quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empate com dedo do árbitro

4/9/2011 – 3ªDivisão Nacional – Série E – 1ªJornada



REAL – PERO PINHEIRO 1-1



Arb: Aurélio Afonso (AF Lisboa)



REAL SC – André Martins; Miguel Gonçalves, Dino, Job e Wilson; Amar, Kikas e Michael; Hugo Dias, Luís Carlos e Hélder Monteiro



Tr. José Marcos




CA PERO PINHEIRO – Marco Pinto; Cadu, Runa, Topê e Serginho; Geraldino, Aguiar, Micael e Rui Janota; Nuno Almeida e Carolo



Tr. Rui Janota





A jornada inaugural da Série da 3ªDivisão agendou a deslocação do promovido Pero Pinheiro ao terreno do despromovido Real. A equipa da casa, muito renovada, entrou em campo com cinco reforços, um ex-júnior e o regressado Miguel Gonçalves. O Real entrou forte no jogo e podia ter marcado nos primeiros minutos, nomeadamente num lance em que Hugo Dias cruza para Luís Carlos cabecear ao poste.






Ao oitavo minuto de jogo, a equipa do Real chegava ao golo com alguma naturalidade, através de Amar. O Pero Pinheiro demorava a entrar no jogo e o seu primeiro remate surgiu apenas aos 16’. Pouco depois, Marco Pinto defendeu à segunda um livre apontado pelo capitão Dino. Os vinte minutos seguintes só registarm a amostragem de três cartões amarelos a jogadores da equipa da casa, com o árbitro a começar a apresentar uma indisfarçável dualidade de critérios. No minuto 42’, uma mão assinalada a Hélder Monteiro coloca Rui Janota para a marcação do livre. Do cruzamento para a área resulta o empate por Nuno Almeida. O avançado ex-Ass.Charneca que já jogou no Real, roda bem na área e bate André Martins, após saír de posição duvidosa.






Ao intervalo, Rui Janota trocou Micael por Luís Vaz. O Real voltou a entrar melhor no segundo tempo. Logo aos 47’, Miguel Gonçalves conclui um bom lance de ataque rematando para defesa de Marco Pinto. Sete minutos depois, José Marcos troca Hugo Dias por Mota. A toada do jogo estava então dividida, mas sem haver perigo nas áreas. Aos 58’, André Martins defende um livre marcado por Cadu.





Entretanto, o árbitro teve tempo para mostrar mais três cartões a jogadores do Real. Aos 66’, após bom lance de Hélder Monteiro, Amar remata por cima. Sai para entrar Rodrigo. A técnica do jovem Rodrigo mexeu um pouco no jogo, mesmo quando o Real se viu reduzido a dez após Wilson ver o segundo amarelo aos 85’.






A jovem equipa do Real buscou sempre a vitória que esteve perto de alcançar. Aos 87’, Marco Pinto abalroa Rodrigo na área, não deixando alternativa ao árbitro senão assinalar a marca de grande penalidade.






Chamado a marcar, Kikas permite a defesa de Marco Pinto.






Já em período de compensação, o árbitro deixou passar outro lance para castigo máximo. A bola é colocada na área do Pero Pinheiro onde Alcides procura recepcionar sendo derrubado por Luís Vaz. O árbitro mandou seguir.




Num jogo que o Real poderia e deveria ter ganho, o árbitro Aurélio Afonso (AF Lisboa) conseguiu mostrar sete cartões amarelos a jogadores do Real até aos 76’ de jogo. No mesmo período, nenhum jogador do Pero Pinheiro foi admoestado! É obra. Confesso que não me lembro de alguma vez ter assistido a algo assim, mesmo em jogos marcados por um desequilíbrio evidente, o que nem foi o caso desta partida. Não quero retirar daqui quaisquer ilacções mas que foi bizarro, isso foi. Neste contexto, a expulsão de algum dos jogadores do Real era expectável. Acabou por ser Wilson. Isso não impediu o Real de continuar a lutar pela vitória. Só não o conseguiu devido à ineficiência de Kikas na marcação do penalty e do próprio árbitro por fazer vista grossa a outro lance merecedor do mesmo castigo. Quanto à equipa do Pero Pinheiro, diga-se que manteve a espinha dorsal da época passada, apesar da perda das torres da frente. Cláudio Oeiras e Mix saíram e deram lugar a Carolo e Nuno Almeida, jogadores bem diferentes das duas torres. Em teoria, para o futebol jogado na 3ªDivisão, talvez fizesse mais sentido ter mantido uma das duas torres. Carolo e Nuno Almeida são dois jogadores muito parecidos, daí que pouco complementares. A ver vamos como corre a época de regresso do Pero Pinheiro aos Nacionais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ai a relva

