quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Borbense empata Redondense



A jornada inaugural da Divisão de Honra da AF Évora agendava um duelo entre vizinhos. A equipa do Redondense FC deslocava-se a Borba, para defrontar o SC Borbense. Em termos de palmarés, o Borbense é mais forte. Seis presenças na 3ªDivisão contra apenas uma do Redondense e oito presenças na Taça de Portugal contra três dos visitantes. Mesmo a nível distrital, o Borbense conta com cinco títulos de campeão da divisão principal da AF Évora, contra apenas um do Redondense.

No entanto, as últimas épocas têm registado uma aproximação por parte do Redondense. Ainda assim, nas últimas dez temporadas, apenas em 2007/08, o clube do Redondo concluíu a época à frente do Borbense. Para esta época, a contratação de Paulo Sousa (ex-Lusitano de Évora) para o comando técnico, aponta para uma aposta do Redondense em lutar pelos primeiros lugares.


Tarefa difícil para um clube que tem como melhor classificação das últimas dez épocas um quinto lugar em 1999/00. Natural do Redondo, Paulo Sousa (32 anos) fez toda a sua carreira como sénior no Lusitano eborense, tendo tomado conta do comando técnico da equipa em Abril de 2007, terminando em 11º lugar na Série F da 3ªDivisão Nacional. Na época seguinte, terminou em 9º, conseguindo a manutenção na 2ªFase da prova. Em 2008/09, ficou em 10º, logrando a manutenção numa 2ªFase em que não sofreu qualquer derrota.




Domingo passado, a estreia no campeonato estava marcada para Borba e o jogo começou com toada mais dos visitantes. A maior qualidade e experiência dos seus jogadores colocavam a defesa do Borbense em apuros. Aos quinze minutos, após cruzamento remate de Farrapa (22 anos), Marono (36 anos)(passou por Escouralense e Alandroalense, entre outros) deixa-se antecipar quando tinha tudo para fazer golo. Cinco minutos passados e é Farrapa que remata fraco e à figura de Armando, após bom lance de entendimento pela direita.


O Redondense prometia e ao minuto trinta e um surgiu o golo inaugural. Marono e Ferrão (ex-júnior do Lusitano de Évora) tabelam sucessivamente na área borbense, sobrando a bola para Fradinho (32 anos)(ex-Perolivense) que não perdoa.

Apesar de abnegada, a equipa do Borbense não construíu qualquer jogada de registo durante o primeiro tempo. Aos quarenta e quatro minutos de jogo, o técnico Saraiva Neves (45 anos)(Treinou o Santiago Maior e o Calipolense) rende a sua unidade mais frágil, fazendo entrar Ruca (28 anos)(esteve no Elvas no início da época), o melhor marcador da equipa na época passada. Apesar de ser evidente a fragilidade com que o jovem Zé Grego (ex-júnior) se exibiu, o técnico borbense poderia ter evitado substituír o atleta a um minuto do intervalo.



O segundo tempo começou sem grandes alterações. Aos 57’, o árbitro assinala a marca de grande penalidade, punindo uma alegada mão de Tracanas (25 anos)(ex-Bencatelense, jogou também no Calipolense) na área redondense. Até aqui inofensivo, o Borbense tinha oportunidade de igualar a partida e Ruca não falhou.

O empate foi inspirador para o Borbense, salientando-se neste período André (ex-júnior), Filipe Pereira (20 anos)(Juvenil e Júnior no Belenenses) e o capitão Libério (34 anos).



No entanto, as suas iniciativas foram sendo travadas pela defesa redondense, onde se destacavam o central Tracanas e o lateral Carlitos (20 anos)(ex-Sp.Viana, foi júnior no Lusitano de Évora).



Demonstrando sempre maior objectividade, o Redondense volta a adiantar-se no marcador aos 70’, num desvio do recém entrado Jorginho (33 anos)(ex-Alcaçovense). Apesar de faltarem ainda 20 minutos para o fim da partida, sentia-se no estádio que as coisas estariam decididas. E assim seria, não fosse um lance insólito, registado no último minuto do tempo regulamentar. Numa fase em que o médio Luís Mendes (PRETO)(28 anos, há várias épocas no clube) já acrescentara centímetros à equipa da casa, o futebol directo era uma opção desesperada. Numa reposição de bola em jogo, a bola é colocada pelo guardião Armando no (então) lateral-esquerdo Salabarda (23 anos)(Foi júnior no Campomaiorense e passou pelo Rio de Moínhos e Alandroalense). Este, ainda antes da linha de meio campo, procura colocar a bola na área do Redondense. Caprichosamente, a bola dirige-se com um efeito tal que acaba por entrar no canto superior direito da baliza à guarda do veterano João Carlos (38 anos)(Cumpre a segunda época no clube, após uma carreira sénior que começou no Lusitano de Évora, onde esteve várias épocas).

