sábado, 16 de fevereiro de 2013

Faltou a eficácia

10/2/2013
AMORA FC-REAL SC 1-0
Estádio da Medideira
Arb:Tiago Canário (AF Beja)
Amora-Didó; Barata, João Freitas, Semedo e Aguilar; Sandro, José João (Cap.) e Rodinhas; Carlitos, Ju e Ruan Yang
Tr.José Meireles
Real-André Martins; Romano, Araújo, Jibril (Cap.) e Rui Loures; Milton, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Miguel Cardoso e Pratas

Após quatro vitórias consecutivas, o Real deslocou-se à Amora para defrontar o clube local. Mais do que a qualidade do adversário, era o estado do terreno que constituia a maior dificuldade. No entanto, a equipa do Real adaptou-se ao relvado (?) mas teve na finalização handicap inesperado.

Logo a abrir, a bola passa por vários jogadores do Real dentro da área do Amora mas nenhum dos remates força Didó a defesa. Aos 9', Miguel Cardoso sobe pelo flanco esquerdo e vê Pratas ganhar posição entre os centrais. É ali que Miguel Cardoso coloca a bola, mas o desvio de Pratas sai ao lado.

No minuto seguinte, Pratas procura entrar na área mas é derrubado pelo central João Freitas que vê amarelo. Tomás aponta o livre de forma perfeita mas a bola vai à barra. Ainda sobra para Pratas que remata, mas Ju dá o corpo às balas e o lance acaba por se perder. Era a segunda grande chance de golo do Real.

Pouco depois, Miguel Cardoso pressiona o central Semedo, recupera a bola e coloca-a na área, mas o passe sai um tudo ou nada longo e Tomás perde o momento para rematar.

A defesa do Amora continuava a passar por dificuldades. O primeiro lance digno de nota em termos ofensivos seria protagonizado pelo capitão José João que progride pelo miolo e remata forte. A bola tabela em Jibril e o Amora conquista o primeiro canto a seu favor, de que nada resultaria.

Aos 25', Ju ganha algum espaço a Romano no flanco esquerdo de ataque amorense, flecte e remata forte mas muito por cima.

Sete minutos volvidos, Semedo e Aguilar conseguem deixar a bola para Tomás que remata de pé direito sem perigo.

Jogava-se o 36º minuto do primeiro tempo quando Milton coloca em Miguel Cardoso do lado esquerdo e o jovem extremo remata quando tinha Tomás e Pratas bem colocados na área.

O jogo só dava Real. Seis minutos depois, Paulinho combina com Miguel Cardoso e surge em posição de remate mas não bate Didó que faz a sua primeira defesa decisiva. Na resposta, remate cruzado de Rodinhas ao lado. Pouco depois, Rodinhas aponta um livre em posição frontal, a bola ressalta em Rui Loures e sobra para o remate de Carlitos à meia volta que passa por entre vários jogadores mas não engana André Martins. O intervalo chegaria pouco depois com o Amora a repôr algum equilíbrio na partida.


A segunda metade começa com chuva mas sem alterações nas equipas. Ao minuto 49, um grande passe de Paulinho coloca Tomás e Barata em disputa da bola dentro da área. O derrube do defesa do Amora leva o árbitro a apontar a marca de grande penalidade.

Na marcação, Tomás escorrega e o remate sai fraco para a esquerda de Didó que volta a salvar o Amora. O jogo entrou então numa toada algo confusa, sem que se registassem lances de perigo. A primeira alteração surge ao minuto 62 no Amora, com a troca de Rodinhas por Pedro Pereira. Dois minutos depois, bom trabalho de Pratas na área mas Didó volta a impedir o golo do Real.

Como tantas vezes ocorre no futebol, não marcou o Real, marcou o Amora. Ruan Yang coloca em Carlitos que parece falhar o remate. No entanto, a bola sobra para Ju que, na pequena área, desvia para as redes à guarda de André Martins.

O Amora estava em vantagem no marcador numa partida em que poderia estar a perder por dois ou três golos.

José Meireles troca Ruan Yang por Iny, reforçando o miolo. No Real, João Silva troca Ladeiras e Tomás por David Cardoso e Mota.

As alterações não tiveram o efeito pretendido. O jogo só voltaria a registar um lance de perigo ao minuto 78. Na marcação de um livre, Paulinho coloca na área, Jibril desvia de cabeça para Pratas parar com o peito e rematar forte de pé direito, mas a bola não queria mesmo entrar na baliza do Amora.

Pouco depois, Jibril recupera uma bola na defensiva do Real, coloca-a em David Cardoso que cruza para a entrada de Mota que, de pé esquerdo, desvia muito ao lado. João Silva arrisca e retira Rui Loures para pôr em jogo Ventura. Aos 82', o pequeno Mota responde a um cruzamento da esquerda com um cabeceamento que só não resulta em golo porque Didó volta a impedi-lo.

