domingo, 18 de novembro de 2012

Começar bem e acabar mal

11/11/2012
GD Fabril Barreiro-Real SC 3-1
Estádio Alfredo da Silva, Barreiro
Arb:António Matias (AF Portalegre)
Fabril-Ruben Luís; Carlos André, Marinheiro, Rui Correia e Paulo Letras; Luís Conceição, Miguel Pimenta e Espanta; Bolinhas, Ruben Guerreiro e Catarino (Cap.)
Tr.Conhé
Real-João Ascenso; David Rosa (Cap.), Jibril, Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tino, Tomás e Caramelo
Tr.João Silva

Jogava-se o vigésimo quinto segundo de jogo quando o central Rui Correia colocou a mão na bola dentro da área, provocando um penalty contra o Fabril. Após o apito inicial, os jogadores do Fabril trocaram a bola na zona defensiva mas foram surpreendidos pela pressão alta do Real. Tino recupera a bola a Miguel Pimenta e procura colocar em Caramelo quando Rui Correia corta com o braço. O árbitro mostra apenas o amarelo e Tino converte. O Real estava na frente e o Fabril teria de reagir. Foi isso que aconteceu de imediato até aos 11', altura em que surgiu o empate. A defesa do Real não consegue afastar a bola na área e o veterano Catarino coloca em Bolinhas que remata cruzado sem hipóteses para João Ascenso. Após o empate, o Fabril vai em busca da vantagem mas não causa perigo, limitando-se a testar a meia distância de alguns dos seus jogadores. Aos 15', Espanta tem a primeira tentativa, logo seguido de Miguel Pimenta por cima. Três minutos depois, é a vez de Ruben Guerreiro rematar por cima. AO minuto 21, mais Ruben Guerreiro para defesa de João Ascenso para canto. O Real encontrava imensas dificuldades para sair para o ataque. No minuto 23, o lesionado (?) Miguel Pimenta dá o seu lugar a Banana. Dois minutos depois, o recém entrado Banana coloca na área e Ruben Guerreiro desvia ao lado numa situação perigosa para as redes do Real. Aos 33', o irrequieto Ruben Guerreiro foge à marcação de Gong para uma zona frontal e remata para defesa apertada de João Ascenso. Logo de seguida, Gong vê o amarelo após derrubar Ruben Guerreiro. Aos 38', Ladeiras perde para Carlos André e derruba o lateral do Fabril. Vê o amarelo. Dois minutos depois, falta de Paulinho sobre Espanta no miolo e também vê amarelo. Os cartões para os jogadores do Real saíam do bolso do árbitro de Portalegre com muita facilidade. No minuto 41, o Real causa perigo pela primeira vez. Grande lance pela direita finalizado por Tomás para excelente defesa de Ruben Luís. Neste lance, o central Rui Correia volta a escapar à expulsão após derrube de Caramelo. O Real esteve perto do golo na sequência do canto. Tomás marca, Bernardo desvia ao primeiro poste mas Luís Conceição tira a bola quando Caramelo se preparava para encostar. Logo depois, mais um amarelo para um jogador visitante, desta feita porque Tino travou o contra ataque. Ao minuto 44, mais um remate de Espanta por cima. Ainda antes do intervalo, o veterano Catarino cabeceia muito por cima. Pouco depois soaria o apito para o intervalo. Apesar do maior domínio do Fabril, as chances de golo foram repartidas.


