sábado, 2 de abril de 2011
Real empata em Mafra
Na primeira vez que o Real venceu em Mafra, os golos do clube de Queluz-Massamá foram marcados pelos agora mafrenses Nuno Gomes e Paulo Renato e no banco estava Jorge Paixão, agora Treinador do Mafra. No Domingo passado, as equipas dos dois clubes voltaram a encontrar-se num jogo que ficou marcado por outros reencontros. Tuga e Kifuta já jogaram no Real, enquanto que Eduardo Simões e Ivanir já alinharam pelo Mafra. Por outro lado, Dino, Diogo, Hugo Rosa e Zé Mário, figuras do Casa Pia nos tempos de Jorge Paixão, acompanharam o técnico almadense nas passagens pelo Real e pelo Atlético, antes de regressarem ao clube liderado por José Libório.
Num jogo em que a vitória era o único resultado que interessava, o Real entrou muito pressionante, impedindo o Mafra de saír a jogar. O jogo foi sempre muito disputado, apesar de não haver oportunidades claras de golo. A figura do jogo, pela negativa, foi o árbitro da partida.
Tecnicamente nem esteve mal, mas disciplinarmente foi desastroso. Como se isso não bastasse, fez uma daquelas arbitragens sem personalidade em que o árbitro demonstra falta de coragem de assumir decisões.
Assim se explica o segundo amarelo simultâneo a Tiago Costa e Dino. Se havia motivo para acção disciplinar nesse lance, seria apenas a expulsão do jogador do Mafra. Sete minutos depois a cena repetiu-se. Desta vez, os intervenientes foram Bruno Fernandes e Kifuta. Por outro lado, Sérgio Marquês insistiu no jogo faltoso, só sendo “amarelado” a quinze minutos do fim da partida. Curiosamente, o árbitro aveirense vai apitar ao Caniçal amanhã...
Voltando ao futebol, diga-se que foi já a jogar com dez que o Real chegou à vantagem. A jogar e toada de contra-ataque devido à inferioridade numérica, uma excelente arrancada de David Rosa surpreendeu a defesa do Mafra. À entrada da área, colocou a bola em Diogo que desmarcou Tiago Rente. O atacante alentejano rematou cruzado, batendo Márcio Santos. Quatro minutos depois, o árbitro mostra o segundo amarelo a Tiago Costa e Dino, deixando as equipas a jogar um 10 (Mafra) para 9 (Real). Apesar do imenso espaço impossível de ocupar pelos 9 jogadores disponíveis em campo, o Real susteve a natural investida do Mafra durante mais de vinte minutos.
Foi já ao minuto 86 que Nuno Gomes aproveita um ressalto na área para rematar ao canto esquerdo da baliza defendida por Bruno Fernandes, fazendo o resultado final da partida num jogo marcado por uma das melhores exibições do Real nesta época malfadada. Amanhã segue-se a recepção ao Atlético SC.
sábado, 26 de março de 2011
A brincadeira continua

Mais brincadeira:
Zona Norte:
Oliveirense-U.Madeira - António Costa (Aveiro)
Tirsense-Fafe - Carlos Espadinha (Portalegre)
Zona Centro:
Eléctrico-Tondela - José Almeida (Lisboa)
Padroense-Tourizense - Luís Ferreira (Braga)
Coimbrões-Boavista - Pedro Maia (Porto)
Zona Sul:
Mafra-Real - Jorge Tavares (Aveiro)
Casa Pia-Juv.Évora - João Gayo (Braga)
Atlético-Oriental - Humberto Teixeira (Porto)
Carregado-Torreense - Rui Patrício (Aveiro)
Pinhalnovense-Farense - Rui Rodrigues (Lisboa)
Se as nomeações a Norte e ao Centro parecem seguir um critério coerente, alguém percebe a nomeação para o jogo do Pinhal Novo ?
