sábado, 3 de outubro de 2009

Futebol Benfica-Sacavenense - Qualidade em Dia de Eleições

Em dia de eleições legislativas, Futebol Benfica e Sacavenense voltaram a disputar um jogo de futebol, após duas épocas em que disputaram escalões diferentes. O popular Fofó desceu da 3ªDivisão Nacional, enquanto que o Sacavenense regressou ao principal escalão do futebol lisboeta.


Jogava-se a 3ª ronda da Divisão de Honra da AFL desta época. À partida, esperar-se-ía uma partida desequilibrada a favor dos da casa. No entanto, a equipa do Sacavenense apresentou-se sempre desinibida, sendo mesmo aquela que apresentou o melhor futebol em campo. Aliás, registe-se que não me recordo de ver o Fofó jogar tão pouco, o que também contribuíu para o destaque do Sacavenense. No entanto, isto não impediu a vitória dos de Benfica, devido a um auto-golo logo a abrir a segunda parte e a uma boa finalização de Marmelo, a sete minutos do fim.


Mas o destaque maior da partida foi ter assistido a uma exibição cheia de qualidades de um tal de Godinho, jovem que não conhecia, o que só aguçou mais a minha curiosidade. Técnica, velocidade e semelhanças com Luka Modric, o internacional croata.

Partilhou com os colegas de equipa uma imensa vontade de vencer, mas via-se que a qualidade individual se destacava dos restantes. Jogo concluído com vitória do Fofó por 2-0 e voto depositado na urna, restava descobrir quem seria este Godinho. Aqui fica o resultado da “descoberta”.

Godinho é um jovem acabado de completar 20 anos. Formado no Belenenses, chegou mesmo a ser convocado para os sub-18 de Portugal. Na época passada, esteve no Atlético do Cacém até Dezembro, quando foi ajudar o Sacavenense a regressar à Divisão de Honra. Esta época, o Odivelas (2ªDivisão) foi buscá-lo. No entanto, aconteceu a Godinho algo que é cada vez mais recorrente. Ainda estávamos em Setembro quando Godinho se viu forçado a abandonar o Odivelas por “motivos profissionais”. Regressou ao Sacavenense. Por estes dias, o defesa belenense Barge referia-se ao facto de haver bons valores nas divisões inferiores do nosso futebol. Tem razão. Quando jogadores talentosos como Godinho têm de alinhar nos Distritais, algo de muito negativo se passa no nosso futebol. Neste caso, beneficia o Sacavenense.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oriental-Eléctrico - Não houve Taça em Marvila



ORIENTAL-Mota; Tiago Rosa, Tozé, Toni e Marcelo Henrique; Ségio Mendonça, Samarra, Serginho (Taroco 69’) e Valdo (Mané 90+5’); Pedro Andrade e Santiago (Vítor Gomes 79’)

Não utilizados-Bruno Costa, Daniel, Cissé e Kikas


ELÉCTRICO-Passarinho; Telmo, Vinícius, Da Silva e Carlos Santos (João Neves 67’); Edgar, Ibraime (Joca 79’), Cristiano e Vasco Campos (Galacho 62’); Rui Gomes e Wilson

Não utilizados-Sérgio e Hugo


Sempre que visito o Campo Eng. Carlos Salema (terreno do Clube Oriental de Lisboa) tenho sensações mistas entre o fascínio e a desolação. Fascínio pela História que se respira naquelas velhas bancadas. Desolação pela degradação do espaço. A maior parte dos espectadores presentes terão com toda a certeza imensas histórias para contar, desde os tempos em que o Oriental jogava na 1ªDivisão. Nos últimos anos, os adeptos do clube vão vivendo o clube entre as 2ª e 3ªDivisões.


Neste Domingo, jogava-se a 2ª eliminatória da Taça de Portugal e o adversário era o Eléctrico FC. O mesmo que, em 2006/07, também se jogava a 2ªEliminatória, veio a Marvila eliminar o Oriental no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Foi a única ocasião em que os dois clubes se defrontaram para a Taça.


Treinados por antigos internacionais do futebol português (Carlos Manuel e Francisco Barão), Oriental e Eléctrico disputaram um jogo típico da 2ªDivisão Naconal, escalão que ambos disputam, embora em zonas diferentes.