Surpreendendo tudo e todos, o Borbense empatava a partida e forçava a repartição de pontos. Pouco depois, o árbitro dava por terminada uma partida que o Redondense poderia e deveria ter ganho.

domingo, 18 de outubro de 2009

Último vence Líder em Lourel

O Pero Pinheiro começou a época assumindo a candidatura à subida de divisão. À 4ªJornada, com apenas um ponto conquistado, troca de treinador. Sai Pedro Abranja e entra Paulinho.

O antigo central de Estoril, Nacional, Benfica e Est.Amadora, acabou a época transacta no banco d’”O Elvas”. A estreia estava marcada para o terreno do Lourel. Ao invés do seu adversário, os leões sintrenses haviam descido de divisão, sendo repescados após a “subida administrativa” do Tojal. Aspirações tão distintas quanto os inícios de época. Às primeiras quatro jornadas corresponderam quatro vitórias e o primeiro posto da tabela.

LOUREL – Tiago Monteiro; Barroso, Hélder, Simão e Edgar; Augusto, Zezinho, Oliveira (cap.) e João Raimundo; Patrick e Barradas.


PERO PINHEIRO – Ferro; Maruca, Carlos Sousa, Miguel Vicente e Fábio; Aguiar (cap.), Rodas, Tiago Almeida e Serrinha; Rafa e Brito



Em futebolês, “chicotada psicológica” significa injecção de motivação extra e foi isso que se viu domingo (dia 11) com os forasteiros a entrar pressionantes em campo. O Lourel demorou 27 minutos a entrar no jogo, quando Zezinho consegue desmarcar Patrick para um remate fraco deste. Aos 34’, e quando o Lourel até já equilibrara a partida, Tiago Almeida (antigo jogador do Lourel) finaliza uma boa jogada do veterano Brito. Aos 36 anos, o jogador mais experiente em campo, chegou a representar Estoril, Felgueiras, Marco e Leixões, na Liga de Honra.


Até ao intervalo pouco se passou digno de registo. Para a segunda parte, Paulo Rocha faz saír o perdulário Patrick e entrar o regressado Bernardo. O avançado de 25 anos esteve vários meses ausente após intervenão cirúrgica. Cumpre a 5ª época em Lourel após passagens por Real e Pero Pinheiro.


Ainda assim, a segunda parte começa com alguns lances de perigo protagonizados por Serrinha, um dos melhores em campo. Aos 72’, Brito remate em “volley” para ua grande defesa do jovem Tiago Monteiro. Dez minutos depois, já em futebol directo para a área do Pero Pinheiro, Barroso cabaceia ao lado.

Aos 88’, Serrinha volta a fazer das suas, apesar de não concretizar. O momento mais emocionante do jogo aconteceu já em período de compensação, quando Bernardo cabeceia por cima junto do poste direito da baliza à guarda de Ferro, guardião com uma tarde de pouco trabalho.


A vitória do Pero Pinheiro aceita-se e perspectiva uma recuperação na tabela. Quanto ao Lourel, destaque para Hélder (central de 19 anos), Zezinho (patrão do meio-campo ex-1ºDezembro, onde esteve 8 temporadas) e João Raimundo, o criativo ex-Igreja Nova e formado no Est.Amadora.


sábado, 3 de outubro de 2009

Futebol Benfica-Sacavenense - Qualidade em Dia de Eleições

Em dia de eleições legislativas, Futebol Benfica e Sacavenense voltaram a disputar um jogo de futebol, após duas épocas em que disputaram escalões diferentes. O popular Fofó desceu da 3ªDivisão Nacional, enquanto que o Sacavenense regressou ao principal escalão do futebol lisboeta.


Jogava-se a 3ª ronda da Divisão de Honra da AFL desta época. À partida, esperar-se-ía uma partida desequilibrada a favor dos da casa. No entanto, a equipa do Sacavenense apresentou-se sempre desinibida, sendo mesmo aquela que apresentou o melhor futebol em campo. Aliás, registe-se que não me recordo de ver o Fofó jogar tão pouco, o que também contribuíu para o destaque do Sacavenense. No entanto, isto não impediu a vitória dos de Benfica, devido a um auto-golo logo a abrir a segunda parte e a uma boa finalização de Marmelo, a sete minutos do fim.


