terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Os Deuses da bola não deixaram
14/10/2012
REAL SC-FC BARREIRENSE 2-2
Arb:João Roque (AF Portalegre)
Real-André Martins; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Miguel Santos, Paulinho e Ladeiras; Miguel Cardoso, Tino e Kifuta
Tr.João Silva
Barreirense-José Carlos; Miguel Gomes, Valter, Bruno Costa e Miguel Lampreia; Monzelo, David Martins (cap.) e David Pinto; Nuno Dias, Bailão e Vasco Firmino
Tr.Duka
Pela forma como o jogo decorreu, parece que estava escrito algures que o Real não sairia vencedor. Apesar do jogo ter sido equilibrado, os melhores períodos foram protagonizados pelo Real que teve as melhores oportunidades de golo. Logo aos 7', de fora da área, Ladeiras remata para boa defesa de José Carlos. O Real estava por cima e o Barreirense só chegou à baliza adversária aos 16', num cruzamento perigoso de Vasco Firmino para a pequena área com Paulinho a tirar.
Remate de Ladeiras com a bola a passar ligeiramente ao lado do poste direito da baliza à guarda de José Carlos.
Remate cruzado de Nuno Dias com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza do Real. Até ao intervalo, não se verificaram lances de perigo, apesar da qualidade técnica dos jovens jogadores do Real ter ficado bem patente, num lance em que a bola passou por Ladeiras, Miguel Santos e Miguel Cardoso e terminou com um cruzamento de Miguel Santos sobre a barra.
O início do segundo tempo acentuou o domínio da equipa da casa. Aos 50', recuperação de Paulinho que remata forte mas ao lado. Três minutos depois, livre marcado por Ladeiras com a bola a sobrar para Araújo que fuzila José Carlos. O Real adiantava-se no marcador. A experiente equipa do Barreirense respondeu de imediato. Aos 55', Nuno Dias roda sobre Jibril na área mas remata ao lado. Dois minutos depois, remate forte de Nuno Dias mas muito ao lado da baliza. Aos 57', bom lance de Nuno Dias pela esquerda, resulta num cruzamento para a área, onde Bailão cabeceia à figura de André Martins. Seis minutos depois, Duka arrisca chegar ao empate, trocando Miguel Lampreia pelo gigante cabo-verdiano Amadeu Delgado. Apenas três minutos depois, cruzamento largo para a área onde Amadeu Delgado salta mais alto que André Martins e cabeceia para o empate. O Real sentiu muito o golo e passou por alguns momentos de intraquilidade. Aos 75', João Silva troca Miguel Santos e Tino por Tomás e Caramelo. Quatro minutos depois, remate de Miguel Cardoso com a bola a passar junto ao poste, mas o guardião José Carlos tinha o lance controlado. No minuto seguinte, o técnico do Real troca Ladeiras por Ventura. Aos 82', o Barreirense está perto de chegar à vantagem. José Carlos repõe a bola na frente e Amadeu ganha de cabeça, ficando a bola à mercê de Nuno Dias que falha o desvio. A bola ainda sobra para David Pinto que remata ao lado. Pouco depois, Duka volta a mexer na equipa, trocando David Pinto por João Nuno. Aos 85', excelente lance entre Ventura e Miguel Cardoso que termina com o cruzamento do primeiro para a finalização de Caramelo. Estava feito o 2-1. O Real passava a controlar o jogo mantendo a posse de bola. Aos 89', Duka faz a última alteração, colocando Márcio Dieb no lugar de Nuno Dias. O árbitro João Roque dá três minutos de compensação e o golo empate surgiria pouco depois. João Nuno coloca mais uma bola na área. Amadeu salta com Liagnxuan Gong e acaba por cabecear no sentido contrário à baliza. Mas os Deuses do Futebol não queriam que o Real vencesse a partida e fizeram a bola embater em Araújo e entrar na baliza, no mesmo local onde entrara a bola no lance do golo de Amadeu. No reatamento, a desmoralizada equipa do Real perde a bola rapidamente e ainda haveria tempo para um remate cruzado de Vasco Firmino ao lado.
+
A jovem equipa do Real transborda talento. Desta vez, destaco individualmente Ladeiras (20 anos) e Miguel Cardoso (18). Estes dois meninos têm magia nos pés. Há dias, ao ver Diogo Salomão partilhar o relvado com Messi, Iniesta e companhia, lembrei-me que estes meninos poderão estar, dentro de alguns anos, num patamar muito elevado. Assim haja juízo, trabalho e alguma sorte.