Equilibrado mas com algum domínio da equipa da casa, não foi um jogo com muitas oportunidades de golo. A primeira surgiria ao quarto de hora de jogo, quando Pedro Andrade cabeceou à trave, na sequência de um cruzamento de Valdo (o “Adebayor” do Oriental passou por Vialonga, Sesimbra, Abrantes, Juventude de Évora, Omonia Aradippou (Chipre) e Ac.Viseu). Acabou por ser um prenúncio do que aconteceria quatro minutos depois, quando o mesmo Pedro Andrade, à entrada da área, dominou uma bola no peito, rematando de imediato, não dando qualquer hipótese a Passarinho, guardião do Eléctrico. Aos 26 anos, Pedro Andrade jogou no Cacém e no Carregado. Está no Oriental desde Dezembro de 2007.



De forma surpreendente, o Eléctrico empatou na jogada seguinte. Na sequência de uma incursão pela esquerda, Wilson ganha espaço na área orientalista e remata cruzado à saída de Mota, fazendo o empate. A velocidade do avançado de 26 anos (ex-Pescadores) que não ficou no Moura por motivos físicos e que foi recebido num clube de escalão superior, onde tem sido figura de destaque neste início de época, foi determinante. No entanto, as oportunidades de aplicar a sua mais-valia não surgiram e a primeira parte concluíu-se sem notas de relevo. O cenário manteve-se até aos 21 minutos da segunda parte, quando Santiago (avançado de 28 anos com passagens pelo Futebol Benfica, Cacém, Malveira, Amora, Mafra e U.Micaelense) replicou a acção de Wilson no 1-1, colocando o Oriental em vantagem.

Em desvantagem, o Eléctrico procurou tomar conta do jogo. No entanto, só nos últimos minutos da partida teve duas oportunidades para empatar. No primeiro lance, o recém entrado Joca desvia ao lado, depois de “furar” bem entre os centrais do Oriental. No segundo, a velocidade de Wilson voltou a aparecer, mas a finalização foi deficiente. Até ao apito final, destaque para uma entrada mais ríspida de Toni, em que o filho homónimo do antigo jogador e treinador do Benfica, viu o vermelho directo.


Pouco depois, num lance clássico de contra-ataque, Taroco fecha o marcador e a eliminatória após driblar Passarinho e rematar para as redes desertas. O Oriental estava na 3ªEliminatória, onde já jogarão os clubes da Liga Sagres.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um dia para recordar




O dia 6 de Setembro de 2009 ficará para a História do Atlético Clube do Tojal. Foi o dia da estreia em competições nacionais. O jogo da primeira jornada da Série E da 3ªDivisão ditava a recepção ao Sport União Sintrense.


O primeiro onze escolhido por Joaquim Oliveira foi composto por Ginja; Flávio, José Carlos (Cap.), Leandro e Luís Dias; Mosca, Hélder e Stanic; Sandro, Tiago Cabral e Maia. Com uma média etária de 22 anos, o Sintrense começou com Rodolfo; César Cabrita, Rui Arroja, Sapo e Russo; Emanuel, Venda, Flávio Casal (Cap.) e Rui Barroso; André Cacito e Tiago Antunes.

Talvez devido à tardia confirmação de subida de divisão, o Tojal reforçou-se com jogadores de equipas que ficaram classificadas abaixo de si na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa da época passada, o que não é comum acontecer. Curiosamente, a única aquisição proveniente de um clube da 3ªDivisão (Maia) foi o primeiro jogador a destacar-se, ao desviar um livre de canto que ainda roçou a trave da baliza do Sintrense.


As dimensões reduzidas do Campo da Meia Laranja, agravado pelo vento forte e irregular que se fez sentir, contribuíram para um jogo muito directo durante o primeiro tempo. Neste tipo de jogo, a equipa da casa pareceu sempre mais à vontade. No entanto, já se percebia que o jogo mais colectivo e a bola na relva eram mais do agrado dos sintrenses. E esteve aqui a chave do jogo. Apesar de entrar mais perigoso no segundo tempo, a defesa do Tojal começava a sentir algumas difculdades a lidar com os movimentos atacantes da equipa de Paulo Morgado.


Aos 58’, o técnico do Sintrense faz entrar Veludo e Rúben Braga para os lugares dos esforçados Flávio Casal e André Cacito. Dois minutos depois, Rui Barroso tem uma boa arrancada pela direita que rasga a defesa tojalense, desmarca Tiago Antunes na esquerda e este cruza para o desvio de Veludo para as redes da baliza de Ginja.