quinta-feira, 24 de março de 2011
Estranha vitória

O Casa Pia entrou melhor na partida, ciente de que a vitória seria o único resultado interessante na primeira de sete finais. Ao quarto de hora de jogo, Mamadu desperdiça uma oportunidade de baliza escancarada, provocando risos na bancada. Como se até os melhores jogadores não tivessem lances semelhantes nas suas carreiras... Aos 36’, numa altura em que o Real já equilibrara a partida, Pauleta faz o golo dos casapianos. Os visitantes íam a vencer para o intervalo. A perder, José Marcos retira o médio Kikas e coloca em campo o pequeno e irrequieto Luizinho. Desde o início se percebeu que ali estava um jogador que iria dar muito trabalho aos defesas do Casa Pia. Colocou velocidade e criatividade em jogo e esteve no primeiro e terceiro golos do Real. Internacional sub-16 por Portugal, o jovem ex-júnior esteve três épocas nos Juvenis e Juniores do Sporting. Esteve no passe que resultou na assistência de Hugo Rosa para a finalização fácil de Tiago Rente e no cruzamento para a assistência (?) de Tiago Rente a Hugo Rosa. Quanto a este último, ainda marcou o canto para o desvio de cabeça de Dino. Resumindo, numa época em que tem estado muito só no ataque, Hugo Rosa teve em Luizinho uma companhia de qualidade rara esta época.
sábado, 19 de março de 2011
Brincar às nomeações
Faltam sete jornadas para terminar a primeira fase do Campeonato Nacional da 2ªDivisão. As decisões estão próximas e as suspeições ficariam bem, se ausentes destes períodos. Mas os dirigentes do Conselho de Arbitragem da FPF parecem contribuir para o aumento das suspeições, em vez da sua eliminação.Chuva de Golos no Bocal
Já aconteceu há mais de uma semana, mas vale bem a pena escrever umas linhas sobre a Meia-Final da Taça da AF Lisboa disputada entre o Bocal e o Vila Franca do Rosário (VFR). Primeiro porque uma deslocação ao Bocal, lugar da Freguesia de Santo Estêvão das Galés (Mafra) se assemelha a uma deslocação ao interior profundo. A paisagem envolvente é bucólica q.b. Como se isso não bastasse, o ambiente que se vive no Campo Santo contraria totalmente o estereótipo dos jogos dos Distritais. Ali não se vê situações de conflito entre adeptos, não se intimida as equipas de arbitragem, o futebol é um jogo de que todos gostam, não uma batalha de vida ou morte.
Imagine-se o que seria uma Meia-Final da Taça de Portugal terminar com um resultado de 5-6, com quatro grandes penalidades assinaladas ! Agora acrescente-se que se tratava de um jogo histórico para os dois clubes. As duas equipas do concelho de Mafra disputavam pela primeira vez a passagem à Final da Taça da AF Lisboa. Ambos alinham na Série 1 da 1ªDivisão do Distrital lisboeta, sendo o VFR o líder, enquanto o Bocal procura evitar a descida. Mas no Campo Santo, a diferença classificativa não se observou. Fazendo valer a sua garra constante e uma melhor adaptação ao terreno, nomeadamente às dimensões reduzidas, o Bocal chegou a estar a vencer durante onze minutos, acabando por perder o jogo que poderia ter “caído” para qualquer das equipas. Aqui fica o evoluír do marcador:
0-1-Caramba 3’; 1-1-Silva 5’; 1-2-Caramba 17’; 2-2-Ruben Graça 18’; 3-2-Ruben Graça 26’; 3-3-Adilson 37’; 3-4-Nélson 43’(pen) e 4-4-José Cabral 45’(pen).
Resultado ao intervalo – 4-4
4-5-Paulo Pina 50’; 5-5-José Cabral 56’(pen) e 5-6-Nélson 63’(pen).
Num jogo que teve onze golos em sessenta minutos, não se marcou nenhum nos últimos 27 minutos!
No Bocal, destaque para o central Bruno Nunes (36 anos - passou por clubes como Casa Pia, Coruchense, Real e Igreja Nova) e os avançados José Cabral (33 - Sintrense, Cacém, Lourel e Igreja Nova) e Ruben Graça (24 – passou pelas camadas jovens do Campomaiorense). No VFR, nota para a presença de Caramba (22 – escalões de formação do Sporting com passagem pelo Torreense) e o veterano Varela (35 - jogou no Olivais e Moscavide, entre outros) que irá defender o título conquistado na época passada, ao serviço do GS Loures.
