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domingo, 3 de março de 2013

Duas metades

24/2/2013
SU SINTRENSE-REAL SC 2-2
Arb:André Baltasar (AF Beja)
Sintrense-Hugo; Serginho, Wilson, Pedro Marques e Divaldo; Sandro, Saramago e Rodri; Vítor Gomes, Carlitos e Cacito (Cap.)
Tr.Bruno Baltazar
Real-André Martins; David Rosa, Miguel Santos, Jibril (Cap.) e Rui Loures; Paulinho, Milton e Ladeiras; Miguel Cardoso, Tomás e Pratas
Tr.João Silva

O derby concelhio de domingo passado teve mais Sintrense no primeiro tempo e mais Real no segundo, pelo que o empate se aceita.

De início, o Sintrense surgiu com mais iniciativa mas sem criar perigo. Por outro lado, o Real entrou em contenção e à procura do contra-golpe também sem sucesso. As disputas a meio campo resultaram em apenas um cartão, mostrado ao sintrense Sandro por falta sobre Milton, à passagem do minuto 19. Seria o único mostrado pelo árbitro da AF Beja durante toda a partida.

Aos 27', na sequência de um livre apontado junto do banco do Sintrense, Carlitos surge solto na área mas o cabeceamento sai muito torto. Três minutos depois, Carlitos ganha espaço a Rui Loures na área após toque de cabeça de Cacito e faz o primeiro golo.

Ao minuto 32, Tomás remata por cima mas o Real pouco tempo teve para reagir até sofrer o segundo golo num livre directo apontado de forma eficiente por Rodri. Ainda antes do intervalo, Paulinho coloca na esquerda em Miguel Cardoso que remata ao lado da baliza à guarda de Hugo. Na resposta, Saramago aponta o canto e parece ser Carlitos a cabecear a bola que passa ao lado.

A perder por dois golos, João Silva deixa Rui Loures e Pratas no balneário e coloca em campo Tiago Morgado e Sérgio. Ao minuto 50, um passe transviado de Ladeiras proporciona uma transição do Sintrense que só não resulta no terceiro golo do Sintrense porque André Martins negou o intuito de Vítor Gomes.

Três minutos depois, Morgado aponta canto, Miguel Cardoso desvia ao primeiro poste e Miguel Santos finaliza ao segundo. O Real reduzia na sequência de um dos vários cantos que conquistou no início do segundo tempo.

Depois de sofrer o golo, foi a vez do Sintrense conquistar alguns cantos mas de que não resultou perigo. Tal como acontecera na primeira metade, a equipa que sofreu golo mal teve tempo para reagir até sofrer o segundo. Milton coloca na direita de onde Miguel Cardoso cruza para Tomás, nas costas de Sérgio, cabecear para o empate. Faltava meia hora para o final da partida e as duas equipas queriam vencer.

Aos 66', Bruno Baltazar troca Rodri por Tiago Figueiredo. No minuto seguinte, cruzamento de Divaldo que Vítor Gomes desvia de cabeça por cima da barra. No minuto 74, canto apontado por Tiago Figueiredo que Cacito cabeceia por cima, num dos raros lances em que se superiorizou na área do Real. Três minutos depois, Divaldo coloca em Cacito que surge em posição duvidosa e remata ao poste.

Os técnicos voltariam a mexer nas equipas, com as entradas de Mota para o lugar de Ladeiras e de Emanuel para o lugar de Divaldo. Até ao apito final, ainda houve tempo para um bom lance de Paulinho pela esquerda, com cruzamento para Mota que rematou fraco e às malhas laterais. Na resposta, Vítor Gomes cruza para o cabeceamento de Cacito mas André Martins impede o seu antigo colega de marcar. O último lance digno de registo foi um remate de Mota de fora da área com a bola a sair à figura de Hugo.