Para a segunda parte, João Silva troca o amarelado Liangxuan pelo estreante André Costa. Logo a abrir, o Real está perto do 1-2. Paulinho vê muito bem Tomás solto na área e entrega-lhe a bola. O esquerdino procura finalizar em arco mas o remate sai mal. Na sequência do lance, ainda houve lugar a um livre em que a bola é desviada na área mas sai ao lado. O Real entrava bem no segundo tempo. Aos 50', e apesar de rodeado por três jogadores do Fabril, Tomás consegue sair com bola e descobrir Tino à esquerda. O avançado do Real, perante a saída de Ruben Luís, fica entre o remate e o cruzamento, desperdiçando mais uma chance de colocar os visitantes em vantagem no marcador. Pouco depois, na zona defensiva do Real tem início um lance duplamente suspeito. Primeiro, Jibril dribla Ruben Guerreiro e é atingido pelo extremo do Fabril. Ainda assim, Jibril coloca a bola na frente onde Caramelo se isola frente a Ruben Luís mas vê o árbitro assistente assinalar fora-de-jogo muito duvidoso. Quanto a Ruben Guerreiro, ficou sem cartão. Aos 59', remate de Tomás para defesa fácil de Ruben Luís. Dois minutos depois, roubo de bola de Paulinho junto da linha divisória. O jogador do Real coloca em Caramelo mas Ruben Luís sai de forma rápida da baliza e faz a mancha. Logo depois, Conhé troca o (agora) apagado Ruben Guerreiro por Danilo. Cinco minutos volvidos e um cruzamento falhado de Bolinhas leva a bola às malhas laterais da baliza à guarda de João Ascenso. No minuto 69, Conhé troca Catarino pelo jovem Luís Costa.

O Real não chegou à vantagem. Chegaria o Fabril. Após um lançamento lateral, Banana ganha as costas a André Costa e cruza rasteiro. David Rosa afasta a bola que fica numa zona frontal de onde Espanta fuzila João Ascenso. Contra a corrente do jogo, o Fabril estava em vantagem. Logo a seguir, João Silva troca Ladeiras por Ventura e, quatro minutos depois, Paulinho por Mota. O jogo ficaria decidido ao minuto 77'. O lance do 3-1 surge a partir de um livre favorável ao Real marcado em cima da área do Fabril. Mota aponta mas a bola embate na barreira, dando origem a uma transição rápida em que a bola passa por Carlos andré e Bolinhas, regressa ao lateral que oferece a Banana para, no limite do fora-de-jogo, fazer o terceiro golo do Fabril. No reatamento, Caramelo viu amarelo por derrubar Bolinhas. O jogo entrou então numa fase sem grande interesse que só seria retomado nos últimos minutos. Aos 88', remate de Luís Costa para defesa complicada de João Ascenso. No minuto seguinte, em posição frontal, remate de Tino para defesa segura de Ruben Luís. Logo depois, Caramelo passa para Mota que procura o pé esquerdo perdendo o tempo suficiente que permite o acerto defensivo dos locais. O Real estivera perto de reduzir a desvantagem. Durante os três minutos de compensação concedidos pelo árbitro da AF Portalegre, ainda houve tempo para um bom trabalho de Mota à entrada da área mas em que o remate saíu fraco e ao lado.

+
Enquanto procurou apenas jogar futebol, Ruben Guerreiro foi o melhor jogador em campo. À beira de completar 24 anos, ainda vai muito a tempo de brilhar em palcos mais mediáticos.

Apesar da classificação actual não ser famosa, continuo a não ver uma equipa melhor que a do Real nesta Série E. Falta ver Sintrense, Eléctrico e Sacavenense. A finalização e várias decisões de arbitragem é que têm feito a diferença até agora.

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5-1 em amarelos sendo que o amarelo do Fabril deveria ter sido vermelho no lance da grande penalidade. É este o resumo disciplinar do árbitro António Matias que, diga-se, não esteve mal em termos técnicos.

O factor vento esteve muito presente ao longo de toda a partida. Curiosamente, o Fabril acaba por chegar à vitória quando era o Real a jogar a seu favor.

domingo, 11 de novembro de 2012

Derrota injusta


4/11/2012-3ªDivisão Nacional-Série E-7ªJornada
REAL SC-AMORA FC 0-1
Arb:Pedro Silva (AF Lisboa)
Real-João Ascenso; David Rosa (Cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Pratas e Kifuta
Tr.João Silva
Amora-Didó; Miguel Lorete, Tó (Cap.), Alex e Iny; Sampaio, Semedo e Rodinhas; Carlitos, Ju e Bruninho
Tr.José Meireles

