sábado, 15 de dezembro de 2012

Um ponto ganho ou dois pontos perdidos ?

9/12/2012
Estádio Municipal de Ponte de Sôr
ELÉCTRICO FC-REAL SC 0-0
Arb:Jorge Ladeiras (AF Santarém)
Eléctrico-Passarinho; Balela, Jojó, Carlos Carneiro e Nivaldo; Crisanto, André Dias e Rui Costa; Serginho, Billy (Cap.) e Yoruba
Tr.Américo Rosa
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (Cap.), Miguel Santos e Liangxuan Gong; Paulinho, Bernardo e Ladeiras; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva


A deslocação do Real a Ponte de Sôr não se afigurava fácil. Para além de ainda não ter sofrido golos em casa, o Eléctrico só não derrotou o Fabril, com quem empatou a zero. Mas apesar de defrontar uma equipa bem mais experiente (média de 27 anos no onze inicial), o Real foi sempre a equipa mais perigosa e, a haver um vencedor, teria de ser o Real.

Logo aos 4', Pratas esteve perto de inaugurar o marcador. Os lances de perigo escassearam mas pertencerem na sua maioria ao Real. Aos 22', um canto favorável ao Real termina com o cabeceamento de Tomás à figura de Passarinho. Dois minutos depois, num canto apontado por Tomás, é Bernardo a estar perto do golo. O Eléctrico não criava perigo e só aos 33' faz um remate (Nivaldo) à baliza mas que sai muito ao lado. Ainda assim, e apesar do Real terminar o primeiro tempo em cima do Eléctrico, não se registaram lances de perigo evidente.

Na segunda parte, o Eléctrico mostrou-se um pouco mais. Aos 48', registo para um bom movimento de Yoruba à entrada da área com um remate à meia volta para defesa atenta de André Martins. Quatro minutos depois, Paulinho cruza mas Passarinho não permite o desvio de Pratas para as redes. Pouco depois, Pratas chega antes do guardião a um cruzamento de David Rosa mas a bola sai ao lado. No minuto seguinte, uma perda de bola de Billy dá início a um lance em que Tomás entra pelo flanco esquerdo e remata forte mas às malhas laterais. O Real estava por cima e tinha três lances de perigo em três minutos consecutivos. O jogo entraria num período algo incaracterístico com muitas perdas de bola de parte a parte. Havia que alterar algo e João Silva foi o primeiro a tomar a iniciativa quando, aos 64', trocou Ventura por Tino. Dois minutos volvidos, o Real voltaria a estar perto do golo. Livre de Ladeiras e cabeceamento de Gong por cima. Entretanto, o técnico da casa fez uma dupla alteração. Trocou Rui Costa e Serginho por Mauro e Oliveira. No Real, haveria troca de avançados - Pratas por Caramelo. Quatro minutos em campo e o avançado do Real está perto do golo. Lance muito disputado no miolo acaba por ir parar a Caramelo que coloca em Tomás no lado direito. Tomás devolve a Caramelo em posição frontal mas Jojó antecipa-se. No minuto 77, Billy é rendido por Alberto e Crisanto passa a capitanear o Eléctrico. Pouco depois, Alberto entra pela direita mas é batido pela defesa do Real quando se preparava para rematar. A sete minutos do fim do tempo regulamentar, surge a última substituição da partida, com a saída de Tomás para a entrada de Mota. Assim que entrou, Mota rematou de fora da área ao lado. Pouco depois, bom lance de Mota que desmarca Caramelo. O avançado passa pelo Guarda-Redes e remata para a baliza mas Jojó volta a evitar o golo do Real naquela que foi a oportunidade de golo mais flagrante de toda a partida. Aos 87', bom lance de Oliveira que flecte para o centro e remata. Miguel Santos desvia para canto, do qual nada de relevante resultou. O árbitro concedeu quatro minutos de compensação que durariam apenas três e meio. Diga-se que este terá sido o erro mais evidente do árbitro em todo o jogo, o que é digno de elogio. No período extra, registo para um livre de David Rosa para a área onde surge Gong a cabecear mas a bola ainda é desviada por um defesa da equipa alentejana. O último remate pertenceria ao Eléctrico num lance confuso em que a bola chega a Oliveira que remata de muito longe e para defesa fácil de André Martins.

+
Mais uma exibição personalizada do Real
Excelente arbitragem
Jojó - pronto socorro da defensiva do Eléctrico
Bons vinte minutos de Oliveira na frente de ataque alentejana

-
O défice de finalização do Real continua a penalizar a equipa em termos classificativos

Messi, Independência e Benfica


1. Com o Barcelona já apurado para a fase seguinte da Champions, o jogo com o Benfica tinha uma importância reduzida para os adeptos culés. Apenas a ameaça de record no número de golos marcados num ano civil poderia aguçar o apetite. Com Messi no banco e o marcador em branco, os adeptos do Barça aproveitaram o apito do árbitro para o intervalo para pedir a entrada do argentino.