O Real voltou a demonstrar na visita ao terreno do primeiro classificado da Série E que possui uma equipa de qualidade mais do que suficiente para discutir a subida. Com tudo em aberto, as duas últimas jornadas da primeira fase prometem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Primeira vitória caseira

25/11/2012
3ªDivisão Nacional - Série E - 9ªJornada
REAL SC-SU SINTRENSE 1-0
Arb:Carlos Cabral (AF Algarve)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (cap.), Miguel Santos e Liangxuan; Bernaro, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva
Sintrense-Hugo Pereira; Pedro Pereira, Télis, Pedro Marques e Divaldo; Emanuel (cap.), Sandro e Rodri; Jorge Alves, Vítor Gomes e André Cacito
Tr.Luís Silva

O Sintrense entrou de forma bem afirmativa no jogo. Aos 16', o Sintrense criou perigo em dois momentos. Primeiro com uma cabeçada de Cacito por cima da trave e depois devido a um bom trabalho de Jorge Alves à entrada da área mas o remate saíu à figura do regressado André Martins. Seis minutos depois, um dos lances determinantes da partida, com o capitão sintrense a ser amarelado após colocar mão na bola. Aos 26', surgiu o primeiro cheirinho a Real quando Tomás trabalhou bem mas rematou fraco para defesa de Hugo Pereira. Mas o jogo voltaria a dar mais Sintrense. Seis minutos volvidos e um bom lance pelo flanco esquerdo do Sintrense termina com a bola a chegar a Cacito que roda bem mas vê David Rosa cortar para canto. A cinco minutos do intervalo, Tomás tem um passe excelente para Pratas mas a saída de Hugo Pereira evita o perigo para as redes do Sintrense. O jogo estava então equilibrado e veria novo lance relevante pouco depois.

Bernardo pica a bola para as costas da defesa sintrense onde surge Ventura a desviar para as redes à guarda de Hugo Pereira. As imagens só são esclarecedoras quanto à atitude do árbitro auxiliar. Este só assinala fora-de-jogo depois da bola entrar na baliza do Sintrense. O resultado mantinha-se assim em branco. Mesmo em cima do intervalo, ainda houve tempo para um remate de ressaca de Télis para boa defesa de André Martins para um canto de que nada resultou.

Talvez receoso da mostragem de um segundo amarelo, Luís Silva trocou Emanuel por Tiago Figueiredo. O seu irmão mais velho optou por manter Paulinho em jogo. Ganhou.

Trinta segundos da segunda parte foram suficientes para o Real chegar à vantagem. Tomás aponta o canto para a entrada de cabeça de Gong que se estreou a marcar pelo Real. Três minutos volvidos, Jorge Alves ganha espaço pela direita mas o remate sai ao lado da baliza do Real. Na resposta, David Rosa coloca a bola em Pratas que obriga à saída de Hugo Pereira de entre os postes, com o Guarda-Redes sintrense a derrubar o avançado do Real. O árbitro mostra apenas o amarelo mas Pratas ficava em posição privilegiada para rematar cruzado para as redes desertas, pelo que o vermelho não seria exagerado. Do livre que se seguiu, Tomás aponta mas ninguém desvia para golo. O golo fez muito bem ao Real que passou a controlar as operações no miolo, com uma pressão mais alta do que fizera no primeiro tempo. Aos 57', lançamento lateral de Pedro Pereira para cabeceamento de Cacito ao lado. Dois minutos depois, incursão de Tomás pela direita que termina com um cruzamento para a área onde Télis e Pratas disputam o lance com o avançado do Real a cair. O árbitro nada assinala e a bola sobra para David Rosa que remata com a bola a sair bem perto do poste, após desvio de Télis. No minuto seguinte, Sandro cai na área num lance com Gong mas as imagens não são esclarecedoras. Apesar de estar a perder, Luís Silva é forçado a reforçar o meio campo e troca Vítor Gomes por Bobó (63'). Um minuto depois, Jorge Alves cabeceia muito por cima. Aos 69', naquela que terá sido a sua única intervenção negativa na partida, Tomás inventa numa saída para o ataque, perde a bola e acaba por derrubar Jorge Alves. Vê amarelo. Do livre apontado por Divaldo não surgiu perigo. Aos 74', João Silva refresca o ataque, trocando Pratas por Caramelo. Esperava-se maior risco do Sintrense em busca do ataque, pelo que a opção por refrescar o ataque do Real e preparar-se para um jogo mais directo nas costas da defesa parecia ser a decisão mais acertada. E foi. Dois minutos mais tarde, Luís Silva confirma a leitura de João Silva, ao trocar Télis por Ricardo Feijó. Aos 82', livre apontado por Rodri, com mais um cabeceamento de Jorge Alves a sair por cima. Quatro minutos depois, o último lance de perigo relativo no jogo. Livre apontado por Pedro Marques a fazer chegar a bola à área onde Jorge Alves não consegue desviar para a baliza. Ainda houve tempo para a estreia do ex-júnior Romano, entrado para o lugar de Ventura. Nos 3' de compensação concedidos pelo árbitro algarvio Carlos Cabral, nada de relevante ocorreu.