Dez minutos depois, o guardião do Tojal teve um momento de infelicidade ao repôr de forma deficiente uma bola que foi bem aproveitada por Rui Barroso que desmarcou Rúben Braga para o segundo golo do Sintrense. Apesar de Joaquim Oliveira ter terminado com 3 avançados, o estreante Tojal acabou por não criar grande perigo para a defesa do Sintrense, que acabou por ser uma agradável surpresa.

No Tojal, destaque para o extremo Sandro (ex-Tires), jogador com um pique merecedor de um terreno com outras dimensões e para Maia (ex-Futebol Benfica), um avançado combativo mas sem espaços para as suas desmarcações. No Sintrense, o elemento decisivo acabou por ser Rui Barroso. No entanto, demonstrou ser um conjunto bem equilibrado em termos das capacidades individuais dos seus jovens elementos.


Russo, lateral-esquerdo que não coube no Carregado que João Sousa acabou por preparar para a Liga Vitalis, oferece segurança, raça e experiência, apesar de ainda não ter completado 28 anos.


Nota final para o facto das duas equipas serem bastante jovens. Exceptuando José Carlos (capitão do Tojal), o jogador mais “velho” em campo tinha 28 anos! Se nos lembrarmos que alguns destes atletas são formados em clubes como Belenenses, Benfica, Sporting ou Estoril, entre outros, é caso para perguntar em que escalão poderiam estar a actuar, se este nosso futebol fosse outro. Mas isso é outra conversa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Real estreia vitoriosa



REAL – Vítor Golas; Elves, Pedro Mendes, Eduardo Simões e Miguel Gonçalves (Ailton 54’); Dino, André Marins e Tigas; Diogo Rosado, Hugo Rosa (Diogo Amado 84’) e Wilson Eduardo (Diogo 59’).

Não utilizados – Bruno Fernandes, Zé Mário, William e David Rosa


FAMALICÃO – Rui Forte; Hugo Pinheiro (Zezé 45’), Gualter, Hélder e Talocha; Zé d’Angola, Magalhães, Sérgio Vasconcelos (Tozé 65’) e Nuno Cavaleiro; Luís Carlos (Diop 45’) e Diarra.

Não utilizados – André Ferreira, Serafim, Tó e Koné


A estreia oficial do Real era esperada com alguma expectativa, numa época em que um protocolo assinado com o Sporting, trouxe até Queluz-Massamá vários jogadores da equipa júnior leonina da época passada. O primeiro onze escolhido por Filipe Ramos incluía cinco ex-leões. O brasileiro Vítor Golas ocupou as redes do Real, enquanto que o central Pedro Mendes fez dupla de centrais com o experiente Eduardo Simões. André Martins jogou no miolo, enquanto que Diogo Rosado juntou mais adiantado em apoio a Wilson Eduardo.


As expectativas não foram goradas, pois o Real foi sempre melhor equipa, criando diversas oportunidades de golo. Apenas alguma ineficácia na finalização impediu o resultado de ser mais volumoso, apesar de boa réplica por parte da equipa famalicense, mesmo depois de ficar reduzida a dez unidades, por expulsão de Diarra. A expulsão resultou de uma mão assinalada na área famalicense. Da marcação do penalty resultou o primeiro golo da partida, com Diogo Rosado a não dar hipóteses a Rui Forte. Apesar de reduzido a dez unidades, o Famalicão arriscou na segunda parte e manteve o jogo em aberto até aos 78’ quando Ailton, num lance individual, foi ganhado espaço até fazer o segundo golo da partida. Na equipa do Real, destaque para Diogo Rosado. A qualidade é tão evidente quanto alguns tiques de vedetismo dispensáveis. Se a questão é falta de humildade, talvez possa receber algumas dicas de colegas como o pequeno André Martins, atleta que faz lembrar João Moutinho.