Etiquetas:
3ªDivisão,
FC Barreirense,
Real SC
domingo, 14 de outubro de 2012
Real passa com distinção pelo Cartaxo
7/10/2012
SL CARTAXO-REAL SC 0-4
Arb:André Moreira (AF Leiria)
Cartaxo-Travessa; Kiko, Bernardo (cap.), Semeano e Serginho; Sequeira, D.Costa e Ricardo; Sá, Tiago Montez e Sacramento
Tr.Paulo Mendonça
Real-André Martins; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Miguel Snatos, Paulinho e Ladeiras; Miguel Cardoso, Tino e Kifuta
Tr.João Silva
O resultado do jogo não espelha as dificuldades sentidas pelo Real. É verdade que as dificuldades surgiram mais das falhas na finalização do que à réplica da equipa ribatejana. No entanto, a incerteza no marcador durou até ao segundo golo do Real, marcado apenas aos 82'.
O primeiro lance de algum perigo ocorreu ao terceiro minuto, num cruzamento remate de Ladeiras que obrigou Travessa à primeira defesa do jogo. Aos 13', Ladeiras assiste Tino de cabeça mas o avançado remata por cima. Doze minutos depois, bom lance do Real começa com uma triangulação entre Tino e David Rosa, com o avançado a cruzar para o remate de Miguel Cardoso ir parar a Ladeiras cujo remate sai a rasar o poste direito à guarda de Travessa. Pouco depois, num canto, Araújo salta sem oposição na área mas a cabeçada sai por cima. Ao minuto 28, livre apontado por Ladeiras, com Liangxuan Gong a surgir de rompante e a cabecear para a barra, no que teria sido um grande golo. Três minutos depois, um cruzamento largo de Tino obriga Travessa a colocar a bola sobre a barra. Do canto surgiu o golo que o Real já justificava. Ladeiras aponta o canto, Araújo falha o primeiro remate de pé direito mas fica sem a marcação de Diogo Costa, desferirindo remate certeiro de pé esquerdo. Cinco minutos depois, o Real esteve novamente perto do golo. Kifuta ganha no ombro-a-ombro com Bernardo e coloca a bola em Miguel Cardoso que, frente a Travessa, remata à figura. Até ao intervalo, o Cartaxo ainda procurou reagir mas sem criar perigo.
Para a segunda parte, o técnico da casa trocou Sá e Tiago Montez por Morgadinho e Toscano, mas a toada do jogo manteve-se. Logo no primeiro minuto, em mais um livre de Ladeiras, Kifuta cabeceia ao lado. Aos 51', Miguel Santos (de regresso ao miolo após ter rendido Araújo como central frente ao Lourinhanense) remata para defesa de Travessa. Dois minutos depois, Kifuta, com um toque de cabeça, coloca Miguel Cardoso na cara de Travessa mas o remate do ainda júnior sai por cima. Aceita-se o remate apesar de Tino surgir numa posição mais frontal. No minuto 57, um passe longo de Araújo isola Ladeira mas Travessa volta a fazer bem a mancha, evitando o segundo golo visitante. Cinco minutos depois, João Silva troca Miguel Cardoso por Ventura. O Real não marcava o segundo golo e o Cartaxo ía ganhando confiança de que poderia chegar ao empate. Aos 72', Diogo Costa rematou à trave. O canto que se seguiu foi o primeiro de três consecutivos mas seria o único a criar perigo, com David Rosa a afastar a bola que se dirigia para as redes após saída de André Martins. No minuto 76, João Silva volta a mexer na equipa. A entrada de Tomás para o lugar de Miguel Santos viria a revelar-se extremamente feliz. O jovem de 21 anos estreava-se na equipa do Real e ainda não sabia que se iria tornar no primeiro estreante a bisar pela equipa principal do Real. Dois minutos depois, registar-se-ia a última alteração no Real, com a saída de Tino e a entrada de Bernardo. Aos 81', e no mesmo lance, a bola ronda a baliza do Cartaxo em dois momentos mas a vantagem mínima visitante mantinha-se. No minuto seguinte, seria em contra-ataque que o Real chegaria ao segundo golo. O lance começa e termina em Tomás após assistência de Ventura. A equipa da casa estava finalmente derrotada. A partir daí, a superioridade do Real foi ainda mais evidente. Já em período de compensação, Tomás, na execução perfeita de um livre de pé esquerdo, faria o 0-3. No recomeço, o Cartaxo perde a bola e o Real volta a marcar. Paulinho tabela com Ventura, dribla Travessa e finaliza sem dificuldade. A bola voltou ao grande círculo mas o apito final soaria segundos depois.