De imediato ocorre a útima alteração do jogo, com a troca de Carlitos por Lorete. Já em período de compensação, cruzamento largo de David Cardoso para a área, Milton cabeceia mas Didó volta a negar o golo ao Real.

O Amora conseguiria manter a bola afastada das suas redes até ao final da partida. Diga-se que, ao contrário do que ocorrera na primeira volta, não abusou do anti-jogo.

Ainda em busca de um lugar nos seis primeiros colocados, o jogo era decisivo para o Amora. Quanto ao Real, basta referir que os seis pontos perdidos com o Amora são os que separam a equipa do topo da classificação.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Resultado peca por escasso

3/2/2013
REAL SC-GD PENICHE 2-0
Arb:Carlos Cordeiro (AF Setúbal)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Araújo e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Mota e Pratas
Tr.João Silva
Peniche-Ricardo Brito; Edgar, Edilson (Cap.), Abel e André; Sancheira, Emanuel e Moitinha; Luís Pinto, Bruno Vitorino e Gata
Tr.Mário Correia

O Peniche tem uma equipa melhor do que a posição que ocupa na classificação aparenta. Mas a verdade é que ter saído de Queluz-Massamá com apenas dois golos sofridos foi de uma felicidade imensa, considerando as oportunidades de golo desperdiçadas pela equipa da casa. Ironicamente, a vitória do Real foi obtida da marca de grande penalidade e num lance de desentendimento entre dois jogadores penichenses que Tomás aproveitou para fazer o seu oitavo golo na prova.

O início da partida foi marcado por algumas interrupções por lesão. Algo que voltaria a marcar a partida mais tarde. A primeira chance de golo surgiria à passagem do nono minuto. Grande lance de Tomás que coloca Mota em frente a Ricardo Brito mas o jovem avançado do Real não consegue desfeitear o guardião visitante. Pouco depois, Mota volta a estar em acção, obrigando Ricardo Brito a defesa de recurso. No minuto 18, Tomás ganha uma bola de cabeça na área mas não acerta na baliza. Só dava Real. Quatro minutos depois, Rui Loures remata por cima. Aos 28', Mota tem duas chances para marcar mas o golo só surgiria cinco minutos depois.

Da marcação de um canto apontado por Ladeiras, resulta uma grande penalidade a favor do Real. Vitorino acerta no pé esquerdo de Araújo e o árbitro, aparentemente por indicação do auxiliar, aponta a marca de grande penalidade. Na conversão, Tomás inaugura o marcador.

Após o golo, ressentindo-se da lesão sofrida no início da partida, Sancheira sai para entrar Penas. Quatro minutos depois, remate de Ladeiras de fora da área ligeiramente por cima. Teria sido um golaço. A segunda alteração do jogo motivada por lesões surgiria ao minuto 43. Bernardo lesiona-se num lance com Penas e é substituído por Milton. Logo a seguir, num dos poucos lances de perigo do Peniche, Moitinha cruza para a área, Rui Loures corta, mas a bola sobra para o remate de Gata ao lado. Apesar de não ter sido indicado o tempo de compensação, a primeira metade prolongou-se. De um livre apontado por Ladeiras quase chega o segundo golo do Real. Pratas ainda remata para a baliza, mas a bola embate no central Abel e o lance esfuma-se. Pouco depois, o árbitro da AF Setúbal apitava para o intervalo.

Os técnicos não fizeram mexidas ao intervalo e o Real voltava a entrar melhor. Aos 51', Pratas surge em boa posição de remate frente a Ricardo Brito mas não impede a defesa do guardião do Peniche. Na resposta, Moitinha tem um remate cruzado que toma uma trajectória algo surpreendente mas acaba por sair ao lado. Pouco depois, Bruno Vitorino cruza para a área onde Gata ganha uma rara bola na área, roda e remata mas a bola não passa por Rui Loures que tinha vindo em apoio da zona central da defesa.

Aos 58', bom lance do lado esquerdo, com Paulinho a colocar em Mota e este a dar para Tomás que desfere remate cruzado que sai ligeiramente ao lado, com Pratas perto do desvio ao segundo poste. Três minutos depois, João Silva faz sair Mota para entrar Miguel Cardoso. Na primeira intervenção na partida, Miguel Cardoso disputa a bola com Moitinha e é o pequeno jogador visitante a sair mal tratado. O árbitro nada assinalou mas parece falta. o melhor jogador do Peniche viria a ser substituído por Fábio Mateus.

Minuto 66. Na sequência de um canto favorável ao Real, Bruno Vitorino consegue colocar a bola jogável em Gata que não impede a recuperação decisiva de Paulinho que anula o lance de contra-ataque do Peniche. Quatro minutos depois, quarta substituição por razões físicas. Sai Araújo e entra Miguel Santos.