Notas:

- Num jogo em que o Real praticamente ofereceu metade do jogo ao adversário, os três primeiros pontos da época conquistados em casa acabaram por nem ser muito sofridos. O Sintrense não criou oportunidades de golo e o Real ainda fez entrar a bola nas redes do Sintrense à beira do intervalo. Ainda assim, talvez o resultado mais adequado fosse um empate.

- Após o lamentável Real-Sacavenense (0-4) da época passada, os irmãos João e Luís voltaram a encontrar-se. Desta vez ao serviço de equipas do concelho de Sintra. Desta vez com a vitória a sorrir ao irmão mais velho.

- Apesar da braçadeira de capitão ter passado para Jibril, David Rosa jogou com a mesma garra de sempre. André Martins voltou à baliza em detrimento de João Ascenso. Oxalá estas alterações não tenham reflexos negativos na prestação colectiva da equipa. Para já, com a vitória frente ao Sintrense, tudo bem.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sintrense afastado da subida

6/5/2012
SU SINTRENSE-REAL SC 0-1
Arb: Miguel Jacob (AF Setúbal)
Sintrense-Tiago Rodrigues; Viegas, Ricardo, Marco Semedo e Rui Loures (Abiud 45'); Bobó (Nélson 31'), Emanuel (cap.) e Miguel (Cleiton 65'); Telmo, Manuel Liz e Nimés
Não utilizados - Fábio, João Santos, Delgado e Jorge Gomes
Tr. Luís Loureiro

Real-André Martins; David Rosa, Jibril, Bruno Lourenço e Paulinho; Dino (cap.), Kikas, Miguel Gonçalves e Hugo Dias (Tiago Gonçalves 73'); Alcides (João Ascenso 17') e Caramelo (Luís Carlos 45')
Não utilizados - Bino, Araújo, Mota e Ventura
Tr. João Silva

Logo a abrir o jogo, Miguel Gonçalves esteve perto do golo. Houve bem mais Real do que Sintrense na fase inicial. Aos 10', Kikas ganha a linha de fundo a Marco Semedo e cruza para Caramelo desperdiçar o que teria sido o primeiro golo do Real. Quatro minutos depois, o jogo parecia mudar de forma decisiva. Na sequência de uma bola perdida pelo capitão Dino, esta sobra para a corrida a dois entre André Martins e Nimés. O guarda-redes chega primeiro e desvia a bola. As imagens não permitem esclarecer se o fez com o braço ou com o peito. Sendo fora da área, o árbitro assistente assinalou de imediato e Miguel Jacob expulsou o guardião do Real. João Silva tira Alcides para colocar o suplente João Ascenso. Mesmo contra um Real reduzido a dez, o Sintrense continuou a não criar perigo. Num lance parecido com o golo que sofrera em Pero Pinheiro, o Real chegaria à vantagem. Aos 23', Miguel Gonçalves passa a linha de meio campo e, bem longe da área, e vendo Tiago Rodrigues adiantado, faz um chapéu que ditaria o resultado da partida. Seis minutos depois, num lance individual, Hugo Dias passa por Rui Loures e remata ao poste no que teria sido um grande golo. Aos 35', assiste-se ao lance que melhor ilustrou a desorientação que a equipa de arbitragem da associação setubalense patenteou em vários momentos da partida, ao transformar em canto um lance em que até os jogadores do Sintrense já recuavam no terreno.