+
Apesar de mais uma derrota caseira, destaco as qualidades do capitão do Cartaxo. Joga a central mas sai bem a jogar e coloca a bola à distância com algum rigor. Acabou a jogar na frente, numa opção de procura pelo empate que acabou por se revelar errada.
No Real, boa estreia do lateral esquerdo Liangxuan Gong e do já referido Tomás.
Destaque ainda para a presença, ainda que reduzida, da claque do Real, merecedora de agradecimento especial da equipa no final da partida.
No Real, boa estreia do lateral esquerdo Liangxuan Gong e do já referido Tomás.
Destaque ainda para a presença, ainda que reduzida, da claque do Real, merecedora de agradecimento especial da equipa no final da partida.
-
A generalidade dos clubes chegou a uma situação financeira tal que recorrem a subterfúgios criativos, como se verificou no domingo.
sábado, 6 de outubro de 2012
Mau resultado, melhor exibição
30/9/2012
REAL SC-SC LOURINHANENSE 0-1
Arb: Frederico Martins (AF Lisboa)
Real-André Martins; David Rosa (cap.),
Jibril, Miguel Santos e Rui Loures; Paulinho, Ladeiras, Ventura e Mota; Kifuta
e Caramelo
Tr. João Silva
Lourinhanense-Dario; Diogo Bento, Edgar
Garcia, Marco Ramos (cap.) e Nélson; Bruno, José Carlos e João Ferreira;
Paulinho, Pedro Fonseca e Ricardinho
Tr. Luís Brás
O primeiro lance da partida termina com
uma falta assinalada sobre Kifuta. Do livre nada resulta mas a camisola de
Kifuta é puxada dentro da área, como é patente nas imagens. Ao 3º minutos, contra
ataque do Lourinhanense coloca Ricardinho frente a André Martins mas o
guarda-redes do Real leva a melhor, desviando para canto. Dois minutos depois, David
Rosa coloca a bola na cabeça de Caramelo mas a bola sai à figura de Dario. Só
aos 16’ se voltou a assistir a um lance digno de registo quando um livre de
Ladeiras passa perto da baliza mas Dario parecia ter o lance controlado. Pouco
depois, Kifuta remata à figura num lance rápido de contra-ataque do Real. Aos
23’, os visitantes estiveram perto do golo. Ricardinho, na área, consegue
passar por Jibril e Rui Loures, rematando cruzando para boa intervenção de
André Martins. A resposta do Real surgiu quatro minutos depois. Entre os
centrais do Lourinhanense, Kifuta cabeceia ao lado. No minuto seguinte, Edgar
cabeceia por cima na sequência de um livre apontado por Ricardinho. À meia hora
de jogo, lance rápido de ataque do Real com Kifuta a procurar colocar a bola em
Caramelo mas esta para nas mãos de Dario. Dois minutos decorridos, Caramelo
mostra que a veia goleadora está pouco apurada num lance em que ganha a bola na
área mas permite a antecipação de Bruno. Mesmo em cima do intervalo, duas
chances de golo, uma para cada equipa. Primeiro foi Ricardinho a cruzar para
Pedro Fonseca cabecear ao lado. Depois, em contra ataque, Caramelo não consegue
colocar em Ventura que ficaria isolado. O nulo aceitava-se ao intervalo.