Quando Messi saiu para o aquecimento surgiu a primeira ovação da noite. Quando entrou em campo surgiu a segunda. Para um público habituado a assistir a espectáculos, a falta do artista maior é muito sentida.

Perante um atleta de outro planeta, a primeira reacção benfiquista foi dizer-lhe que não teria vida fácil. Luisão disse-o ao virar o argentino numa das primeiras vezes em que tocou na bola.

Mas a prestação de Messi naquela noite foi pouco memorável. Na verdade, se em vez de Messi se chamasse Rafinha, pouco mais do que dois livres sem perigo para Artur ficariam registados.

Mas o nome é Messi e isso ficou bem patente quando o mago procurou driblar Artur e este conseguiu afastar a bola dos pés do argentino, tendo o joelho esquerdo deste embatido no braço esquerdo do goleiro encarnado. O Camp Nou gelou e os insultos a Artur passaram a regra até ao final da partida. Messi abandonou o rectângulo de jogo com uma escolta de apanha-bolas como nunca vi antes. Fez-me lembrar imagens de atentados em que o atingido é levado com escolta especial.

2. O Benfica deslocou-se a Barcelona uma semana e meia após umas eleições autonómicas marcadas pela questão da independência e que resultaram num reforço dos partidos que defendem essa solução.

Neste contexto, as posições do Ministro da Educação do Estado Espanhol são como uma caixa de fósforos  lançada a uma fogueira. O Sr.Wert quer limitar o ensino do catalão nas escolas públicas. Para quem não sabe, a mera utilização do catalão era proibida durante o franquismo! A Constituiçao de 1978 consagra o direito ao ensino do catalão nas escolas públicas, pelo que esta medida constitui um retrocesso de mais de 30 anos, bem em linha com outro tipo de medidas reaccionárias que são impostas um pouco por toda a Europa.

Ao contrário do que possa pensar, o FC Barcelona, apesar de se assumir como símbolo da Catalunha, sempre teve uma postura algo ambígua durante a sua História. Não quanto à sua catalanidade, mas quanto à sua posição relativamente à questão independentista. Apesar da senyera continuar a estar na braçadeira usada pelo capitão de equipa, o clube deixou bem claro que, num cenário de independência, continuaria a disputar a liga espanhola.

Mas as caixas de fósforos tendem a incendiar os palcos mais neutros. A maior ovação que se ouviu durante o primeiro tempo ocorreu quando foi mostrada uma faixa gigante de crítica ao ministro Wert e pela defesa da língua catalã.

3. A equipa principal do Sport Lisboa e Benfica deslocou-se a Barcelona com uma missão complicada. Para garantir o apuramento para os Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões, não poderia fazer pior resultado em Barcelona que o Celtic na recepção ao Spartak de Moscovo. O Benfica entrou muito bem, assumindo as rédeas do jogo perante um adversário que poupou a quase totalidade das suas estrelas. Do onze inicial, apenas Puyol é titular de forma regular. Adriano (a central), Song, Thiago Alcântara e Villa estão bem mais habituados ao banco do que ao onze inicial. Os seis restantes só são chamados nestas ocasiões. Alheio às escolhas de Tito Villanova, o Benfica teve várias oportunidades para marcar no primeiro tempo mas não o conseguiu fazer. Ao intervalo, o resumo oficial da UEFA não continha um único lance de ataque do Barça, o que é elucidativo e, muito provavelmente, inédito. O resultado de Glasgow continuou favorável até ao minuto 84. Messi sai da partida de Camp Nou sem alvejar as redes benfiquistas mas Samaras ganha um penalty no Celtic Park. A partir daí, não se viu reacção extra por parte do Benfica. No estádio, nem sequer se percebeu que o Celtic estava já em vantagem no jogo e no apuramento para os Oitavos. Jesus tinha dito que não iria informar os jogadores do resultado do Celtic.

Se o Benfica conseguir fazer um percurso na Liga Europa semelhante ao que fez há duas épocas, quando caíu frente ao Braga nas Meias-Finais, ninguém se recordará do jogo de Camp Nou. Caso contrário, as perdidas de Rodrigo e Lima na primeira parte e de Maxi mesmo ao cair do pano serão tristemente recordados.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Primeira vitória caseira

25/11/2012
3ªDivisão Nacional - Série E - 9ªJornada
REAL SC-SU SINTRENSE 1-0
Arb:Carlos Cabral (AF Algarve)
Real-André Martins; David Rosa, Jibril (cap.), Miguel Santos e Liangxuan; Bernaro, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Ventura e Pratas
Tr.João Silva
Sintrense-Hugo Pereira; Pedro Pereira, Télis, Pedro Marques e Divaldo; Emanuel (cap.), Sandro e Rodri; Jorge Alves, Vítor Gomes e André Cacito
Tr.Luís Silva