Mas o destaque maior da partida foi ter assistido a uma exibição cheia de qualidades de um tal de Godinho, jovem que não conhecia, o que só aguçou mais a minha curiosidade. Técnica, velocidade e semelhanças com Luka Modric, o internacional croata.

Partilhou com os colegas de equipa uma imensa vontade de vencer, mas via-se que a qualidade individual se destacava dos restantes. Jogo concluído com vitória do Fofó por 2-0 e voto depositado na urna, restava descobrir quem seria este Godinho. Aqui fica o resultado da “descoberta”.

Godinho é um jovem acabado de completar 20 anos. Formado no Belenenses, chegou mesmo a ser convocado para os sub-18 de Portugal. Na época passada, esteve no Atlético do Cacém até Dezembro, quando foi ajudar o Sacavenense a regressar à Divisão de Honra. Esta época, o Odivelas (2ªDivisão) foi buscá-lo. No entanto, aconteceu a Godinho algo que é cada vez mais recorrente. Ainda estávamos em Setembro quando Godinho se viu forçado a abandonar o Odivelas por “motivos profissionais”. Regressou ao Sacavenense. Por estes dias, o defesa belenense Barge referia-se ao facto de haver bons valores nas divisões inferiores do nosso futebol. Tem razão. Quando jogadores talentosos como Godinho têm de alinhar nos Distritais, algo de muito negativo se passa no nosso futebol. Neste caso, beneficia o Sacavenense.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oriental-Eléctrico - Não houve Taça em Marvila



ORIENTAL-Mota; Tiago Rosa, Tozé, Toni e Marcelo Henrique; Ségio Mendonça, Samarra, Serginho (Taroco 69’) e Valdo (Mané 90+5’); Pedro Andrade e Santiago (Vítor Gomes 79’)

Não utilizados-Bruno Costa, Daniel, Cissé e Kikas


ELÉCTRICO-Passarinho; Telmo, Vinícius, Da Silva e Carlos Santos (João Neves 67’); Edgar, Ibraime (Joca 79’), Cristiano e Vasco Campos (Galacho 62’); Rui Gomes e Wilson

Não utilizados-Sérgio e Hugo


Sempre que visito o Campo Eng. Carlos Salema (terreno do Clube Oriental de Lisboa) tenho sensações mistas entre o fascínio e a desolação. Fascínio pela História que se respira naquelas velhas bancadas. Desolação pela degradação do espaço. A maior parte dos espectadores presentes terão com toda a certeza imensas histórias para contar, desde os tempos em que o Oriental jogava na 1ªDivisão. Nos últimos anos, os adeptos do clube vão vivendo o clube entre as 2ª e 3ªDivisões.


Neste Domingo, jogava-se a 2ª eliminatória da Taça de Portugal e o adversário era o Eléctrico FC. O mesmo que, em 2006/07, também se jogava a 2ªEliminatória, veio a Marvila eliminar o Oriental no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Foi a única ocasião em que os dois clubes se defrontaram para a Taça.


Treinados por antigos internacionais do futebol português (Carlos Manuel e Francisco Barão), Oriental e Eléctrico disputaram um jogo típico da 2ªDivisão Naconal, escalão que ambos disputam, embora em zonas diferentes.


Equilibrado mas com algum domínio da equipa da casa, não foi um jogo com muitas oportunidades de golo. A primeira surgiria ao quarto de hora de jogo, quando Pedro Andrade cabeceou à trave, na sequência de um cruzamento de Valdo (o “Adebayor” do Oriental passou por Vialonga, Sesimbra, Abrantes, Juventude de Évora, Omonia Aradippou (Chipre) e Ac.Viseu). Acabou por ser um prenúncio do que aconteceria quatro minutos depois, quando o mesmo Pedro Andrade, à entrada da área, dominou uma bola no peito, rematando de imediato, não dando qualquer hipótese a Passarinho, guardião do Eléctrico. Aos 26 anos, Pedro Andrade jogou no Cacém e no Carregado. Está no Oriental desde Dezembro de 2007.