Logo no primeiro minuto, Paulinho coloca a bola na área e Pratas está muito perto do desvio para a baliza. Dois minutos depois, Bernardo isola Tomás que, à saída de Didó, faz um chapéu demasiado largo. Era a primeira grande oportunidade desperdiçada pela equipa da casa. Aos 10', livre de Ladeiras para a área, com a bola a passar por vários jogadores sem que ninguém lhe tivesse tocado. À passagem do minuto 24, perante cruzamento de Tomás, Didó tem duas intervenções de recurso que afastam o perigo da área do Amora. Cinco minutos volvidos, Didó inventa e oferece um pontapé de canto ao Real. Daí surgiram dois momentos em que o Real poderia ter marcado. Primeiro por Araújo e depois por Kifuta. Aos 33', livre de Ladeiras que Didó desvia sobre a barra. A quatro minutos do intervalo, os dois guarda-redes estiveram em apuros por motivos distintos. Primeiro foi Didó que saíu em falso mas acabou por salvar o lance. Depois foi João Ascenso que saíu aos pés de Bruninho e precisou de receber assistência. No minuto 44, transição rápida do Real com Kifuta a colocar em Ladeiras mas o remate do médio sai à figura de Didó. Ainda antes do intervalo, Araújo derruba Bruninho e vê amarelo sem que se perceba se isso decorreu da falta ou de eventuais palavras dirigidas ao árbitro.


Após uma primeira parte em que só deu Real, João Silva aposta ainda mais no ataque, trocando o lesionado (?) Ladeiras por Caramelo. Curiosamente, foi o Amora a começar melhor. Canto apontado por Rodinhas que Kifuta quase desvia para a sua baliza. Aos 55', num livre à entrada da área, Rodinhas até parece falhar o remate que sai fraco mas é desviado pelo pé esquerdo de David Rosa. A alteração de trajetória bate João Ascenso no que seria o momento decisivo da partida. O Amora estava na frente do marcador sem nada ter feito para tal. O Real passou por alguma intranquilidade. Sampaio coloca a bola em Bruninho que ganha espaço entre os centrais mas não consegue isolar-se frente a João Ascenso. Aos 60', nova alteração no Real, com Bernardo a dar o lugar a Ventura. Dois minutos depois, confusão na área do Amora mas sem que o Real conseguisse criar perigo para Didó. No minuto 71, João Silva arriscou ainda mais ao trocar o lateral Liangxuan por Tino. José Meireles respondeu trocando Iny por Aguilar. Pouco depois, Rodinhas coloca a bola na área na marcação de um livre e Semedo cabeceia sem marcação ao lado. Aos 70', nova chance desperdiçada pelo Real com Tomás a rematar por cima. No minuto 77', grande passe de Caramelo para Tomás. Já na área, o jogador do Real adianta a bola e parece ser tocado por Sampaio. O árbitro assistente assinala pontapé de baliza em vez de grande penalidade. Pouco depois, um livre de Ventura obriga Dídó a defesa de recurso. De seguida, Ventura está próximo de fazer canto directo. Ao minuto 81', Rodinhas é rendido por Daniel Nhaga. Logo a seguir, Bruninho foge a Paulinho pela direita mas atinge o jogador do Real na face. A falta é assinalada mas o cartão fica no bolso do árbitro. No minuto seguinte, Araújo vê o segundo amarelo num lance em que uma bola aliviada pela defesa amorense ressalta no relvado para o braço do defesa do Real. Critério estranho este do árbitro Pedro Silva. O Real estava em desvantagem no marcador e ficava também em desvantagem numérica. No minuto 87', João Ascenso tem duas intervenções valorosas. Bruninho ganha no corpo a corpo com David Rosa e remata para boa defesa de João Ascenso. A bola sobra para Carlitos que remata para mais uma defesa de João Ascenso. No minuto seguinte, passe longo de Paulinho isola Caramelo mas o avançado procura colocar em Tino quando estava em posição para rematar à baliza. A um minuto do fim do tempo regulamentar, o técnico do Amora troca Bruninho por David Rodrigues. O árbitro concede uns escassos 4' de compensação, período em que aconteceu tudo menos futebol. Começou num lance entre Alex e Kifuta, com o avançado do Real a reclamar falta. O árbitro assistente chama o chefe de equipa que expulsa Kifuta. Na sequência da expulsão de Kifuta, também João Silva recebeu ordem de expulsão. O Real terminaria a partida com nove jogadores e sem o técnico no banco. Ainda houve tempo para três amarelos por perda de tempo ostensiva de Didó, Miguel Lorete e David Rodrigues. Mesmo antes do fim, livre de Ventura para boa defesa de Didó. Do canto nada resultou e o apito final soava.

