segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O candidato é o visitante ?

Marcado para as 17h30 devido ao jogo Loures-Caldas (2ªDivisão Nacional de Juniores), o Loures-P.Pinheiro do passado sábado foi presenciado por diversos atletas de outros clubes. Tojal, Venda do Pinheiro, Malveira e Ericeirense, estiveram presentes com atletas, técnicos e dirigentes, num momento raro permitido apenas pela hora tardia a que o jogo começou.

O objectivo era observar o Loures, 2º classificado, mas o Pero Pinheiro foi melhor desde o primeiro minuto. Organizado, saía rápido em contra-ataque. Foi num desses lances que se deu o primeiro dos dois momentos do jogo. Minuto 16 e expulsão do guardião do Loures. Nuno Almeida (com passagens por Lourinhanense e Cacém) viu vermelho directo por defender fora da área com a mão. Pouco depois, o endiabrado Serrinha (médio oriundo do Linda-a-Velha) remata à trave.


Aos 37´, nova oportunidade de golo para os visitantes, com Nuno Duarte (ex-Cacém e com passagens pelo Loures, Real, 1ºDezembro e Sintrense) a não conseguir desfeitear o jovem guardião Hugo que fez uma boa mancha.

Já se jogava o período de compensação do primeiro tempo quando o Loures se aproximou com perigo (ainda assim relativo) da baliza de Ginja.

O segundo tempo começa com uma boa reacção do Loures, mas sem criar perigo para a baliza do Pero Pinheiro, excepto aos 65’, quando o número 18 do Loures não conseguiu desviar a bola de Ginja, num frente-a-frente com o guardião adversário.

Dois minutos depois, Nuno Duarte, apesar de sempre marcado por perto pelo capitão Varela (jogou no Vialonga, Samora Correia, Ol.Moscavide e Tires), cabeceou sobre a trave.


O segundo momento decisivo do jogo estava reservado para o minuto 78. Livre frontal à área do Loures, pequeno desvio de Brito (36 anos – jogou na Liga de Honra com as camisolas de Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões) para a sua esquerda, de onde Vítor aplicou um fortíssimo remate ao ângulo direito da baliza de Hugo, sem qualquer hipótese para o jovem guardião do Loures.


Os últimos minutos mostraram um Loures desesperadamente em busca do empate, mas sem voltar a criar perigo, apesar de alguns lances confusos na área visitante, derivado do futebol directo do Loures.

Num fim de tarde em que o jogo terminou com iluminação artificial, o Loures poderia ter chegado à liderança, aproveitando a derrota do Oeiras.

Ainda se jogava a primeira parte...

No entanto, Ginja, Toninho, Leandro, Vasco Franco, Vítor, Aguiar, Maruca Adilson, Marquinhos, Serrinha e Nuno Duarte não o permitiram. São agora uma aposta para a luta da subida, a par dos já referidos Oeiras, Loures, sem esquecer o Malveira. Pedro Abranja, técnico que conduziu o Ericeirense à vitória na Taça da AF Lisboa da época passada, continua a mostrar credenciais.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Meias a duas mãos


As meias-finais da Taça de Portugal desta época serão disputadas a duas mãos. Já li várias “notícias” que referem ser a “primeira vez” que isso ocorre. Nada mais errado.


Desde a sua primeira edição (1938/39) até à época 1970/71, apenas se registaram sete épocas em que as meias-finais não foram jogadas em duas mãos. Houve mesmo épocas em que todas as eliminatórias se disputavam em dois jogos.

Já agora, Sporting e Benfica foram os últimos finalistas apurados a duas mãos, eliminando V.Setúbal e Tirsense, respectivamente. Nenhum dos quatro jogará a passagem à Final desta época.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Futebol Benfica-Elvas - 15.2.2009

Domingo passado, o “O Elvas” deslocou-se ao Francisco Lázaro para defrontar uma equipa com objectivos idênticos. Em luta por um dos 6 primeiros lugares que garantem a manutenção e lutarão pela subida, “O Elvas” e Futebol Benfica disputaram um jogo interessante.

Os dois guarda-redes tiveram pouco trabalho ao longo da partida, mas acabou por ser um erro de um deles a deteminar o resultado final. JOÃO GODINHO, formado no Benfica e que passou as últimas três épocas no Oriental, teve uma saída em falso que foi aproveitada pelo rápido JANU para, de pontapé de bicicleta, fazer o único golo da partida. Jogava-se o 14º minuto da primeira parte.


O jogo continuou equilibrado mas sem grandes lances de perigo. O longilíneo MAURO (chegou a jogar na Liga de Honra pelo Gondomar) esteve sempre muito marcado pelo possante ALEX, enquanto que JANU, para além do golo, se revelou um jogador prometedor mas algo inconsequente.