O resultado continuava 1-0 e o Peniche, esporadicamente, abeirava-se da baliza do Real. No minuto 71, remate cruzado de Gata para boa defesa de André Martins. Seria a última aproximação visitante. Quatro minutos depois, bom lance de Pratas, cruzamento para a área onde Milton cabeceia ao lado num lance em que surge solto na área.

No minuto seguinte, chegaria o golo da tranquilidade do Real. Próximo da área do Real, David Rosa coloca a bola do lado contrário, onde a hesitação entre o guardião e capitão do Peniche permite a antecipação de Tomás para o segundo golo da partida.

Se a tarefa do Peniche já era difícil, tornava-se agora praticamente impossível. Pouco depois do 2-0, David Rosa sai lesionado de um lance disputado com Fábio Mateus. Sem poder efectuar alterações, João Silva opta por colocar o defesa na frente, assumindo Paulinho o lugar de lateral direito. Enquanto David Rosa era assistido, a equipa esteve reduzida a dez elementos. O Peniche procurava o ataque mas abria espaços atrás que só não foram aproveitados por falta de eficácia dos atacantes da casa. Num desses lances, Miguel Cardoso irrompe pela ala direita e cruza para o desvio de Tomás que saíu curto.

No minuto 79, Mário Correia esgota as substituições, fazendo sair Gata para a entrada de Rui Costa, mas não havia nada a fazer. Até ao final, as chances de golo do Real foram diversas:

1ª Grande passe de David Rosa isola Miguel Cardoso. O ainda júnior, em posição de finalizar, opta por assistir os colegas de ataque mas o passe é interceptado pelo central Abel.

2ª Apesar de marcado por Edilson e Abel, Tomás consegue ganhar espaço na área mas o remate saíu à figura do guardião penichense.

3ª Com um passe fantástico, Tomás coloca a bola em Miguel Cardoso que procura cruzar para Pratas. O central Abel parece tirar a bola de Pratas mas o árbitro considerou que a bola não foi desviada.

4ª Tomás rouba a bola a Edilson na área do Peniche e remata forte mas a bola vai à base do poste e sai pela linha de funda. Teria sido o hat trick.

Durante os 4' de compensação concedidos pelo árbitro, apenas registo para o amarelo a Edilson por travar Pratas que se preparava para romper para a área. Na marcação do livre, Milton bate com a bola a sair ao lado.

Após a reposição da bola em jogo, o árbitro deu por terminada a partida. O Real vence pelo quarto jogo consecutivo e completa uma série de 100 vitórias na 3ªDivisão.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

De loucos

27/1/2013
FC BARREIRENSE-REAL SC 2-4
Jogo disputado no Campo Santos Jorge (Pinhal Novo)
Arb:Pedro Sancho (AF Algarve)
Barreirense-Daniel Vital; Cansado, Bruno Costa, Valter e Bailão; David Martins (Cap.), David Pinto, Vasco Campos e Nuno Dias; Amadeu e Vasco Firmino
Tr.Duka
Real-André Martins; David Rosa, Araújo, Jibril (Cap.) e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Mota e Pratas
Tr.João Silva


Que dizer de um jogo em que a equipa da casa vencia por 2-0 aos 10' e os visitantes por 4-2 aos 27'?
Se a isto se acrescentar a chuva que caíu durante toda a primeira parte que, a par da falta de condições do campo do Pinhalnovense, impediu o registo escrito e vídeo que costumo fazer, a tarefa torna-se ainda mais complicada.

Assim sendo, deixo apenas os onze que iniciaram a partida e algumas notas.

-Os quatro golos do Real resultaram de dois auto-golos, de uma oferta do guarda-redes e de um cruzamento que resultou em golo.
-Já o primeiro golo da partida surgira de m desvio involuntário de Jibril, quando a bola parecia dirigir-se para as mãos de André Martins
-No jogo da primeira volta, foi o Barreirense a ser bafejado pela sorte. Se não se recordam, vejam o vídeo.
-O Real foi claramente a melhor equipa nos dois jogos frente ao Barreirense.
-Pela segunda semana consecutiva, a jovem equipa do Real deu uma demonstração de força extraordinária, considerando as condições climatéricas que enfrentou e que em nada se coadunam com a forma de jogar da equipa e dos elementos que a compõem.
-Defensivamente, após aqueles dois golos sofridos a frio, a equipa voltou a estar muito bem, mesmo nos períodos em que o Barreirense apostou num futebol mais directo.
-Os sons emitidos e dirigidos por alguns adeptos do Barreirense a Jibril foram a nota mais negativa do jogo e deveriam ser banidos definitivamente. Sugiro que vão ver Lincoln e Django. Talvez ajudasse.
-Como tem sido habitual, deixo aqui o resumo vídeo do jogo, onde (infelizmente) não consta o golo de Tomás. A oferta do jovem guardião barreirense foi bem aproveitada pelo esquerdino mas surpreendeu-me ao ponto de não o ter conseguido registar.
-A propósito, consultem o resumo do jogo na página do Barreirense. O vídeo inclui o golo de Tomás e, apesar de algum exagero aqui e ali, faz um resumo 
globalmente equilibrado do que passou no Pinhal Novo no passado domingo.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Chuva chegou a equilibrar

