domingo, 3 de março de 2013
Duas metades
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Primeira vitória caseira
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Sintrense afastado da subida
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Real-Sintrense dá nulo
sábado, 14 de janeiro de 2012
Real vence Sintrense
3ªDivisão – Série E – 13ªJornada
8 de Janeiro de 2012
REAL-André Martins; Paulinho, Dino (cap.), Bruno Lourenço e Miguel Gonçalves; Kikas, Tiago Gonçalves e Michael; Hugo Dias, Rodrigo e Alcides
Tr. João Silva
SINTRENSE-Tiago; Pedro Pereira, Ricardo, Viegas e Rui Loures; Bobó, Tiago Lemos (cap.) e Telmo; Nélson, Manuel Liz e Paulo Sérgio
Tr. Luís Loureiro
O jogo de estreia de João Silva no comando técnico do Real começou praticamente com a lesão de Tiago Lemos, capitão do Sintrense, que foi substituído por Emanuel, também ele regressado de lesão. A equipa de Sintra mostrou porque tem ocupado os primeiros lugares da Série E da 3ªDivisão. A forma de jogar da equipa bebe muito da experiência dos escalões profissionais do seu técnico, nomeadamente na forma astuta
Na segunda parte, a toada do jogo manteve-se. O Sintrense continuou a mostrar ser a melhor das equipas que esta época defrontou o Real mesmo depois do central Ricardo ver o segundo cartão amarelo aos 53’ de jogo, deixando a equipa a jogar com dez. Aos 67’, Alcides remata ao lado da baliza de Tiago e, aos 80’, é Rodrigo a cabecear ao lado. Apesar da réplica que, apesar da inferioridade numérica, o Sintrense continuou a dar, não mais voltou a ter chances de marcar. À semelhança do Sporting-Porto da véspera, a bola teimava em não entrar até que num lance de saída rápida para o ataque, Rodrigo consegue isolar Caramelo com um toque de calcanhar e o ex-júnior do Benfica finaliza com frieza frente ao guardião do Sintrense.
Os últimos minutos da partida foram de procura do empate por parte dos sintrenses e de cerrar fileiras por parte da equipa da casa, para quem os três pontos eram fundamentais para sair dos últimos lugares. Num jogo bem arbitrado pela equipa chefiada por Paiva Tomé (AF Beja), a partida terminaria com a vitória do Real por 1-0.
Destaques pela positiva no Real para o jovem Rodrigo que vem demonstrando ter um futuro promissor à sua frente e para Michael. O médio nigeriano continua a dar razão à paciência que José Marcos teve ao longo do último ano. Do lado do Sintrense, o destaque tem de ir para os jovens
Manel Liz, Nélson e Viegas, central muito certinho, mesmo perante adversários mais fortes fisicamente. Curiosamente, os dois primeiros foram durante a semana anunciados como reforços da equipa secundária do Benfica para a próxima época. Será que as dificuldades económicas que afecta (quase) todos ajudará alguns dos talentos a subir na hierarquia futebolística nacional ? Espero bem que sim.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Sintrense bate Real
Domingo passado, pela primeira vez desde Dezembro de 2004, Sintrense e Real defrontaram-se num jogo oficial no relvado da Portela. A equipa da casa, orientada por Luís Loureiro, apresentou um onze experiente que regista uma média etária acima dos 27 anos – Tiago; Manuel Liz, Ricardo, Sérgio Brás e Rui Loures; Emanuel, Bobó e Tiago Lemos; Paulo Sérgio, Telmo e Nimés. Ao invés, a equipa do Real apresentou-se em Sintra com um onze inicial com uma média etária abaixo dos 23 anos e que contava com dois jogadores com idade de júnior – Mota e Rodrigo. O onze inicial alinhado por José Marcos foi André Martins na baliza, o ex-júnior Paulinho à direita, Dino e Job (outro ex-júnior) como centrais e o regressado Miguel Gonçalves à esquerda. Kikas, Amar e o capitão Dino compunham o meio-campo, deixando as posições mais ofensivas para Rodrigo, Mota e o ponta-de-lança Hélder Monteiro. O jogo foi muito disputado a meio campo durante a primeira meia hora sem registo de lances de perigo para qualquer das balizas. Aos 35’, Telmo fura pela esquerda do ataque sintrense e cruza para Paulo Sérgio rematar de primeira ao lado do poste. Telmo saíria lesionado deste lance, acabando por ser substituído pelo jovem ex-Monte Agraço Queiny. Quatro minutos depois, Rodrigo responde com um lance individual que acaba por finalizar fraco e à figura de Tiago. O jogo chegaria ao intervalo com o nulo que se justificava. Jogava-se o quarto minuto da segunda parte quando o Sintrense chegou ao golo. Um livre colocado na área deixa Sérgio Brás na cara de André Martins. Tal como sucedera no jogo da ronda anterior, a defesa do Real voltou a ser batida num livre.
