quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sintrense bate Real

Domingo passado, pela primeira vez desde Dezembro de 2004, Sintrense e Real defrontaram-se num jogo oficial no relvado da Portela. A equipa da casa, orientada por Luís Loureiro, apresentou um onze experiente que regista uma média etária acima dos 27 anos – Tiago; Manuel Liz, Ricardo, Sérgio Brás e Rui Loures; Emanuel, Bobó e Tiago Lemos; Paulo Sérgio, Telmo e Nimés. Ao invés, a equipa do Real apresentou-se em Sintra com um onze inicial com uma média etária abaixo dos 23 anos e que contava com dois jogadores com idade de júnior – Mota e Rodrigo. O onze inicial alinhado por José Marcos foi André Martins na baliza, o ex-júnior Paulinho à direita, Dino e Job (outro ex-júnior) como centrais e o regressado Miguel Gonçalves à esquerda. Kikas, Amar e o capitão Dino compunham o meio-campo, deixando as posições mais ofensivas para Rodrigo, Mota e o ponta-de-lança Hélder Monteiro. O jogo foi muito disputado a meio campo durante a primeira meia hora sem registo de lances de perigo para qualquer das balizas. Aos 35’, Telmo fura pela esquerda do ataque sintrense e cruza para Paulo Sérgio rematar de primeira ao lado do poste. Telmo saíria lesionado deste lance, acabando por ser substituído pelo jovem ex-Monte Agraço Queiny. Quatro minutos depois, Rodrigo responde com um lance individual que acaba por finalizar fraco e à figura de Tiago. O jogo chegaria ao intervalo com o nulo que se justificava. Jogava-se o quarto minuto da segunda parte quando o Sintrense chegou ao golo. Um livre colocado na área deixa Sérgio Brás na cara de André Martins. Tal como sucedera no jogo da ronda anterior, a defesa do Real voltou a ser batida num livre.





O Real reagiu bem ao golo e esteve perto da igualdade apenas três minutos volvidos. Numa jogada ensaiada, Dino marca um livre colocando a bola em Miguel que remata para defesa de Tiago.






Cinco minutos depois, novo livre de Dino, com Hélder Monteiro a desviar a bola com a mão.






O jogo voltava a estar repartido sem que surgissem lances de perigo. Entretanto, José Marcos fez saír Amar e Rodrigo para que entrassem Luís Carlos e o ex-júnior Laveiras. No Sintrense, Luís Loureiro trocava o estreante Nimés por Nélson. Com o Sintrense já mais preocupado em defender o resultado, o Real esteve perto do empate aos 77’, com Luís Carlos a rematar às redes laterais da baliza de Tiago.






Não empatou o Real, marcou o Sintrense no minuto seguinte. A defesa do Real voltou a demonstrar alguma passividade e o veterano Paulo Sérgio aumenta a vantagem do Sintrense para 2-0.






O Real volta a reagir bem e Hélder Monteiro, desmarcado pelo capitão Dino, remata às malhas laterais. Dois minutos depois, nova oportunidade desperdiçada por Hélder Monteiro que falha a conclusão a um cruzamento de Luís Carlos.






Já com Alcides no lugar de Miguel Gonçalves, o Real chegaria ao golo. Aos 84’, o central Ricardo deixa a bola passar-lhe sobre a cabeça e Dino não desperdiça, reduzindo para 2-1. Quando se esperava que o Real fosse em busca do empate, o Sintrense voltou a marcar no minuto seguinte. Ainda antes da linha de meio campo, Manuel Liz faz um chapéu de abas largas a André Martins que se encontrava adiantado. Aos 87’, nova desmarcação de Dino, com Mota a rematar para defesa de Tiago. Aos 89’, é Dino que salta solto na área mas a cabeçada sai à figura de Tiago. No início do período de compensação, o auxiliar Vítor Simões assinala uma falta que até surpreende Queiny...







Ainda haveria tempo para novo perdida do desinspirado Hélder Monteiro e para uma tentativa de Job para nova defesa de Tiago.