20/1/2013
REAL SC-SL CARTAXO 3-0
Arb:José Gorjão (AF Beja)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Araújo e Rui Loures; Bernaro, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Mota e Pratas
Tr.João Silva
Cartaxo-Calvin; Kiko, Ruas (Cap.), D.Costa e Serginho; Barata, Tiago Montez e Sérgio Vieira; João Costa, Pedro Soares e Sacramento
Tr.João Barroca

O temporal que se sentiu durante toda a partida tornou o jogo mais equilibrado do que seria de esperar. O terreno encharcado não facilitava a circulação da bola e a capacidade de adaptação ao terreno de jogo seria determinante. Habituada a jogar um futebol apoiado, a equipa do Real não passou por dificuldades defensivas mas teve problemas em chegar ao golo, apesar do resultado final parecer indicar o contrário.

Ao oitavo minuto de jogo, o Real esteve perto de inaugurar o marcador. Tomás foge pela esquerda, ganha a linha e cruza para Mota rematar para defesa de Calvin com o pé direito. Apesar do domínio evidente, o Real teve muitas dificuldades em criar situações de golo. Ao minuto 24, Tomás cabeceia por cima. Cinco minutos depois, Paulinho e Pratas criam algum perigo mas o golo ía sendo adiado. Perto do intervalo, um choque entre Mota e o lateral direito Kiko deixa o jogador do Cartaxo lesionado. É com Kiko a receber assistência que o Real chega ao primeiro golo. David Rosa coloca em Tomás do lado direito. Tomás passa por Diogo Costa, progride no terreno e cruza para a entrada de Mota para o 1-0. Ainda antes do apito para o intervalo, há um remate de Rui Loures de fora da área que Calvin defende com alguma dificuldade.

Para a segunda metade, o técnico do Cartaxo troca o lesionado Kiko por Batista e Tiago Montez por Tito, um dos jovens juniores que os visitantes tiveram de utilizar neste jogo. Jogava-se o minuto 55 quando Bernardo puxou Sacramento à entrada da área, vendo amarelo. Do livre apontado por Sérgio Vieira resultaria defesa eficaz de André Martins, num dos raros lances em que teve de intervir. Onze minutos volvidos surgiria um lance similar na área contrária.

Amarelo a Batista por mão na bola à entrada da área. Na marcação, Ladeiras atira para golo mas Calvin impede o segundo do Real. Aos 70', troca de juniores na equipa do Real, com Mota a sair para a entrada de Miguel Cardoso. Na primeira intervenção, e após um bom lance individual, Miguel Cardoso remata por cima. Pouco depois, nova alteração na equipa do Real, com a saída de Tomás para a entrada de Milton. No minuto seguinte, Pratas remata por cima após cruzamento de Paulinho. No minuto 81, o técnico visitante fazia a última alteração, fazendo sair João Costa para entrar o júnior João Ferreira.

Se a intenção de João Barroca era chegar ao empate, três minutos foram suficientes para deixar cair essa ideia. Rui Loures aponta o canto e Jibril faz o segundo golo, cabeceando solto na pequena área. O jogo parecia agora decidido. O Real estava a coberto de algum lance esporádico que poderia trazer dissabores frente a uma equipa que só não perdeu um dos jogos que disputou até ao momento. Pouco antes de ser concedido o tempo adicional a disputar, João Silva fez sair Bernardo e entrar Tiago Morgado.

Foi já no segundo dos três minutos de compensação concedidos que o Real chegou ao 3-0 final. Calvin repõe a bola em jogo mas o jovem Tito perde para David Rosa que coloca na esquerda em Miguel Cardoso. Este ganha a linha de fundo e cruza para a finalização de Pratas.

O jogo terminaria pouco depois com a vitória indiscutível da melhor equipa em campo. Num jogo em que a chuva forte procurou equilibrar a contenda, a jovem equipa do Real deu uma resposta cabal das suas capacidades de superação.

O jogo foi tão exigente que opto por não fazer destaques individuais. Ainda assim, registe-se uma das melhores arbitragens a que assisti esta época. Por outro lado, a equipa do Cartaxo merece elogios. Apesar da situação terrível que atravessa, não faz anti-jogo, procura jogar a bola sem entrar em picardias desnecessárias. Se tudo isto é merecedor de elogios, é ainda mais quando falamos de uma equipa que veio jogar com o Real com um registo de 0 vitórias, 1 empate e 13 derrotas.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Difícil, suado e justo

13/1/2013
Estádio Municipal da Lourinhã
SC LOURINHANENSE-REAL SC 0-1
Arb:Nuno Croino (AF Évora)
Lourinhanense-Dário; Diogo Bento, Edgar Garcia, Marco Ramos (Cap.) e José Carlos; Bruno Antunes, João Ferreira e Paulo Inácio; Paulinho, Ricardinho e Pedro Fonseca
Tr.Alberto Bastos Lopes
Real-André Martins; Romano, Jibril (Cap.), Araújo e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Mota e Pratas
Tr.João Silva

O Real conquistou os três pontos na deslocação à Lourinhã, numa partida muito disputado mas nem sempre bem jogada. Ainda assim, o Real teve o jogo quase sempre controlado e criou mais chances de golo.