O Famalicão, apesar de estar de regresso aos Nacionais devido à desistência do Rio Maior, apresentou uma equipa que poderá lutar pela subida à 2ªDivisão. Composta por elementos experientes como o guardião Rui Forte (jogou pelo Esposende na Liga de Honra), o defesa Hugo Pinheiro (jogou no Chaves e no Espinho), os médios Nuno Cavaleiro (chegou a jogar na liga principal pelo Braga e Est.Amadora) e Sérgio Vasconcelos (formado no FC Porto, alinhou pelo Varzim na Liga de Honra), teve o defesa Serafim no banco. Serafim fez parte dos plantéis do Moreirense quando os cónegos alinharam no escalão principal.

domingo, 21 de junho de 2009

O renascer do Águias





Terminaram as suas séries em terceiro lugar, pelo que a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) convocou A-dos-Cunhados e Águias de Camarate para discutir o último lugar com acesso à 1ªDivisão Distrital. O A-dos-Cunhados apenas em duas ocasiões não alinhara no último escalão distrital, pelo que a oportunidade era histórica. Do outro lado, o Águias de Camarate procurava um regresso a palcos mais condizentes com o seu palmarés. Em 1999/00, o clube dos arredores de Lisboa alinhou na antiga 2ªDivisão B, naquela que foi a época de maior destaque da sua História. De então para cá, ainda se manteve 3 épocas na 3ªDivisão Nacional, até caír nos Distritais. O regresso foi complicado, de tal forma que a manutenção foi mantida a muito custo nas primeiras duas épocas. À terceira, a descida foi inevitável. No entanto, o pior veio depois com nova descida. Assim, 2007/08 vê o Águias alinhar na 2ªDivisão da AFL, último escalão associativo. Não fez melhor que um sétimo lugar, pelo que repetiu a presença nesta época. A velocidade da queda foi muito semelhante à da primeira participação do clube nos Nacionais. A época 1980/81 foi a primeira do Águias de Camarate na 3ªDivisão Nacional. O que talvez poucos recordem é que essa estreia foi o resultado de 3 subidas consecutivas! O clube de Camarate venceu a 3ªDivisão da AFL em 77/78, a 2ª em 78/79 e foi vice-campeão da 1ª em 79/80,conseguindo a subida.

Domingo passado (14/6), as duas equipas entraram em campo com dois onzes muito diferentes. O que veio de A-dos-Cunhados apresentava uma média etária superior a 30 anos, enquanto que a média dos Águias de verde-e-branco pouco passava dos 20. Este factor viria a pesar durante grande parte da partida.


Ainda para mais, Essien (central do Camarate) transformou em golo o primeiro remate da partida, sessenta segundos após o apito inicial da árbitra Vanessa Gomes.



A equipa do concelho de Torres Vedras nunca conseguiu reagir durante o primeiro tempo, destacando-se a prestação do camisola 28 do Águias, Nuno Mota, jogador de 20 anos que terá passado pelos Juniores do V.Guimarães. Foi claramente o jogador mais esclarecido em termos técnicos, pertencendo-lhe os melhores lances da primeira parte.



A segunda parte começou com o Águias a procurar o segundo golo mas tendo sempre pela frente Pedro Vicente. O guardião do A-dos-Cunhados foi adiando aquilo que parecia inevitável.


No entanto, aos 60’, no único lance em que conseguiu fugir à marcação de Essien, Bruno Vitorino faz um belo golo, empatando a partida.

A jovem equipa de Camarate sentiu o golo e os experientes jogadores do A-dos-Cunhados tiveram um pequeno período de supremacia inédita na partida.

Aos 72’, Rui Almeida (técnico do Águias) trocou dois dos seus jogadores. Um dos que entrou na partida foi Té. Tanto quanto consegui apurar, trata-se de um avançado de 40 anos que jogou no Frielas na época passada.

Ao minuto 82, na sequência de um cruzamento do lado direito, Té cabeceia já à entrada da pequena área, fazendo o 2-1. O jogo parecia decidido, apesar da vontade demonstrada pelos jogadores do A-dos-Cunhados. Seis minutos depois, a equipa de arbitragem colocou-se no centro da única polémica do jogo, e por culpa própria.