+
Parabéns ao Amora pela primeira vitória da época numa altura em que muito se fala sobre saídas de jogadores do clube.

-
A dualidade de critérios disciplinar foi gritante, para além de ter ficado por marcar uma grande penalidade contra o Amora. O anti-jogo do Amora foi premiado pelos 4' de compensação. Rídiculo.

Em Peniche, o Real teve diversas oportunidades de golo e só concretizou três. Frente ao Amora, as chances foram uma mão cheia e não concretizou nenhuma. Nos jogos mais equilibrados não se podem desperdiçar tantas oportunidades até porque tendem a ser mais escassas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Podiam ter sido mais


28/10/2012-3ªDivisão Nacional – Série E – 6ªJornada
GD PENICHE-REAL SC 0-3
Arb: Rui Soares (AF Santarém)
Peniche-Alemão; André (cap.), Rui Roque, Fernando e Jonathan; Edilson (cap.), Emanuel Caneco e Luís Pinto; Moitinha, #9 e #11
Tr. Vasco Oliveira
Real-João Ascenso; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Kifuta e Pratas
Tr. João Silva

A história do jogo resume-se aos golos marcados e, ainda mais, aos golos desperdiçados pelo Real. Tal foi a diferença patenteada pelas duas equipas em campo. Logo aos 7’, após um canto apontado por Ladeiras, Pratas remata ao lado. No minuto seguinte surgiria a primeira perdida de Kifuta num lance em que remata para a baliza mas permite o corte do lateral-esquerdo da equipa da casa, Jonathan. Aos 17’, cruzamento para a área, o central Rui Roque alivia mas a bola sobra para Ladeiras que remata cruzado e ligeiramente ao lado. Um minuto volvido, Paulinho rouba a bola a Edilson no miolo e com um passe perfeito, coloca Kifuta na face do guardião do Peniche, mas o avançado do Real permite a defesa. Do canto que se seguiu surgiria o primeiro golo da partida. Ladeiras aponta, Kifuta falha o cabeceamento mas a bola sobra para Araújo que desfere forte remate sem hipóteses para Alemão. Aos 32’, o lateral direito do Peniche derruba Pratas quando este se isolava e vê apenas o amarelo. Travava assim um lance em que a bola passou por Kifuta e Tomás que, de calcanhar, desmarcou Pratas. Da marcação do livre resulta um pontapé de Ladeiras que embate na trave. Aos 35’ assistiu-se ao primeiro lance do Peniche na área do Real. Boa incursão de Jonathan pela esquerda, cruzamento para o #9 falhar o cabeceamento na área. Seis minutos depois, novamente Jonathan a colocar a bola no camisa 9 local que trabalha bem fora da área mas remata muito por cima. O intervalo chegaria após dois cantos consecutivos a favor do Real mas sem criar perigo.

A segunda parte começou na mesma toada. Aos 47’, David Rosa desce pela direita e cruza para a cabeça de Kifuta que volta a falhar o alvo, fazendo a bola sair por cima da trave. Quatro minutos depois, grande lance de Pratas que acaba por colocar Tomás frente a Alemão, com o jovem guardião do Peniche a evitar o segundo golo do Real. No minuto seguinte, Paulinho progride pelo miolo e assiste Pratas, mas o remate do avançado do Real sai fraco e à figura de Alemão. Ao minuto 54, mais um excelente cruzamento de David Rosa a servir Tomás que cabeceia por cima. O segundo golo tardava mas chegaria seis minutos depois. David Rosa coloca a bola para a entrada de rompante de Pratas que cabeceia para a baliza. Nove minutos depois, Tomás remata de pé esquerdo por cima. O jogo entrou numa toada mais pausada, para que contribuiram também as substituições verificadas dos dois lados. Aos 83’, canto de Ladeiras com Caramelo a subir bem mas a cabecear por cima. Seis minutos depois, o Peniche cria um lance de perigo relativo quando um remate frontal de Edilson sai sobre a barra da baliza à guarda de João Ascenso. No minuto seguinte surgiria o terceiro golo visitante. Moitinha perde a bola no meio campo do Real, David Rosa coloca em Ventura que desmarca Caramelo. O avançado formado no Benfica passa por Alemão e remata para a baliza. Estava feito o resultado final. O árbitro Rui Soares deu três minutos de compensação e ainda haveria tempo para mais um desperdício Real. Incursão de Caramelo pela esquerda com o avançado a cruzar para a entrada ao segundo poste de Ventura que falha o 0-4. Pouco depois soaria o apito final.