Para a segunda metade, Luís Loureiro troca Rui Loures para fazer entrar Abiud, enquanto João Silva foi forçado a retirar o avançado Caramelo e a colocar Luís Carlos em campo. Jogava-se o minuto 53' quando o Sintrense criou a sua primeira ameaça à baliza do Real. Num dos diversos lances em que a bola foi colocada na área pelo ar, Abiud cabeceia mas João Ascenso faz a mancha. Na recarga, Nimés coloca por cima. Pouco depois, bom lance individual de Nélson mas o remate saíu por cima. Cinco minutos depois, Nimés ganha espaço na área após um lançamento lateral mas o remate é defendido pelo seguro João Ascenso. O período era de assédio sintrense à baliza do Real. Num canto, Dino cai na área e a bola sobra para Nimés cabecear ao lado. Aos 64', após uma recuperação de Kikas a meio campo, a bola chega a Luís Carlos que faz um chapéu a Tiago Rodrigues que ainda bate na barra. Na resposta, Abiud cabeceia ao lado. O jogo estava dividido. Aos 68', Manuel Liz cruza para a área e a bola bate na barra. Na resposta, Luís Carlos recebe de Hugo Dias e, à entrada da área, remata de primeira por cima. Aos 71', Abiud cabeceia solto na área após um canto marcado por Manuel Liz mas João Ascenso defende. Pouco depois, Kikas recupera (mais) uma bola no meio-campo e coloca em Hugo Dias pela direita. Miguel Gonçalves leva consigo um dos centrais do Sintrense, abrindo espaço no meio. Ao mesmo tempo, Luís Carlos surge pela esquerda mas Hugo Dias opta pelo remate que sai ao lado. Aos 76', Nimés cabeceia para excelente defesa de João Ascenso.

O Sintrense continuou a colocar bolas na área procurando o desvio de um dos avançados presentes na área do Real mas a defesa forasteira ganhou mais lances do que perdeu. Aos 87', Marco Semedo pisa Dino mas Miguel Jacob limitou-se a mostrar amarelo. Já em período de compensação, o guarda-redes Tiago Rodrigues agride Miguel Gonçalves numa reposição de bola. O árbitro nada assinalou. Na sequência do lance, Abiud surge isolado mas João Ascenso defende mais uma vez. O jogo terminaria com a vitória da equipa mais coesa e criativa em campo. Apesar da inferioridade numérica, o Real demonstrou ter melhor conjunto e afastou a equipa de Sintra da subida de divisão.


Durante toda a partida, o jogador em maior destaque no Sintrense foi Manuel Liz. Rápido e tecnicista, travou duelos muito interessantes com a defesa do Real, em particular com o lateral Paulinho. No cômputo geral, o jovem jogador do Real voltou a mostrar a sua qualidade e polivalência.

Com a vitória em Sintra, o Real está ainda na luta pela subida apesar de não depender apenas de si para lá chegar. Faltam três jornadas que serão três finais.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Real-Sintrense dá nulo

1/4/2012
REAL SC-SU SINTRENSE 0-0
Arb:Mário Kendera (AF Setúbal)
Real-André Martins: David Rosa, Bruno Lourenço, Araújo e Paulinho; Dino (cap.), Kikas (Luís Carlos 88') e Miguel Gonçalves (Tiago Gonçalves 64'); Ventura (Ladeiras 64'), Alcides e Caramelo
Tr.João Silva
Sintrense-Tiago; Pedro Pereira, Sérgio Brás, Marco Semedo e Rui Loures; Bobó, Tiago Lemos (cap.)(Jorge Gomes 83') e Manel Liz; Nélson (Telmo 76'), Nimés e Abiud (Paulo Sérgio 70')
Tr.Luís Loureiro

A intempérie que se fez sentir ainda antes do início da partida, fazia supor que a partida seria decidida a favor da equipa que melhor se adaptasse às condições climatéricas e aos efeitos destas no relvado. Neste contexto, a vantagem parecia ir para o Sintrense, dado que a capacidade técnica dos jogadores do Real saía prejudicada. Foi isso que aconteceu durante quase toda a primeira parte. O primeiro aviso surgiu aos 5', através de um remate de Nélson para boa defesa de André Martins. Aos 13', Tiago Lemos remata para defesa fácil de André Martins e, três minutos depois, é Marco Semedo quem, à meia volta, remata para defesa apertada de André Martins. A meio da primeira parte, o central do Sintrense cabeceia solto na pequena área ligeiramente ao lado, na chance mais flagrante de golo até então. A melhor jogada do Real na primeira parte ocorreu aos 42', com a bola a passar por Miguel Gonçalves, Kikas, novamente Miguel Gonçalves, Alcides e com finalização de Caramelo ao lado. A segunda parte foi bem mais equilibrada e com mais oportunidades de golo.