O Sintrense entrou de forma bem afirmativa no jogo. Aos 16', o Sintrense criou perigo em dois momentos. Primeiro com uma cabeçada de Cacito por cima da trave e depois devido a um bom trabalho de Jorge Alves à entrada da área mas o remate saíu à figura do regressado André Martins. Seis minutos depois, um dos lances determinantes da partida, com o capitão sintrense a ser amarelado após colocar mão na bola. Aos 26', surgiu o primeiro cheirinho a Real quando Tomás trabalhou bem mas rematou fraco para defesa de Hugo Pereira. Mas o jogo voltaria a dar mais Sintrense. Seis minutos volvidos e um bom lance pelo flanco esquerdo do Sintrense termina com a bola a chegar a Cacito que roda bem mas vê David Rosa cortar para canto. A cinco minutos do intervalo, Tomás tem um passe excelente para Pratas mas a saída de Hugo Pereira evita o perigo para as redes do Sintrense. O jogo estava então equilibrado e veria novo lance relevante pouco depois.

Bernardo pica a bola para as costas da defesa sintrense onde surge Ventura a desviar para as redes à guarda de Hugo Pereira. As imagens só são esclarecedoras quanto à atitude do árbitro auxiliar. Este só assinala fora-de-jogo depois da bola entrar na baliza do Sintrense. O resultado mantinha-se assim em branco. Mesmo em cima do intervalo, ainda houve tempo para um remate de ressaca de Télis para boa defesa de André Martins para um canto de que nada resultou.

Talvez receoso da mostragem de um segundo amarelo, Luís Silva trocou Emanuel por Tiago Figueiredo. O seu irmão mais velho optou por manter Paulinho em jogo. Ganhou.

Trinta segundos da segunda parte foram suficientes para o Real chegar à vantagem. Tomás aponta o canto para a entrada de cabeça de Gong que se estreou a marcar pelo Real. Três minutos volvidos, Jorge Alves ganha espaço pela direita mas o remate sai ao lado da baliza do Real. Na resposta, David Rosa coloca a bola em Pratas que obriga à saída de Hugo Pereira de entre os postes, com o Guarda-Redes sintrense a derrubar o avançado do Real. O árbitro mostra apenas o amarelo mas Pratas ficava em posição privilegiada para rematar cruzado para as redes desertas, pelo que o vermelho não seria exagerado. Do livre que se seguiu, Tomás aponta mas ninguém desvia para golo. O golo fez muito bem ao Real que passou a controlar as operações no miolo, com uma pressão mais alta do que fizera no primeiro tempo. Aos 57', lançamento lateral de Pedro Pereira para cabeceamento de Cacito ao lado. Dois minutos depois, incursão de Tomás pela direita que termina com um cruzamento para a área onde Télis e Pratas disputam o lance com o avançado do Real a cair. O árbitro nada assinala e a bola sobra para David Rosa que remata com a bola a sair bem perto do poste, após desvio de Télis. No minuto seguinte, Sandro cai na área num lance com Gong mas as imagens não são esclarecedoras. Apesar de estar a perder, Luís Silva é forçado a reforçar o meio campo e troca Vítor Gomes por Bobó (63'). Um minuto depois, Jorge Alves cabeceia muito por cima. Aos 69', naquela que terá sido a sua única intervenção negativa na partida, Tomás inventa numa saída para o ataque, perde a bola e acaba por derrubar Jorge Alves. Vê amarelo. Do livre apontado por Divaldo não surgiu perigo. Aos 74', João Silva refresca o ataque, trocando Pratas por Caramelo. Esperava-se maior risco do Sintrense em busca do ataque, pelo que a opção por refrescar o ataque do Real e preparar-se para um jogo mais directo nas costas da defesa parecia ser a decisão mais acertada. E foi. Dois minutos mais tarde, Luís Silva confirma a leitura de João Silva, ao trocar Télis por Ricardo Feijó. Aos 82', livre apontado por Rodri, com mais um cabeceamento de Jorge Alves a sair por cima. Quatro minutos depois, o último lance de perigo relativo no jogo. Livre apontado por Pedro Marques a fazer chegar a bola à área onde Jorge Alves não consegue desviar para a baliza. Ainda houve tempo para a estreia do ex-júnior Romano, entrado para o lugar de Ventura. Nos 3' de compensação concedidos pelo árbitro algarvio Carlos Cabral, nada de relevante ocorreu.