Mauro sempre acompanhado

O décimo minuto da segunda parte foi marcado pela expulsão (exegerada) de GLAEDSON. Uma espécie de arma secreta como suplente utilizado no Santa Clara de primeira (2001/02), tendo mesmo marcado frente a V.Guimarães e Farense, cumpre a segunda época nos alentejanos, onde é o responsável por todos os lances de bola parada. Aos 39 anos, o índio do Amazonas encontrou no Alentejo o local em que, muito provavelmente, terminará a carreira, após passagens pelos Açores (Micaelense), Algarve (Olhanense) e pela Madeira (Portosantense).


O pequeno 11 dos alentejanos saltou com PEDRO, médio do Fofó, atingindo este na face. O árbitro mostrou o cartão vermelho e o jogo parecia terminado.

Mas “O Elvas” reagiu muito bem à expulsão, tomando conta do jogo. O Fofó é que parecia jogar com 10, passando por momentos aflitivos e que provocaram nervosismo e discussões entre os atletas. Como gritou diversas vezes o capitão VITAL (chegou a ser contratado pelo V.Guimarães há uns anos atrás), a equipa não conseguia manter a bola longe da sua área durante dois minutos que fosse.

Aos 78 minutos, PAULO MENDES (técnico que, como jogador, foi Central do Benfica, Nacional e Est.Amadora) arriscou tudo. Tirou IVO, lateral esquerdo (formado no Sporting e no Belenenses) pequeno e raçudo a fazer lembrar João Pereira e colocou o único membro do clã Vidigal convocado, o jovem TIAGO. Antes já entrara VASCO MALHADO, jovem alentejano com passagem pelas camadas jovens do Belenenses. Apesar da estatura mediana, revelou uma excelente impulsão, ganhando todos os lances de cabeça no meio-campo. Apesar da aflição, a equipa do capitão GONÇALO (sempre em acção no miolo, apesar de amarelado desde os 24 minutos de jogo) manteve a vantagem no marcador, garantindo 3 pontos preciosos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Oeiras-Freiria - 1.2.2009



Numa altura em que Sporting e Bolton discutiam uma eventual transferência de Miguel Veloso para Inglaterra, o pai Veloso sofria no banco da AD Oeiras.

António Veloso está à frente do comandante da Divisão de Honra (DH) da Associação de Futebol de Lisboa (AFL). No Domingo recebeu o Freiria SC, clube que faz apenas a segunda aparição na DH e que há 5 anos jogava no degrau mais baixo do futebol distrital lisboeta. A fazer um campeonato bem acima do esperado, a equipa do Treinador-Jogador Puskas (antigo jogador de Mafra e Malveira) empregou ao jogo com o líder a competitividade que a sua classificação antecipava.

A perder por 1-0 após cabeceamento do central Meireles, os visitantes viram o seu número 10 saír, por lesão, aos 36 minutos de jogo. Para o seu lugar, entrou o holandês Ruud que, quatro minutos depois, deu a melhor conclusão à excelente jogada do capitão Luís Luz. O número 8 do Freiria foi mesmo dos melhores jogadores em campo.


A equipa da casa pareceu algo surpreendida com o golo e só se encontrou na segunda parte, depois do central Luís Pinto (Freiria) ter desperdiçado uma grande penalidade.


O relógio marcava 52 minutos de jogo. A equipa da casa ganhou novo ânimo em busca do golo da vitória que acabou por chegar pelo ex-júnior Leonel.


Os últimos vinte minutos viram um jogo partido e muito aberto, mas sem alterações no resultado.

O Oeiras não demonstrou o porquê de ser líder, enquanto que o Freiria mostrou capacidade para se intrometer na luta pelos primeiros lugares.

OEIRAS-Tiago; Edson, Meireles, Lima e Kalifa; Nuno Alves, Barbosa (Fred 80’), Geraldino (Leonel 45’) e Luís Carlos; Ricardinho (Jorge Cordeiro 45’)(Diniz 77’) e Rabá

Tr. António Veloso

FREIRIA-Gil; Gonçalo Ricardo, Estêvão Gerson, Luís Pinto e Puskas; Tiago Carmezim, Luís Daniel, Bruno Carvalho e Luís Luz (Pedro Camilo 83’); Diogo Ribeiro (Ruud 36’) e Elson

Tr. Puskas

GOLOS – Meireles (17’), Ruud (40’) e Leonel (71’)
AMARELOS – Meireles, Lima e Nuno Alves (Oeiras) e Luís Daniel (Freiria)

Destaques:

Oeiras – os jogadores que mais prometiam desiludiram. Os experientes Lima, Barbosa e Jorge Cordeiro não fizeram jus aos respectivos currícula. O ponta-de-lança Rabá foi de uma ineficácia total. O brasileiro Luís Carlos, grande destaque goleador ao longo da época, desiludiu apesar de se perceber ter um bom pé esquerdo. Pela positiva, nota para o Nuno Alves (25 anos), médio com passagens pelo Tourizense, Académica B, D.Beja, Tires e Alcochetense. Sempre em jogo, tanto passa com segurança como corta com convicção. Os laterais Edson e Kalifa subiram sempre muito bem mas só foram bem acompanhados por Leonel e Fred, jovens que ainda na época passada fizeram parte da equipa de Juniores da ADO que tão boa conta de si deu na 1ªDivisão Nacional da categoria.