A primeira oportunidade de golo surgiu ao minuto nove num lance de que só tenho imagens da parte final. Pratas passa para Mota que surge entre os centrais do Lourinhanense mas remata à figura de Dario. A resposta da equipa da casa surgiria três minutos depois. Paulinho cruza para a área onde Pedro Fonseca surge nas costas da defesa do Real mas cabeceia ao lado, desperdiçando um tipo de lance em que não costuma perdoar. Aos 21', bom lance individual de Mota sobre José Carlos, com o jogador do Real a flectir para o meio, mas a rematar muito por cima. Três minutos depois, o Real voltava a estar perto do golo. Tomás deixa Edgar Garcia para trás e cruza para a área, onde Mota volta a colocar por cima.

O Lourinhanense só criou algum perigo aos 28'. Ricardinho aponta um livre junto ao banco do Real. A bola ganha um efeito estranho e acaba prensada entre a mão direita de André Martins e a barra, perdendo-se o lance. Pouco depois, Diogo Bento cruza para a área, Romano precipita-se no salto e a bola sobra para remate de Ricardinho que é desviado por Araújo. Ao minuto 33', cruzamento de Ricardinho, Jibril falha a intercepção naquele que terá sido o único erro durante todo o jogo, e a bola sobra para Edgar Garcia que, à 
segunda, remata à base do poste. Dois minutos volvidos, João Ferreira foge a Bernardo mas o remate sai muito por cima. No minuto 37, Ladeiras consegue fugir às marcações cerradas no miolo e remata mas a bola sai muito por cima. Próximo do intervalo, na sequência de um livre, a bola sobra para Mota que, à entrada da área, remata muito fraco e ao lado.

O início do segundo tempo ficou marcado por um lance incrível. Pratas foge à marcação de Edgar Garcia ainda antes da linha de meio campo e dispara em direcção à área do Lourinhanense, onde é derrubado por Bruno Antunes. O árbitro eborense teve uma leitura diferente que até os defesas da casa surpreendeu. Não só não assinalou a grande penalidade, como admoestou Pratas com o cartão amarelo.

No minuto 51, a bola esteve perto das duas balizas. Primeiro foi Paulinho a rematar de fora da área e Dário a desviar com dificuldade. Na resposta, o Paulinho do Lourinhanense isolou Ricardinho que rematou para boa defesa de André Martins. Cinco minutos decorridos, dois cantos consecutivos favoráveis à equipa da casa levam a bola para perto da baliza do Real. Pouco depois, Pedro Fonseca sai da área e cruza para João Ferreira que, após rodar sobre Araújo, remata por cima, desperdiçando boa chance de marcar.

Ao minuto 63, livre apontado por Mota que Tomás está perto de desviar já na pequena área. Dois minutos depois, excelente passe de Ladeiras isola Tomás que remata muito por cima. Jogava-se o minuto 67 quando surgiu o único golo da partida. Contra-ataque conduzido por Mota que Edgar Garcia procura cortar mas a bola sobra para Paulinho que não perdoa frente a Dário. O Real estava na frente do marcador. Bastos Lopes mexe na equipa, fazendo sair Edgar Garcia e Paulinho para as entradas de Daniel e Paulo Ricardo.

No minuto seguinte, o árbitro assinala falta duvidosa à entrada da área do Real. Chamado a marcar, José Carlos remata forte de pé esquerdo mas ao lado. Aos 76', João Silva substitui Ladeiras pelo estreante Milton, jogador experiente com passagem marcante pelo Casa Pia e que esteve no Loures até Dezembro.

Três minutos depois, Paulinho recupera a bola, passa para Mota que coloca Tomás frente a Dário. No entanto, o remate sai fraco e à figura. Os técnicos voltam a mexer nas equipas. No Lourinhanense, saíu Bruno Antunes para a entrada do avançado brasileiro Fabrício. No Real, saíu Paulinho para entrar Miguel Santos.

No minuto 83, Diogo Bento cruza para área onde Ricardinho roda sobre Romano e remata ao poste, naquela que foi a melhor chance de golo do Lourinhanense em toda a segunda parte. Seria também a última oportunidade da equipa da casa. Dois minutos depois, Pratas passa para Tomás e procura desmarcar-se. Tomás isola o colega de ataque mas Dário faz a mancha e evita o segundo golo do Real.