Notas:

- Num jogo em que o Real praticamente ofereceu metade do jogo ao adversário, os três primeiros pontos da época conquistados em casa acabaram por nem ser muito sofridos. O Sintrense não criou oportunidades de golo e o Real ainda fez entrar a bola nas redes do Sintrense à beira do intervalo. Ainda assim, talvez o resultado mais adequado fosse um empate.

- Após o lamentável Real-Sacavenense (0-4) da época passada, os irmãos João e Luís voltaram a encontrar-se. Desta vez ao serviço de equipas do concelho de Sintra. Desta vez com a vitória a sorrir ao irmão mais velho.

- Apesar da braçadeira de capitão ter passado para Jibril, David Rosa jogou com a mesma garra de sempre. André Martins voltou à baliza em detrimento de João Ascenso. Oxalá estas alterações não tenham reflexos negativos na prestação colectiva da equipa. Para já, com a vitória frente ao Sintrense, tudo bem.

sábado, 24 de novembro de 2012

Real vs 100


Ao deslocar-se ao Alfredo da Silva para defrontar o Fabril, o Real preparava-se para defrontar o 100º adversário da sua ainda curta História. O oponente mais frequente é o Carregado, com quem o Real já jogou em 20 ocasiões, com sete vitórias para cada um dos conjuntos e seis empates. O desequilíbrio existe apenas na contabilidade dos golos (21-29). O Sintrense é o segundo clube que mais vezes defrontou o Real. Fará amanhã o jogo 15. Até agora, equlíbrio semelhante ao referido com o Carregado. Dois empates e seis vitórias para cada. Em golos, 14-19.

Considerando a forma como as competições ditas amadoras são organizadas, não surpreende que quase metade dos adversários (49) sejam filiados na AF Lisboa. Em segundo lugar, a grande distância, surgem os filiados na AF Madeira com 14. Destes, o Portosantense é o anfitrião e visitante mais regular, com dez partidas. Só depois surgem os clubes da AF Setúbal, com 8. Aqui, o clube com mais contactos com o Real é, com grande destaque, o Pinhalnovense, com quem já disputou 14 partidas. Curiosamente, o Real tem vantagem nos golos (19-16) mas tem menos uma vitória que o clube do Pinhal Novo.

O clube mais difícil de bater tem sido o Atlético que sofreu apenas uma derrota frente ao Real nos 14 jogos disputados. No entanto, mais de metade dos confrontos (8) terminaram empatados. Por outro lado, em oito partidas disputadas, o Real nunca foi derrotado por Carcavelos, Fontaínhas e Ponterrolense.

O Real sofreu pelo menos um golo de cada um dos 100 adversários com quem jogou. Os clubes que mais vezes marcaram ao Real são o Carregado (29) e o Loures (22). Dos clubes com quem disputou um mínimo de dez jogos, aquele que marcou mais golos ao Real foi o Olivais e Moscavide – 19. Nenhuma das dez partidas que o Real jogou com o Olivais e Moscavide terminou empatado – três vitórias do Real e sete dos lisboetas.

O clube que mais golos sofreu em jogos com o Real foi o 1ºDezembro (26). Apenas dois clubes não sofreram golos do Real. O Caniçal em duas partidas e o Amora que apenas jogou com o Real no jogo disputado há semanas atrás.

Dos clubes que o Real nunca bateu, aqueles com quem teve mais chances para o fazer (4 jogos) foram o Águias da Musgueira, Juventude de Évora e o Pontassolense.

O Real tem 100% de vitórias frente a 15 adversários, sendo que o SL Cartaxo é aquele que disputou mais jogos dos quais saíu derrotado – 5.

Dos 100 adversários defrontados até à data, doze têm presenças no escalão principal do nosso futebol. A saber: Elvas, Casa Pia, Atlético, Torreense, Barreirense, Oriental, Montijo, Fabril (ex-GD CUF), U.Madeira, Est.Amadora, Farense e Amora.

Os Tomba-Grandes



Apenas 18 edições da Taça de Portugal não tiveram eliminações de algum dos chamados “Grandes” por algum clube “não Grande”. O último clube a alcançar esta façanha foi o Moreirense, após eliminar o Sporting. Foi o 22º clube a entrar para este clube restrito. Se tivesse conseguido eliminar o Benfica na semana passada, teria passado a fazer parte de um clube ainda mais restrito. Refiro-me ao grupo de sete clubes que já eliminaram mais do que um grande na mesma época:

3x
Belenenses 39/40, 50/51 e 59/60
Boavista 74/75, 91/92 e 96/97

2x
Braga 65/66 e 97/98
Académica 38/39 e 2011/12

1x
Atlético 45/46
V.Setúbal 64/65
V.Guimarães 75/76

Ao longo da História da prova rainha do futebol português, apenas um clube eliminou os três grandes na mesma edição da prova. O CF “Os Belenenses” alcançou esta façanha na época de 1988/89. Na quinta ronda, recebeu e bateu o FC Porto por 1-0. Nas Meias-Finais, foi a vez do Sporting cair por 3-1. Na Final, o Belém eliminou o Benfica Campeão Nacional nessa época, por 2-1.