Pela amostra do jogo de hoje, a relva do Estádio Nacional de Bucareste levanta com facilidade. Para quem não sabe, refiro-me ao Estádio onde o Benfica defrontará o Otelul Galati. Regressarei a este tema... BlogBooster-The most productive way for mobile blogging. BlogBooster is a multi-service blog editor for iPhone, Android, WebOs and your desktop

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sacavenense apurado na Taça de Portugal








A época 2011/12 começou oficialmente para Sacavenense e Porto da Cruz no passado Domingo, com a disputa da 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. O Sacavenense nunca nunca recebera uma equipa madeirense para jogos da Taça. Por outro lado, o Porto da Cruz viajava pela primeira vez ao Continente para disputar um jogo oficial. À partida, esperava-se um jogo desequilibrado. O início pareceu confirmá-lo...



SACAVENENSE – Carlos; Ricardo, Vilela, Bebé e Beto; Armindo (cap.), Tiago Antunes e Tiago Figueiredo; Barroso, Godinho e Tiago Cabral


Não utilizados – Fins, Teixeira, Baptista e Paulo Neves


Tr. Luís Silva



AD PORTO da CRUZ – Egídio; Libónio (cap.), Igor, Nuno e Leonardo Ornelas; Careca, Milhupa e Miguel Alves; Filipe Sousa, Hélder Rodrigues e César


Não utilizados – Paulo, Nélio e Bruno


Tr. Leonel Morais



Logo no minuto inicial, um bom lance de Barroso pela direita e cruzamento para Tiago Cabral rematar com Egídio a fazer aquela que seria a primeira de muitas defesas de recurso. Aos 5’, Egídio coloca a bola nos pés de Tiago Cabral que, deslumbrado com o brinde, passa para Godinho que remata fraco. O jogo só dava Sacavenense e, aos 12’, surgiu o primeiro golo num livre marcado por Tiago Figueiredo para a cabeçada certeira de Vilela.




A toada do jogo manteve-se favorável à equipa de casa. Já passara a primeira meia hora de jogo quando o Porto da Cruz conquistou o primeiro canto, por Filipe Sousa. Na sequência do canto, boa defesa de Carlos que coloca a bola para o contra-ataque. O lance é interrompido e César acaba por ver o segundo amarelo, abandonando o campo com gestos ofensivos para o público.





A equipa do Porto da Cruz até reagiu bem à inferioridade numérica e, aos 43’, viu-se o melhor lance da equipa madeirense. A bola termina na baliza do Sacavenense mas a jogada é anulada por fora-de-jogo. No entanto, em cima do intervalo, Tiago Cabral finaliza um lance construído pelo lado direito, respondendo bem a um cruzamento de Godinho.





Confortados pela vantagem de dois golos, a equipa do Sacavenense acabou por ser surpreendida pela reacção do opositor. Durante a segunda metade, a equipa do Porto da Cruz provou não ser tão fraca como a primeira parte pareceu provar. Aos 53’, Careca, um dos melhor elementos dos inslares, remata por cima. Os minutos que se seguiram foram muito irregulares devido às várias substituições efectuadas. Aos 59’, no Sacavenense, sai Beto para entrar Rodrigo. Três minutos depois, no Porto da Cruz, sai Miguel Alves e entra o jovem Tiago que mexeu no jogo.





Aos 66’, dupla substituição na equipa da casa. Saem Barroso e Tiago Cabral para entrar Amaral e Cacito. Quatro minutos depois, o Porto da Cruz reduz. Bom lance com a bola a passar por Filipe Sousa, Milhupa e Hélder Rodrigues, sendo Nuno a finalizar. O Porto da Cruz persistiu na procura do empate mas não mais voltou a criar perigo para as redes defendidas pelo jovem Carlos. Em contra-ataque, aos 76’, Amaral foge do fora-de-jogo mas não vence a mancha feita por Egídio. Dois minutos depois, Leonel Morais troca Leonardo Ornelas por Sérgio. Pouco depois, as equipas ficam em igualdade numérica, após Vilela ver o segundo amarelo. Aos 88’, assiste-se à melhor oportunidade do Sacavenense no segundo tempo com Cacito a rematar cruzado junto ao poste. Já em período de compensação (90’+4), o Guarda-Redes Egídio vê o vermelho directo na sequência de mais uma entrada violenta, desta vez fora da área. Com o jogo a terminar, Leonel Morais não coloca Paulo em campo, terminando Filipe Sousa na baliza.