+
A jovem e frágil equipa do Peniche teve, na minha opinião, em Jonathan (lateral-esquerdo) o melhor elemento. Rápído, teve algumas incursões durante os 71’ em que esteve em campo.

Apesar de Jonathan, David Rosa esteve muito bem, não só defensivamente como na participação no ataque, sector em que colaborou directamente em dois dos golos, para além de ter assistido os seus colegas em lances que seriam desperdiçados.

Com o golo marcado em Peniche (o terceiro esta época), o central Araújo passou a ser o melhor marcador da equipa. A dupla que vai construindo com Jibril parece cada vez mais sólida.

O acesso à bancada é feito por um hall onde estão expostas algumas fotografias históricas do Peniche. Nesta pode ver-se o jovem Jorge Jesus.

-
De regresso ao Real, Kifuta tem estado bastante perdulário, apesar de muito activo no ataque. Dá a sensação que quando o primeiro golo surgir, outros se seguirão com naturalidade.

Julgo que foi a primeira vez que saí de um jogo dos Nacionais sem conseguir identificar alguns dos intervenientes. O Grupo Desportivo de Peniche tem no seu historial presenças de destaque na antiga 2ªDivisão Nacional, chegando mesmo a disputar o acesso ao escalão principal do nosso futebol. Hoje em dia, a sua presença nos media (internet incluída) é quase nula. Por outro lado, o estádio não tem instalação sonora em funcionamento, pelo que a constituição das equipas não foi anunciada. Finalmente, os poucos adeptos presentes não permitiram sequer identificar os atletas locais pelos costumeiros incentivos verbais. Sinal dos tempos que o final da 3ªDivisão poderá acentuar.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Os Deuses da bola não deixaram

14/10/2012
REAL SC-FC BARREIRENSE 2-2
Arb:João Roque (AF Portalegre)
Real-André Martins; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Miguel Santos, Paulinho e Ladeiras; Miguel Cardoso, Tino e Kifuta
Tr.João Silva
Barreirense-José Carlos; Miguel Gomes, Valter, Bruno Costa e Miguel Lampreia; Monzelo, David Martins (cap.) e David Pinto; Nuno Dias, Bailão e Vasco Firmino
Tr.Duka

Pela forma como o jogo decorreu, parece que estava escrito algures que o Real não sairia vencedor. Apesar do jogo ter sido equilibrado, os melhores períodos foram protagonizados pelo Real que teve as melhores oportunidades de golo. Logo aos 7', de fora da área, Ladeiras remata para boa defesa de José Carlos. O Real estava por cima e o Barreirense só chegou à baliza adversária aos 16', num cruzamento perigoso de Vasco Firmino para a pequena área com Paulinho a tirar.
Remate de Ladeiras com a bola a passar ligeiramente ao lado do poste direito da baliza à guarda de José Carlos.
Remate cruzado de Nuno Dias com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza do Real. Até ao intervalo, não se verificaram lances de perigo, apesar da qualidade técnica dos jovens jogadores do Real ter ficado bem patente, num lance em que a bola passou por Ladeiras, Miguel Santos e Miguel Cardoso e terminou com um cruzamento de Miguel Santos sobre a barra.