Numa partida equilibrada, o resultado foi definido pela capacidade do Sintrense concretizar as suas oportunidades, ao contrário do que aconteceu com a jovem equipa do Real. As duas equipas sintrenses terão de melhorar bastante se quiserem atingir os primeiros lugares da tabela. A arbitragem de Pedro Silva, apesar de não isenta de erros e de nem sempre bem auxiliada, esteve bem.

sábado, 17 de setembro de 2011

Calado apura Oriental

11 de Setembro de 2011 – 2ª Eliminatória da Taça de Portugal


Estádio Municipal de Oeiras


Arb: Hugo Silva (AF Lisboa)


OEIRAS – Rui Santos; Damil, Lima (cap.), Nuno Abreu e Edson; Jucélio, Cuca e Bruno; Luiz Carlos, Nélson e Piki


Tr. Paulo Mendes (Paulinho)



ORIENTAL – Tiago Mota; Tiago Mota, Calado, Sandro e Amorim; Hugo Grilo, Tiago Honrado e Samarra; Sereno, Pedro Andrade e Hugo Rosa


Tr. Filipe Moreira



Como seria de esperar, a equipa visitante entrou melhor na partida, fazendo justiça ao facto de alinhar num escalão superior ao do Oeiras. O primeiro lance de algum perigo surgiu aos 16’. Hugo Rosa furou pela esquerda, cruzou para Samarra que, pressionado por Nuno Abreu, remata por cima. A jovem equipa do Oeiras acabou por equilibrar a partida mas, aos 32’, surgia a melhor chance de golo do Oriental. Surgiu numa jogada entre Hugo Rosa, Samarra e Pedro Andrade, com este último a não conseguir vencer a saída de Rui Santos a fazer a mancha. O Oriental voltava a estar por cima no jogo e, sete minutos depois, Rui Santos volta a ter trabalho face a Tiago Mota primeiro e Samarra na recarga.. Aos 41’, surge a primeira chance do Oeiras, com Piki a fugir à linha defensiva do Oriental, mas a deslumbrar-se perante a perspectiva da baliza à guarda de Tiago Mota. Em cima do intervalo, Samarra aponta um canto que ninguém desvia.




A equipa da casa entraria melhor no segundo tempo. Aos 49’, Nélson isola-se mas remata por cima. Seis minutos depois, Paulinho troca Bruno pelo criativo Jorge Cordeiro. Aos 64’, nova situação de golo para a equipa do Oeiras, com Nuno Abreu a colocar na área mas Luiz Carlos não consegue desviar.



Na resposta, Tiago Mota cruza para a área mas o experiente capitão Lima faz o corte para canto. O Oriental desperdiçava uma chance clara em contra-ataque. Aos 68’, Filipe Moreira troca Pedro Andrade por Vítor Afonso. Dez minutos depois, uma troca em cada equipa. As duas equipas trocam de avançados. Nélson por Jean na equipa da casa e Hugo Rosa por Kifuta no Oriental. Apesar destas alterações, a segunda metade do segundo tempo acabou por ser morna, com as duas equipas receosas de arriscar a eliminatória. Aos 89’, Filipe Moreira esgota as substituições, trocando de lateral-esquerdo – Amorim por Burguette. Já se jogava o período de compensação quando surgiram as duas últimas chances de golo. Primeiro foi Kifuta que, desmarcado por Sereno, remata por cima. Depois foi mesmo Sereno a finalizar ao lado uma jogada de contra-ataque em que os adeptos do Oriental já gritavam golo. Vinha aí o prolongamento.



O prolongamento não teve muitos lances dignos de registo. Ficaram apenas na memória dois lances:


99’ – A bola sobra para Piki na sequência de um canto, mas o pequeno avançado não consegue finalizar.



104’ – Na sequência de um canto do outro lado do campo, Vítor Afonso não faz melhor que o seu colega do Oeiras.




Para os últimos quinze minutos, Paulinho optou por refrescar a equipa, colocando o ex-Lourel Patrick no lugar de Luiz Carlos. O jogo acabaria por ser decidido na lotaria dos pontapés da marca de grande penalidade. Filipe Moreira sofreu muito e ter-se-á recordado de uma partida em particular que o impediu de subir à Liga de Honra. Calado acabaria por decidir a eliminatória a favor do Oriental.



