosa e aquela que mais procurou desfazer a igualdade que acabou por se manter até aos 90’. O prolongamento foi um espelho da segunda metade da partida. Aos 118’, Tó Jó tem uma oportunidade flagrante de bater Botelho, após antecipar-se a Adilson, mas não consguiu finalizar. Diga-se que o avançado do Alverca jogou as últimas épocas no Sacavenense, clube que cedeu o Estádio para esta Final. A Final iria decidir-se na lotaria dos pontapés da marca dos onze metros.




Desempate: 0-1-Djaló; 1-1-Varela; 1-2-Pipoca; 2-2-Nélson; 2-3-Júnior; 2-3-Pina remata para o lado direito de Rui e a bola vai ao poste.




















2-4-Telmo; 3-4-Adilson; 3-5-Gonçalo.




















Num jogo em que os goleadores de ambas as equipas estiveram algo apagados, excepção feita a Tó Jó, destaque-se a extrema correcção com que toda a partida foi disputada, incluindo após os pontapés decisivos. Que grande lição deram estas duas equipas dos Distritais! A vitória do Alverca acabou por ser justa, considerando que foi a equipa que dispôs das melhores oportunidades para marcar. Não por acaso, a Final também contou com uma excelente arbitragem da equipa liderada por Pedro Felisberto, a provar que os jogadores também podem contribuir para bons juízos arbitrais.


Uma nota final para dois dos atletas do Vila Franca do Rosário. Calói e Varela já jogaram juntos no Olivais e Moscavide. Na época passada, ambos disputaram a Final da Taça da AFL. Calói ao serviço da Ass.Charneca e Varela ao serviço do Loures. Venceu Varela. Desta vez perderam os dois mas ganharam pelo exemplo que demonstram dentro de campo aos jogadores mais novos. Parabéns!


terça-feira, 19 de abril de 2011

MTBA garante o regresso à 1ªDivisão





Foi em 1988 que comecei a recolher informações sobre os Campeonatos Distritais. Em Lisboa surgia uma sigla que suscitava curiosidade adolescente – MTBA. Num tempo em que a Internet era coisa de académicos, demorei anos a saber o que significava aquela sigla e ainda mais para me deslocar ao recinto de jogos do clube do concelho de Sintra.



Fundado a 7 de Julho de 1972, o Grupo União Recreativo Desportivo MTBA resulta da união de quatro aldeias do litoral do concelho de Sintra – Magoito, Tojeira, Bolembre e Arneiro dos Marinheiros. A primeira vez que acompanhei pelos jornais uma época do MTBA, o clube vinha da melhor classificação de sempre – 6º na Série A da antiga 1ªDivisão da AF Lisboa. Nessa época, o MTBA ficou à frente do Loures e a apenas dois e três pontos de Mafra e Carregado, respectivamente. O clube havia festejado duas subidas consecutivas, passando da 3ªDivisão (1983/84) para a 1ªDivisão (1985/86), onde jogaria quatro épocas consecutivas. Desde então tem vivido quase sempre entre a 2ª e a 1ª Divisão, tendo mesmo estado algumas épocas afastado das provas da AF Lisboa. Em 2007/08 terminou em quinto, sagrando-se Campeão Distrital da 2ªDivisão na época seguinte, pelo que disputou a Série 1 da 1ªDivisão em 2009/10. A época não correu bem e o regresso ao último escalão dos distritais lisboetas ficou consumado. Esta época, a equipa esteve sempre nos primeiros lugares da tabela. No Domingo passado, recebia a equipa da Ass.Murteirense, num jogo decisivo. A uma jornada do fim do Campeonato, o MTBA (2º) recebia o terceiro classificado com um avanço de três pontos sobre este. Uma vitória do MTBA carimbava a subida de divisão, um empate adiava tudo para a última jornada, enquanto que uma vitória visitante colocava estes em vantagem à entrada para a última jornada.




MTBA - Ruben (gr); Pedro Freitas (Bruno Paço 86’), Marinho, Carracha (cap.) e Pilão; Gomes, Pedro Santos e João Cerdeira; Salvador (Mauro 54’), Luís Diogo (Borralho 86’) e Andy.


Tr. José Pinto



Ass.MURTEIRENSE – Fábio (gr); Mimoso, Miguel Alfenim (Tiago Carloto 45’), Luís Barreto e Gato; Paulo César (Daniel Santos 76’), Nélson, Mário e Guido (cap.) (David Leiroz 76’); Hugo Palhares (João Domingos 86’) e Edgar Grincho.