O início do segundo tempo acentuou o domínio da equipa da casa. Aos 50', recuperação de Paulinho que remata forte mas ao lado. Três minutos depois, livre marcado por Ladeiras com a bola a sobrar para Araújo que fuzila José Carlos. O Real adiantava-se no marcador. A experiente equipa do Barreirense respondeu de imediato. Aos 55', Nuno Dias roda sobre Jibril na área mas remata ao lado. Dois minutos depois, remate forte de Nuno Dias mas muito ao lado da baliza. Aos 57', bom lance de Nuno Dias pela esquerda, resulta num cruzamento para a área, onde Bailão cabeceia à figura de André Martins. Seis minutos depois, Duka arrisca chegar ao empate, trocando Miguel Lampreia pelo gigante cabo-verdiano Amadeu Delgado. Apenas três minutos depois, cruzamento largo para a área onde Amadeu Delgado salta mais alto que André Martins e cabeceia para o empate. O Real sentiu muito o golo e passou por alguns momentos de intraquilidade. Aos 75', João Silva troca Miguel Santos e Tino por Tomás e Caramelo. Quatro minutos depois, remate de Miguel Cardoso com a bola a passar junto ao poste, mas o guardião José Carlos tinha o lance controlado. No minuto seguinte, o técnico do Real troca Ladeiras por Ventura. Aos 82', o Barreirense está perto de chegar à vantagem. José Carlos repõe a bola na frente e Amadeu ganha de cabeça, ficando a bola à mercê de Nuno Dias que falha o desvio. A bola ainda sobra para David Pinto que remata ao lado. Pouco depois, Duka volta a mexer na equipa, trocando David Pinto por João Nuno. Aos 85', excelente lance entre Ventura e Miguel Cardoso que termina com o cruzamento do primeiro para a finalização de Caramelo. Estava feito o 2-1. O Real passava a controlar o jogo mantendo a posse de bola. Aos 89', Duka faz a última alteração, colocando Márcio Dieb no lugar de Nuno Dias. O árbitro João Roque dá três minutos de compensação e o golo empate surgiria pouco depois. João Nuno coloca mais uma bola na área. Amadeu salta com Liagnxuan Gong e acaba por cabecear no sentido contrário à baliza. Mas os Deuses do Futebol não queriam que o Real vencesse a partida e fizeram a bola embater em Araújo e entrar na baliza, no mesmo local onde entrara a bola no lance do golo de Amadeu. No reatamento, a desmoralizada equipa do Real perde a bola rapidamente e ainda haveria tempo para um remate cruzado de Vasco Firmino ao lado.

+
A jovem equipa do Real transborda talento. Desta vez, destaco individualmente Ladeiras (20 anos) e Miguel Cardoso (18). Estes dois meninos têm magia nos pés. Há dias, ao ver Diogo Salomão partilhar o relvado com Messi, Iniesta e companhia, lembrei-me que estes meninos poderão estar, dentro de alguns anos, num patamar muito elevado. Assim haja juízo, trabalho e alguma sorte.

domingo, 14 de outubro de 2012

Real passa com distinção pelo Cartaxo

7/10/2012
SL CARTAXO-REAL SC 0-4
Arb:André Moreira (AF Leiria)
Cartaxo-Travessa; Kiko, Bernardo (cap.), Semeano e Serginho; Sequeira, D.Costa e Ricardo; Sá, Tiago Montez e Sacramento
Tr.Paulo Mendonça
Real-André Martins; David Rosa (cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Miguel Snatos, Paulinho e Ladeiras; Miguel Cardoso, Tino e Kifuta
Tr.João Silva

O resultado do jogo não espelha as dificuldades sentidas pelo Real. É verdade que as dificuldades surgiram mais das falhas na finalização do que à réplica da equipa ribatejana. No entanto, a incerteza no marcador durou até ao segundo golo do Real, marcado apenas aos 82'.

O primeiro lance de algum perigo ocorreu ao terceiro minuto, num cruzamento remate de Ladeiras que obrigou Travessa à primeira defesa do jogo. Aos 13', Ladeiras assiste Tino de cabeça mas o avançado remata por cima. Doze minutos depois, bom lance do Real começa com uma triangulação entre Tino e David Rosa, com o avançado a cruzar para o remate de Miguel Cardoso ir parar a Ladeiras cujo remate sai a rasar o poste direito à guarda de Travessa. Pouco depois, num canto, Araújo salta sem oposição na área mas a cabeçada sai por cima. Ao minuto 28, livre apontado por Ladeiras, com Liangxuan Gong a surgir de rompante e a cabecear para a barra, no que teria sido um grande golo. Três minutos depois, um cruzamento largo de Tino obriga Travessa a colocar a bola sobre a barra. Do canto surgiu o golo que o Real já justificava. Ladeiras aponta o canto, Araújo falha o primeiro remate de pé direito mas fica sem a marcação de Diogo Costa, desferirindo remate certeiro de pé esquerdo. Cinco minutos depois, o Real esteve novamente perto do golo. Kifuta ganha no ombro-a-ombro com Bernardo e coloca a bola em Miguel Cardoso que, frente a Travessa, remata à figura. Até ao intervalo, o Cartaxo ainda procurou reagir mas sem criar perigo.