Aos 59', cruzamento de Nimés, André Martins afasta a bola mas esta bate no calcanhar de Manuel Liz que perde posição para finalizar. Nove minutos depois, Caramelo desmarca Kikas que remata para golo. A bola acaba por prender um pouco e é desviada por Marco Semedo. Antes ou depois da linha, eis a questão. Uma coisa é certa. Não fosse o estado do terreno e teria sido golo. Na resposta, surge a melhor chance do Sintrense, com Nimés a atirar à barra. Dois minutos depois, dá-se o lance mais bizarro da partida.

Caramelo isola Alcides que bate Tiago. O árbitro assistente deixou seguir o lance, o árbitro mostra o amarelo a Sérgio Brás por protestos (?) mas assinala fora-de-jogo!? As imagens parecem dar razão ao árbitro assistente, não se percebendo a decisão do árbitro. A dez minutos dos noventa, Rui Loures bate um livre para boa intervenção de André Martins. Era o último lance digno de nota dos visitantes. Até ao final da partida, Caramelo serve Ladeiras e Alcides mas estes remataram por cima (82') e ao lado (87'). Já em período de compensação dado pelo árbitro setubalense, é Luís Carlos que não consegue bater Tiago após assistência de Alcides.

Exceptuando o lance em que a bola rematada por Alcides beijou as redes à guarda de Tiago, assistiu-se a uma boa arbitragem num jogo marcado por muita disputa de bola. A jovem equipa do Real bateu-se muito bem e voltou a não sofrer golos pelo terceiro jogo consecutivo. Do lado do Sintrense, e depois da derrota caseira frente ao Pero Pinheiro, pareceu-me ter dado boa resposta, indiciando estar na luta pela subida.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Real vence Sintrense

3ªDivisão – Série E – 13ªJornada



8 de Janeiro de 2012



REAL-André Martins; Paulinho, Dino (cap.), Bruno Lourenço e Miguel Gonçalves; Kikas, Tiago Gonçalves e Michael; Hugo Dias, Rodrigo e Alcides



Tr. João Silva



SINTRENSE-Tiago; Pedro Pereira, Ricardo, Viegas e Rui Loures; Bobó, Tiago Lemos (cap.) e Telmo; Nélson, Manuel Liz e Paulo Sérgio



Tr. Luís Loureiro






O jogo de estreia de João Silva no comando técnico do Real começou praticamente com a lesão de Tiago Lemos, capitão do Sintrense, que foi substituído por Emanuel, também ele regressado de lesão. A equipa de Sintra mostrou porque tem ocupado os primeiros lugares da Série E da 3ªDivisão. A forma de jogar da equipa bebe muito da experiência dos escalões profissionais do seu técnico, nomeadamente na forma astuta como a equipa procura quebrar o ritmo do adversário nos momentos do jogo em que se sente mais pressionada. Algo pouco visto nos escalões secundárias. A jovem equipa do Real deu sempre boa réplica e o jogo foi sendo dividido e agradável de seguir, com (poucas) chances de golo para as duas equipas. A primeira vez em que uma das equipas esteve perto do golo foi do Real e aos 18’. O Sintrense respondeu da mesma moeda aos 34’ com Manuel Liz perto do golo. Mesmo em cima do intervalo, o equilíbrio do jogo voltou a estar patente nas chances deperdiçadas por Kikas e, logo de seguida, por Paulo Sérgio.




Na segunda parte, a toada do jogo manteve-se. O Sintrense continuou a mostrar ser a melhor das equipas que esta época defrontou o Real mesmo depois do central Ricardo ver o segundo cartão amarelo aos 53’ de jogo, deixando a equipa a jogar com dez. Aos 67’, Alcides remata ao lado da baliza de Tiago e, aos 80’, é Rodrigo a cabecear ao lado. Apesar da réplica que, apesar da inferioridade numérica, o Sintrense continuou a dar, não mais voltou a ter chances de marcar. À semelhança do Sporting-Porto da véspera, a bola teimava em não entrar até que num lance de saída rápida para o ataque, Rodrigo consegue isolar Caramelo com um toque de calcanhar e o ex-júnior do Benfica finaliza com frieza frente ao guardião do Sintrense.
Os últimos minutos da partida foram de procura do empate por parte dos sintrenses e de cerrar fileiras por parte da equipa da casa, para quem os três pontos eram fundamentais para sair dos últimos lugares. Num jogo bem arbitrado pela equipa chefiada por Paiva Tomé (AF Beja), a partida terminaria com a vitória do Real por 1-0.