De forma surpreendente, o Eléctrico empatou na jogada seguinte. Na sequência de uma incursão pela esquerda, Wilson ganha espaço na área orientalista e remata cruzado à saída de Mota, fazendo o empate. A velocidade do avançado de 26 anos (ex-Pescadores) que não ficou no Moura por motivos físicos e que foi recebido num clube de escalão superior, onde tem sido figura de destaque neste início de época, foi determinante. No entanto, as oportunidades de aplicar a sua mais-valia não surgiram e a primeira parte concluíu-se sem notas de relevo. O cenário manteve-se até aos 21 minutos da segunda parte, quando Santiago (avançado de 28 anos com passagens pelo Futebol Benfica, Cacém, Malveira, Amora, Mafra e U.Micaelense) replicou a acção de Wilson no 1-1, colocando o Oriental em vantagem.

Em desvantagem, o Eléctrico procurou tomar conta do jogo. No entanto, só nos últimos minutos da partida teve duas oportunidades para empatar. No primeiro lance, o recém entrado Joca desvia ao lado, depois de “furar” bem entre os centrais do Oriental. No segundo, a velocidade de Wilson voltou a aparecer, mas a finalização foi deficiente. Até ao apito final, destaque para uma entrada mais ríspida de Toni, em que o filho homónimo do antigo jogador e treinador do Benfica, viu o vermelho directo.


Pouco depois, num lance clássico de contra-ataque, Taroco fecha o marcador e a eliminatória após driblar Passarinho e rematar para as redes desertas. O Oriental estava na 3ªEliminatória, onde já jogarão os clubes da Liga Sagres.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um dia para recordar




O dia 6 de Setembro de 2009 ficará para a História do Atlético Clube do Tojal. Foi o dia da estreia em competições nacionais. O jogo da primeira jornada da Série E da 3ªDivisão ditava a recepção ao Sport União Sintrense.


O primeiro onze escolhido por Joaquim Oliveira foi composto por Ginja; Flávio, José Carlos (Cap.), Leandro e Luís Dias; Mosca, Hélder e Stanic; Sandro, Tiago Cabral e Maia. Com uma média etária de 22 anos, o Sintrense começou com Rodolfo; César Cabrita, Rui Arroja, Sapo e Russo; Emanuel, Venda, Flávio Casal (Cap.) e Rui Barroso; André Cacito e Tiago Antunes.

Talvez devido à tardia confirmação de subida de divisão, o Tojal reforçou-se com jogadores de equipas que ficaram classificadas abaixo de si na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa da época passada, o que não é comum acontecer. Curiosamente, a única aquisição proveniente de um clube da 3ªDivisão (Maia) foi o primeiro jogador a destacar-se, ao desviar um livre de canto que ainda roçou a trave da baliza do Sintrense.


As dimensões reduzidas do Campo da Meia Laranja, agravado pelo vento forte e irregular que se fez sentir, contribuíram para um jogo muito directo durante o primeiro tempo. Neste tipo de jogo, a equipa da casa pareceu sempre mais à vontade. No entanto, já se percebia que o jogo mais colectivo e a bola na relva eram mais do agrado dos sintrenses. E esteve aqui a chave do jogo. Apesar de entrar mais perigoso no segundo tempo, a defesa do Tojal começava a sentir algumas difculdades a lidar com os movimentos atacantes da equipa de Paulo Morgado.


Aos 58’, o técnico do Sintrense faz entrar Veludo e Rúben Braga para os lugares dos esforçados Flávio Casal e André Cacito. Dois minutos depois, Rui Barroso tem uma boa arrancada pela direita que rasga a defesa tojalense, desmarca Tiago Antunes na esquerda e este cruza para o desvio de Veludo para as redes da baliza de Ginja.

Dez minutos depois, o guardião do Tojal teve um momento de infelicidade ao repôr de forma deficiente uma bola que foi bem aproveitada por Rui Barroso que desmarcou Rúben Braga para o segundo golo do Sintrense. Apesar de Joaquim Oliveira ter terminado com 3 avançados, o estreante Tojal acabou por não criar grande perigo para a defesa do Sintrense, que acabou por ser uma agradável surpresa.

No Tojal, destaque para o extremo Sandro (ex-Tires), jogador com um pique merecedor de um terreno com outras dimensões e para Maia (ex-Futebol Benfica), um avançado combativo mas sem espaços para as suas desmarcações. No Sintrense, o elemento decisivo acabou por ser Rui Barroso. No entanto, demonstrou ser um conjunto bem equilibrado em termos das capacidades individuais dos seus jovens elementos.


Russo, lateral-esquerdo que não coube no Carregado que João Sousa acabou por preparar para a Liga Vitalis, oferece segurança, raça e experiência, apesar de ainda não ter completado 28 anos.