O primeiro lance de algum perigo no
segundo tempo veio de Paulinho, com um remate que saíu por cima aos 51’. Onze
minutos depois, já com Tiago Morgado no lugar de Mota e Paulo Ricardo no lugar
de João Ferreira, o Real está muito perto do golo. Caramelo desmarca Kifuta com
um passe entre os centrais do Lourinhanense mas, perante a saída de Dario,
Kifuta desvia com a bola a sair ao lado. O jogo cairia de qualidade e só
voltaria a animar-se aos 81’. Tino, entrado aos 69’ para o lugar de Ventura, remata
para defesa de recurso de Dario. No minuto seguinte, numa altura em que o
Lourinhanense parecia satisfeito com o empate, surgiu o lance decisivo da
partida. O jovem Paulo Ricardo pica a bola para as costas da defesa do Real,
onde surge Portela em posição muito duvidosa. O avançado do Lourinhanense
coloca a bola em Pedro Fonseca que é derrubado por Miguel Santos. Numa segunda
parte em que o Real havia sido a única equipa a criar perigo, os visitantes tinham
uma grande penalidade para chegar à vantagem. Na conversão, Pedro Fonseca
coloca a bola para o lado direito de André Martins, fazendo aquele que foi o
primeiro golo de sempre do Lourinhanense frente ao Real. Pouco depois, o lance
mais negativo da partida. Uma troca de palavras entre Jibril e Edgar termina
com o central do Real a dar uma cabeçada ao central do Lourinhanense e este a
cair em câmera lenta. Lamentável um e outro. No minuto 89’, o Real está perto
do empate por duas vezes. Primeiro foi Paulinho a rematar de fora da área para
grande defesa de Dario. A bola sobrou para Kifuta que rematou para nova defesa
de Dario, ficando a bola a "pingar" na pequena área mas sem que
Pratas conseguisse fazer golo. Durante os cinco minutos de compensação
concedidos pela equipa de arbitragem, seria o Lourinhanense a estar perto do
0-2 num lance fortuito. Ladeiras vê amarelo por falta sobre Diogo Bento. Na
marcação do livre, ainda no meio campo defensivo lourinhanense, Paulo Ricardo
coloca a bola na área onde Pedro Fonseca ganha a Miguel Santos e cabeceia à
barra. Antes do apito afinal, o Real ainda conquistaria dois cantos
consecutivos mas sem criar perigo.
Sinal +
Caramelo e Kifuta - apesar de não terem
marcado, a dupla atacante mostrou já algum entendimento, prometendo golos para
os próximos jogos.
Ricardinho – o experiente extremo esteve
muito activo durante toda a partida, sendo responsável pelos melhores lances da
sua equipa.
Paulo Ricardo – aos 17 anos, este jovem
ex-Sporting parece ter futuro. A rever.
Etiquetas:
3ªDivisão,
Real SC,
SC Lourinhanense
sábado, 29 de setembro de 2012
Real sai derrotado de Tires
23/9/2012-3ªDivisão Nacional – Série E –
2ªJornada
URD TIRES-REAL SC 1-0
Arb: Nuno Mira (AF Lisboa)
TIRES-André Santos; Rigueiro, Pedro
Conceição (cap.), Tomás Jorge e Taveira; Ilmo, Herman e Nildo; Patrick, Ricardo
Nunes e André Lopes
Tr. Rui Sousa
REAL-André Martins; David Rosa (cap.), Araújo,
Jibril e Rui Loures; Paulinho, Ladeiras e Bernardo; Sérgio, Tino e Kifuta
Tr. João Silva
O Parque de Jogos Dr. Santos Neves assistia
ao primeiro jogo a contar para a 3ªDivisão Nacional desde 2006. A derrota
pesada em Ponte de Sôr (0-3) na primeira jornada colocava algumas dúvidas
quanto à valia desta equipa do Tires. O jogo de domingo passado viria a
dissipar essas dúvidas. A equipa da URD Tires surgiu bem orientada, com um
futebol agradável de seguir, nada condizente com o estereótipo associado à
3ªDivisão. Como a equipa do Real apresenta muita juventude talentosa, o jogo
foi bem disputado, apesar de nem sempre bem jogado.
Apesar da toada de equilíbrio que pontuou
toda a partida, a equipa da casa pareceu sempre uns furos acima do adversário. A
meio da primeira parte, o médio Ilmo foi forçado a sair por lesão. O momento em
que a equipa podia ressentir-se acabou por se tornar num domínio mais acentuado
que durou até ao intervalo. Aos 26’, livre apontado por Patrick, Rigueiro
coloca na área mas André Martins antecipa-se a Nildo. Na sequência do lance, e
apesar de alguns pormenores técnicos de Tino, a bola é recuperada pela equipa
da casa. Ricardo Nunes isola-se saindo de fora-de-jogo mas remata ao lado
perante André Martins. O intervalo chegava sem que se tivessem registado lances
de perigo, com excepção para o lance mencionado.