Para a segunda parte, o técnico da casa trocou Sá e Tiago Montez por Morgadinho e Toscano, mas a toada do jogo manteve-se. Logo no primeiro minuto, em mais um livre de Ladeiras, Kifuta cabeceia ao lado. Aos 51', Miguel Santos (de regresso ao miolo após ter rendido Araújo como central frente ao Lourinhanense) remata para defesa de Travessa. Dois minutos depois, Kifuta, com um toque de cabeça, coloca Miguel Cardoso na cara de Travessa mas o remate do ainda júnior sai por cima. Aceita-se o remate apesar de Tino surgir numa posição mais frontal. No minuto 57, um passe longo de Araújo isola Ladeira mas Travessa volta a fazer bem a mancha, evitando o segundo golo visitante. Cinco minutos depois, João Silva troca Miguel Cardoso por Ventura. O Real não marcava o segundo golo e o Cartaxo ía ganhando confiança de que poderia chegar ao empate. Aos 72', Diogo Costa rematou à trave. O canto que se seguiu foi o primeiro de três consecutivos mas seria o único a criar perigo, com David Rosa a afastar a bola que se dirigia para as redes após saída de André Martins. No minuto 76, João Silva volta a mexer na equipa. A entrada de Tomás para o lugar de Miguel Santos viria a revelar-se extremamente feliz. O jovem de 21 anos estreava-se na equipa do Real e ainda não sabia que se iria tornar no primeiro estreante a bisar pela equipa principal do Real. Dois minutos depois, registar-se-ia a última alteração no Real, com a saída de Tino e a entrada de Bernardo. Aos 81', e no mesmo lance, a bola ronda a baliza do Cartaxo em dois momentos mas a vantagem mínima visitante mantinha-se. No minuto seguinte, seria em contra-ataque que o Real chegaria ao segundo golo. O lance começa e termina em Tomás após assistência de Ventura. A equipa da casa estava finalmente derrotada. A partir daí, a superioridade do Real foi ainda mais evidente. Já em período de compensação, Tomás, na execução perfeita de um livre de pé esquerdo, faria o 0-3. No recomeço, o Cartaxo perde a bola e o Real volta a marcar. Paulinho tabela com Ventura, dribla Travessa e finaliza sem dificuldade. A bola voltou ao grande círculo mas o apito final soaria segundos depois.

+
Apesar de mais uma derrota caseira, destaco as qualidades do capitão do Cartaxo. Joga a central mas sai bem a jogar e coloca a bola à distância com algum rigor. Acabou a jogar na frente, numa opção de procura pelo empate que acabou por se revelar errada.

No Real, boa estreia do lateral esquerdo Liangxuan Gong e do já referido Tomás.

Destaque ainda para a presença, ainda que reduzida, da claque do Real, merecedora de agradecimento especial da equipa no final da partida.

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A generalidade dos clubes chegou a uma situação financeira tal que recorrem a subterfúgios criativos, como se verificou no domingo.

sábado, 6 de outubro de 2012

Mau resultado, melhor exibição

30/9/2012
REAL SC-SC LOURINHANENSE 0-1
Arb: Frederico Martins (AF Lisboa)
Real-André Martins; David Rosa (cap.), Jibril, Miguel Santos e Rui Loures; Paulinho, Ladeiras, Ventura e Mota; Kifuta e Caramelo
Tr. João Silva
Lourinhanense-Dario; Diogo Bento, Edgar Garcia, Marco Ramos (cap.) e Nélson; Bruno, José Carlos e João Ferreira; Paulinho, Pedro Fonseca e Ricardinho
Tr. Luís Brás

