sábado, 11 de agosto de 2012

O regresso da Honra


A Oliveirense venceu o Sporting B no jogo de estreia da 23ª edição da Liga de Honra. Decisivo foi Barry, avançado que apenas se estreou na Liga de Honra na última época, ao serviço do Atlético, que fez o primeiro golo da edição 2012/13 da prova. Fê-lo perante o Sporting B, equipa que alinhou com nove estreantes na prova. Apenas Vítor Golas e Zezinho já têm experiência de Liga de Honra. Até hoje, mais de 4200 jogadores alinharam nas 22 edições iniciais da Liga de Honra. Aqui fica o TOP 5 dos totais de jogos, golos, amarelos, expulsões e auto-golos.

JOGOS                                
SÉRGIO NUNES                       333
EMANUEL                                323
MESQUITA                              322
ARMANDO                               317
ROCHA                                    296

GOLOS                                 J       G
ARTUR JORGE                        294    88
MARCÃO                                 149    82
PAULO VIDA                           177    81
RUI MIGUEL                            224    67
NUNO SOUSA                         245    66
BOCK                                      194    66

AMARELOS                        J       A
SÉRGIO NUNES                       333    113
DUCA                                      269    98
MESQUITA                              322    78
QUIM COSTA                          223    77
TELMO                                    203    73

EXPULSÕES                      J       E
DUCA                                      269    16
ADALBERTO                           190    13
NUNO MENDES                       141    12
KASONGO                               211    11
SÉRGIO NUNES                       333    10
FERNANDO AGUIAR                195    10

AUTO-GOLOS                    J       AG
ARMANDO                               317    6
ALEXANDRE                            242    4
ELÍSIO                                    73      3
25 jogadores marcaram dois golos na baliza errada            

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como vi o Euro

Há oito anos atrás, a selecção grega comandada por um alemão, derrotava a selecção portuguesa na final do Euro 2004. Há uma semana, a equipa da Espanha eliminava Portugal, apurando-se para uma final que viria a vencer por 4-0.

Em 2000, foi a França a bater-nos através do golo de ouro. A mão de Abel Xavier demorou anos a ser vista em Portugal. Não por qualquer atraso na transmissão televisiva mas por uma espécie de cegueira colectiva, misturada com um sentimento de inferioridade que garante que, o mesmo lance, na área contrária, teria tido outro juízo.

Desta vez, não havendo registo de lances discutíveis ou afins, o discurso oficial foi noutro sentido. Anteontem, José Rodrigues dos Santos passou a emissão em directo para a celebração do título europeu em Madrid. Quantas televisões terão feito o mesmo ? No início e no fim dessa peca noticiosa, chamemos-lhe assim, o jornalista do canal público repetiu algo como "Portugal foi a única equipa que não perdeu nem foi dominada pela Espanha".

Talvez demore alguns anos até que se recorde este Euro com outros olhos, mas aqui fica um pequeno contributo para acelerar o processo.

1. Paulo Bento comandou uma Selecção que ultrapassou todas as expectativas;

2. Na meia-final, Portugal manietou o jogo da Espanha, ao ponto de forçar Del Bosque a apostar nos extremos;

3. Iker Casillas fez apenas uma defesa frente a Portugal e isso aconteceu perante Moutinho, no fatídico desempate;

4. Na Final, Casillas foi obrigado a salvar a Espanha em três ocasiões, para além do cabeceamento de Di Natale, a abrir a segunda parte, constituir uma chance de golo mais flagrante que qualquer lance criado por Portugal na meia-final;

5. O facto de Portugal ter ficado perto de eliminar a Espanha e atingir uma Final que poderia ganhar, deveria ser suficiente. Não é preciso construir uma "realidade" ficcionada que compara os resultados da Espanha frente a Portugal e à Itália.

No final da meia-final, viu-se Cristiano Ronaldo dizer "injustiça". Por mais que nos custe, não foi assim.

domingo, 1 de julho de 2012

Espanha-Itália (-2 horas)

1. Na Quarta-Feira passada, a selecção portuguesa só obrigou Casillas a uma defesa e esta ocorreu no desempate da marca de grande penalidade. À final chegam duas equipas que têm alinhado sempre com onze jogadores. Quando Portugal voltar a jogar sempre com onze, talvez consiga títulos.

2. Na Final de hoje, far-se-á história. A vitória da Espanha fará de la roja a primeira equipa a revalidar o título europeu. Uma vitória azzurri fará da Itália campeã pela terceira vez após escândalos internos. Já aconteceu em 1982 e em 2006. Estes factores jogam com variáveis motivacionais que podem ser determinantes.

3. Esta Itália pode fazer à Espanha aquilo que a selecção nacional fez na meia-final, em grande parte do jogo. Impedir que a Espanha faça o jogo que costuma fazer, perturbando a posse de bola constante. Se o fizer, talvez consiga surpreender.