A três minutos do fim do tempo regulamentar, Tomás coloca a bola na área onde Milton ganha a dianteira a João Ferreira e tenta desviar para a baliza com a bola a sair ao lado, num lance de finalização de dificuldade elevada. David Cardoso entrou para o lugar de Tomás e o árbitro concederia três minutos de compensação, período em que nada de registo se verificou.

O Real soube sofrer quando teve de sofrer, característica fundamental para uma equipa que quer subir na tabela.

+
Ladeiras já mostrou alguns dos pergaminhos que o tornaram uma esperança.

Apesar de ter visto o amarelo muito cedo, Paulinho foi sempre muito activo e ainda apontou o golo que deu os três pontos ao Real.

Jibril tem vindo a assumir-se como o patrão da defesa do Real. Esteve perto da perfeição.

Mota tem uma capacidade técnica tremenda. Quando dominar os tempos de jogo, decidindo melhor aos lances, poderá tornar-se um caso sério.

Rui Loures regressou à lateral esquerda e esteve muito bem, principalmente quando a defensiva do Real foi posta à prova por um Lourinhanense em busca do empate.

Após o lance em que Ricardinho atira ao poste, Milton esbracejou e gritou para os seus colegas. Algo que fazia falta no Real desta época.

No Lourinhanense, a capacidade técnica de Ricardinho e Paulinho não tem o acompanhamento merecido.

-
O árbitro eborense esteve mal em termos técnicos, sendo o lance em que acaba por mostrar o amarelo a Pratas o mais sintomático.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Empate ajustado

6/1/2013
REAL SC-URD TIRES 1-1
Arb:Pedro Ramalho (AF Évora)
Real-André Martins; Romano, Miguel Santos, Araújo e Gong; Bernardo, Paulinho (Cap.) e David Cardoso; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva
Tires-Pedro Carvalho; Pedro Conceição (Cap.), Viegas, Tiago Basílio e Zé Pedro; Rocha, Herman Diogo e Pedro Bello; Patrick, Nildo e André Lopes
Tr.Rui Sousa

O primeiro quarto de hora foi marcado pelos dois golos do jogo. Aos 4', Ventura aponta o canto, Bernardo salta ao primeiro poste mas a bola é desviada por um defesa do Tires para a entrada de cabeça de Pratas. Onze minutos depois, Paulinho derruba Pedro Bello. Do livre resultaria o golo do Tires que faria o resultado final. Patrick aponta de pé esquerdo, a bola bate na parte interior do poste e entra na baliza à guarda de André Martins que parece mal batido. O jogo que começava praticamente empatado a um golo para cada lado continuaria a ser interessante de seguir. Dois minutos após o empate do Tires, Tomás aponta um livre, Gong salta com Basílio e a bola sai muito perto do poste. Seria canto mas o árbitro assinala pontapé de baliza, num de vários erros de análise cometidos ao longo da partida. Na reposição, Pedro Carvalho coloca a bola no meio campo do Real, onde Nildo, de cabeça, coloca em André Lopes. Entre os defesas do Real, o avançado do Tires remata muito torto quando poderia isolar-se. Aos 25', bom lance de Herman pela esquerda que termina com remate cruzado para defesa de André Martins. Pouco depois, em mais uma reposição de bola de Pedro Carvalho, a bola sobra para André Lopes que, com um excelente passe, isola Patrick. Frente a Andre Martins, este coloca por cima. O Tires voltava a dispôr de uma chance para se adiantar no marcador. Até ao intervalo, o jogo foi sendo muito disputado e equilibrado mas sem que lances de perigo surgissem. No minuto 45, Tiago Basílio vê amarelo num lance em que confronta Ventura por lance  
disputado com Viegas, sem que se perceba exactamente o que terá ocorrido. Pouco depois, bom pormenor técnico de Bernardo que depois coloca em Tomás. Este acaba tocado por Zé Pedro que vê o primeiro amarelo. O livre apontado por Tomás sai à figura de Pedro Carvalho, Araújo cai na área em lance com Nildo mas o árbitro nada vê. De imediato, apita para o intervalo.

Para a segunda metade, não se registaram alterações nos onze. Ao minuto 49, Viegas derruba Tomás e vê amarelo. Do livre quase surge auto-golo de um defesa do Tires. Dois minutos depois, David Cardoso cruza para Tomás que tenta finalizar com um toque de habilidade, mas a bola é desviada por um defesa do Tires.

Ao minuto 55 assiste-se a um lance absurdo. Paulinho corta a bola num lance em que Patrick acaba no chão. O lance prossegue e a bola passa por Pedro Bello que a perde pouco depois. Bernardo acaba por rematar de muito longe e fraco. De imediato, Pedro Bello aborda o médio do Real de forma despropositada. Em mais uma demonstração de falta de categoria, o árbitro admoesta ambos.