Mas o maior destaque vai para a extrema correcção demonstrada dentro e fora do campo, num jogo de resultado sempre incerto e com a bola constantemente próximo das duas balizas. A equipa de arbitragem composta por três Paulos (Neves, Justo e Henriques) acabou por fazer parte da festa, apesar de algumas dúvidas em pelo menos uma das penalidades assinaladas.terça-feira, 8 de março de 2011
Pero Pinheiro não passa no Cacém
Há equipas que, pela mais-valia dos seus plantéis, deveriam dominar os campeonatos sem sombra para dúvidas. Deveria ser o caso do Pero Pinheiro mas não é. Composto por jogadores com experiência nos campeonatos nacionais, o Pero Pinheiro deslocou-se ao Cacém no passado Sábado, para defrontar a jovem equipa do Atlético local.
Os onzes:
CACÉM-Pedro Silva; Fogeiro, Ricardão, Sousa, João Correia; Diogo Nogueira, Tiago Nogueira, Seminário; Taveira, Franclim e Abiud
PERO PINHEIRO-Ferro; Rochinha, Runa, Filipe Martins e Cadu; Afonso, Aguiar e Rui Janota; Hélder Costa, Mix e Cláudio Oeiras
Momentos:
8’ – Franclim cruza da direita para o desvio de Abiud, ao lado da baliza de Ferro. Era o primeiro sinal de perigo do Cacém.
13’ – Mix salta mais alto do que os centrais locais e faz o 0-1.
21’ – Livre da direita, marcado por Seminário, com a bola a cruzar a pequena área sem que ninguém lhe toque.
25’ – Ricardão remata de fora da área. Ferro efectua uma defesa de recurso.
33’ – Mais uma jogada pela direita, com Taveira a desviar para a baliza o cruzamento de Fogeiro (1-1).
57’ – Contra-ataque do Cacém concluído por Taveira com um remate em arco por cima da baliza de Ferro.
61’ – Excelente remate em rotação de Abiud. É de fora da área que o Cacém vira o marcador (2-1).
74’ – Livre de Mix à base do poste esquerdo da baliza de Pedro Silva.
86’ – No mesmo lance, Runa e Cláudio Oeiras acertam na trave.
89’ – Runa iguala num pontapé de ressaca de fora da área (2-2).
90’+1 – Cláudio Oeiras coloca a bola na baliza, mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Aparentemente mal. '>Veja o vídeo.
90’+4 – Cissé isola-se, sendo travado por Cadu, que recebe ordem de expulsão. Na marcação do livre, Ricardão põe à prova Ferro que responde à altura.
O jogo terminou com um empate a duas bolas e com os jogadores do Pero Pinheiro a pedir satisfações à equipa de arbitragem. A reduzida presença das autoridades (contei três elementos da PSP) levou ao pedido de reforços. Decisão aceitável, considerando os protestos veementes dos visitantes. Inesperado foi o que se assistiu minutos depois. Em ritmo acelerado, deram entrada no Campo Joaquim Vieira três viaturas da PSP, entre as quais uma carrinha, de onde saíram elementos do SIR, de shotguns em punho! Foram chamados a “repôr a ordem pública” como me referiu o agente que interpelei. Se a ordem pública é ter uma dúzia de agentes policiais armados até aos dentes a proteger uma equipa de arbitragem das “bocas” de uma equipa de futebol. Enfim...
Voltando ao jogo, o Pero Pinheiro queixa-se da arbitragem mas deveria queixar-se de si mesmo. Uma equipa com jogadores da qualidade de Filipe Martins, Cláudio Oeiras, Mix e ca. deveria fazer bem melhor. É verdade que a segunda parte foi dominada pelos homens de vermelho e branco. Mas assistir aos jogos desta equipa do Pero Pinheiro fico sempre com a sensação de que os jogadores alinham com alguma sobranceria, cientes da sua superioridade. Mas esta nem sempre se reflecte no reusltado, como foi o caso.