4. Neste aspecto, será interessante ver o papel que Pilro terá quando a Itália recuperar a bola no miolo. Xabi Alonso terá um papel fundamental na tentativa de anular Pilro.

5. Buffon (34 anos) e Casillas (31), ambos já campeões do mundo, são os dois melhores guarda-redes do mundo desde há vários anos. As suas defesas impossíveis são, muitas vezes, decisivas.

6. Balotelli prometeu marcar quatro golos na Final após ter bisado na meia-final. Se o fizesse, subiria ao altar dos deuses do Futebol aos 21 anos. Mas basta ser determinante na Final como o foi contra a Alemanha, para ganhar um lugar entre os maiores e uma respeitabilidade que aspectos extra-futebol têm impedido.

7. Pedro Proença será o árbitro da Final. Já tinha apitado (e bem) a Final da Liga dos Campeões. Estas nomeações são meritórias mas não escondem os problemas que atingem a arbitragem em Portugal e tudo aquilo que a envolve.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Portugal-Espanha (-1 hora)

A pouco mais de uma hora de uma tórrida meia-final entre Portugal e Espanha, antecipemos o dia de amanhã. Rajoy prepara-se para aumentar o IVA de vários produtos e serviços de 8% para 18% mas só se fala de La roja. Bom, não será bem assim. Mesmo por cá, nem mesmo a boa prestação da Selecção impediu as vaias ao Presidente Aníbal até em pleno Cavaquistão. A dupla Passos Coelho-Gaspar vai dizendo que não são necessárias mais medidas de austeridade mas relembram que o memorando (essa Bíblia Sagrada dos tempos modernos) prevê quaisquer medidas necessárias ao cumprimento do memorando. É uma curiosa adaptação do “by all means necessary”. Se a selecção portuguesa vencer hoje, amanhã ou sexta-feira seriam dias excelentes para anunciar mais medidas de aperto de cinto. Isto porque esperar por Domingo pode ser contra-producente. Uma eventual derrota na Final, seguida de mais apertos é que não seria boa ideia. Nem mesmo o “bom povo português” aguentaria. Seria ?

Do lado de lá da fronteira, há várias comunidades em que o impacto do Euro-2012 é, no mínimo, relativa. Mesmo sem zonas públicas para assistir ao Espanha-França dos Quartos-de-Final, a audiência do jogo no País Basco foi de 63,2% e, na Catalunha, de 67,1%. Se estes números até parecem impressionar, que dizer dos 84,4% de Madrid, cidade em que mais de 40.000 puderam assistir à partir em la Castellana.

É claro que os nossos vizinhos, com particular ênfase para algumas regiões, já têm mais o que fazer/preocupar do que o Euro-2012. Nessa perspectiva, uma derrota da Espanha não teria grande impacto nas mobilizações que se vão sentindo aqui e ali. Mas como a passividade portuguesa é bem mais presente do que a dos nossos vizinhos, este é mais um motivo para desejar a vitória portuguesa daqui a pouco. Não porque isso deixaria a dupla Passos Coelho-Gaspar ainda mais à vontade para fazer de nós o que bem querem. Pelo contrário, porque ao contrário do que diz o ditado, acredito que, de Espanha, podem vir bons ventos. Ventos de resistência numa altura em que resistir é tão necessário, mesmo enquanto se vê futebol.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Notas de Bilbau 3

1. Se os dois primeiros dias em Barcelona me permitiram ver o que previra, o mesmo seria de esperar de uma cidade bem mais pequena, como é Bilbao. Assim, o único destino obrigatório era a Catedral de San Mamés, a casa do Athletic. Já lá passara no sábado mas a ideia era ir à Loja e, principalmente, ao Museu.

2. Ao entrar na loja, arrisquei mais um pouco de euskera, com um "Egunon". A reacção foi positiva pelo que o "Bom Dia" saíu bem. A careca precisava de um boné desde o primeiro dia mas mais vale tarde do que nunca.

3. Para minha tristeza, o Museoa fecha às segundas... Mas mesmo em frente ao estádio, descobri uma loja dedicada a aspectos ligados ao futebol, incluindo colecções impressionantes de pins de origens tão diversas como o Peru, a Albania ou a Namibia!

4. Quando a senhora da loja percebeu que era português, pediu-me desculpa para dizer que não gosta de Cristiano Ronaldo. Frisou que não se referia ao jogador mas ao homem. Pois é... Despedi-me com um "eskerrik asko" que serviu de agradecimento.

5. Numa livraria em liquidação total por mudança de instalações, comprei dois livros sobre a história do Athletic. Neles se recorda algo que ontem ignorei com o entusiasmo italiano. O Athletic tem fortes ligações inglesas. Um famoso adepto do clube chegou mesmo a sugerir, há uns anos, a inscrição da equipa B na liga inglesa!