O jogo passava então por uma fase menos atraente e muito faltoso. Aos 58', Romano é derrubado por Herman que vê amarelo. Três minutos depois, já com cartão amarelo, Zé Pedro entra de forma precipitada sobre Pratas e deixa a sua equipa reduzida a dez jogadores. Em superioridade numérica, esperava-se que o Real tomasse conta da partida e chegasse à vitória mas isso não viria a acontecer.

Aos 65', Rui Sousa mexeu na equipa, fazendo sair Pedro Bello e Patrick para a entrada de João Simões e Ricardo Nunes. No Real, foi o estreante David Cardoso a sair para a entrada de Ladeiras. Três minutos volvidos, bom lance do recém entrado Ricardo Nunes pela esquerda. O avançado do Tires cruza para a área, onde Araújo desvia de forma incompleta. A bola acaba por ir parar aos pés de Nildo mas Gong salva o Real. No minuto seguinte, novo lance de algum perigo do Tires. Ricardo Nunes isola Herman na esquerda que remata cruzado mas à figura de André Martins. Logo depois, Ricardo Nunes cabeceia para defesa de André Martins após um lance em que parecia ser o Tires a ter superioridade numérica. Passados dois minutos, nova alteração no Real, com João Silva a trocar Ventura por Guilherme, antigo jogador do Vilafranquense. No minuto 79, Tiago Basílio coloca a bola na área na marcação de um livre onde André Lopes sobe mais alto que Gong e cabeceia para defesa apertada de André Martins. A cinco minutos do fim do tempo regulamentar, Bernardo foi substituído por Tiago Morgado. Quatro minutos depois, Tiago Morgado cruza após incursão pela esquerda mas Tomás desvia de cabeça ao lado. Era a melhor chance de golo do Real no segundo tempo. Ainda antes do árbitro assistente mostrar os minutos de compensação concedidos, o Tires fez a última substituição, saindo André Lopes para a entrada de Pedro Teixeira. Os três minutos de compensação foram passados quase por completo no meio campo defensivo do Tires mas sem que o Real conseguisse criar perigo.

O resultado final parece ajustar-se, considerando as oportunidades de golo de cada uma das equipas. Ainda assim, num jogo equilibrado, foram mais os períodos em que o Tires esteve por cima do Real do que o inverso, mesmo quando em inferioridade numérica. 

+
Já no jogo da primeira volta havia ficado com uma boa impressão da equipa do Tires. Bem organizada por Rui Sousa, tem em comum com o Real o facto de possuir um plantel jovem. Curiosamente, é a única equipa que perdeu pontos com o Cartaxo.

-
O árbitro da AF Évora demonstrou pouca segurança no controlo da partida, teve diversos erros técnicos e a sua actuação não agradou a ninguém.

Ladeiras tarda a reencontrar-se após lesão contraída em Ponte de Sôr. Muita falta faz ao onze do Real.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Para recordar


29/12/12
Campo Pardal Monteiro
CA PÊRO PINHEIRO-REAL SC 3-2
Arb:Sérgio Pita (AF Portalegre)
P.Pinheiro-Ady; Maruca, Darry, Cláudio Jerónimo e João Domingos; Aguiar (Cap.), Saramago e Tununo; Diogo, Geraldino e Kiko
Tr.Hélder Ferreira
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho e Sérgio; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva

Logo a abrir, Tununo derruba Tomás que, de livre, remata colocado para boa defesa de Ady. O Real entrou no jogo em grande, conquistando vários cantos e obrigando Ady a mostrar-se. A primeira vez que o Pêro Pinheiro foi lá à frente, o central Darry desvia de cabeça à entrada da área, com a bola a sair muito ao lado (8'). Dois minutos depois, de um livre apontado por David Rosa, surgiu o primeiro golo do Real, apontado por Jibril, que desvia para as redes. A perder, a equipa da casa procura reagir. Aos 14', há um remate de Tununo muito por cima. No minuto seguinte, um lance insólito em que, após cinco toques de cabeça de cinco jogadores difrentes, a bola encontra Kiko que remata à barra. O jogo entrou então numa fase sem lances dignos de registo até que, entre os 24' e 27', cantos favoráveis ao Pêro Pinheiro originam alguma confusão na área do Real que a defesa forasteira acaba por resolver. Na resposta, dois lances consecutivos em que Ventura bate Maruca mas falha o cruzamento. Ao minuto 35, Jibril vê amarelo por jogo perigoso sobre Kiko. Até ao intervalo, o golo esteve perto de acontecer para o Real.

Aos 34', Ady salva o Pêro Pinheiro de sofrer o segundo golo num lance que começa numa perda de bola de Darry no miolo e que termina com um remate de Tomás para grande defesa do guardião da casa. Em cima do apito do árbitro para o intervalo, Darry derruba Tomás num lance semelhante ao que viu Jibril ser amarelado, mas o árbitro da AF Portalegre não foi da mesma opinião. Da marcação do livre resulta mais um milagre de Ady ao defender um remate de Tomás para o poste.