Nota final para o facto das duas equipas serem bastante jovens. Exceptuando José Carlos (capitão do Tojal), o jogador mais “velho” em campo tinha 28 anos! Se nos lembrarmos que alguns destes atletas são formados em clubes como Belenenses, Benfica, Sporting ou Estoril, entre outros, é caso para perguntar em que escalão poderiam estar a actuar, se este nosso futebol fosse outro. Mas isso é outra conversa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Real estreia vitoriosa



REAL – Vítor Golas; Elves, Pedro Mendes, Eduardo Simões e Miguel Gonçalves (Ailton 54’); Dino, André Marins e Tigas; Diogo Rosado, Hugo Rosa (Diogo Amado 84’) e Wilson Eduardo (Diogo 59’).

Não utilizados – Bruno Fernandes, Zé Mário, William e David Rosa


FAMALICÃO – Rui Forte; Hugo Pinheiro (Zezé 45’), Gualter, Hélder e Talocha; Zé d’Angola, Magalhães, Sérgio Vasconcelos (Tozé 65’) e Nuno Cavaleiro; Luís Carlos (Diop 45’) e Diarra.

Não utilizados – André Ferreira, Serafim, Tó e Koné


A estreia oficial do Real era esperada com alguma expectativa, numa época em que um protocolo assinado com o Sporting, trouxe até Queluz-Massamá vários jogadores da equipa júnior leonina da época passada. O primeiro onze escolhido por Filipe Ramos incluía cinco ex-leões. O brasileiro Vítor Golas ocupou as redes do Real, enquanto que o central Pedro Mendes fez dupla de centrais com o experiente Eduardo Simões. André Martins jogou no miolo, enquanto que Diogo Rosado juntou mais adiantado em apoio a Wilson Eduardo.


As expectativas não foram goradas, pois o Real foi sempre melhor equipa, criando diversas oportunidades de golo. Apenas alguma ineficácia na finalização impediu o resultado de ser mais volumoso, apesar de boa réplica por parte da equipa famalicense, mesmo depois de ficar reduzida a dez unidades, por expulsão de Diarra. A expulsão resultou de uma mão assinalada na área famalicense. Da marcação do penalty resultou o primeiro golo da partida, com Diogo Rosado a não dar hipóteses a Rui Forte. Apesar de reduzido a dez unidades, o Famalicão arriscou na segunda parte e manteve o jogo em aberto até aos 78’ quando Ailton, num lance individual, foi ganhado espaço até fazer o segundo golo da partida. Na equipa do Real, destaque para Diogo Rosado. A qualidade é tão evidente quanto alguns tiques de vedetismo dispensáveis. Se a questão é falta de humildade, talvez possa receber algumas dicas de colegas como o pequeno André Martins, atleta que faz lembrar João Moutinho.




O Famalicão, apesar de estar de regresso aos Nacionais devido à desistência do Rio Maior, apresentou uma equipa que poderá lutar pela subida à 2ªDivisão. Composta por elementos experientes como o guardião Rui Forte (jogou pelo Esposende na Liga de Honra), o defesa Hugo Pinheiro (jogou no Chaves e no Espinho), os médios Nuno Cavaleiro (chegou a jogar na liga principal pelo Braga e Est.Amadora) e Sérgio Vasconcelos (formado no FC Porto, alinhou pelo Varzim na Liga de Honra), teve o defesa Serafim no banco. Serafim fez parte dos plantéis do Moreirense quando os cónegos alinharam no escalão principal.

domingo, 21 de junho de 2009

O renascer do Águias





Terminaram as suas séries em terceiro lugar, pelo que a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) convocou A-dos-Cunhados e Águias de Camarate para discutir o último lugar com acesso à 1ªDivisão Distrital. O A-dos-Cunhados apenas em duas ocasiões não alinhara no último escalão distrital, pelo que a oportunidade era histórica. Do outro lado, o Águias de Camarate procurava um regresso a palcos mais condizentes com o seu palmarés. Em 1999/00, o clube dos arredores de Lisboa alinhou na antiga 2ªDivisão B, naquela que foi a época de maior destaque da sua História. De então para cá, ainda se manteve 3 épocas na 3ªDivisão Nacional, até caír nos Distritais. O regresso foi complicado, de tal forma que a manutenção foi mantida a muito custo nas primeiras duas épocas. À terceira, a descida foi inevitável. No entanto, o pior veio depois com nova descida. Assim, 2007/08 vê o Águias alinhar na 2ªDivisão da AFL, último escalão associativo. Não fez melhor que um sétimo lugar, pelo que repetiu a presença nesta época. A velocidade da queda foi muito semelhante à da primeira participação do clube nos Nacionais. A época 1980/81 foi a primeira do Águias de Camarate na 3ªDivisão Nacional. O que talvez poucos recordem é que essa estreia foi o resultado de 3 subidas consecutivas! O clube de Camarate venceu a 3ªDivisão da AFL em 77/78, a 2ª em 78/79 e foi vice-campeão da 1ª em 79/80,conseguindo a subida.