Paulo Rodrigues apitou uma partida relativamente simples com critério apertado em termos disciplinares, mas esteve bem.




Destaque para a reacção do Porto da Cruz perante a superioridade evidenciada pelo Sacavenense. A equipa treinada por Luís Silva não poderá facilitar nos jogos a contar para a Série E da 3ªDivisão que se aproximam. Na equipa do Porto da Cruz, para além dos já destacados Careca e Tiago, nota de realce para Filipe Sousa (Jogou no Caniçal e Machico) que provou ser um jogador acima da média dos restantes colegas. Refira-se que a equipa do Porto da Cruz apresentou no banco duas figuras com nome no futebol português. O técnico principal é um antigo lateral, hoje com 42 anos, que jogou no escalão maior pela U.Leiria, Chaves, Braga e Campomaiorense, tendo pendurado as chuteiras ao serviço do Câmara de Lobos, no final da época 2005/06. A seu lado, sentou-se o “massagista” Marco Freitas (39 anos completados nesta 2ªFeira), antigo médio que chegou a jogar no Benfica treinado por Juup Heynckes, em 1999/00. Depois de dar os primeiros pontapés ao serviço do Machico, terminou a formação no Nacional. Após uma época cedido ao Machico na estreia como sénior, regressou para três épocas no Nacional a jogar na Liga de Honra. Destacou-se o suficiente para ser contratado pelo V.Guimarães, onde jogou três épocas. Depois de uma época no Benfica em que pouco jogou, representou ainda Alverca, Salgueiros, Felgueiras, Pontassolense e terminou no Machico, onde começara. Totalizou 112 jogos e 6 golos na 1ªDivisão e 98 jogos e 6 golos na Liga de Honra.







sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Capitão Diogo

A época 2011/12 do Real SC começará este Domingo, com a 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. A deslocação a S.Mamede de Infesta marca o início da época que será jogada na 3ªDivisão após seis épocas consecutivas na 2ª. Do grupo dos 50 jogadores mais utilizados durante as últimas seis épocas, apenas quatro farão parte do plantel desta época – Dino, Kikas, David Rosa e Alcides. Destes, apenas o capitão Dino faz parte do Top 20. Com mais jogos disputados do que Dino, apenas o ex-capitão Diogo Calheiros.



Nascido a 31 de Maio de 1980, Diogo Pinheiro Calheiros foi inscrito pela primeira vez na época 1989/90, pelas escolinhas do Futebol Benfica, onde fez toda a Formação e iniciou a sua carreira sénior, onde esteve entre 1999 e 2002, todas jogadas na 3ªDivisão Nacional. Em 2002, mudou-se para o Casa Pia, onde esteve durante três épocas e meia, tendo chegado a capitão da equipa dos gansos. Em Dezembro de 2005, mudou-se com o técnico Jorge Paixão e alguns colegas para o Real SC, colaborando na manutenção alcançada na última jornada. A época seguinte foi bem diferente, tendo a subida à Liga de Honra falhado apenas na poule disputada com o Fátima. Em 2007/08, voltou a acompanhar Jorge Paixão na mudança de clube, desta vez para o Atlético, de onde acabou por regressar em Outubro de 2007. Depois de mais quatro épocas ao serviço do Real SC, o capitão Diogo deixou o clube, regressando aos 31 anos ao seu Fofó. Só contabilizando jogos da 2ªDivisão, alinhou em 152, tendo marcado por dez vezes, visto 45 cartões amarelos e expulso numa ocasião, num jogo disputado no Pinhal Novo a 1 de Abril de 2007. Sempre disponível, nunca dando um lance por perdido, Diogo será muito importante no regresso do Fofó aos Nacionais.


domingo, 21 de agosto de 2011

Geração Adulta




Escrevo duas horas antes das equipas de sub-20 de Portugal e Brasil entrarem em campo para disputar o título mundial da categoria. Escrevo antes porque, aconteça o que acontecer na Final, nada alterará o que pretendo dizer. Aliás, isso seria válido se o tivesse feito durante o Portugal-Argentina, independentemente do apuramento português e consequente vitória sobre a França. Porque se trata de uma questão de base. A base em que assenta esta Selecção é a da maturidade que revelam na disputa de cada lance. Cada peça parece saber sempre o papel que desempenha em cada momento do jogo, sempre em prol do colectivo.