0-0-Lima remata à barra


0-0-Sereno procura imitar Panenka/Hélder Postiga mas a bola sai por cima da trave


0-0-Patrick atira ao poste


0-1-Vítor Afonso é o primeiro a encontrar o caminho das redes


1-1-Jorge Cordeiro


1-2-Samarra - terceiro remate para a esquerda dos Guarda-Redes e terceiro golo


2-2-Damil


2-2-Kifuta remata para o lado direito de Rui Santos que defende


2-2-O Guarda-Redes do Oeiras procura colocar a equipa na frente mas remata por cima


2-2-Tiago Mota desperdiça a primeira bola de jogo com Rui Santos a defender


2-2-O Guarda-Redes Tiago Mota defende o remate de Cuca


2-3-Calado tem a segunda possibilidade do Oriental de acabar com a eliminatória e não desperdiça.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empate com dedo do árbitro

4/9/2011 – 3ªDivisão Nacional – Série E – 1ªJornada



REAL – PERO PINHEIRO 1-1



Arb: Aurélio Afonso (AF Lisboa)



REAL SC – André Martins; Miguel Gonçalves, Dino, Job e Wilson; Amar, Kikas e Michael; Hugo Dias, Luís Carlos e Hélder Monteiro



Tr. José Marcos




CA PERO PINHEIRO – Marco Pinto; Cadu, Runa, Topê e Serginho; Geraldino, Aguiar, Micael e Rui Janota; Nuno Almeida e Carolo



Tr. Rui Janota





A jornada inaugural da Série da 3ªDivisão agendou a deslocação do promovido Pero Pinheiro ao terreno do despromovido Real. A equipa da casa, muito renovada, entrou em campo com cinco reforços, um ex-júnior e o regressado Miguel Gonçalves. O Real entrou forte no jogo e podia ter marcado nos primeiros minutos, nomeadamente num lance em que Hugo Dias cruza para Luís Carlos cabecear ao poste.






Ao oitavo minuto de jogo, a equipa do Real chegava ao golo com alguma naturalidade, através de Amar. O Pero Pinheiro demorava a entrar no jogo e o seu primeiro remate surgiu apenas aos 16’. Pouco depois, Marco Pinto defendeu à segunda um livre apontado pelo capitão Dino. Os vinte minutos seguintes só registarm a amostragem de três cartões amarelos a jogadores da equipa da casa, com o árbitro a começar a apresentar uma indisfarçável dualidade de critérios. No minuto 42’, uma mão assinalada a Hélder Monteiro coloca Rui Janota para a marcação do livre. Do cruzamento para a área resulta o empate por Nuno Almeida. O avançado ex-Ass.Charneca que já jogou no Real, roda bem na área e bate André Martins, após saír de posição duvidosa.






Ao intervalo, Rui Janota trocou Micael por Luís Vaz. O Real voltou a entrar melhor no segundo tempo. Logo aos 47’, Miguel Gonçalves conclui um bom lance de ataque rematando para defesa de Marco Pinto. Sete minutos depois, José Marcos troca Hugo Dias por Mota. A toada do jogo estava então dividida, mas sem haver perigo nas áreas. Aos 58’, André Martins defende um livre marcado por Cadu.





Entretanto, o árbitro teve tempo para mostrar mais três cartões a jogadores do Real. Aos 66’, após bom lance de Hélder Monteiro, Amar remata por cima. Sai para entrar Rodrigo. A técnica do jovem Rodrigo mexeu um pouco no jogo, mesmo quando o Real se viu reduzido a dez após Wilson ver o segundo amarelo aos 85’.






A jovem equipa do Real buscou sempre a vitória que esteve perto de alcançar. Aos 87’, Marco Pinto abalroa Rodrigo na área, não deixando alternativa ao árbitro senão assinalar a marca de grande penalidade.






Chamado a marcar, Kikas permite a defesa de Marco Pinto.