O primeiro lance da partida termina com uma falta assinalada sobre Kifuta. Do livre nada resulta mas a camisola de Kifuta é puxada dentro da área, como é patente nas imagens. Ao 3º minutos, contra ataque do Lourinhanense coloca Ricardinho frente a André Martins mas o guarda-redes do Real leva a melhor, desviando para canto. Dois minutos depois, David Rosa coloca a bola na cabeça de Caramelo mas a bola sai à figura de Dario. Só aos 16’ se voltou a assistir a um lance digno de registo quando um livre de Ladeiras passa perto da baliza mas Dario parecia ter o lance controlado. Pouco depois, Kifuta remata à figura num lance rápido de contra-ataque do Real. Aos 23’, os visitantes estiveram perto do golo. Ricardinho, na área, consegue passar por Jibril e Rui Loures, rematando cruzando para boa intervenção de André Martins. A resposta do Real surgiu quatro minutos depois. Entre os centrais do Lourinhanense, Kifuta cabeceia ao lado. No minuto seguinte, Edgar cabeceia por cima na sequência de um livre apontado por Ricardinho. À meia hora de jogo, lance rápido de ataque do Real com Kifuta a procurar colocar a bola em Caramelo mas esta para nas mãos de Dario. Dois minutos decorridos, Caramelo mostra que a veia goleadora está pouco apurada num lance em que ganha a bola na área mas permite a antecipação de Bruno. Mesmo em cima do intervalo, duas chances de golo, uma para cada equipa. Primeiro foi Ricardinho a cruzar para Pedro Fonseca cabecear ao lado. Depois, em contra ataque, Caramelo não consegue colocar em Ventura que ficaria isolado. O nulo aceitava-se ao intervalo.



O primeiro lance de algum perigo no segundo tempo veio de Paulinho, com um remate que saíu por cima aos 51’. Onze minutos depois, já com Tiago Morgado no lugar de Mota e Paulo Ricardo no lugar de João Ferreira, o Real está muito perto do golo. Caramelo desmarca Kifuta com um passe entre os centrais do Lourinhanense mas, perante a saída de Dario, Kifuta desvia com a bola a sair ao lado. O jogo cairia de qualidade e só voltaria a animar-se aos 81’. Tino, entrado aos 69’ para o lugar de Ventura, remata para defesa de recurso de Dario. No minuto seguinte, numa altura em que o Lourinhanense parecia satisfeito com o empate, surgiu o lance decisivo da partida. O jovem Paulo Ricardo pica a bola para as costas da defesa do Real, onde surge Portela em posição muito duvidosa. O avançado do Lourinhanense coloca a bola em Pedro Fonseca que é derrubado por Miguel Santos. Numa segunda parte em que o Real havia sido a única equipa a criar perigo, os visitantes tinham uma grande penalidade para chegar à vantagem. Na conversão, Pedro Fonseca coloca a bola para o lado direito de André Martins, fazendo aquele que foi o primeiro golo de sempre do Lourinhanense frente ao Real. Pouco depois, o lance mais negativo da partida. Uma troca de palavras entre Jibril e Edgar termina com o central do Real a dar uma cabeçada ao central do Lourinhanense e este a cair em câmera lenta. Lamentável um e outro. No minuto 89’, o Real está perto do empate por duas vezes. Primeiro foi Paulinho a rematar de fora da área para grande defesa de Dario. A bola sobrou para Kifuta que rematou para nova defesa de Dario, ficando a bola a "pingar" na pequena área mas sem que Pratas conseguisse fazer golo. Durante os cinco minutos de compensação concedidos pela equipa de arbitragem, seria o Lourinhanense a estar perto do 0-2 num lance fortuito. Ladeiras vê amarelo por falta sobre Diogo Bento. Na marcação do livre, ainda no meio campo defensivo lourinhanense, Paulo Ricardo coloca a bola na área onde Pedro Fonseca ganha a Miguel Santos e cabeceia à barra. Antes do apito afinal, o Real ainda conquistaria dois cantos consecutivos mas sem criar perigo.


Sinal +
Caramelo e Kifuta - apesar de não terem marcado, a dupla atacante mostrou já algum entendimento, prometendo golos para os próximos jogos.
Ricardinho – o experiente extremo esteve muito activo durante toda a partida, sendo responsável pelos melhores lances da sua equipa.
Paulo Ricardo – aos 17 anos, este jovem ex-Sporting parece ter futuro. A rever.