Trs. Perez / Marriço / Rui Almeida





O MTBA entrou melhor na partida, forçando Fábio, guardião murteirense, a três boas intervenções. Aos 40’ Salvador é puxado na área. O árbitro mandou seguir. Dois minutos depois, Pedro Santos tenta novo remate de longe. Fábio volta a defender. Apesar de procurar responder à equipa da casa, a Ass.Murteirense nunca causou grande perigo para as redes do MTBA. Ainda assim, o momento decisivo ocorreu aos 52’, quando Gato foi admoestado pela segunda vez, deixando a Ass.Murteirense a jogar com dez. A partir daí, a superioridade da equipa visitada foi mais evidente. Aos 75’, Luís Diogo desvia para a baliza um cruzamento de Pedro Freitas, com o árbitro assistente invalida o lance por fora-de-jogo. Nove minutos depois, surgiu o primeiro golo da partida.




Pedro Freitas faz o primeiro golo, culminando um lance bem construído pelo lado esquerdo do MTBA, com a bola a passar por Luís Diogo, João Cerdeira e Pedro Santos. Hugo Palhares chega a ter a bola controlada à frente da área mas é pressionado por Mauro. Mário vem em auxílio de Hugo Palhares mas acaba por colocar a bola nos pés do lateral Pedro Freitas que coloca a bola no lado direito de Fábio. Já decorria o período de compensação quando o MTBA fez o segundo golo na conversão de um penalty marcado por Andy.








Individualmente, destaco os visitantes Fábio (gr), Mimoso, Edgar Grincho e Hugo Palhares. O guardião de 25 anos já jogou nos Distritais de Santarém (Moçarriense) e Leiria (Gaeirense). Demonstrou ter reflexos e agilidade que compensam a altura mediana. Mimoso é um lateral de baixa estatura que veio do Bombarralense e mostrou velocidade e boa capacidade de marcação. Quanto aos dois colegas da frente mencionados, já esperava que fizessem a diferença. Hugo Palhares (28 anos) passou pelas camadas jovens do Chaves e jogou em vários clubes do distrito de Vila Real – Vila Pouca, Montalegre, Sabroso e Vila Real. Esta época reforçou o plantel do Bombarralense, de onde saíu para a equipa da Ass.Murteirense. Apesar de aparentar algum excesso de peso, demonstrou estar um nível acima da maioria dos seus colegas. Mas o destaque maior vai para o camisola 10, Edgar Grincho. Ainda a tempo de atingir outros patamares (tem 24 anos), o jogador esteve no U.Leiria entre os Iniciados e os Juniores, passando as primeiras épocas de sénior no Bidoeirense, Bombarralense e Lourinhanense. Mostrou pormenores dignos dos escalões nacionais, apesar de não ter tido oportunidades para marcar, ele que leva uma média próxima de um golo por partida.



Do lado do MTBA, destaco a segurança do pequeno lateral Pedro Freitas, a par do capitão Carracha. Não me lembro de um lance perdido pelo central do MTBA. Os médios Pedro Santos e Gomes estiveram sempre muito activos, recuperando diversas bolas a meio-campo. Curiosamente, ambos jogaram no Mem Martins antes de virem para o MTBA. Os avançados Andy e Luís Diogo mostraram qualidade para dar dores de cabeça às defesas dos adversários do MTBA na próxima época na 1ªDivisão da AF Lisboa. A equipa da Ass.Murteirense ainda espreita um lugar na 1ªDivisão se houver alguma desistência nos escalões superiores.



Destaque positivo ainda para a arbitragem de Ricardo Fernandes, apesar do lance já referido na área da Ass.Murteirense (40’) e para a presença de muito público jovem no Campo António Forjaz.

sábado, 16 de abril de 2011

Libório Real

Apesar dos jornais dizerem o contrário, já é um facto. O futebol sénior do Real disputará a 3ªDivisão na próxima época. Mas o principal destaque vai para a eleição do Presidente José Libório como Presidente Honorário do clube. Agora que a saúde já não lhe permite liderar o seu clube, deseja-se que os seus sucessores saibam honrar a obra feita, resistindo a loucuras futebolísticas que tão mal têm feito a clubes como Barreirense, Olivais e Moscavide, Salgueiros, entre outros. Bem haja Presidente!