Aquilo que o Belenenses conseguiu sózinho em 1988/89, apenas aconteceu em cinco outras ocasiões. A primeira vez em que isso aconteceu foi na época 1974/75. O Belenenses eliminou o FC Porto nos Quartos-de-Final mas foi o Boavista que deixou marcas, ao eliminar o Sporting nas Meias e o Benfica na Final. Quatro épocas mais tarde, o FC Porto foi eliminado logo na segunda ronda na Amoreira, pelo Estoril Praia. Na quarta ronda foi a vez do Braga afastar o Benfica para, numa Final que deu em Finalíssima, o Boavista voltar a vencer a prova numa época em que os Grandes foram caindo. A terceira ocasião foi a já mencionada proeza belenense e a quarta foi logo na época seguinte (1989/90). O Marítimo eliminou o Sporting, o Benfica caiu em Setúbal e o Tirsense surpreendeu as Antas, numa época em que os Grandes ficaram de fora antes dos Quartos-de-Final. Nesta época, o Estrela da Amadora acabaria por vencer a Taça após finalíssima frente ao Farense. A penúltima época em que os Grandes foram eliminados da Taça foi em 1998/99. O Sporting caíu em Barcelos na quarta ronda para, na ronda seguinte, caírem Porto e Benfica frente a Torreense e V.Setúbal, respectivamente. Numa época em que nenhum dos grandes chegou sequer aos Oitavos-de-Final, a vitória no Jamor sorriria ao Beira Mar, numa Final inédita frente ao Campomaiorense. Finalmente, a época passada. A Briosa começou por eliminar o FC Porto com um categórico 3-0 e acabou por derrotar o Sporting no Jamor. À quinta ronda, foi o Benfica a cair nos Barreiros frente ao Marítimo.

Mas não se pense que eliminar os Grandes é tarefa fácil. Dos 22 clubes que já fizeram de Tomba-Grandes, apenas 7 derrubaram os 3 grandes em algum momento. O FC Porto já foi eliminado por 16 clubes não grandes, sendo o Belenenses o mais habitual desmancha prazeres (7 eliminações). O Sporting foi já eliminado por 15 clubes, sendo o V.Setúbal o mais frequente (6 eliminações). Finalmente, o SL Benfica. Apenas metade dos clubes que já eliminaram Grandes, o conseguiu fazer frente aos encarnados. Destes, o destaque maior vai para o V.Setúbal, com 6 eliminações. Aqui fica o quadro global dos Tomba-Grandes:

Clube
Total
FCP
SLB
SCP
CF "Os Belenenses"
16
7
4
5
Vitória FC - Setúbal
16
4
6
6
Boavista FC
9
1
3
5
SC Braga
8
1
4
3
AA Coimbra
6
1
2
3
Vitória SC - Guimarães
6
2
2
2
CS Marítimo
4
1
2
1
Atlético CP
3
2
1

FC Tirsense
3
2

1
Leixões SC
3
1
2

GD Estoril Praia
2
2


Lusitano GC - Évora
2
1

1
SC Farense
2
1

1
SCU Torreense
2
1

1
A Naval 1ºMaio
1


1
FC Barreirense
1
1


Gil Vicente FC
1


1
Gondomar SC
1

1

Moreirense FC
1


1
Rio Ave FC
1


1
SC Covilhã
1
1


Varzim SC
1

1


  * - Para disputar a Taça Latina, o Sporting prescindiu de disputar a segunda mão dos Quartos-de-Final (1952/53 com o Lusitano de Évora. A primeira mão terminara igualada a dois golos. Nas Meias-Finais, e apesar de ter vencido uma das mãos, a turma alentejana foi afastada da Final pelo FC Porto.

Épocas consecutivas sem tombar:

9
SL Benfica de 46/47 a 54/55
FC Porto de 79/80 a 87/88

6
Sporting CP de 42/43 a 47/48 e de 2004/05 a 2009/10

Épocas consecutivas eliminado por não-grande:

4
Sporting CP 87/88 a 90/91 – Farense, Belenenses, Marítimo e Boavista

3
SL Benfica 64/65 a 66/67 – V.Setúbal, Braga e Académica, 96/97 a 98/99 – Boavista, Braga e V.Setúbal, 2004/05 a 2006/07 – V.Setúbal, V.Guimarães e Varzim
FC Porto 41/42 a 43/44 – Belenenses, V.Setúbal e Estoril

Épocas consecutivas a eliminar Grandes:

3
Belenenses 39/40 a 41/42 –Porto, Sporting, Benfica e Porto
Boavista 90/91 a 92/93 – Sporting, Benfica, Porto e Sporting

2
Braga 80/81 e 81/82 – Sporting e Benfica
V.Setúbal 63/64 e 64/65 - Sporting, 66/67 e 67/68 – Porto e Sporting, 2003/04 e 2004/05 – Sporting e Benfica
V.Guimarães 2004/05 e 2005/06 – Porto e Benfica

O V.Setúbal eliminou o Sporting em duas épocas consecutivas (entre 63 e 65), o que continua a ser a única dupla eliminação em duas épocas consecutivas.