Em vantagem no marcador e a pouco tempo do final da partida, o técnico do Camarate dá instruções para que fossem realizadas duas substituições. As placas com os números 80 e 15 são levantadas, mas apenas o dianteiro Tiago sai do recinto de jogo. O lateral-direito Pedro Júnior retarda a saída de campo, começando apenas a percorrer o seu caminho após o auxiliar do lado contrário se aperceber da situação e chamar a árbitra. Esta acaba por se dirigir ao seu auxiliar e, após uma troca de palavras, corre para o local das substituições. No entanto, não mostra o amarelo ao jogador do Camarate (seria o segundo) e permite a substituição. O auxiliar volta a chamar Vanessa Gomes que, após segunda conversa, acaba por anular a substituição, expulsando Pedro Júnior. Esta situação fez com que os últimos minutos fossem de alguma contestação dos adeptos do Camarate que aumentaria três minutos depois, quando a árbitra do jogo assinalou uma grande penalidade na área do Águias. Chamado a converter, o guardião do A-dos-Cunhados rematou sobre a barra da baliza de Da Silva. A oportunidade de prolongamento gorava-se. O Águias de Camarate estava de volta à 1ªDivisão da AFL, após duas épocas na 2ª.



Nota final para os largos minutos de espera que a equipa de arbitragem proporcionou às três equipas em campo, já depois do final da partida. Presumo que a explicação esteja no comunicado da AFL que oficializou a marcação do jogo. Referia que, após o final do jogo, se procederia à “entrega da taça e medalhas aos participantes do jogo, pelo que, as três equipas intervenientes não podem recolher aos balneários, perfilando para a referida cerimónia”.



A AFL terá usado a minuta do jogo da Final da 2ªDivisão entre MTBA e Cheleirense, jogado à mesma hora na Ericeira. Aí houve taça de Campeão para o MTBA. No Livramento, houve uma imensa festa verde e branca.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Atlético a caminho da 2ª



A cumprir a nona presença nos Campeonatos Nacionais, o Atlético Sport Clube prepara-se para subir à 2ªDivisão. Campeão da AF Évora na época passada, o clube de Reguengos não garantia a manutenção há mais de 20 anos. Desta vez, o vôo parece ir mais alto.




No Domingo passado, apresentou-se na Costa de Caparica na segunda posição, a última que permite a subida de divisão. O jovem Jorge Vicente (técnico de 29 anos) apresentou um onze composto por Daniel; Pedro Canelas, Roberto, Paulo Sérgio e Barona; César e Monzelo; João Nabor, Queiroz, Ben e Barry. Seis jogadores do onze inicial faziam parte do plantel Campeão Distrital na época passada !


Aos 3 minutos de jogo, um desvio de cabeça à entrada de área fez do capitão César o autor do primeiro golo da partida. A caminho dos 30 anos, compõe a dupla de torres da equipa com o avançado Barry. Cumpre a terceira epoca no clube, vindo do Juventude eborense e é daqueles médios “chatos” que não dão espaços aos adversários e ainda impõem respeito pela estatura física. A seu lado, o experiente Monzelo acompanhou-o a bom nível.


Aos 19’, mão na área do Costa e Ben faz o 2-0. Aos 21 anos, o senegalês descoberto pelo Vendas Novas, é o grande destaque da equipa. Mesmo visivelmente debilitado, foi sempre um jogador rápido e consequente. O primeiro passe errado que registei foi próximo do intervalo. É daqueles jogadores que fazem quase sempre o que deve ser feito, fenómeno escasso, principalmente quando falamos de um jogo da 3ªDivisão Nacional. Depois de se ter mostrado a José Mota, presumo que não esteja muito tempo em Reguengos.

Logo depois do 2-0, o guardião Daniel (27 anos, formado no Boavista, com passagens por Leixões, Arrifanense, Operário dos Açores, Louletano, Paredes e Leça) foi surpreendido pelo remate forte de Dércio, naquele que foi um dos poucos lances de perigo do Costa.

Os visitados ganharam algum ânimo mas não conseguiram pôr em perigo a baliza alentejana. Queiroz, Nabor e Ben continuaram perigosos no serviço a Barry. Oriundo do Beja, Nabor (27 anos) alinhou essencialmente pela esquerda, sendo sempre um quebra-cabeças para Gualter, o capitão do Costa.

Em apoio central ao ponta-de-lança, o pequeno Queiroz (28 anos) demonstrou ser um jogador muito útil, daqueles que coloca sempre o colectivo acima de tudo. Formado no SL Évora, cumpre a primeira época no clube após 8 anos passados no Juventude, com uma breve passagem pelo Real de Massamá, onde foi um bom suplente na Série D da 2ªDivisão em 2005/06.