6. Concluído o lado futebolístico da viagem, ainda houve tempo para aproveitar o passe diário do Metro de Bilbao. Rumo a Plentzia, zona de praia a várias dezenas de quilómetros.

7. No supermercado, ao pedir um saco, sou desmascarado, de nada valendo o boné do Athletic. "Saco? Português? O meu marido é português, de Braganca. Vamos jogar na quarta. Espero ganhar. Senão as minhas cunhadas dão-me cabo da cabeça".

8. Os dois cartões de memória estão a dar as últimas. Ainda não são quatro da tarde e só tenho espaço para 49 fotos!

9. Esta cidade cercada por montanhas poderia provocar uma sensação de claustrofobia mas, ao contrário, transmite conforto.

10. Ainda não tinha feito alusão ao café. Já é muito bom face ao que acontecia por terras vizinhas há uns atrás mas é caro. O café mais barato que bebi ficou em 1,10€.

11. Decidi terminar a viagem com uma visita à Estação Central de Caminhos de Ferro. Jantar cedo também estaava decidido e foi ali mesmo numa casa de sandes que nos perseguem por todo o lado. Na mesa do lado, quatro locais de meia idade debatiam a situação da Segurança Social e do papel dos Bancos nesta crise. A Mãe de uma das senhoras vai reformar-se em breve passando a receber uma pensão de 200€ mensais. Vivemos tempos desafiantes...

12. À saída de Arando, vejo uma camisola 10 de Portugal no tronco de um jovem imigrante. Provocação ao país de acolhimento?

13. Na última caminhada até ao Hotel, optei por um caminho diferente. Assim, foi o acaso que me deu a conhecer a Gorte Kalea, rua em que se misturam muitas proveniências e profissões e, entre estas, o sexo.
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domingo, 24 de junho de 2012

Notas de Bilbau 1.2

1. Problemas vários impediram-me de escrever ontem. Se o cinismo inglês tivesse superado até o histórico recente da Inglaterra nos desempates por penalties, nem teria energias para escrever nada. Assim, aqui vai.

2. Às sete da manhã de ontem já estava em Montbau. Esperava-me uma viagem de metro até à estação de Les Sants. São 15 estações. Calha mesmo bem sair de Barcelona na véspera do S.João e no dia de um Espanha-França.

3. As noites mal dormidas em Barcelona começavam a deixar mossa. Em Bilbau está mais fresco que em Barcelona, o que é simpático para quem anda pelas ruas. O Hotel fica melhor localizado do que esperava. San Anton Eliza é mesmo aqui em baixo e o Casco Viejo é logo a seguir.

4. Bilbau é uma cidade ainda mais interessante do que esperava. A relação do espaço urbano com o rio e as montanhas é impressionante. No dia do Espanha-França, não vi uma única camisola ou bandeira espanholas. Mas vi imensas camisolas do Athletic e uma da selecção de Euskal Herria. Sintomático. Durante a transmissão da Tele 5, não foi por acaso que as únicas alusões às origens dos jogadores tenham tido por alvo os jogadores canários. Quando saíu Silva para entrar Pedro, ouviu-se "Canário por canário".

5. Hoje, para me recompor do cansaço tremendo, só deixei o hotel por volta da uma da tarde. Como ontem já dera a volta à cidade, o plano passava por subir a Artxanda depois de ir até Begoña. Numa loja de produtos bascos, lancei a inevitável questão "Portugal-Espanha?". A resposta não foi diferente da que teria em Madrid ou Sevilha... Como planeava ir a Portugalete, perguntei pela origem do topónimo. Explicou-me que o sufixo "ete" significa pequeno, o que faria de Portugalete um "pequeno Portugal". Ainda me disse que teria havido muitos portugueses a trabalhar na zona do porto de Bilbau, mas isso não faria sentido, a não ser que Portugalete fosse relativamente recente ou que tivesse mudado de nome. Nenhum dos cenários se confirmariam.

6. A caminho da Basilica de Begoña, arrisquei dizer uma palavra em basco. Quando a rapariga me disse o preço da garrafa de água, disse-lhe "larogei". Significa oitenta e lê-se como se existisse um "u" entre o "g" e o "e".

7. À volta da Basilica de Begoña, estão alguns dos 200 hectares de áreas verdes que existem dentro dos limites da cidade. A subida a Artxanda não pôde ser feita pelo funicular, em obras até ao final do mês. À disposição está um autocarro que, por 90 cêntimos, faz um percurso longo mas com o mesmo destino - a melhor vista sobre a cidade.