Já em período de compensação, o árbitro deixou passar outro lance para castigo máximo. A bola é colocada na área do Pero Pinheiro onde Alcides procura recepcionar sendo derrubado por Luís Vaz. O árbitro mandou seguir.




Num jogo que o Real poderia e deveria ter ganho, o árbitro Aurélio Afonso (AF Lisboa) conseguiu mostrar sete cartões amarelos a jogadores do Real até aos 76’ de jogo. No mesmo período, nenhum jogador do Pero Pinheiro foi admoestado! É obra. Confesso que não me lembro de alguma vez ter assistido a algo assim, mesmo em jogos marcados por um desequilíbrio evidente, o que nem foi o caso desta partida. Não quero retirar daqui quaisquer ilacções mas que foi bizarro, isso foi. Neste contexto, a expulsão de algum dos jogadores do Real era expectável. Acabou por ser Wilson. Isso não impediu o Real de continuar a lutar pela vitória. Só não o conseguiu devido à ineficiência de Kikas na marcação do penalty e do próprio árbitro por fazer vista grossa a outro lance merecedor do mesmo castigo. Quanto à equipa do Pero Pinheiro, diga-se que manteve a espinha dorsal da época passada, apesar da perda das torres da frente. Cláudio Oeiras e Mix saíram e deram lugar a Carolo e Nuno Almeida, jogadores bem diferentes das duas torres. Em teoria, para o futebol jogado na 3ªDivisão, talvez fizesse mais sentido ter mantido uma das duas torres. Carolo e Nuno Almeida são dois jogadores muito parecidos, daí que pouco complementares. A ver vamos como corre a época de regresso do Pero Pinheiro aos Nacionais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ai a relva

Pela amostra do jogo de hoje, a relva do Estádio Nacional de Bucareste levanta com facilidade. Para quem não sabe, refiro-me ao Estádio onde o Benfica defrontará o Otelul Galati. Regressarei a este tema... BlogBooster-The most productive way for mobile blogging. BlogBooster is a multi-service blog editor for iPhone, Android, WebOs and your desktop

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sacavenense apurado na Taça de Portugal








A época 2011/12 começou oficialmente para Sacavenense e Porto da Cruz no passado Domingo, com a disputa da 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. O Sacavenense nunca nunca recebera uma equipa madeirense para jogos da Taça. Por outro lado, o Porto da Cruz viajava pela primeira vez ao Continente para disputar um jogo oficial. À partida, esperava-se um jogo desequilibrado. O início pareceu confirmá-lo...



SACAVENENSE – Carlos; Ricardo, Vilela, Bebé e Beto; Armindo (cap.), Tiago Antunes e Tiago Figueiredo; Barroso, Godinho e Tiago Cabral


Não utilizados – Fins, Teixeira, Baptista e Paulo Neves


Tr. Luís Silva



AD PORTO da CRUZ – Egídio; Libónio (cap.), Igor, Nuno e Leonardo Ornelas; Careca, Milhupa e Miguel Alves; Filipe Sousa, Hélder Rodrigues e César


Não utilizados – Paulo, Nélio e Bruno


Tr. Leonel Morais



Logo no minuto inicial, um bom lance de Barroso pela direita e cruzamento para Tiago Cabral rematar com Egídio a fazer aquela que seria a primeira de muitas defesas de recurso. Aos 5’, Egídio coloca a bola nos pés de Tiago Cabral que, deslumbrado com o brinde, passa para Godinho que remata fraco. O jogo só dava Sacavenense e, aos 12’, surgiu o primeiro golo num livre marcado por Tiago Figueiredo para a cabeçada certeira de Vilela.




A toada do jogo manteve-se favorável à equipa de casa. Já passara a primeira meia hora de jogo quando o Porto da Cruz conquistou o primeiro canto, por Filipe Sousa. Na sequência do canto, boa defesa de Carlos que coloca a bola para o contra-ataque. O lance é interrompido e César acaba por ver o segundo amarelo, abandonando o campo com gestos ofensivos para o público.