Mika tem sido intransponível na baliza. À sua frente, Roderick e Nuno Reis parecem compôr uma dupla veterana. Os laterais Cédric, Mário Rui e mesmo Luís Martins têm sido de uma regularidade e segurança impressionantes. A dupla pivô defensiva composta por Pelé e Danilo têm merecido todos os adjectivos positivos da língua portuguesa. O sempre disponível Júlio Alves, seja para defender como para auxiliar os jogadores da frente. A técnica de Sérgio Oliveira, a velocidade de Alex e Rafa, acompanhados pela categoria de Nélson Oliveira, completam um colectivo coeso e ainda intransponível.

Esta equipa representa bem o Portugal de 2011. Composta por filhos de antigos jogadores brasileiros que actuaram em Portugal e por cá ficaram (Roderick e Júlio Alves), por filhos de emigrantes (Mika e Cédric) e de imigrantes (Pelé e Danilo), é daqueles grupos que deixa qualquer Le Pen de trazer por cá com os cabelos em pé. Na Meia-Final com a França, sorri sempre que me lembrava do chefe da extrema-direita francesa.

Aconteça o que acontecer em Bogotá, este grupo liderado por Ilídio Vale, responsável durante anos pela Formação do FC Porto, já está na História. A Geração de 1989 já tinha um histórico de glória com vitórias em Europeus, a de 1991 defendia um título Mundial em casa e tinha Figo, Rui Costa, Peixe, Jorge Costa, Rui Bento e companhia. Esta Geração a que chamam “Coragem” e a quem prefiro chamar “Adulta” foi para a Colômbia sem qualquer expectativa. Não por acaso, nenhum canal de televisão em Portugal se preocupou em transmitir algum dos jogos da Fase de Grupos. A passagem aos ¼ de Final acordou uns quantos. Que assim permaneçam por mais umas horas já não seria mau.

sábado, 20 de agosto de 2011

Belenenses-Atlético 0-0 - acompanhamento em directo


Arb: Olegário Benquerença
BELENENSES-Coelho; Duarte Machado, Pedro Ribeiro, Rafael Santos e André Pires; Fernando Ferreira, Victor Silva, Sidnei; Miguel Rosa, Victor Lemos, Camará
Tr. José Mota

ATLÉTICO-Caleb; Luís Dias, Vítor Bastos, Rolão e Stephane; Leandro Pimenta, Laurindo, Nélson Veiga; Bruno Carvalho, Hugo Lopez e Tiago Caeiro
Tr. João de Deus

O Atlético apresenta-se com um equipamento que recorda o utilizado pela selecção inglesa na década de 80.

3’ – Amarelo a Pedro Ribeiro (Belenenses);
5' - Grande remate de Victor Silva para espectacular defesa de Caleb;
10' - Mais uma falta assinalada a Pedro Ribeiro na marcação a Tiago Caeiro. O livre de Hugo López sai à figura de Coelho;
11' - Laurindo amarelado. Ouvem-se os guinchos que se condenam;
16' - Mais um canto sem perigo a favor do Belenenses;
18' - Bola colocada nas costas dos centrais do Atlético mas Caleb antecipa-se a Miguel Rosa;
20' - Ainda sem lances de perigo, a maior toada ofensiva é do Belenenses, com o Atlético a ter dificuldades na construção de jogadas de ataque;
21' - Nélson Veiga vê amarelo após travar Fernando Ferreira;
23' - Melhor lance do Atlético. Combinação do lado direito com Hugo López a cruzar para a área, onde Pedro Ribeiro fez um corte tão atabalhoado como eficiente;
25' - Canto a favor do Atlético, com os jogadores de Alcântara a colocarem-se todos junto da linha de golo, "convidando" Olegário a assinalar falta ofensiva interrompendo o lance;
27' - Nélson Veiga falha o corte, a bola sobra para Sidnei que cruza para cabeceamento ao lado de Camará;
32' - Minutos de mau futebol no Restelo;
35' - Camará é assistido após lance disputado com Rolão;
36' - Stephane cruza largo para a área e Fernando Ferreira corta a bola para a sua baliza. A bola bate no poste e sai para canto;
41' - SportTV engana-se. O último jogo para o Campeonato entre as duas equipas foi em 1982-83, aquando da primeira presença do Belenenses na antiga 2ªDivisão. Na 1ªDivisão, foi de facto em 1976-77, última presença do Atlético no escalão maior;
43' - Posse de bola: 54%/46% favorável ao Belenenses;
44' - Pressão final do Belenenses antes do intervalo após vários minutos sem se aproximar da baliza de Caleb;
45'+1 - Olegário Benquerença apita para o intervalo.