8. De regresso a Bilbau, o destino era Portugalete, com paragens em duas estações de metro peculiares. Uma delas, Urbinaga, fica numa ponte e tem uma parte a céu aberto. Enquanto fumava, apercebo-me de uma bandeira portuguesa numa janela. Não há bandeiras de Espanha mas há de Portugal!

9. Apesar de não haver referência alguma a Portugal, não foi preciso estar muito tempo em Portugalete para me sentir em casa. Logo à saída do metro, pisei os restos de uma pastilha elástica! Depois, comecei a ouvir o que parecia ( era mesmo) um bailarico. Enquanto seguia o som, passei por um monumento a Salazar que, felizmente, não se trata do Dr. de Santa Comba.

10. De volta ao jogo desta noite, os bilbaínos no restaurante em que jantei estavam a torcer por Inglaterra. Não percebi porquê mas não tentei saber. Devem ter pensado que sou italiano e está noite fui. BlogBooster-The most productive way for mobile blogging. BlogBooster is a multi-service blog editor for iPhone, Android, WebOs and your desktop

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Notas de Barcelona III

Barcelona 3

1. Como andei a cem à hora nos dois primeiros dias, o último dia em Barcelona serviu para ir a locais que não planeara visitar. A ida a Tidibabo confirmou que esta cidade é agora a minha cidade preferida de entre as que conheço no Velho Continente. Lá de cima se dissipam as duvidas, se estas existissem. Barcelona tem mar, praias, zonas verdes, montanha, história e histórias para dar e vender.

2. Rambla de Poblenou
Perguntei pelo memorial do Dr.Trueta. "É ali em cima, vou nessa direcção".
Os minutos que se seguiram são daqueles inolvidáveis e que constituem lições. "Português? Mas falas bem o espanhol. Seria bem mais fácil se todos falassem a mesma língua". Arrisquei falar da Torre de Babel. A reacção que obtive foi um ataque à religião. "Isso são histórias que nos contam os curas". "Se Deus tivesse castigado os Homens pela Torre de Babel, o que faria hoje que o Homem já foi à Lua".
Tinha 4 anos quando rebentou a Guerra Civil, fez oitenta em Janeiro. "Tempos dificeis, quando os franquistas entraram na cidade", disse eu. Pois...

3. Nasceu no quatrocentos e pouco da Pere IV. Passou fome enquanto os armazéns do Estado abarrotavam de mantimentos, alguns retirados de pessoas como o seu Pai, que ía de bicicleta até Vic, trocar umas solas da fábrica de sapatos em que trabalhava, por comida para os quatro dos seis filhos (um deles haveria de morrer em combate) que não lutavam contra os
franquistas. Quando estes entraram na cidade, foi com uma irmã aos tais armazéns, abandonados pelos republicanos em fuga apressada rumo a França. Não há inocentes nesta História.

4. Na actualidade, e apesar de dizer que o PP é menos mau que o PSOE, atribui as culpas da crise ao "Capital". Após 50 anos de descontos, tem uma reforma que lhe permite viver condignamente sem luxos, mas receia pelo futuro dos dois netos. A realidade está sempre a dar exemplos da sua imensa complexidade.
- Até um dia destes
- Amanhã vou para Bilbao
- Bilbao ? Cuidado com a ETA!
Riu-se. Afinal de contas, já viveu uma Guerra Civil.

5. Depois das 17h15, a entrada na Catedral é grátis e vale bem a pena. Depois ainda fui até à Basilica de Santa Maria del Mar. Esmagador.

6. Ainda havia tempo para uma paragem no grotesco edifício do El Corte Ingles. Então não é que foi preciso ir ali para encontrar um livro que suspeitava existir mas que nem na loja do Barça vira ? Trata-se de um pequeno mas volumoso livro com o manancial estatístico da História da equipa principal de futebol do Barça.

7. Depois faltava encontrar um lugar para ver se a Grécia colocava a Alemanha fora do Euro.

8. Na primeira parte, a Grécia resiste ao ataque alemão enquanto janto perto de Passeig de Gràcia. O golo alemão, a par das tapas de chouriço e de choco frito deram-me vontade de ir embora. Fui andando sem fazer grande questão do destino do passeio e do jogo. A certa altura, pareceu-me ver 2-1 numa tv. Continuei pela Diagonal acima mas a primeira estação de metro que encontrei foi Maria Cristina. Vejam no mapa. O chouriço e o choco estão mais do que digeridos.

9. O jogo já deve ter terminado. O wifi dos Irmãos me dirá. Ainda vou em Tarragona. Ficam a faltar 14 estações!

10. Grécia 2-Alemanha 4
Não houve surpresas. Amanhã há mais mas não aqui.

Adéu Barcelona! Kaixo Bilbo! BlogBooster-The most productive way for mobile blogging. BlogBooster is a multi-service blog editor for iPhone, Android, WebOs and your desktop