Para a segunda metade, João Silva trocou Sérgio
e Bernardo por Miguel Santos e Caramelo. O técnico do Real dava mostras de
querer mexer na partida e vencê-la. Aos 52’, o central Araújo vê o primeiro
amarelo. Quatro minutos depois, o jogo assistia a uma das melhores jogadas do
Real, com a bola a passar por vários jogadores, da esquerda para a direita,
terminando com o cruzamento de Paulinho para Kifuta desviar mas com André Santos
a defender. O Tires responde com um cabeceamento de Ricardo Nunes por cima e
com um remate de Patrick à entrada da área. Aos 63’, Rigueiro salta com Caramelo
dentro da área e o avançado do Real cai. O árbitro Nuno Mira deixa seguir num
lance que deixa muitas dúvidas.
Sete minutos depois, o jogo voltava a
ficar desequilibrado a favor do Tires. Ricardo Nunes e Araújo disputam um lance
em que o avançado do Tires faz falta primeiro mas é a segunda infracção que é assinalada,
resultando no segundo amarelo para o central do Real. Em superioridade numérica,
Rui Sousa retira Herman e Nildo por Dani e Pedro Belo. No minuto seguinte, Mota
(entrara para o lugar de Tino pouco antes da expulsão de Araújo) está perto do
0-1. Rui Loures cruza para a área, Caramelo não chega mas a bola sobra para
Mota colocar ao lado. Pouco depois, ficou um penalty por assinalar
contra o Tires por mão da barreira num livre marcado por Mota. No contra-ataque
que se seguiu, André Lopes entra na área e remata mas a bola é desviada para
canto por Jibril. Aos 80’, um ressalto de bola na área do Real coloca a bola à disposição
de Ricardo Nunes que volta a desperdiçar. Depois de vinte minutos agitados, o
jogo parece entrar numa toada tranquila a fazer adivinhar o nulo no resultado
final.
No entanto, aos 86’, Patrick aponta um
canto para a finalização de Viegas ao segundo poste, numa falha de marcação. Nos
cantos, não há inferioridade numérica mesmo se se joga com dez. O Tires, para
além de não se ter ressentido com a lesão de Ilmo, ainda chegou à vitória com
um golo da autoria do jogador que entrara aos 21’ para o lugar de... Ilmo.
+
Herman Diogo
Ladeiras
Paulinho
Tomás Jorge
-
Lembro-me de assistir há uns anos a um
jogo em Ponte de Rol, com uma chuva diluviana e o árbitro Nuno Mira a conseguir
manter o equilíbrio emocional nas quatro linhas num Ponterrolense-Pero
Pinheiro. Em Tires, voltei a observar um árbitro que transmite imensa
tranquilidade, característica que aprecio em geral e nos árbitros em
particular. No entanto, a sua actuação ficou marcada por alguns lances em que o
Real saíu prejudicado, como já referi. Dias melhores virão.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Empatas
A primeira jornada da Série E da 3ªDivisão colocou frente a frente duas equipas que se encontraram na última ronda da época passada.
2/9/2012
Arb: Sandro Soares (AF Leiria)
REAL SC-João Ascenso; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Rui Loures; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Mota, Tino e Caramelo
Tr. João Silva
CA PERO PINHEIRO-Pescadinha; Fábio Graça, Cláudio Jerónimo, Darry e César; Aguiar (cap.), Saramago e Fernandes; Diogo, Geraldino e Abiud
Tr. Hélder Ferreira
A equipa visitante foi a primeira a chegar à frente, tendo conquistado dois cantos nos primeiros momentos de jogo. O primeiro quarto de hora foi francamente fraco de parte a parte. Aos 26', Mota remata por cima. O Pero Pinheiro respondeu por Saramago e Geraldino mas sem criar perigo para João Ascenso. Ainda assim, o Pero Pinheiro estava mais tempo no meio campo do Real. Aos 35', o central Cláudio Jerónimo desvia de cabeça ao lado um livre apontado por César.
Para o segundo tempo, nenhum dos técnicos fez qualquer substituição. O jogo foi mantendo a mesma toada, valendo essencialmente pelos últimos quinze minutos. Aos 72', Ventura aponta um canto em que a bola ainda bate no poste para, na resposta, o Pero Pinheiro levar algum perigo à outra área. Três minutos depois, Saramago assiste de cabeça para a marca de grande penalidade, onde surge Geraldino que não perdoa. O empate que se ajustava esta desfeito e constituía um desafio à jovem equipa do Real. Esta respondeu bem e, cinco minutos depois, Jibril coloca a bola nas redes numa bola cruzada já depois de ultrapassada a linha de fundo. O empate surgiria já em cima do último minuto do tempo regulamentar. Primeiro, Pratas cabeceou à barra. Do canto que se seguiu, a bola cruzada por Rui Loures vai ter com o jovem ex-Sacavenense que fez o empate. O resultado final foi o empate a um golo, num jogo fraco em que a melhor equipa em campo foi chefiada pelo árbitro Sandro Soares (AF Leiria).