Aceita-se o nulo num jogo muito disputado mas sem grandes motivos de interesse.

INTERVALO

Começa a 2ª Parte. Os técnicos mantêm os onze.
47' - Camará faz o primeiro remate da 2ªParte. Sai por cima;
48' - Sidnei cruza para área onde surge Rafael Santos a cabecear ao lado, no lance de maior perigo belenense até ao momento;
52' - Amarelo para Leandro Pimenta;
53' - Bruno Carvalho remata de fora da área mas a bola sai muito mal do pé direito do ex-Farense;
56' - José Mota faz saír Sidnei para entrar Waldir;
60' - Tiago Caeiro continua a ganhar lances de cabeça mas não tem sequência no ataque do Atlético;
63' - Victor Lemos dribla Luís Dias na área mas remata mal em vez de cruzar;
64' - Melhor ocaisão de golo da partida. Miguel Rosa isola-se, remata mas Caleb defende com o pé;
66' - Mais uma oportunidade para Miguel Rosa, com a bola a desviar no corpo de um central do Atlético;
67' - Nélson Veiga corta em carrinho dentro da área. Muitos protestos dos adeptos da casa. Olegário deixou seguir;
68' - João de Deus mexe na equipa no melhor período do Belenenses na partida. Saem Hugo Lopez e Tiago Caeiro, para a entrada de Saramago e Ailton;
73' - O Atlético passa os últimos minutos no meio campo do Belenenses, trocando melhor a bola mas sem criar perigo para Coelho;
74' - Ailton remata muito por cima;
75' - Mota troca André Pires por Tomané, reforçando o ataque;
77' - Miguel Rosa cabeceia mas a bola sai fraca para as mãos de Caleb;
81' - João de Deus mexe na equipa pela última vez. Sai Bruno Carvalho e entra José Coelho;
82' - Mota responde com a saída de Victor Silva e a entrada de Rodrigo António;
84' - Ailton ganha mais um canto;
86' - Vítor Bastos vê amarelo;
89' - Ailton carregado em falta à entrada da área. Livre marcado por Leandro Pimenta junto da trave;
90' - O árbitro concede três minutos de compensação;
90'+2 - Remate forte de fora da área. Ailton perto do golo para o Atlético;
90'+3 - O jogo termina com a bola nas mãos de Caleb após um livre para a área. Olegário inventara uma falta a meio campo.

O Atlético começa esta aventura que será a época de estreia na Liga de Honra com um empate no Restelo. A segunda parte foi melhor que a primeira, mas o Belenenses não mostrou a mesma força atacante que mostrara no jogo frente ao Trofense para a Taça da Liga.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ele há coisas...

Juro que não sou bruxo e nem costumo ter grande sorte quando jogo no Euromilhões. Ainda assim, garanto-vos que esta história é verdadeira. Domingo passado, no Belenenses-Trofense sobre o qual já aqui escrevi, assisti a uma arbitragem que assinalou três castigos máximos que ninguém percebeu. Hoje, a caminho de casa, acompanhei os primeiros minutos do FC Porto-Gil Vicente (que ainda decorre) através da rádio. Quando ouvi o nome do árbitro (Rui Silva), pensei “Olha, é o dos penalties!”. De imediato pensei “Quanto tempo demorará a assinalar o primeiro ?”. Pois bem, demorou pouco mais de um minuto e foi contra o FC Porto. Esqueceu-se de avermelhar Otamendi, mas não se pode ter tudo, não é ? Cinco minutos depois, assim que um jogador do FC Porto caíu na área, tratou de empatar as coisas. Ainda na primeira parte, num lance em que Silvestre Varela se deixa caír na área, os comentadores da Sport TV tratam de garantir a existência de falta paa castigo máximo ! Já na segunda parte, (foi mesmo agora, garanto-vos) Sapunaru segura Hugo Vieira pelos ombros na área, impedindo este de ser virar. Rui Silva terá premiado o esforço de Sapunaru em almofadar a queda do adversário e deixou seguir. E foi agora mesmo que me lembrei de João Querido Manha. O cronista do Record chamava a atenção para os jogos arbitrados por Olegário Benquerença. Diz o cronista que, depois do penalty assinalado em Guimarães a favor do FC Porto, muito penalty Olegário irá assinalar durante a época. Caríssimo João, são 22 horas e 9 minutos, o FC Porto acaba de vencer o Gil Vicente por 3-1. Também eu aprecio imenso a ironia.