As eliminações dos Grandes por clubes de fora deste pequeno grupo também ilustram, ao longo dos anos, a perda de influência dos clubes de Lisboa face ao FC Porto e mesmo a ultrapassagem do Sporting pelos dragões, bem ilustrada no gráfico seguinte:


domingo, 18 de novembro de 2012

Começar bem e acabar mal

11/11/2012
GD Fabril Barreiro-Real SC 3-1
Estádio Alfredo da Silva, Barreiro
Arb:António Matias (AF Portalegre)
Fabril-Ruben Luís; Carlos André, Marinheiro, Rui Correia e Paulo Letras; Luís Conceição, Miguel Pimenta e Espanta; Bolinhas, Ruben Guerreiro e Catarino (Cap.)
Tr.Conhé
Real-João Ascenso; David Rosa (Cap.), Jibril, Miguel Santos e Liangxuan Gong; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tino, Tomás e Caramelo
Tr.João Silva

Jogava-se o vigésimo quinto segundo de jogo quando o central Rui Correia colocou a mão na bola dentro da área, provocando um penalty contra o Fabril. Após o apito inicial, os jogadores do Fabril trocaram a bola na zona defensiva mas foram surpreendidos pela pressão alta do Real. Tino recupera a bola a Miguel Pimenta e procura colocar em Caramelo quando Rui Correia corta com o braço. O árbitro mostra apenas o amarelo e Tino converte. O Real estava na frente e o Fabril teria de reagir. Foi isso que aconteceu de imediato até aos 11', altura em que surgiu o empate. A defesa do Real não consegue afastar a bola na área e o veterano Catarino coloca em Bolinhas que remata cruzado sem hipóteses para João Ascenso. Após o empate, o Fabril vai em busca da vantagem mas não causa perigo, limitando-se a testar a meia distância de alguns dos seus jogadores. Aos 15', Espanta tem a primeira tentativa, logo seguido de Miguel Pimenta por cima. Três minutos depois, é a vez de Ruben Guerreiro rematar por cima. AO minuto 21, mais Ruben Guerreiro para defesa de João Ascenso para canto. O Real encontrava imensas dificuldades para sair para o ataque. No minuto 23, o lesionado (?) Miguel Pimenta dá o seu lugar a Banana. Dois minutos depois, o recém entrado Banana coloca na área e Ruben Guerreiro desvia ao lado numa situação perigosa para as redes do Real. Aos 33', o irrequieto Ruben Guerreiro foge à marcação de Gong para uma zona frontal e remata para defesa apertada de João Ascenso. Logo de seguida, Gong vê o amarelo após derrubar Ruben Guerreiro. Aos 38', Ladeiras perde para Carlos André e derruba o lateral do Fabril. Vê o amarelo. Dois minutos depois, falta de Paulinho sobre Espanta no miolo e também vê amarelo. Os cartões para os jogadores do Real saíam do bolso do árbitro de Portalegre com muita facilidade. No minuto 41, o Real causa perigo pela primeira vez. Grande lance pela direita finalizado por Tomás para excelente defesa de Ruben Luís. Neste lance, o central Rui Correia volta a escapar à expulsão após derrube de Caramelo. O Real esteve perto do golo na sequência do canto. Tomás marca, Bernardo desvia ao primeiro poste mas Luís Conceição tira a bola quando Caramelo se preparava para encostar. Logo depois, mais um amarelo para um jogador visitante, desta feita porque Tino travou o contra ataque. Ao minuto 44, mais um remate de Espanta por cima. Ainda antes do intervalo, o veterano Catarino cabeceia muito por cima. Pouco depois soaria o apito para o intervalo. Apesar do maior domínio do Fabril, as chances de golo foram repartidas.