Freiria – o médio Bruno Carvalho passou pelas camadas jovens do Odivelas e já jogou no Unidos e no Fanhões. Os ex-pupilos de António Veloso no Malveira, Diogo Ribeiro, Estêvão Gerson e Tiago Carmezim emprestam qualidade a uma equipa que constituíu uma agradável surpresa. O guardião Gil, brasileiro que o Oeiras foi buscar a Minas Gerais há dois anos, pareceu seguro e o Treinador-Jogador Puskas dá toques de classe, apesar de algo pesado. O loiro Ruud fez aquilo que se associa a um ponta-de-lança oriundo daquela zona da Europa – não desperdiçar oportunidades de golo. O brasileiro Elson mostrou bons pormenores mas foi bem marcado.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Líderes mas pouco


Diga-se o que se disser, o futebol é, acima de tudo, um jogo. Como tal, está sujeito a imponderáveis de vária ordem, desde falhanços dos actores principais até erros de arbitragem.

A constatação destes factos aparentemente tão óbvias surge-me como necessária numa altura em que muito se fala dos erros de arbitragem que têm (é um facto) ocorrido.

É nestas alturas que mais importância se atribui à ponderação dos responsáveis, principalmente ao nível das suas intervenções públicas.




E é neste contexto que a forma como Paulo Bento analisou o lance que deu a vitória ao Sporting em Vila do Conde ou a esquiva de Jesualdo Ferreira à flash interview após o jogo em Braga, dão que pensar.

O primeiro, confrontado com uma evidência que não poderia negar, recordou incidentes do jogo de 1 de Novembro a contar para o campeonato. O segundo, depois de ter aproveitado uma flash interview para aludir a critérios de arbitragem num jogo em que não participara, vem dizer que não é "analista de arbitragem".

A falta de cultura desportiva é um dos maiores problemas do futebol português e os exemplos, como se vê, vêm bem de cima.

No meio de tudo isto, destaque-se pela positiva, as palavras de Jaime Pacheco, mesmo depois de um jogo em que (também ele) viu a sua equipa ser prejudicada por juízos arbitrais.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Jardim Ronaldo

Alberto João Jardim é um brincalhão e isso não é novidade. Dizer que Cristiano Ronaldo é produto de uma “política desportiva” que começou no Andorinha e passou pelos Juniores do Nacional é das melhores piadas dos últimos tempos. Se dependesse da “política desportiva”, Cristiano Ronaldo seria hoje um dos (poucos) madeirenses que procura um lugar no onze do Marítimo ou do Nacional, clubes que recebem milhões do Governo Regional e que compõem os seus plantéis com jogadores estrangeiros, onde os madeirenses são presenças raras.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Há muitos, seus palermas!


Está quase a completar 30 anos e só agora se estreou no escalão principal. Chama-se Nuno Filipe Rodrigues Silva mas é mais conhecido por REGUILA.

Começou nos Juvenis do Merelinense e fez seis anos como sénior do Sporting de Ucha, dos Distritais de Braga.

Só em 2002/03 se estreou nas competições nacionais, numa época em que ajudou o Trofense a subir à 2ªB com os seus mais de 20 golos.

Desde então só em 2004/05 não representou o clube da Trofa. Esteve no Gondomar mas só fez 4 golos, regressando à Trofa.

Esteve na subida à Liga Vitalis, onde apontou 11 golos na época de estreia trofense (2006/07) e 4 na época passada, quando não foi a opção principal para o ataque de António Conceição.

Esta época também não tem sido primeira opção, pelo que só agora se estreou a marcar, e logo frente ao Benfica, num jogo que fica para a História do Trofense.

Quando muito se fala no reduzido aproveitamento das camadas jovens por parte dos clubes portugueses, é caso para recordar que há muito talento nos escalões secundários que nunca tem uma oportunidade de mostrar serviço noutros palcos.

Há por aí vários “reguilas” que muito jeito dariam no escalão maior, mas parece haver mais interesse na contratação por DVD do que pela observação dos jogos das, por exemplo, 2ª e 3ªs divisões. Porque será ?