O Real reagiu bem ao golo e esteve perto da igualdade apenas três minutos volvidos. Numa jogada ensaiada, Dino marca um livre colocando a bola em Miguel que remata para defesa de Tiago.
Cinco minutos depois, novo livre de Dino, com Hélder Monteiro a desviar a bola com a mão.
O jogo voltava a estar repartido sem que surgissem lances de perigo. Entretanto, José Marcos fez saír Amar e Rodrigo para que entrassem Luís Carlos e o ex-júnior Laveiras. No Sintrense, Luís Loureiro trocava o estreante Nimés por Nélson. Com o Sintrense já mais preocupado em defender o resultado, o Real esteve perto do empate aos 77’, com Luís Carlos a rematar às redes laterais da baliza de Tiago.
Não empatou o Real, marcou o Sintrense no minuto seguinte. A defesa do Real voltou a demonstrar alguma passividade e o veterano Paulo Sérgio aumenta a vantagem do Sintrense para 2-0.
O Real volta a reagir bem e Hélder Monteiro, desmarcado pelo capitão Dino, remata às malhas laterais. Dois minutos depois, nova oportunidade desperdiçada por Hélder Monteiro que falha a conclusão a um cruzamento de Luís Carlos.
Já com Alcides no lugar de Miguel Gonçalves, o Real chegaria ao golo. Aos 84’, o central Ricardo deixa a bola passar-lhe sobre a cabeça e Dino não desperdiça, reduzindo para 2-1. Quando se esperava que o Real fosse em busca do empate, o Sintrense voltou a marcar no minuto seguinte. Ainda antes da linha de meio campo, Manuel Liz faz um chapéu de abas largas a André Martins que se encontrava adiantado. Aos 87’, nova desmarcação de Dino, com Mota a rematar para defesa de Tiago. Aos 89’, é Dino que salta solto na área mas a cabeçada sai à figura de Tiago. No início do período de compensação, o auxiliar Vítor Simões assinala uma falta que até surpreende Queiny...
Ainda haveria tempo para novo perdida do desinspirado Hélder Monteiro e para uma tentativa de Job para nova defesa de Tiago.
Numa partida equilibrada, o resultado foi definido pela capacidade do Sintrense concretizar as suas oportunidades, ao contrário do que aconteceu com a jovem equipa do Real. As duas equipas sintrenses terão de melhorar bastante se quiserem atingir os primeiros lugares da tabela. A arbitragem de Pedro Silva, apesar de não isenta de erros e de nem sempre bem auxiliada, esteve bem.
domingo, 6 de setembro de 2009
Um dia para recordar
O dia 6 de Setembro de 2009 ficará para a História do Atlético Clube do Tojal. Foi o dia da estreia em competições nacionais. O jogo da primeira jornada da Série E da 3ªDivisão ditava a recepção ao Sport União Sintrense.
Talvez devido à tardia confirmação de subida de divisão, o Tojal reforçou-se com jogadores de equipas que ficaram classificadas abaixo de si na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa da época passada, o que não é comum acontecer. Curiosamente, a única aquisição proveniente de um clube da 3ªDivisão (Maia) foi o primeiro jogador a destacar-se, ao desviar um livre de canto que ainda roçou a trave da baliza do Sintrense.
As dimensões reduzidas do Campo da Meia Laranja, agravado pelo vento forte e irregular que se fez sentir, contribuíram para um jogo muito directo durante o primeiro tempo. Neste tipo de jogo, a equipa da casa pareceu sempre mais à vontade. No entanto, já se percebia que o jogo mais colectivo e a bola na relva eram mais do agrado dos sintrenses. E esteve aqui a chave do jogo. Apesar de entrar mais perigoso no segundo tempo, a defesa do Tojal começava a sentir algumas difculdades a lidar com os movimentos atacantes da equipa de Paulo Morgado.
No Tojal, destaque para o extremo Sandro (ex-Tires), jogador com um pique merecedor de um terreno com outras dimensões e para Maia (ex-Futebol Benfica), um avançado combativo mas sem espaços para as suas desmarcações. No Sintrense, o elemento decisivo acabou por ser Rui Barroso. No entanto, demonstrou ser um conjunto bem equilibrado em termos das capacidades individuais dos seus jovens elementos.
Nota final para o facto das duas equipas serem bastante jovens. Exceptuando José Carlos (capitão do Tojal), o jogador mais “velho” em campo tinha 28 anos! Se nos lembrarmos que alguns destes atletas são formados em clubes como Belenenses, Benfica, Sporting ou Estoril, entre outros, é caso para perguntar em que escalão poderiam estar a actuar, se este nosso futebol fosse outro. Mas isso é outra conversa.