Destaques pela positiva no Real para o jovem Rodrigo que vem demonstrando ter um futuro promissor à sua frente e para Michael. O médio nigeriano continua a dar razão à paciência que José Marcos teve ao longo do último ano. Do lado do Sintrense, o destaque tem de ir para os jovens
Manel Liz, Nélson e Viegas, central muito certinho, mesmo perante adversários mais fortes fisicamente. Curiosamente, os dois primeiros foram durante a semana anunciados como reforços da equipa secundária do Benfica para a próxima época. Será que as dificuldades económicas que afecta (quase) todos ajudará alguns dos talentos a subir na hierarquia futebolística nacional ? Espero bem que sim.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sintrense bate Real

Domingo passado, pela primeira vez desde Dezembro de 2004, Sintrense e Real defrontaram-se num jogo oficial no relvado da Portela. A equipa da casa, orientada por Luís Loureiro, apresentou um onze experiente que regista uma média etária acima dos 27 anos – Tiago; Manuel Liz, Ricardo, Sérgio Brás e Rui Loures; Emanuel, Bobó e Tiago Lemos; Paulo Sérgio, Telmo e Nimés. Ao invés, a equipa do Real apresentou-se em Sintra com um onze inicial com uma média etária abaixo dos 23 anos e que contava com dois jogadores com idade de júnior – Mota e Rodrigo. O onze inicial alinhado por José Marcos foi André Martins na baliza, o ex-júnior Paulinho à direita, Dino e Job (outro ex-júnior) como centrais e o regressado Miguel Gonçalves à esquerda. Kikas, Amar e o capitão Dino compunham o meio-campo, deixando as posições mais ofensivas para Rodrigo, Mota e o ponta-de-lança Hélder Monteiro. O jogo foi muito disputado a meio campo durante a primeira meia hora sem registo de lances de perigo para qualquer das balizas. Aos 35’, Telmo fura pela esquerda do ataque sintrense e cruza para Paulo Sérgio rematar de primeira ao lado do poste. Telmo saíria lesionado deste lance, acabando por ser substituído pelo jovem ex-Monte Agraço Queiny. Quatro minutos depois, Rodrigo responde com um lance individual que acaba por finalizar fraco e à figura de Tiago. O jogo chegaria ao intervalo com o nulo que se justificava. Jogava-se o quarto minuto da segunda parte quando o Sintrense chegou ao golo. Um livre colocado na área deixa Sérgio Brás na cara de André Martins. Tal como sucedera no jogo da ronda anterior, a defesa do Real voltou a ser batida num livre.





O Real reagiu bem ao golo e esteve perto da igualdade apenas três minutos volvidos. Numa jogada ensaiada, Dino marca um livre colocando a bola em Miguel que remata para defesa de Tiago.






Cinco minutos depois, novo livre de Dino, com Hélder Monteiro a desviar a bola com a mão.






O jogo voltava a estar repartido sem que surgissem lances de perigo. Entretanto, José Marcos fez saír Amar e Rodrigo para que entrassem Luís Carlos e o ex-júnior Laveiras. No Sintrense, Luís Loureiro trocava o estreante Nimés por Nélson. Com o Sintrense já mais preocupado em defender o resultado, o Real esteve perto do empate aos 77’, com Luís Carlos a rematar às redes laterais da baliza de Tiago.






Não empatou o Real, marcou o Sintrense no minuto seguinte. A defesa do Real voltou a demonstrar alguma passividade e o veterano Paulo Sérgio aumenta a vantagem do Sintrense para 2-0.






O Real volta a reagir bem e Hélder Monteiro, desmarcado pelo capitão Dino, remata às malhas laterais. Dois minutos depois, nova oportunidade desperdiçada por Hélder Monteiro que falha a conclusão a um cruzamento de Luís Carlos.






Já com Alcides no lugar de Miguel Gonçalves, o Real chegaria ao golo. Aos 84’, o central Ricardo deixa a bola passar-lhe sobre a cabeça e Dino não desperdiça, reduzindo para 2-1. Quando se esperava que o Real fosse em busca do empate, o Sintrense voltou a marcar no minuto seguinte. Ainda antes da linha de meio campo, Manuel Liz faz um chapéu de abas largas a André Martins que se encontrava adiantado. Aos 87’, nova desmarcação de Dino, com Mota a rematar para defesa de Tiago. Aos 89’, é Dino que salta solto na área mas a cabeçada sai à figura de Tiago. No início do período de compensação, o auxiliar Vítor Simões assinala uma falta que até surpreende Queiny...