A equipa do Porto da Cruz até reagiu bem à inferioridade numérica e, aos 43’, viu-se o melhor lance da equipa madeirense. A bola termina na baliza do Sacavenense mas a jogada é anulada por fora-de-jogo. No entanto, em cima do intervalo, Tiago Cabral finaliza um lance construído pelo lado direito, respondendo bem a um cruzamento de Godinho.





Confortados pela vantagem de dois golos, a equipa do Sacavenense acabou por ser surpreendida pela reacção do opositor. Durante a segunda metade, a equipa do Porto da Cruz provou não ser tão fraca como a primeira parte pareceu provar. Aos 53’, Careca, um dos melhor elementos dos inslares, remata por cima. Os minutos que se seguiram foram muito irregulares devido às várias substituições efectuadas. Aos 59’, no Sacavenense, sai Beto para entrar Rodrigo. Três minutos depois, no Porto da Cruz, sai Miguel Alves e entra o jovem Tiago que mexeu no jogo.





Aos 66’, dupla substituição na equipa da casa. Saem Barroso e Tiago Cabral para entrar Amaral e Cacito. Quatro minutos depois, o Porto da Cruz reduz. Bom lance com a bola a passar por Filipe Sousa, Milhupa e Hélder Rodrigues, sendo Nuno a finalizar. O Porto da Cruz persistiu na procura do empate mas não mais voltou a criar perigo para as redes defendidas pelo jovem Carlos. Em contra-ataque, aos 76’, Amaral foge do fora-de-jogo mas não vence a mancha feita por Egídio. Dois minutos depois, Leonel Morais troca Leonardo Ornelas por Sérgio. Pouco depois, as equipas ficam em igualdade numérica, após Vilela ver o segundo amarelo. Aos 88’, assiste-se à melhor oportunidade do Sacavenense no segundo tempo com Cacito a rematar cruzado junto ao poste. Já em período de compensação (90’+4), o Guarda-Redes Egídio vê o vermelho directo na sequência de mais uma entrada violenta, desta vez fora da área. Com o jogo a terminar, Leonel Morais não coloca Paulo em campo, terminando Filipe Sousa na baliza.





Paulo Rodrigues apitou uma partida relativamente simples com critério apertado em termos disciplinares, mas esteve bem.




Destaque para a reacção do Porto da Cruz perante a superioridade evidenciada pelo Sacavenense. A equipa treinada por Luís Silva não poderá facilitar nos jogos a contar para a Série E da 3ªDivisão que se aproximam. Na equipa do Porto da Cruz, para além dos já destacados Careca e Tiago, nota de realce para Filipe Sousa (Jogou no Caniçal e Machico) que provou ser um jogador acima da média dos restantes colegas. Refira-se que a equipa do Porto da Cruz apresentou no banco duas figuras com nome no futebol português. O técnico principal é um antigo lateral, hoje com 42 anos, que jogou no escalão maior pela U.Leiria, Chaves, Braga e Campomaiorense, tendo pendurado as chuteiras ao serviço do Câmara de Lobos, no final da época 2005/06. A seu lado, sentou-se o “massagista” Marco Freitas (39 anos completados nesta 2ªFeira), antigo médio que chegou a jogar no Benfica treinado por Juup Heynckes, em 1999/00. Depois de dar os primeiros pontapés ao serviço do Machico, terminou a formação no Nacional. Após uma época cedido ao Machico na estreia como sénior, regressou para três épocas no Nacional a jogar na Liga de Honra. Destacou-se o suficiente para ser contratado pelo V.Guimarães, onde jogou três épocas. Depois de uma época no Benfica em que pouco jogou, representou ainda Alverca, Salgueiros, Felgueiras, Pontassolense e terminou no Machico, onde começara. Totalizou 112 jogos e 6 golos na 1ªDivisão e 98 jogos e 6 golos na Liga de Honra.







sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Capitão Diogo

A época 2011/12 do Real SC começará este Domingo, com a 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. A deslocação a S.Mamede de Infesta marca o início da época que será jogada na 3ªDivisão após seis épocas consecutivas na 2ª. Do grupo dos 50 jogadores mais utilizados durante as últimas seis épocas, apenas quatro farão parte do plantel desta época – Dino, Kikas, David Rosa e Alcides. Destes, apenas o capitão Dino faz parte do Top 20. Com mais jogos disputados do que Dino, apenas o ex-capitão Diogo Calheiros.