Para a segunda metade da partida, Hélder Ferreira opera duas alterações na sua equipa, trocando Cláudio Jerónimo e Diogo por Maniche e André. Logo a abrir, Kiko ganha algum espaço na área e tenta rematar à meia volta mas o remate sai ao lado. Este lance parecia demonstrar que a equipa da casa iria em busca do empate mas o Real não deixou e tinha o jogo controlado. No entanto, aos 56', o árbitro assinala a primeira das duas grandes penalidades a favor do Pêro Pinheiro.

As imagens não esclarecem e o árbitro até parece dirigir-se primeiro a Darry. Acaba por mostrar o cartão a Jibril e assinalar a marca de grande penalidade. O Real ficava com dez e poderia sofrer o golo do empate. Chamado a marcar, Saramago coloca do lado direito de André Martins que impede o empate.

João Silva é forçado a recompor a defesa. Para tal, troca Sérgio por Araújo. O futebol directo do Pêro Pinheiro acentuava-se cada vez mais. De um canto, surgiu perigo para a baliza do Real. Primeiro, num remate parado por David Rosa perto da linha de golo. Depois num cabeceamento de Darry que saíu por cima. Em novo lance de bola parada, André Martins não permite o desvio de Kiko na pequena área. Ao minuto 66, nova substituição na equipa da casa, com a saída de Aguiar para a entrada de Abiud. Seis minutos depois, era o Real a aumentar a vantagem. Excelente passe de David Rosa que isola Tomás. Este, perante a saída de Ady, coloca para as redes fazendo o 0-2.

Pouco depois do reatamento, Ventura sai para a entrada de Ladeiras. A intenção seria a de privilegiar a posse de bola. Quanto menos posse de bola tivesse o Pêro Pinheiro, menos bolas bombeadas seriam colocadas na área do Real. Nada disto aconteceu.

Ainda assim, os dois golos de vantagem do Real persistiram até ao minuto 83. Maruca cai num lance com Tomás em que não parece existir falta e, do livre resulta o primeiro golo do Pêro Pinheiro, com Darry a cabecear sem oposição. Cinco minutos depois, João Silva opera a última alteração, trocando Tomás por Rui Loures. No recomeço partida surge o 2-2, num lance bem exemplificativo da forma de jogar do Pêro Pinheiro.

Saramago recebe a bola de Ady e progride sem qualquer oposição. Ultrapassa a linha que divide as duas metades do terreno de jogo e coloca a bola na área onde Darry chega à bola antes de André Martins e faz o empate.

Sérgio Pita concede 4' de compensação. No recomeço (novamente...), Saramago cruza para a área e a bola bate no braço direito de Bernardo Ribolhos. Como há muito se sabe, estes lances estão cada vez mais dependentes do critério do árbitro. Coerente com as decisões caseiras do segundo tempo, Sérgio Pita volta a apontar a marca de grande penalidade. Kiko aponta para o lado esquerdo de André Martins e coloca o Pêro Pinheiro em vantagem no marcador.

A partir daí, só houve tempo para os jogadores da casa perderem... tempo. Mesmo antes do apito final, Pratas ainda fura à entrada da área mas remata fraco e à figura do guardião da casa.

O Real acaba por sair derrotado de um jogo em que esteve a vencer durante 79 minutos. Os livros dizem que isso não pode simplesmente acontecer, mas os livros são os livros. Uma coisa é certa, há algumas equipas da Série E que jogam um futebol bem característico dos Distritais, usando e abusando do futebol directo. Por outro lado, a gestão dos tempos de jogo quando em vantagem é dos livros. O Pêro Pinheiro é exemplo evidente desse tipo de jogo. Goste-se ou não, é mesmo assim. Na verdade, não há muitas equipas assim. Até as equipas do Cartaxo e do Peniche procuram jogar um futebol mais trabalhado. Pessoalmente, sou daqueles que prefere perder sem manha do que vencer com manha, perder a tratar bem a bola do que ganhar a maltratar a coitada. Cabe a cada equipa perceber que preferências tem a este nível e assumi-las dentro de campo.

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André Martins - é verdade que o jovem guardião formado no Sporting já comprometeu em alguns jogos desde que representa o Real. Daí que não surpreenda alguma intranquilidade que, de quando em vez, apresenta. Não só por isso, mas também por isso, destaco a sua exibição no passado sábado. Muito para além do penalty que defendeu, revelou segurança mesmo quando a sua área foi atingida de forma intensiva pela artilharia pesada do Pêro Pinheiro. O lance do 2-2 não retira brilho à exibição. A manter.

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Uma arbitragem de nível bem aceitável no primeiro tempo transformou-se após o intervalo. A partir daí, saíu tudo à casa. Mesmo em termos disciplinares. Até as arbitragens se vão ajustando à realidade do futebol português 2013/14. Oxalá me engane.