Para a segunda parte, João Silva troca o amarelado Liangxuan pelo estreante André Costa. Logo a abrir, o Real está perto do 1-2. Paulinho vê muito bem Tomás solto na área e entrega-lhe a bola. O esquerdino procura finalizar em arco mas o remate sai mal. Na sequência do lance, ainda houve lugar a um livre em que a bola é desviada na área mas sai ao lado. O Real entrava bem no segundo tempo. Aos 50', e apesar de rodeado por três jogadores do Fabril, Tomás consegue sair com bola e descobrir Tino à esquerda. O avançado do Real, perante a saída de Ruben Luís, fica entre o remate e o cruzamento, desperdiçando mais uma chance de colocar os visitantes em vantagem no marcador. Pouco depois, na zona defensiva do Real tem início um lance duplamente suspeito. Primeiro, Jibril dribla Ruben Guerreiro e é atingido pelo extremo do Fabril. Ainda assim, Jibril coloca a bola na frente onde Caramelo se isola frente a Ruben Luís mas vê o árbitro assistente assinalar fora-de-jogo muito duvidoso. Quanto a Ruben Guerreiro, ficou sem cartão. Aos 59', remate de Tomás para defesa fácil de Ruben Luís. Dois minutos depois, roubo de bola de Paulinho junto da linha divisória. O jogador do Real coloca em Caramelo mas Ruben Luís sai de forma rápida da baliza e faz a mancha. Logo depois, Conhé troca o (agora) apagado Ruben Guerreiro por Danilo. Cinco minutos volvidos e um cruzamento falhado de Bolinhas leva a bola às malhas laterais da baliza à guarda de João Ascenso. No minuto 69, Conhé troca Catarino pelo jovem Luís Costa.

O Real não chegou à vantagem. Chegaria o Fabril. Após um lançamento lateral, Banana ganha as costas a André Costa e cruza rasteiro. David Rosa afasta a bola que fica numa zona frontal de onde Espanta fuzila João Ascenso. Contra a corrente do jogo, o Fabril estava em vantagem. Logo a seguir, João Silva troca Ladeiras por Ventura e, quatro minutos depois, Paulinho por Mota. O jogo ficaria decidido ao minuto 77'. O lance do 3-1 surge a partir de um livre favorável ao Real marcado em cima da área do Fabril. Mota aponta mas a bola embate na barreira, dando origem a uma transição rápida em que a bola passa por Carlos andré e Bolinhas, regressa ao lateral que oferece a Banana para, no limite do fora-de-jogo, fazer o terceiro golo do Fabril. No reatamento, Caramelo viu amarelo por derrubar Bolinhas. O jogo entrou então numa fase sem grande interesse que só seria retomado nos últimos minutos. Aos 88', remate de Luís Costa para defesa complicada de João Ascenso. No minuto seguinte, em posição frontal, remate de Tino para defesa segura de Ruben Luís. Logo depois, Caramelo passa para Mota que procura o pé esquerdo perdendo o tempo suficiente que permite o acerto defensivo dos locais. O Real estivera perto de reduzir a desvantagem. Durante os três minutos de compensação concedidos pelo árbitro da AF Portalegre, ainda houve tempo para um bom trabalho de Mota à entrada da área mas em que o remate saíu fraco e ao lado.

+
Enquanto procurou apenas jogar futebol, Ruben Guerreiro foi o melhor jogador em campo. À beira de completar 24 anos, ainda vai muito a tempo de brilhar em palcos mais mediáticos.

Apesar da classificação actual não ser famosa, continuo a não ver uma equipa melhor que a do Real nesta Série E. Falta ver Sintrense, Eléctrico e Sacavenense. A finalização e várias decisões de arbitragem é que têm feito a diferença até agora.

-
5-1 em amarelos sendo que o amarelo do Fabril deveria ter sido vermelho no lance da grande penalidade. É este o resumo disciplinar do árbitro António Matias que, diga-se, não esteve mal em termos técnicos.

O factor vento esteve muito presente ao longo de toda a partida. Curiosamente, o Fabril acaba por chegar à vitória quando era o Real a jogar a seu favor.

domingo, 11 de novembro de 2012

Derrota injusta


4/11/2012-3ªDivisão Nacional-Série E-7ªJornada
REAL SC-AMORA FC 0-1
Arb:Pedro Silva (AF Lisboa)
Real-João Ascenso; David Rosa (Cap.), Jibril, Araújo e Liangxuan; Bernardo, Paulinho e Ladeiras; Tomás, Pratas e Kifuta
Tr.João Silva
Amora-Didó; Miguel Lorete, Tó (Cap.), Alex e Iny; Sampaio, Semedo e Rodinhas; Carlitos, Ju e Bruninho
Tr.José Meireles