Domingo passado (14/6), as duas equipas entraram em campo com dois onzes muito diferentes. O que veio de A-dos-Cunhados apresentava uma média etária superior a 30 anos, enquanto que a média dos Águias de verde-e-branco pouco passava dos 20. Este factor viria a pesar durante grande parte da partida.


Ainda para mais, Essien (central do Camarate) transformou em golo o primeiro remate da partida, sessenta segundos após o apito inicial da árbitra Vanessa Gomes.



A equipa do concelho de Torres Vedras nunca conseguiu reagir durante o primeiro tempo, destacando-se a prestação do camisola 28 do Águias, Nuno Mota, jogador de 20 anos que terá passado pelos Juniores do V.Guimarães. Foi claramente o jogador mais esclarecido em termos técnicos, pertencendo-lhe os melhores lances da primeira parte.



A segunda parte começou com o Águias a procurar o segundo golo mas tendo sempre pela frente Pedro Vicente. O guardião do A-dos-Cunhados foi adiando aquilo que parecia inevitável.


No entanto, aos 60’, no único lance em que conseguiu fugir à marcação de Essien, Bruno Vitorino faz um belo golo, empatando a partida.

A jovem equipa de Camarate sentiu o golo e os experientes jogadores do A-dos-Cunhados tiveram um pequeno período de supremacia inédita na partida.

Aos 72’, Rui Almeida (técnico do Águias) trocou dois dos seus jogadores. Um dos que entrou na partida foi Té. Tanto quanto consegui apurar, trata-se de um avançado de 40 anos que jogou no Frielas na época passada.

Ao minuto 82, na sequência de um cruzamento do lado direito, Té cabeceia já à entrada da pequena área, fazendo o 2-1. O jogo parecia decidido, apesar da vontade demonstrada pelos jogadores do A-dos-Cunhados. Seis minutos depois, a equipa de arbitragem colocou-se no centro da única polémica do jogo, e por culpa própria.

Em vantagem no marcador e a pouco tempo do final da partida, o técnico do Camarate dá instruções para que fossem realizadas duas substituições. As placas com os números 80 e 15 são levantadas, mas apenas o dianteiro Tiago sai do recinto de jogo. O lateral-direito Pedro Júnior retarda a saída de campo, começando apenas a percorrer o seu caminho após o auxiliar do lado contrário se aperceber da situação e chamar a árbitra. Esta acaba por se dirigir ao seu auxiliar e, após uma troca de palavras, corre para o local das substituições. No entanto, não mostra o amarelo ao jogador do Camarate (seria o segundo) e permite a substituição. O auxiliar volta a chamar Vanessa Gomes que, após segunda conversa, acaba por anular a substituição, expulsando Pedro Júnior. Esta situação fez com que os últimos minutos fossem de alguma contestação dos adeptos do Camarate que aumentaria três minutos depois, quando a árbitra do jogo assinalou uma grande penalidade na área do Águias. Chamado a converter, o guardião do A-dos-Cunhados rematou sobre a barra da baliza de Da Silva. A oportunidade de prolongamento gorava-se. O Águias de Camarate estava de volta à 1ªDivisão da AFL, após duas épocas na 2ª.



Nota final para os largos minutos de espera que a equipa de arbitragem proporcionou às três equipas em campo, já depois do final da partida. Presumo que a explicação esteja no comunicado da AFL que oficializou a marcação do jogo. Referia que, após o final do jogo, se procederia à “entrega da taça e medalhas aos participantes do jogo, pelo que, as três equipas intervenientes não podem recolher aos balneários, perfilando para a referida cerimónia”.



A AFL terá usado a minuta do jogo da Final da 2ªDivisão entre MTBA e Cheleirense, jogado à mesma hora na Ericeira. Aí houve taça de Campeão para o MTBA. No Livramento, houve uma imensa festa verde e branca.