Logo no início da segunda metade, aos 48’, Barry mostrou a mais-valia da sua estatura na área do Costa e fez o segundo golo. Com 27 anos, vai na terceira época em Reguengos, proveniente do Lusitano. Dez minutos depois repetiu a “graça” e terminou com as já poucas expectativas da equipa da casa. A partir daí, o jogo decorreu em bom ritmo, com o Costa a arriscar o que podia, abrindo espaços para os sempre perigosos contra-ataques do Reguengos.



Ainda assim, o quinto golo só surgiria já nos descontos. O veterano Luís Canhoto precisou apenas de 7 minutos para marcar, num desvio de cabeça. Aos 36 anos, é o jogador mais velho e mais conhecido do plantel. Chegou a fazer parte de plantéis do Campomaiorense, tanto na 2ªdivisão de Honra como no escalão maior, apesar de nunca ter alinhado neste último. Em Setembro de 1998 saíu para o Estoril. Desde então, alinhou por Torreense, Louletano, Atlético, Carregado, Juventude e Lusitano.


No banco está um técnico jovem mas que tem uma equipa bem arrumada, com uma defesa composta por jogadores que cumpriram a sua tarefa na perfeição, sob o comando do central Paulo Sérgio.


Apesar de algum excesso de peso, esteve impecável no papel de último defesa, deixando a Roberto o papel de marcador.


Os laterais Barona e Canelas foram determinados e demonstraram segurança. Se vencerem o Cova da Piedade no próximo Domingo, farão do dia 24 de Maio um dia histórico para o Atlético de Reguengos.

sábado, 16 de maio de 2009

Abrantes - parte 4 - Abrantes FC



A 14 de Dezembro de 1998, após vários anos sem futebol sénior, a sede de concelho viu nascer o Abrantes Futebol Clube (AFC). Há pouco mais de dez anos, quem poderia imaginar o que aconteceria neste período ? Muito provavelmente seriam poucos a prognosticar uma ascensão tão rápida e ainda menos a antecipar uma queda tão súbita.

Comecemos pelo início. A primeira época do novo clube foi de sucesso pleno. Inscrito na 2ªDivisão da AF Santarém, terminou na frente dos seus dez oponentes da Série B e de forma inequívoca. 19 vitórias e apenas um empate nos 20 jogos disputados. Em golos, as contas fecharam com 91 golos marcados e apenas 6 sofridos! Na Fase de apuramento de Campeão, defrontou os vencedores das duas outras séries (Muge e Caxarias). O domínio continuou. A 14 de Maio de 2000, uma vitória em Muge, onde um empate seria suficiente, garante o título de Campeão da 2ªDivisão da AF Santarém.



Treinado por Rui Morais (técnico que orientara o U.Santarém), o AFC alinhou com Rui Forte; Nuno Felício, Pedro Lourenço, Marchão e Filipe Rodrigues; Costa, Gonçalo Francisco e João Santos; Apura, Pimenta e Santana.

Na estreia no escalão maior do futebol ribatejano, manteve Rui Morais no comando técnico e contratou um brasileiro com experiência de 1ªDivisão Nacional, Mazo. O objectivo passava por nova subida. Março começava com as expectativas goradas, pelo que Luís Pereira, técnico dos Juniores, substituiu Rui Morais. Ex-jogador do Sp.Abrantes, Alferrarede, Eléctrico Ponte de Sôr, Tramagal e Pego, o técnico de 35 anos terminaria a época no 3º posto, atrás de Riachense e Rio Maior.

Em 2001/02, o Abrantes FC contrata o técnico Mário Ruas (treinara clubes como o Torres Novas, U.Tomar e Riachense). O primeiro técnico com experiência nos campeonatos nacionais não ficaria até ao final da época, sendo rendido pelo actual técnico do Loures (José Vasques) em Novembro. Não conseguiria melhor do que repetir o 3º posto da época anterior, atrás de Rio Maior e Amiense. No entanto, José Vasques manter-se-ia no comando técnico nas duas épocas seguintes, conseguindo duas subidas consecutivas, levando o clube à 2ªDivisão B. A época de estreia nos Nacionais marcou também a estreia na Taça de Portugal, prova em que, durante 5 épocas, viria a defrontar clubes como o Alverca, o Boavista e o Paços de Ferreira.