Para além do árbitro, destaco pela positiva o miolo do Pero Pinheiro, em que os experientes Aguiar e Saramago deram muito trabalho a Bernardo e Paulinho. Da parte do Real, o processo ofensivo depende muito da criatividade de Ladeiras. Tino mostra pormenores que justificam ter andado por clubes com maiores aspirações do que o Real actual.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Cinfães apura-se
O primeiro confronto do Real SC com uma equipa filiada na AF Viseu foi disputado no Domingo. O adversário foi o CD Cinfães, clube que disputa a 2ªDivisão e que tem um historial semelhante ao do Real. O Cinfães disputa pela 13ª vez um campeonato nacional, enquanto que o Real vai na 14ª participação. Ainda assim, o Cinfães disputa pela segunda vez a 2ªDivisão, prova em que o Real já participou durante seis temporadas. No que toca à Taça de Portugal, a prestação cinfanense é bem mais positiva. O jogo de domingo foi o 41º do Cinfães mas apenas o 26º do Real. A fase mais adiantada disputada pelo Real foi a 4ªEliminatória em duas ocasiões - 2004/05 e 2007/08. Em 2004/05, eliminou o Câmara de Lobos, o Santiago e o Torreense, antes de ser eliminado pelo Marítimo. Três épocas mais tarde, eliminou o Igreja Nova e o Cacém antes de cair frente ao Aves. Quanto ao Cinfães, já disputou os Oitavos-de-Final por duas vezes. A primeira foi em 1982/83. Após eliminar Mirense, Lusitano Vildemoinhos, Penalva do Castelo e Riopele, falhou o acesso aos últimos oito para o Valdevez. Mais recente é a segunda proeza cinfanense na Taça. Em 2008/09, eliminou Ribeira Brava, Paredes e Fátima, antes de cair frente ao FC Porto por 1-4.
Mas como a História não ganha jogos, a eliminatória que juntou Real e Cinfães estava em aberto. A equipa da casa apresentou uma equipa ainda mais jovem que a da época passada, com uma média de 20,6 anos. No onze inicial surgiram quatro caras novas. Na lateral esquerda alinhou Rui Loures (ex-Sintrense), o mais "velho" do plantel aos 25 anos! No miolo, as novidades foram a presença do ex-júnior belenense Bernardo e, nas alas, dos regressados Tino (terminou a época passada precisamente no Cinfães) e Coelho (ex-Ribeirão que entretanto já saíu para o Trofense). A continuidade foi assegurada pelo guardião João Ascenso, pelos defesas David Rosa (novo capitão), Jibril e Araújo, pelos médios Paulinho e Ladeiras e o avançado Caramelo.
Nos visitantes, para além de virem de uma época em que conseguiram a manutenção na Segunda Divisão, ainda se reforçaram com jogadores com experiência de Liga de Honra, como Eduardo, Hélio e Vítor Silva, para além de Trigueira, guardião com passagem pela liga principal ao serviço do Rio Ave.
Para quem esperava um jogo desequilibrado em favor dos visitantes, o jogo foi surpreendentemente equilibrado e acabou por ser decidido num lance em que João Ascenso foi extremamente infeliz, sofrendo um golo de canto directo mesmo em cima do intervalo. Aos 56', Tino está muito perto do empate mas falha. A primeira meia hora do segundo tempo mostrou a equipa do Real em busca do empate mas sem criar grande perigo, excepção feita ao lance referido. O último quarto de hora foi já muito aberto com lances de perigo nas duas áreas mas sem que as redes voltassem a ser violadas.
O Real fica arredado da Taça de Portugal mas deixou perspectivas interessantes para a época que disputará na Série E da 3ªDivisão. O Cinfães segue em frente mas terá de mostrar mais durante a época na 2ªDivisão.
Etiquetas:
CD Cinfães,
Real SC,
Taça de Portugal
Subscrever:
Mensagens (Atom)