Nascido a 31 de Maio de 1980, Diogo Pinheiro Calheiros foi inscrito pela primeira vez na época 1989/90, pelas escolinhas do Futebol Benfica, onde fez toda a Formação e iniciou a sua carreira sénior, onde esteve entre 1999 e 2002, todas jogadas na 3ªDivisão Nacional. Em 2002, mudou-se para o Casa Pia, onde esteve durante três épocas e meia, tendo chegado a capitão da equipa dos gansos. Em Dezembro de 2005, mudou-se com o técnico Jorge Paixão e alguns colegas para o Real SC, colaborando na manutenção alcançada na última jornada. A época seguinte foi bem diferente, tendo a subida à Liga de Honra falhado apenas na poule disputada com o Fátima. Em 2007/08, voltou a acompanhar Jorge Paixão na mudança de clube, desta vez para o Atlético, de onde acabou por regressar em Outubro de 2007. Depois de mais quatro épocas ao serviço do Real SC, o capitão Diogo deixou o clube, regressando aos 31 anos ao seu Fofó. Só contabilizando jogos da 2ªDivisão, alinhou em 152, tendo marcado por dez vezes, visto 45 cartões amarelos e expulso numa ocasião, num jogo disputado no Pinhal Novo a 1 de Abril de 2007. Sempre disponível, nunca dando um lance por perdido, Diogo será muito importante no regresso do Fofó aos Nacionais.


domingo, 21 de agosto de 2011

Geração Adulta




Escrevo duas horas antes das equipas de sub-20 de Portugal e Brasil entrarem em campo para disputar o título mundial da categoria. Escrevo antes porque, aconteça o que acontecer na Final, nada alterará o que pretendo dizer. Aliás, isso seria válido se o tivesse feito durante o Portugal-Argentina, independentemente do apuramento português e consequente vitória sobre a França. Porque se trata de uma questão de base. A base em que assenta esta Selecção é a da maturidade que revelam na disputa de cada lance. Cada peça parece saber sempre o papel que desempenha em cada momento do jogo, sempre em prol do colectivo.

Mika tem sido intransponível na baliza. À sua frente, Roderick e Nuno Reis parecem compôr uma dupla veterana. Os laterais Cédric, Mário Rui e mesmo Luís Martins têm sido de uma regularidade e segurança impressionantes. A dupla pivô defensiva composta por Pelé e Danilo têm merecido todos os adjectivos positivos da língua portuguesa. O sempre disponível Júlio Alves, seja para defender como para auxiliar os jogadores da frente. A técnica de Sérgio Oliveira, a velocidade de Alex e Rafa, acompanhados pela categoria de Nélson Oliveira, completam um colectivo coeso e ainda intransponível.

Esta equipa representa bem o Portugal de 2011. Composta por filhos de antigos jogadores brasileiros que actuaram em Portugal e por cá ficaram (Roderick e Júlio Alves), por filhos de emigrantes (Mika e Cédric) e de imigrantes (Pelé e Danilo), é daqueles grupos que deixa qualquer Le Pen de trazer por cá com os cabelos em pé. Na Meia-Final com a França, sorri sempre que me lembrava do chefe da extrema-direita francesa.

Aconteça o que acontecer em Bogotá, este grupo liderado por Ilídio Vale, responsável durante anos pela Formação do FC Porto, já está na História. A Geração de 1989 já tinha um histórico de glória com vitórias em Europeus, a de 1991 defendia um título Mundial em casa e tinha Figo, Rui Costa, Peixe, Jorge Costa, Rui Bento e companhia. Esta Geração a que chamam “Coragem” e a quem prefiro chamar “Adulta” foi para a Colômbia sem qualquer expectativa. Não por acaso, nenhum canal de televisão em Portugal se preocupou em transmitir algum dos jogos da Fase de Grupos. A passagem aos ¼ de Final acordou uns quantos. Que assim permaneçam por mais umas horas já não seria mau.