ADCEO derrota o líder




O líder da Série 2 da 1ªDivisão da AF Lisboa (SC Sanjoanense - SCS) teve uma deslocação complicada ao recinto do vice-líder (ADC Encarnação e Olivais – ADCEO). Os dois emblemas lutam por ascender a um patamar que nunca ocuparam – subida ao escalão principal dos Distritais lisboetas. A melhor época da ADCEO foi um 11º lugar na Série 2 da 1ªDivisão há duas épocas. Quanto ao SCS, regista dois quartos lugares no mesmo escalão nas épocas 95/96 e 06/07. No início da época, nenhum destes clubes seria propriamente favorito à subida. A ADCEO escapara por pouco à descida, enquanto que o SCS se sagrou Campeão da 2ªDivisão da AFL.



ADCEO – Tristão; Lopes, João, Daniel, Anderson, Ychine, Mendes, Vasco, Miguel (cap.), Bruno e Marquinhos. Tr. Rui Torres



SCS – Dércio; Fábio Rocha, Fábio Teixeira, Ruben, Iero Djau, Jair Varela, Júnior, David, Brian, Wilson e Edi. Tr. João Borrego



O início da partida mostrou uma equipa do SCS bem organizada e a procurar jogar um futebol pouco comum nos Distritais. Com atletas com bom toque de bola, a jovem equipa do SCS mostrava porque lidera a Série e chegou ao golo pelo central Fábio Teixeira. (24’). O jogo parecia controlado pelos visitantes. No entanto, a equipa da ADCEO deu a volta ao marcador em apenas seis minutos. Primeiro, foi Bruno que fez o empate num livre directo digno de qualquer estádio. Depois foi o ex-júnior Ricardinho a fazer o 2-1 final num desvio ao segundo poste.



Pode dizer-se que a grande diferença esteve no facto dos goleadores da ADCEO terem dito presente, enquanto que os seus homólogos do SCS (Edi e Wilson) estiveram ausentes do jogo. A última hora de jogo foi marcada pelo crescente descontrolo emocional de alguns dos jogadores do SCS, culminando na expulsão do central Ruben, por uma entrada violenta sobre Ricardinho. A equipa procurava chegar ao empate, mas o melhor que conseguiu foi um remate cruzado de Brian que fez tremer os entusiásticos adeptos da casa. Diga-se que o avançado sanjoanense foi dos melhores jogadores em campo, demonstrando qualidade para outras andanças.


Na equipa da casa, o destaque vai para o já referido Bruno (já esteve no Torreense) e para o capitão Miguel, cuja estatura foi decisiva em muitos lances por alto disputados a meio-campo.
Com este resultado e as vitórias de Agualva e Damaiense, os quatro primeiros da classificação estão separados por apenas cinco pontos a quatro jornadas do fim. Prometedor.

domingo, 10 de abril de 2011

Despedida à vista




Daqui por algumas horas, o Real poderá estar matematicamente condenado à descida de divisão. Domingo passado, a recepção ao Atlético SC conteve diversas ironias dignas de registo.



- Para começar, o Real ofereceu um golo no primeiro lance da partida. O erro de Eduardo Simões não foi perdoado pelo goleador Barry. Eduardo Simões é, a meu ver, o melhor central da Zona Sul da 2ªDivisão, sendo um exemplo da qualidade futebolística que acaba arredada dos escalões profissionais;


- Aos 35', o árbitro leva a mão ao bolso para amarelar o médio César. Acaba por baixar a mão. César já tinha visto um amarelo aos 10' de jogo. Haveria de ser expulso por acumulação aos 85';

- Os dois jovens cedidos pelo V.Setúbal (Bruno Lourenço e Ricardo Dâmaso) fizeram o melhor jogo da época. Ainda assim, o primeiro esteve infeliz num alívio de bola que resultou no segundo golo alentejano;



- A ala direita funcionou bastante bem, mas a finalização voltou a não acompanhar o futebol produzido. Curiosamente, o maior desperdício foi protagonizado pelo melhor atacante do Real, Hugo Rosa;



- Para terminar, foi num jogo já pleno de ironias que o atacante Alcides fez o primeiro golo com a camisola do Real, empatando a partida já em período de compensação.


A substituição de Jorge Amaral por José Marcos revelou-se tardia. Os números demonstram que José Marcos conquistou quase o dobro dos pontos de Amaral no mesmo número de partidas (15 vs 8) apesar do calendário teoricamente mais complicado. A manutenção de José Marcos no comando técnico poderá ser o primeiro passo para o regresso do Real à 2ªDivisão.