Ainda haveria tempo para novo perdida do desinspirado Hélder Monteiro e para uma tentativa de Job para nova defesa de Tiago.







Numa partida equilibrada, o resultado foi definido pela capacidade do Sintrense concretizar as suas oportunidades, ao contrário do que aconteceu com a jovem equipa do Real. As duas equipas sintrenses terão de melhorar bastante se quiserem atingir os primeiros lugares da tabela. A arbitragem de Pedro Silva, apesar de não isenta de erros e de nem sempre bem auxiliada, esteve bem.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um dia para recordar




O dia 6 de Setembro de 2009 ficará para a História do Atlético Clube do Tojal. Foi o dia da estreia em competições nacionais. O jogo da primeira jornada da Série E da 3ªDivisão ditava a recepção ao Sport União Sintrense.


O primeiro onze escolhido por Joaquim Oliveira foi composto por Ginja; Flávio, José Carlos (Cap.), Leandro e Luís Dias; Mosca, Hélder e Stanic; Sandro, Tiago Cabral e Maia. Com uma média etária de 22 anos, o Sintrense começou com Rodolfo; César Cabrita, Rui Arroja, Sapo e Russo; Emanuel, Venda, Flávio Casal (Cap.) e Rui Barroso; André Cacito e Tiago Antunes.

Talvez devido à tardia confirmação de subida de divisão, o Tojal reforçou-se com jogadores de equipas que ficaram classificadas abaixo de si na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa da época passada, o que não é comum acontecer. Curiosamente, a única aquisição proveniente de um clube da 3ªDivisão (Maia) foi o primeiro jogador a destacar-se, ao desviar um livre de canto que ainda roçou a trave da baliza do Sintrense.


As dimensões reduzidas do Campo da Meia Laranja, agravado pelo vento forte e irregular que se fez sentir, contribuíram para um jogo muito directo durante o primeiro tempo. Neste tipo de jogo, a equipa da casa pareceu sempre mais à vontade. No entanto, já se percebia que o jogo mais colectivo e a bola na relva eram mais do agrado dos sintrenses. E esteve aqui a chave do jogo. Apesar de entrar mais perigoso no segundo tempo, a defesa do Tojal começava a sentir algumas difculdades a lidar com os movimentos atacantes da equipa de Paulo Morgado.


Aos 58’, o técnico do Sintrense faz entrar Veludo e Rúben Braga para os lugares dos esforçados Flávio Casal e André Cacito. Dois minutos depois, Rui Barroso tem uma boa arrancada pela direita que rasga a defesa tojalense, desmarca Tiago Antunes na esquerda e este cruza para o desvio de Veludo para as redes da baliza de Ginja.

Dez minutos depois, o guardião do Tojal teve um momento de infelicidade ao repôr de forma deficiente uma bola que foi bem aproveitada por Rui Barroso que desmarcou Rúben Braga para o segundo golo do Sintrense. Apesar de Joaquim Oliveira ter terminado com 3 avançados, o estreante Tojal acabou por não criar grande perigo para a defesa do Sintrense, que acabou por ser uma agradável surpresa.

No Tojal, destaque para o extremo Sandro (ex-Tires), jogador com um pique merecedor de um terreno com outras dimensões e para Maia (ex-Futebol Benfica), um avançado combativo mas sem espaços para as suas desmarcações. No Sintrense, o elemento decisivo acabou por ser Rui Barroso. No entanto, demonstrou ser um conjunto bem equilibrado em termos das capacidades individuais dos seus jovens elementos.


Russo, lateral-esquerdo que não coube no Carregado que João Sousa acabou por preparar para a Liga Vitalis, oferece segurança, raça e experiência, apesar de ainda não ter completado 28 anos.


Nota final para o facto das duas equipas serem bastante jovens. Exceptuando José Carlos (capitão do Tojal), o jogador mais “velho” em campo tinha 28 anos! Se nos lembrarmos que alguns destes atletas são formados em clubes como Belenenses, Benfica, Sporting ou Estoril, entre outros, é caso para perguntar em que escalão poderiam estar a actuar, se este nosso futebol fosse outro. Mas isso é outra conversa.