Logo no primeiro minuto, Paulinho coloca a bola na área e Pratas está muito perto do desvio para a baliza. Dois minutos depois, Bernardo isola Tomás que, à saída de Didó, faz um chapéu demasiado largo. Era a primeira grande oportunidade desperdiçada pela equipa da casa. Aos 10', livre de Ladeiras para a área, com a bola a passar por vários jogadores sem que ninguém lhe tivesse tocado. À passagem do minuto 24, perante cruzamento de Tomás, Didó tem duas intervenções de recurso que afastam o perigo da área do Amora. Cinco minutos volvidos, Didó inventa e oferece um pontapé de canto ao Real. Daí surgiram dois momentos em que o Real poderia ter marcado. Primeiro por Araújo e depois por Kifuta. Aos 33', livre de Ladeiras que Didó desvia sobre a barra. A quatro minutos do intervalo, os dois guarda-redes estiveram em apuros por motivos distintos. Primeiro foi Didó que saíu em falso mas acabou por salvar o lance. Depois foi João Ascenso que saíu aos pés de Bruninho e precisou de receber assistência. No minuto 44, transição rápida do Real com Kifuta a colocar em Ladeiras mas o remate do médio sai à figura de Didó. Ainda antes do intervalo, Araújo derruba Bruninho e vê amarelo sem que se perceba se isso decorreu da falta ou de eventuais palavras dirigidas ao árbitro.


Após uma primeira parte em que só deu Real, João Silva aposta ainda mais no ataque, trocando o lesionado (?) Ladeiras por Caramelo. Curiosamente, foi o Amora a começar melhor. Canto apontado por Rodinhas que Kifuta quase desvia para a sua baliza. Aos 55', num livre à entrada da área, Rodinhas até parece falhar o remate que sai fraco mas é desviado pelo pé esquerdo de David Rosa. A alteração de trajetória bate João Ascenso no que seria o momento decisivo da partida. O Amora estava na frente do marcador sem nada ter feito para tal. O Real passou por alguma intranquilidade. Sampaio coloca a bola em Bruninho que ganha espaço entre os centrais mas não consegue isolar-se frente a João Ascenso. Aos 60', nova alteração no Real, com Bernardo a dar o lugar a Ventura. Dois minutos depois, confusão na área do Amora mas sem que o Real conseguisse criar perigo para Didó. No minuto 71, João Silva arriscou ainda mais ao trocar o lateral Liangxuan por Tino. José Meireles respondeu trocando Iny por Aguilar. Pouco depois, Rodinhas coloca a bola na área na marcação de um livre e Semedo cabeceia sem marcação ao lado. Aos 70', nova chance desperdiçada pelo Real com Tomás a rematar por cima. No minuto 77', grande passe de Caramelo para Tomás. Já na área, o jogador do Real adianta a bola e parece ser tocado por Sampaio. O árbitro assistente assinala pontapé de baliza em vez de grande penalidade. Pouco depois, um livre de Ventura obriga Dídó a defesa de recurso. De seguida, Ventura está próximo de fazer canto directo. Ao minuto 81', Rodinhas é rendido por Daniel Nhaga. Logo a seguir, Bruninho foge a Paulinho pela direita mas atinge o jogador do Real na face. A falta é assinalada mas o cartão fica no bolso do árbitro. No minuto seguinte, Araújo vê o segundo amarelo num lance em que uma bola aliviada pela defesa amorense ressalta no relvado para o braço do defesa do Real. Critério estranho este do árbitro Pedro Silva. O Real estava em desvantagem no marcador e ficava também em desvantagem numérica. No minuto 87', João Ascenso tem duas intervenções valorosas. Bruninho ganha no corpo a corpo com David Rosa e remata para boa defesa de João Ascenso. A bola sobra para Carlitos que remata para mais uma defesa de João Ascenso. No minuto seguinte, passe longo de Paulinho isola Caramelo mas o avançado procura colocar em Tino quando estava em posição para rematar à baliza. A um minuto do fim do tempo regulamentar, o técnico do Amora troca Bruninho por David Rodrigues. O árbitro concede uns escassos 4' de compensação, período em que aconteceu tudo menos futebol. Começou num lance entre Alex e Kifuta, com o avançado do Real a reclamar falta. O árbitro assistente chama o chefe de equipa que expulsa Kifuta. Na sequência da expulsão de Kifuta, também João Silva recebeu ordem de expulsão. O Real terminaria a partida com nove jogadores e sem o técnico no banco. Ainda houve tempo para três amarelos por perda de tempo ostensiva de Didó, Miguel Lorete e David Rodrigues. Mesmo antes do fim, livre de Ventura para boa defesa de Didó. Do canto nada resultou e o apito final soava.

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Parabéns ao Amora pela primeira vitória da época numa altura em que muito se fala sobre saídas de jogadores do clube.

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A dualidade de critérios disciplinar foi gritante, para além de ter ficado por marcar uma grande penalidade contra o Amora. O anti-jogo do Amora foi premiado pelos 4' de compensação. Rídiculo.

Em Peniche, o Real teve diversas oportunidades de golo e só concretizou três. Frente ao Amora, as chances foram uma mão cheia e não concretizou nenhuma. Nos jogos mais equilibrados não se podem desperdiçar tantas oportunidades até porque tendem a ser mais escassas.